domingo, 19 de julho de 2020

Milhares protestam em Israel contra corrupção e gestão da pandemia

Descontentamento popular aumentou nos últimos dias, em sintonia com as novas restrições impostas ante o ressurgimento da epidemia, e os manifestantes acusaram o governo de estar "desconectado" da realidade

País de nove milhões de habitantes registra mais de 49 mil casos de Covid-19, com 400 mortos

Milhares de pessoas participaram de protestos contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e a resposta do governo à Covid-19 em diferentes cidades de Israel na noite de sábado, incluindo Jerusalém e Tel Aviv. A polícia usou canhões de água para dispersar milhares de manifestante. O porta-voz da corporação, Micky Rosenfeld, declarou que os agentes da ordem permitiram a realização de manifestações, mas que tomaram medidas contra "distúrbios" não autorizados, como o bloqueio de estradas.
Em Tel Aviv, milhares de pessoas protestaram contra a resposta econômica do governo à crise dos coronavírus no Charles Clore Park antes de marchar pela cidade até a Praça Habima. Ao todo, 13 manifestantes foram presos depois que a polícia alegou ter sido pulverizada com spray de pimenta. O descontentamento popular aumentou nos últimos dias, em sintonia com as novas restrições impostas ante o ressurgimento da epidemia, e os manifestantes acusaram o governo de estar "desconectado" da realidade.
Uma primeira mobilização ocorreu em Jerusalém e reuniu centenas de pessoas em frente à residência do premier para exigir a sua renúncia. Processado por corrupção, fraude e abuso de confiança em três causas, Netanyahu é o eixo de um julgamento cuja próxima audiência está prevista para este domingo. "Democracia", "mentiroso" e "manipulador", escreveram os manifestantes em cartazes, segundo um jornalista da AFP.
O gabinete do premier e o Ministério da Saúde anunciaram ontem que a maioria do comércio não-essencial e dos locais públicos deverão fechar neste fim de semana, até nova ordem. O país, de nove milhões de habitantes, registra mais de 49 mil casos da doença viral, com 400 mortos.
AFP e Correio do Povo

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