sábado, 10 de julho de 2021

Congresso não admitirá atentado a sua independência, diz Pacheco

 Presidente do Senado tenta estabilizar crise entre Congresso e Forças Armadas após comentário do presidente da CPI da Covid


O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou nesta sexta-feira, um dia depois da crise entre o Senado e as Forças Armadas, que o Congresso não admitirá "atentado" a sua independência e retrocessos de outras décadas. 

"Quero aqui afirmar a independência do Parlamento Brasileiro, independência do Congresso Nacional composto por suas duas casas, o Senado Federal e a Câmara, e não admitirá qualquer atentado a esta sua independência e sobretudo às prerrogativas dos parlamentares: palavras, opiniões e votos", disse em pronunciamento à imprensa.

A questão surgiu nesta quarta-feira depois que o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz , criticou os militares do "lado podre" que estivessem envolvidos em supostos esquemas de corrupção para compra de vacinas contra Covid-19. Em resposta, comandantes das Forças Armadas e o Ministério da Defesa emitiram nota conjunta afirmando que "não aceitarão qualquer ataque leviano".

"Olha, eu vou dizer uma coisa: as Forças Armadas, os bons das Forças Armadas devem estar muito envergonhados com algumas pessoas que hoje estão na mídia, porque fazia muito tempo, fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo", disse Aziz.

Ele citou os presidentes da ditadura militar, João Figueiredo e Ernesto Geisel, como exemplo da integridade dos militares, dizendo que os dois morreram pobres. "E eu estava, naquele momento, do outro lado, contra eles. Uma coisa de que a gente não os acusava era de corrupção, mas, agora, Força Aérea Brasileira, Coronel Guerra, Coronel Elcio, General Pazuello e haja envolvimento de militares", completou.

Poucas horas depois, o Ministro da Defesa, Braga Netto, e os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, o general Paulo Sérgio, tenente-brigadeiro Carlos Almeida Baptista Junior, e o almirante Almir Garnier Santos, respectivamente, emitiram onde classificaram o discurso de Aziz como "acusação irresponsável".


R7 e Correio do Povo


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