quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Guedes se reúne nesta quinta-feira com economistas da transição

 Encontro acontece às 11h no Ministério da Economia; participam da reunião os membros do grupo Nelson Barbosa e Guilherme Melo

Os integrantes da equipe de transição que discutem medidas econômicas se reúnem, nesta quinta-feira (24), com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Participam do encontro os economistas Nelson Barbosa e Guilherme Melo, integrantes do grupo técnico de economia. A reunião, que teve início às 11h, é realizada no Ministério da Economia.

A reunião acontece após Guedes ter reclamado, na última sexta-feira (18), do comportamento do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em relação ao mercado financeiro. O ministro sugeriu ao petista que "cale a boca" e comece a trabalhar.

"Já ganhou a eleição? Cala a boca, vai trabalhar, vai construir um negócio melhor. Se fizer menos barulho, trabalhar um pouco mais com a cabeça e menos com a mentira, talvez possa ser bom governo. Só depende de não mentir. E de outras coisas também", disse Guedes em um evento do Ministério da Economia.

Segundo o ministro, Lula erra ao afirmar que as regras fiscais que limitam os gastos públicos atrapalham o Poder Executivo de fazer melhor uso do orçamento público. "Que historinha é essa de conflito social com fiscal? Isso é ignorância, isso demonstra incapacidade técnica de resolver [o problema]."

Guedes ainda criticou a PEC do estouro, que o governo eleito vai propor ao Congresso Nacional para liberar recursos fora do teto de gastos — norma que limita o crescimento de despesas do governo federal à inflação do ano anterior. "Você vê a confusão que é um estouro, fazer uma PEC fora do teto, sem fonte de financiamento."

Guedes já havia dito que o teto de gastos foi uma norma mal elaborada, mas destacou que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) buscou respeitar a medida. "Pusemos o Brasil no caminho da prosperidade. Comparado ao período anterior, em que não houve Covid-19 nem guerra geopolítica, o desempenho da economia foi melhor conosco do que antes. Chegamos falando que o Estado brasileiro gasta muito e gasta mal."


R7 e Correio do Povo

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