“Não há pressa em desobrigar o uso de máscaras”, diz o ministro da Saúde sobre pedido de Bolsonaro

 


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (5) que “não há pressa” em desobrigar o uso de máscaras em meio à pandemia de covid-19 no Brasil e destacou que a medida será adotada com base na ciência.

Há quase um mês, o presidente Jair Bolsonaro disse que o ministro iria emitir um parecer para liberar o uso da proteção facial para pessoas já vacinadas ou que já contraíram a doença, mesmo diante do alto índice de contaminação e mortes por covid no país e da demora no avanço da vacinação.

O presidente também disse na ocasião, de forma errada, que pessoas já vacinadas contra a covid não transmitem a doença. Especialistas nacionais e internacionais de saúde afirmam o contrário e recomendam a manutenção do uso de máscara mesmo após a vacinação.

“Primeiro é necessário fazer um estudo científico. Depois que vem o estudo, aí o parecer é emitido. Não há pressa para se fazer isso. Isso tem que ser feito com base na ciência, o que temos defendido de forma reiterada”, disse Queiroga quando indagado por jornalistas sobre o assunto.

“O Departamento de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos está trabalhando com essa solicitação que foi feita pelo presidente da República”, acrescentou.

A manifestação de Queiroga ocorreu após ele ter visitado uma unidade de saúde de Brasília em que vacinou contra a covid-19 ministros do governo, como o titular da Infraestrutura, Tarcísio Freitas.

CPI da Covid

Marcelo Queiroga também falou sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. Questionado sobre o uso de intermediários em contratos de compra de vacina, o que ocorreu no caso da indiana Covaxin, o ministro creditou a celebração de negócios com essas empresas por exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“É, aqui os contratos são feitos com os laboratórios, há outras vacinas que têm registro emergencial, como é o caso da Covaxin e da Sputnik V, que tinham empresas que representavam aqui no Brasil porque isso é uma regra da Anvisa, isso não é do Ministério da Saúde”, disse.

Perguntado sobre os depoimentos previstos para esta semana, Queiroga negou estar preocupado. Falará à CPI, por exemplo, a ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Francieli Fantinato. “Eu só tenho uma preocupação: com a pandemia. Porque apesar de haver uma redução dos óbitos, nós ainda temos uma média móvel elevada. Essas questões da CPI eu já falei de forma reiterada, isso não consta no meu menu de preocupações”, declarou o ministro. As informações são da agência de notícias Reuters e da Agência Brasil.

O Sul

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