quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Bolsonaro sai mais fraco ou mais forte das eleições municipais?

 

Bolsonaro deixa local de votação na Vila Militar, na zona oeste do Rio, após votar para prefeito e vereador no último domingo (15): presidente foi alçado à condição de perdedor nas eleições municipais deste ano, mas será mesmo?| Foto: Wilson Júnior/ Estadão Conteúdo


Por J.R. Guzzo

Toda a eleição no Brasil, até para síndico de prédio, tem um elemento que não muda: a intensa fascinação do noticiário político em estabelecer quem ganhou e quem perdeu. É curioso, porque deveria estar claro que ganhou quem ficou em primeiro lugar – já agora ou, se for preciso, no segundo turno. Quem perdeu, dentro da simetria geral do universo, foi quem ficou do segundo lugar para baixo, até o último. Mas não é assim que funciona.

Dez minutos depois de serem abertas as urnas, já começam as análises interpretativas sobre os reais vencedores. Este ano, com as eleições para escolher cerca de 5,5 mil prefeitos e quase 60 mil vereadores, não foi diferente – embora só se tenha mencionado um perdedor, já que parece impossível cravar ganhadores. Sempre se comenta sobre ectoplasmas como “partidos”, “correntes”, “alianças”, etc, mas vencedor mesmo que é bom, com nome, sobrenome e foto, nada.

O perdedor, segundo a conclusão definitiva dos cientistas políticos, foi o presidente Jair Bolsonaro. Ele teve a boa ideia, lá atrás, de não fazer campanha direta para ninguém, mas as análises olham para outra coisa: que candidatos invocaram o nome do presidente em suas campanhas, ou que se apresentaram como seus aliados, ou que são catalogados como pertencentes à sua turma. Como muitos deles perderam, ou tiveram desempenho medíocre, Bolsonaro já foi condenado como o grande derrotado de 2020.

Clique para ler a análise completa de J.R. Guzzo.


Gazeta do Povo

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