sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Doações de órgãos no Brasil diminuem durante pandemia

 Ocupações de leitos de UTI e redução de malha aérea prejudicam logística

O número de doadores de órgãos brasileiros é considerado baixo quando comparado à quantidade por milhão de habitantes e países que são símbolos de eficiência em captação de órgãos, como a Espanha. A pandemia causou uma queda ainda maior devido à diminuição de leitos de UTI, que foram priorizados para atender pacientes com Covid-19, e a redução da malha aérea que permite o transporte de órgãos entre os estados.

José Huygens, presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), Luiz Augusto Carneiro D'Albuquerque, professor titular e diretor do Serviço de Transplantes de Órgãos do Aparelho Digestivo da HCFMUSP, e Edson Arakaki, transplantado renal, médico gastroenterologista e presidente da Associação Brasileira de Transplantados (ABTx) destacaram a importância do diálogo entre a família e amigos sobre o ato de doação que pode transformar vidas.

“São três os tipos de doadores: o falecido, sendo o mais frequente por morte encefálica; o doador com o coração parado; e o doador vivo, geralmente, alguém da família”, explicou Huygens, presidente da ABTO. “O mais importante de toda campanha de doação de órgão é que todo mundo fale em vida que quer ser doador. Quando isso acontece, geralmente a família segue aquele desejo.”

O diretor do Serviço de Transplantes de Órgãos do Aparelho Digestivo da HCFMUSP ressaltou que a logística é essencial para o transporte dos órgãos. “Nós temos algumas soluções de preservação, mas elas funcionam por um tempo limitado, definido. Então nós temos que ter essa estratégia da logística de movimentação de maneira muito bem-feita para quando iniciarmos a retirada, ela seja concluída com sucesso. Acho que o drone, principalmente nas grandes cidades, vai ser um benefício extremo muito grande”, afirmou Carneiro.



R7 e Correio do Povo

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