Entenda porque o Telegram, o aplicativo das mensagens vazadas, era usado pela Lava Jato

As mensagens vazadas pelo The Intercept são originarias do Telegram, aplicativo de mensagens usado pelos procuradores da Lava Jato


O aplicativo Telegram usado pelos procuradores por ter, na época, mais funcionalidades que o Whatsapp. Foto: Divulgação.

Com o vazamento de conversas de procuradores da Lava Jato e do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, pelo site The Intercept, muito se tem discutindo sobre a segurança de aplicativos e sites na internet com o sigilo de informações de usuários na rede.

O aplicativo de mensagens Telegram foi usado por procuradores da Lava Jato e por Moro. Segundo os próprio procuradores, a possibilidade de manter conversas criptografadas de ponta a ponta e de compartilhar arquivos, entre outras funções, os convenceram a adotar o Telegram para trocar mensagens anos atrás. Isso porque o outro aplicativo de mensagens, o WhatsApp, não dispunha de tais funções na época.

Foi justamente pelo aplicativo Telegram que chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, e Sérgio Moro trocaram as mensagens vazadas por hackers e que estão sendo divulgadas pelo site The Intercept Brasil.

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fontes ligadas ao MPF (Ministério Público Federal) disseram em entrevista ao UOL que havia a percepção de que o Telegram era mais seguro que o WhatsApp, principalmente porque tinha a opção de conversas secretas, com criptografia de ponta a ponta — tecnologia que anos depois tornou-se padrão no WhatsApp.

A criptografia de ponta a ponta, em tese, impossibilita qualquer pessoa e até mesmo a empresa do aplicativo de conseguir violar o sigilo de uma conversa entre dois usuários.

A opção de “chat secreto” também permite configurar um prazo para a autodestruição da conversa, que varia de um segundo a uma semana, além de impedir o encaminhamento de mensagens e, nos celulares com sistema Android, a realização de capturas de tela.

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Outra função do aplicativo é a utilização por meio do computador, sem a necessidade de manter o celular conectado. Segundo o jornal O Globo, o MPF está investigando se foi justamente por meio desta funcionalidade que conseguiram acessar o Telegram de procuradores e vazar as mensagens.

O uso do Telegram em um navegador funciona da seguinte forma: é preciso colocar o número do celular no site do aplicativo. Em seguida, o usuário então recebe uma mensagem via SMS com um código para inserir no computador. Assim, o aplicativo é aberto no navegador, permitindo a troca de mensagens e o acesso a conversas antigas.

Em um dos casos, um autodeclarado hacker usou o Telegram do conselheiro do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) Marcelo Weitzel Rabello de Souza, procurador do Ministério Público Militar, para mandar mensagens no grupo do órgão e intimidar procuradores ao afirmar que pode acessar “quem quiser e quando quiser”.

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Na última terça (11), o Telegram se pronunciou dizendo que não havia evidências de que o aplicativo foi hackeado. Segundo a empresa, “é mais provável que tenha sido malware [vírus] ou alguém que não esteja usando uma senha de verificação em duas etapas”.



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