quarta-feira, 18 de novembro de 2020

TSE aponta que falha na apuração não se repetirá no 2º turno

 Justiça eleitoral detalha problema em recurso de inteligência artificial da Oracle e diz que toda equipe está focada para evitar erro semelhante


O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirmou nesta terça-feira (17), em nota, que a falha técnica responsável pelo atraso de 2h30 na divulgação dos resultados do primeiro turno das Eleições 2020 "não se repetirá" no segundo turno.

"Até o dia 29 de novembro, toda  a  equipe está focada na definição de providências para evitar incidente semelhante na apuração e totalização dos resultados do segundo turno", afirma o documento.

O órgão justifica que o atraso foi causado pela falha em um recurso de inteligência artificial existente em um otimizador da empresa de tecnologia Oracle, que oferece sistemas de gerenciadores de banco de dados. O sistema foi alterado por recomendação da PF (Polícia Federal).

A nota explica ainda que, até 2018, os votos eram totalizados em cada um dos Estados e encaminhados ao TSE, a quem cabia apenas totalizar e divulgar os resultados no caso das eleições presidenciais.

A Justiça Eleitoral ressalta que o banco de dados da Oracle é utilizado por todos os 27 TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) há mais de uma década e a empresa sempre foi a única contratada nas votações eletrônicas, iniciadas em 1996. De acordo com o TSE, a empresa foi afetada neste ano pela pandemia do novo coronavírus e entregou o equipamento com cerca de um mês de atraso. 

O TSE explica que a Oracle disponibiliza ao TSE um servidor principal formado por oito núcleos e, durante a totalização dos votos no último domingo "observou-se o desligamento de um dos oito nós de processamento do servidor principal", diz a nota.

"Esse incidente no componente de hardware ocorreu de forma simultânea à verificação na lentidão na totalização dos resultados, o que levou a equipe da Tecnologia da Informação do TSE a considerá-lo como possível causa para a demora", relata.

No entanto, constatou-se que a falha não teve relação direta com a demora da totalização, porque o equipamento se manteve capaz de "redistribuir de forma  automática a carga para os demais nós de processamento sem impacto no desempenho e disponibilidade". 


R7 e Correio do Povo

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