sexta-feira, 13 de novembro de 2020

O mercado da comunicação deve ceder a anônimos? Não e nunca.

 A visão de Madeleine Lacsko sobre o anonimato militante 


Nem todo canalha é covarde, mas todo covarde é canalha. O refúgio mais aconchegante dos canalhas é o anonimato. Especialistas em segurança pública já argumentaram comigo diversas vezes sobre a importância real de denúncias anônimas e eu ouço porque não é minha área. No meu ramo, que é o da comunicação, existe um argumento falacioso de que o direito de falar de forma anônima nas redes seria liberdade de expressão. Tem liberdade quem tem responsabilidade para arcar com as consequências das próprias decisões, não quem pretende fugir delas.
 

Veículos de comunicação, agências de publicidade e marcas estão diante do desafio de lidar com grupos anônimos, todos unidos em torno de um discurso nobre e ações de ataque coletivo sem nenhum nexo com o discurso. Hoje circulam pela internet 3 amostras da chantagem virtual: Sleeping Giants, Planilha das Agências e Exponha seu Cliente. Como agir diante da popularidade desses mecanismos?


O Sleeping Giants (Gigantes Adormecidos, em inglês) é cópia de um projeto semelhante nos Estados Unidos. Trata-se de um grupo anônimo que diz combater o "discurso de ódio" por meio de desmonetização. Como em todo caso de militância simbólica e desvinculada da realidade, eles também toleram discurso de ódio e miram alvos específicos sem se importar com as consequências.

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Gazeta do Povo

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