terça-feira, 8 de outubro de 2019

Câmara registra o menor gasto com cota parlamentar desde 2010

Gasto de R$ 85 mi até junho

Economia de 17% sobre 2018

Despesa com passagem subiu

Renovação na Câmara pode ter relação com a queda nos gastos de cota parlamentarSérgio Lima/Poder360

TIAGO MALI
08.out.2019 (terça-feira) - 6h00
atualizado: 08.out.2019 (terça-feira) - 7h20

A atual legislatura na Câmara dos Deputados tem sido a que menos gasta da cota parlamentar na década. O acumulado de fevereiro a junho, R$ 84,9 milhões, representa queda de 17% em comparação ao mesmo período de 2018.

O Poder360 comparou, de 2010 a 2019, os valores gastos de fevereiro (início da legislatura) a junho –corrigidos pela inflação oficial de junho deste ano. Os deputados têm até 3 meses para lançar suas despesas no sistema. Por isso, a soma de despesas de julho, agosto e setembro deste ano, que ainda pode sofrer alteração, não foi considerada no levantamento.

De fevereiro a junho deste ano, os gastos dos 513 deputados foram R$ 17,5 milhões abaixo do que o registrado no mesmo período de 2018.

Este já é o 3º ano seguido em que a Câmara vislumbra diminuição nas despesas com cota parlamentar durante o 1º semestre. Mas a queda é mais acentuada em 2019 –o que pode ser reflexo da renovação pós-eleição de 2018 na Câmara. Enquanto os deputados em 1ª legislatura gastaram até agora 68% do dinheiro a que têm direito, os restantes consumiram 78%.

ONDE OS GASTOS DIMINUÍRAM?

Em relação ao ano passado, o item que mais ajudou na queda foi “divulgação da atividade parlamentar”: foram R$ 7,2 milhões a menos gastos na atual legislatura. Despesas com combustíveis, telefonia e aluguel de carros também aparecem abaixo de outros anos.

Há poucos itens em 2019 que superam as despesas de 2018. O único de valor relevante é passagem aérea. Foram gastos R$ 27,4 milhões com os bilhetes. Aumento de 11% em relação aos R$ 24,7 milhões do ano passado.

A verba de gabinete é anual. O dinheiro não usado em 1 mês é acumulado e pode ser utilizado nos restantes. Os valores registrados até aqui indicam a Câmara mais econômica da década, mas ainda há tempo para que os gastos aumentem.

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