Venezuela não assumirá presidência do Mercosul, decidem chanceleres do bloco

15.06-Nicolás-MaduroOs chanceleres do Brasil, da Argentina, do Paraguai e do Uruguai decidiram nesta terça-feira (13) que a Venezuela não assumirá a presidência rotativa do Mercosul como estava previsto no cronograma do bloco.

Em nota, o Ministério de Relações Exteriores do Brasil explicou que os ministros dos quatro países fundadores do Mercosul decidiram mudar a regra do bloco porque a Venezuela descumpriu compromissos assumidos no Protocolo de Adesão ao Mercosul, assinado em Caracas em 2006. A decisão consta da Declaração Relativa ao Funcionamento do Mercosul e no Protocolo de Adesão da República Bolivariana da Venezuela, aprovados hoje.

“O prazo para que a Venezuela cumprisse com essa obrigação encerrou-se em 12 de agosto de 2016 e entre os importantes acordos e normas que não foram incorporados ao ordenamento jurídico venezuelano estão o Acordo de Complementação Econômica nº 18, o Protocolo de Assunção sobre Compromisso com a Promoção e Proteção dos Direitos Humanos do Mercosul e o Acordo sobre Residência para Nacionais dos Estados Partes do Mercosul”, diz nota divulga pelo Itamaraty e assinada pelo ministro José Serra.

Com a medida, nos próximos seis meses a presidência do bloco será exercida conjuntamente por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Os países poderão definir “cursos de ação e adotar as decisões necessárias em matéria econômico-comercial e em outros temas essenciais para o funcionamento do Mercosul”. Os quatro países também poderão decidir sobre negociações comerciais com outros países ou blocos de países.

“A declaração foi adotada no espírito de preservação e fortalecimento do Mercosul, de modo a assegurar que não haja solução de continuidade no funcionamento dos órgãos e mecanismos de integração, cooperação e coordenação do bloco”, diz trecho da nota.

Conforme o documento assinado hoje por Brasil, Argentina Uruguai e Paraguai, caso a Venezuela “persista no descumprindo de obrigações”, o país poderá ser suspenso do bloco a partir de 1º de dezembro de 2016.

 

Agência Brasil

 

Incêndio em área desapropriada causa estranheza em prefeito de Osasco

 

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

O incêndio destruiu muitas moradias na Ocupação Esperança, mas não há registro de vítimas entre os moradores

O incêndio destruiu muitas moradias na Ocupação Esperança, mas não há registro de vítimas entre os moradoresCamila Boehm

Um incêndio de grandes proporções que atingiu na tarde de hoje (13) a Ocupação Esperança, em Osasco, causou estranheza no prefeito do município Jorge Lapas. O decreto de desapropriação por interesse social da área, situada na Estrada Alpina, foi publicado no Diário Oficial de Osasco no último dia 6, após três anos de ocupação do terreno organizada pelo Movimento Luta Popular, desde agosto de 2013.

“Na terça-feira, nós emitimos o decreto de utilidade pública e, no sábado, eu vim conversar com eles, junto com o próprio movimento aqui. A conversa foi tranquila, eles iam levar ao juízo esse decreto para tentar segurar a reintegração de posse e foi uma conversa super boa, super tranquila. Estávamos animados de tentar a solução com o proprietário, para que eles [ocupantes] comprassem a terra, a própria organização do movimento, e construíssem através do Minha Casa, Minha Vida”, disse o prefeito.

“Claro que é um momento tenso, um momento difícil, mas  é estranho o fogo ter acontecido em um momento tenso como esse. Estamos muito preocupados com isso, mas estamos aqui para estender as mãos, está toda a prefeitura mobilizada”, acrescentou. Ele disse que a prefeitura continua com a intenção de construir moradias nesse mesmo terreno, negociando com o proprietário.

O incêndio começou por volta das 17h20, segundo o Corpo de Bombeiros. Para tentar salvar seus pertences, os moradores transportaram com as mãos, para longe do fogo, guarda-roupas, eletrodomésticos, roupas, e produtos pessoais. Cerca de 60 bombeiros e 25 viaturas trabalhavam no local.

Saiba Mais

O morador João Batista Dutra estava ajudando a molhar os barracos ao redor do incêndio para tentar evitar que o fogo se espalhasse. Sua casa ainda não tinha sido atingida, mas ele já havia retirado alguns pertences. “O que tinha de água nas caixas d'água, já conseguimos jogar para esse lado. Sou morador aqui do lado. Ainda bem que não chegou até aqui [no próprio barraco]. Conseguimos tirar algumas coisas, o resto está lá dentro”, disse.

Fábio Viana de Almeida Silva, também morador com a esposa e o filho de um mês, ajudava no combate ao incêndio: “Os bombeiros estão fazendo a sua parte, nós também estamos fazendo a nossa como moradores. [Estamos] molhando as paredes dos barracos de madeira para ensopar de água e ver se ameniza, para não chegar  aqui perto de nós”.

Rescaldo

O Corpo de Bombeiros conseguiu controlar às 20h15 o fogo às 20h15, mas ainda havia pequenos focos do incêndio. Por volta das 22h, o incêndio já estava em fase de rescaldo. De acordo com o tenente-coronel Roberto Lago, o trabalho dos bombeiros devem continuar durante a madrugada: “Posso dizer que vamos passar a noite inteira aqui. Inclusive, vamos esperar a luz do dia. Vou mandar equipes aqui, à luz do dia, para fazer uma busca mais minuciosa”.

Segundo informações da Defesa Civil do município, mais de 200 barracos foram queimados. Não há registro de mortos, feridos ou desaparecidos. A ocupação, localizada na Estrada da Alpina, próximo à Rodovia Anhanguera, é um local de difícil acesso, com ruas de terra, estreitas e com muitos carros estacionados na via, o que prejudicou o deslocamento dos carros dos bombeiros.

De acordo com o Movimento Luta Popular, que atua na comunidade, na ocupação moram aproximadamente duas mil pessoas em cerca de 500 barracos. Segundo a prefeitura de Osasco, as pessoas que estão desabrigadas serão levadas para o Ginásio de Esportes Henrique Alves Moraes, no Jardim Baronesa.

 

Agência Brasil

 

Incêndio atinge favela em Osasco, na Grande São Paulo

 

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Um incêndio de grandes proporções atinge neste momento uma favela em Osasco, na Grande São Paulo. Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio teve início por volta das 17h26 e, até este momento, não foram registradas vítimas. De acordo com o órgão, a favela está localizada na Estrada da Alpina, na altura do número 56, próximo à Rodovia Anhanguera.

Quinze viaturas dos bombeiros estão no local para tentar conter o incêndio. As causas do incêndio não foram informadas.

 

Agência Brasil

 

 

Comércio em baixa

Thinkstock

As vendas do comércio no Brasil caíram 0,3% em julho, na comparação com junho. Os dados são do IBGE. Em relação ao mesmo período de 2015, a queda foi de 5,3%. O Brasil acumula 16 meses seguidos de queda.
Para analistas, somente uma melhora na massa de salários do trabalhador, aumento de empregos e baixa na taxa de juros pode ajudar o setor. Leia mais

 

Não está fácil

Folhapress

O Brasil é o país com as piores expectativas em relação ao mercado de trabalho do mundo para o último trimestre do ano. É o que mostra uma pesquisa da empresa Manpower. O país tem -7% de tendência a criar emprego, o pior de todos os 43 países analisados e o único que aparece com índice negativo.
Enquanto isso, Índia , Japão e Taiwan apresentam as melhores perspectivas de emprego globais. Leia mais

 

Movimentação no mercado

AP

A Bovespa teve queda hoje de 3,01%, com 56.820,77 pontos. É o menor valor de fechamento desde o dia 2 de agosto. O resultado foi puxado, principalmente, pelo desempenho negativo das ações da Vale, da Petrobras e dos bancos.
No mercado de câmbio, o dólar subiu 2,09%, e está cotado em R$ 3,317. É o maior valor de fechamento desde 07 de julho. Leia mais

 

 

Brasileiras perdem no basquete, mas saem aplaudidas da quadra

 

Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil

rio2016_banner

A seleção brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas se despediu hoje da Paralimpíada do Rio de Janeiro com uma derrota para os Estados Unidos por 66 a 35, pelas quartas de final da competição. Apesar da derrota, a seleção mostrou qualidade, sobretudo nas trocas rápidas de passes. A torcida apoiou o time até o fim, apesar do placar adverso, vibrando a cada cesta e a cada erro de arremesso norte-americano. No fim, a satisfação foi de uma participação honrosa do time perante sua torcida.

“A gente começou meio abatida, mas com a força da equipe, apoio de todo mundo, a gente conseguiu se reerguer e correr atrás do resultado. Infelizmente não conseguimos ganhar, mas só por termos ido atrás já foi uma vitória. A sensação é de dever cumprido. Queríamos uma medalha, uma posição bacana, mas, na medida do possível,  saímos felizes”, disse a camisa 11 da seleção, Geisa Vieira.

O primeiro quarto foi todo dos Estados Unidos. O Brasil errava muitas cestas de curta distância, debaixo do aro. Já as americanas aproveitavam todas as oportunidades que tinham e logo abriram larga vantagem. No segundo quarto, as brasileiras foram mais precisas nos arremessos e melhoraram o desempenho, mas as adversárias continuavam não errando. Ao final do primeiro tempo, o placar marcava 35 a 13 para as norte-americanas.

O segundo tempo mostrou um Brasil mais guerreiro e preciso. Roubadas de bola, arremessos de longe e de perto passaram a ser convertidos. A cada cesta brasileira, a arquibancada comemorava como um gol. Do lado americano, os erros começaram a aparecer. As bolas já não eram tão certeiras e o jogo duro do Brasil equilibrou as ações. No terceiro quarto o Brasil marcou 10 pontos e as americanas 11.

Saiba Mais

O último quarto continuou equilibrado, mas o começo ruim das brasileiras cobrou seu preço. No final, 66 a 35 para os Estados Unidos, mas não ficou nenhum sabor de derrota. A raça e determinação mostradas pelas brasileiras foram devidamente recompensadas. Muito aplaudidas pelo público, as brasileiras deixaram a Arena Olímpica do Rio com a sensação de dever cumprido.

Raça e recompensa

Lia Martins traduziu o quão guerreiro foi o time brasileiro. Ela trombava sua cadeira laranja neon nas cadeiras das adversárias, caía no chão, se levantava com agilidade e continuava a brigar pela bola. Arremessou bolas enquanto era derrubada. Lia tanto fez que virou a queridinha da torcida, que pareceu não se importar tanto com a derrota e aplaudiu muito o time.

“É sempre bom, dá um incentivo a mais na gente. A gente gosta desse carinho com o público. Dá um ânimo na gente. Temos que tirar proveito e dar o nosso melhor para essa torcida que vem nos prestigiar. Independente de ter ganhado ou não a gente sempre procura dar o nosso melhor”, disse Lia, cestinha do Brasil, com 17 pontos, após a partida.

Para Lia, o Brasil está no caminho certo na modalidade e aprendendo a cada desafio, como os que teve no Rio de Janeiro: “Em todos os jogos, demos o nosso melhor, procurando sempre a vitória. Estamos num bom caminho, é continuar mantendo o foco. Esses jogos estão sendo um aprendizado. Vamos continuar nossa busca pela tão sonhada medalha paralímpica”.

O Brasil encerra sua participação na Paralimpíada contra a França, na disputa do sétimo lugar, na próxima sexta-feira (16). O tom já é de despedida da Paralimpíada, que deve deixar saudades, como disse Lia: “Vai ficar marcado na nossa memória. Cada momento que a gente viveu aqui com a torcida, com o carinho. Vamos viver com essa lembrança. Pode passar o tempo, mas [a lembrança] vai estar sempre com a gente”.

Veja o guia das modalidades paralímpicas.

 

Agência Brasil

 

 

Moreira Franco diz que declaração de Cunha sobre governo não o deixa "zangado"

 

Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil

Brasília - O presidente Michel Temer preside reunião do Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), no Palácio do Planalto. Participam do encontro ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, secretári

O secretário-executivo do programa, Moreira Franco, ao lado do presidente Michel Temer  Antonio Cruz/ Agência Brasil

O secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, disse hoje (13) que não ficou “zangado” com a declaração do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que ele seria a “eminência parda” do governo federal por trás da cassação de seu mandato de deputado federal.

Saiba Mais

Após a sessão de ontem (12), Cunharesponsabilizou o governo Temer por sua cassação pelo apoio dado pelo Palácio do Planalto à eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Casa.

Segundo Cunha, “todo mundo sabe que o governo hoje tem uma eminência parda e quem comanda o governo é o Moreira Franco, que é o sogro do presidente da Casa [Rodrigo Maia]. Todo mundo sabe que o sogro do presidente da Casa comandou uma articulação e fez com que fosse feita uma aliança com o PT e, consequentemente, com isso a minha cassação estava na pauta”, disse o agora ex-deputado.

Para Moreira Franco, a declaração de Cunha não faz sentido e foi dada em um momento tenso pelo qual o ex-deputado passava. “Não vou ficar zangado com ele e não vou não compreender [a atitude tomada] em um momento de grande tensão e de grande dificuldade que ele estava vivendo. Não vou ter uma outra atitude que não esta”, disse o ministro após participar do anúncio das primeiras obras do PPI.

“Toda essa teoria é fruto da percepção dele [Eduardo Cunha] e está no plano teórico. Não há nenhuma razão para ele citar meu nome. Não sou eminência parda. Ele disse que eu sou, mas eu não sou”, acrescentou.

 

Agência Brasil

 

Sem nova proposta da Fenaban, bancários decidem manter greve

 

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários, esclarece a população sobre os motivos da greve da categoria na Rua XV de Novembro, região central (Rovena Rosa/Agência Brasil)

"Nossas  reivindicações  podem  ser  atendidas  pelo  setor  mais  lucrativo  do  país”,  diz  a  presidenta  do Sindicato  dos  Bancários  de  São  Paulo,  Osasco  e  Região,  Juvandia  MoreiraRovena Rosa/Agência Brasil

Em reunião nesta tarde, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentou proposta, e o Comando Nacional dos Bancários decidiu manter a greve da categoria. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, na quinta-feira (15), haverá nova reunião a partir das 16h.

“Os bancos chamaram para uma negociação e não apresentaram nenhuma nova proposta para a categoria nesta terça-feira [13], um desrespeito com os trabalhadores e a população. Eles insistem em impor reajuste abaixo da inflação, com perda real. Cobramos também que parem com as demissões. Nossa greve vai crescer, a cada dia, porque sabemos que nossas reivindicações podem ser atendidas pelo setor mais lucrativo do país”, disse a presidenta do sindicato, Juvandia Moreira.

Em nota, a Fenaban confirmou não ter apresentado nova proposta aos bancários. Segundo a federação, a rodada de negociação de hoje discutiu possibilidades a serem avaliadas para um acordo.

Na última sexta-feira (9), a Fenaban ofereceu aos bancários reajuste de 7% nos salários e benefícios e abono de R$ 3,3 mil, a ser pago 10 dias após a assinatura do acordo. “A nova proposta resulta numa remuneração superior à inflação prevista para os próximos 12 meses, com ganho expressivo para a maioria dos bancários.”

Os bancários, no entanto, pedem reajuste de 14,78% (5% de aumento real, mais a correção da inflação), 14º salário e participação nos lucros e resultados de R$ 8.297,61, entre outras demandas.

A greve dos bancários começou terça-feira passada (6). Segundo o sindicato, 1.048 locais de trabalho mantiveram-se fechados nesta terça-feira em São Paulo e Osasco, e houve adesão de 39 mil trabalhadores ao movimento.
A Fenaban não divulgou balanço da greve.

 

Agência Brasil

Nenhum comentário:

Postar um comentário