terça-feira, 16 de junho de 2020

Ninguém protesta contra o racismo na China

Propaganda mostra homem negro sendo “lavado” e virando um chinês. Este é só um caso do racismo explícito da China.| Foto: Reprodução/ YouTube

Negros são expulsos pela polícia de apartamentos e hotéis onde vivem e passam a ser impedidos de entrar em lojas, restaurantes e até mesmo hospitais. Estamos falando da África do Sul durante o Apartheid? Dos Estados Unidos enquanto vigoravam as leis Jim Crow? Do Congo quando era dominado pelos belgas?
Nenhuma das alternativas anteriores.
Estamos falando da China em pleno ano de 2020. O caso acima ocorreu na cidade de Guangzhou, no sul do país. A cidade, que abriga uma das maiores comunidades africanas do país, tomou as atitudes racistas com base em um boato de que os negros carregavam uma segunda onda da pandemia, uma suspeita sem a menor base científica. Uma loja do McDonalds na cidade chegou a colocar na porta uma placa alertando que a entrada de negros estava proibida.
Não é a primeira vez e nem a única manifestação racista registrada em solo chinês. O Partido Comunista Chinês promove este tipo de sentimento entre a população desde a década de 1960, como revela Jui-Wei Yang no livro “Racism in China: Mao's War on Racial Tolerance and Multiculturalism” [Racismo na China: a guerra de Mao à tolerância racial e ao multiculturalismo].
Mesmo assim a China foi poupada pelos protestos globais contra o racismo. Talvez porque os antifascistas e as lideranças que manipulam o justo sentimento de indignação da população negra têm mais em comum com o comunismo chinês do que se pensa.

Veja no texto a seguir como o racismo é comum na China faz décadas.


Gazeta do Povo

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