Léo Pinheiro diz a Moro que está disposto a contar tudo o que sabe

leo-pinheiro (2)O ex-presidente da empreiteira OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, investigado na Operação Lava Jato, disse nesta terça-feira (13) que está disposto falar “tudo o que sabe”. Pinheiro voltou a prestar depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Na primeira vez, ele permaneceu em silêncio diante de Moro.

No depoimento, Pinheiro confirmou que participou de uma reunião com o ex-senador Gim Argello para discutir como barrar as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, encerrada em 2009. Na época, a comissão apurava suspeitas de desvios de recursos na estatal e buscava a convocação de empreiteiros ligados à estatal.

Segundo ele, na reunião, estavam presentes o ex-ministro Ricardo Berzoini e o ex-senador Vital do Rêgo, então presidente da CPI. Na época, Argello ocupava cargo de vice-presidente, e foram solicitados R$ 5 milhões, segundo o empreiteiro. No depoimento, Pinheiro disse que a quantia não foi paga porque “fugia ao padrão de doações eleitorais da OAS”.

No primeiro depoimento, prestado no dia 24 de agosto, o empreiteiro permaneceu em silêncio durante audiência com Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na Justiça Federal. Dois dias antes do depoimento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia suspendido a negociação do acordo de delação premiada de Léo Pinheiro, após a divulgação pela revista Veja de vazamentos do acordo.

Pinheiro foi preso pela segunda vez na Lava Jato no dia 5 de setembro. Ao decretar novamente a prisão de Pinheiro, Moro disse que a prisão não tem relação com a suspensão das negociações do acordo de delação premiada. No despacho, Moro também explicou que o pedido de prisão de Léo Pinheiro foi feito em março e que demorou para tomar a decisão para aguardar o andamento das investigações.

Na Lava Jato, o empreiteiro também responde pela suposta participação no esquema de cartel de empreiteiras na Petrobras e por, supostamente, beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos casos do tríplex em Guarujá e do sítio em Atibaia.

 

Agência Brasil

 

Senado aprova projeto que endurece punições para tráfico de pessoas

 

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

O plenário do Senado aprovou hoje (13) projeto de lei que prevê medidas de prevenção e combate ao tráfico de pessoas, bem como ações de proteção às vítimas desse tipo de crime. Após acordo entre governo e oposição, os senadores decidiram rejeitar o substitutivo aprovado na Câmara e retomar integralmente o projeto original do Senado.

Brasília - Plenário do Senado em sessão para analisar o PLS 204/2016, que permite à administração pública vender ao setor privado os direitos sobre créditos de qualquer natureza (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Senadores estão trabalhando em regime de esforço concentradoFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O projeto prevê, entre outras coisas, a estruturação de uma rede de atendimento às vítimas e de enfrentamento ao problema, envolvendo todas as esferas de governo e organizações da sociedade civil, além do fortalecimento das ações nas regiões de fronteira, consideradas mais vulneráveis.

O texto também propõe o estímulo à produção de dados sobre tráfico de pessoas por meio do incentivo a pesquisas e coleta de informações sobre o tema. E também o incentivo à formação e capacitação de profissionais que lidam com o enfrentamento desse crime e com o atendimento às vítimas.

A matéria trata ainda da ampliação da colaboração internacional dos órgãos de inteligência brasileiros e do intercâmbio de informações, inclusive judiciais, com organismos policiais e judiciários de outros países.

A proposta também prevê a possibilidade de apreensão e sequestro de bens que sejam provenientes da prática de tráfico de pessoas e isenta as vítimas de punição sobre a prática de crimes que tenham eventualmente cometido em razão desta condição.

Também está previsto o agravamento da pena dos criminosos caso sejam funcionários públicos ou se valham de relação de parentesco com as vítimas, ou se a pessoa traficada for criança ou adolescente ou ainda se ela for retirada do território nacional. O texto segue agora para sanção presidencial.

Renegociação com países africanos

Na mesma sessão, que ocorreu em regime de esforço concentrado, os senadores aprovaram projeto de resolução que concede autorização para a renegociação da dívida de países africanos com o Brasil.

Serão beneficiados o Congo-Kinshasa (US$ 4,7 milhões), a Zâmbia (US$ 113 milhões), a Tanzânia (US$ 237 milhões) e a Costa do Marfim (US$ 1,2 milhão). O texto segue para promulgação.

 

Agência Brasil

 

Pais de criança encontrada nua em carro de PM receberão tratamento psicológico

 

Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro iniciou o acompanhamento médico e psicológico da menina de 2 anos encontrada nua, no último sábado (10), no carro do coronel reformado da Polícia Militar Pedro Chavarry Duarte, 62 anos, em um posto de gasolina em Ramos, subúrbio da cidade.

A criança e os pais passarão por avaliação no Centro Integrado de Atendimento à Mulher, onde há especialistas em violência sexual contra crianças e adolescentes.

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De acordo com o secretário da pasta, Paulo Melo, os pais da menina precisarão de longo período de tratamento psicológico. “A família não é desestruturada como se chegou a falar inicialmente. São pessoas humildes. O pai trabalha e mora com a mãe e a família. Todos estão temerosos com a repercussão, assustados. Mostramos que as nossas equipes multidisciplinares vão ajudá-los neste momento.”

A secretaria pretende incluir o caso do coronel entre as ações investigadas pela pasta no Núcleo de Combate ao Tráfico de Pessoas, que tem apoio de promotores do Ministério Público Federal (MPF). A ideia é federalizar a apuração, caso a denúncia de ligação do coronel com o tráfico de bebês avance. Segundo Melo, será necessário um trabalho minucioso para investigar o histórico do militar reformado.

“Desde a sua prisão, em 1993, da qual participei, até hoje, certamente existem outros casos de violência contra crianças e que, agora, podem vir à tona, principalmente com a colaboração da população em denunciar o oficial da PM”, disse o secretário.

Melo disse estranhar a forma como foi conduzida a investigação disciplinar realizada pela PM na ápoca. “Apesar de ter comandado a ação que resultou na prisão do então capitão, nunca fui chamado para prestar qualquer tipo de informação na sindicância, nem ninguém da equipe do  Disque Criança, mantido pela Alerj [Assembleia Legislativa do Rio] naquele período”, contou.

 

Agência Brasil

 

Conexão na palma da mão

AP

Pela primeira vez o celular ultrapassou o computador como dispositivo mais utilizado pelos brasileiros com acesso à internet.
Ao todo, 89% dos internautas do país acessam a Internet pelo telefone celular, enquanto 65% optam por computadores ou tablets. Leia mais

 

 

Pequeno Segredo no Oscar

Getty Images

A atriz Sônia Braga comentou sobre a decisão da comissão do Ministério da Cultura de não indicar o filme Aquarius como candidato brasileiro ao Oscar 2017. Para ela, "a escolha reflete o gosto estético do ministério".
Na manhã de ontem, a comissão divulgou que o drama Pequeno Segredo, dirigido por David Shurmann, vai ser o representante brasileiro na disputa por uma indicação na categoria de filme estrangeiro. Leia mais

 

 

Liga dos Campeões

Reuters

O Barcelona não tomou conhecimento do Celtic e atropelou o time escocês por 7 a 0, com atuação de gala de Messi e Neymar, na estreia do time na Liga dos Campeões desta temporada.
O brasileiro fez um dos gols e deu quatro assistências, enquanto o argentino marcou três vezes. Já no outro jogo do Grupo C, entre Manchester City e Borussia Mönchengladbach, foi adiado por causa das chuvas na Inglaterra. Leia mais

 

Esporte para crianças com deficiência deve quebrar barreiras, diz professor

 

Akemi Nitahara - Repórter da Agência Brasil

No lugar de reclamar e se conformar com as barreiras que limitam a prática esportiva de crianças com deficiência, as escolas devem “colocar uma lupa” para analisar o potencial de cada uma e ajudá-las a superar esses obstáculos. A opinião é do professor de educação física Antônio de Souza, da Escola Municipal Floriano Peixoto, do Rio de Janeiro, que participou hoje (13) do seminário Quando todos jogam juntos, todos ganham.

Promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o evento debateu a importância da prática esportiva para a inclusão, desenvolvimento e sociabilidade de crianças com deficiência. O seminário ocorreu na British House, a casa britânica no Rio de Janeiro durante os Jogos Rio 2016.

Souza é um dos professores participantes do projeto Portas Abertas para a Inclusão, do Instituto Rodrigo Mendes, que oferece cursos para o desenvolvimento de projetos inclusivos nas escolas. Ao longo do projeto, o educador conta que percebeu a necessidade de transformação das escolas, com a inclusão dos professores e dos pais de alunos com deficiência nas atividades.

“Eu era um desses professores que via a inclusão de uma forma que era, na verdade, exclusão. Com o conhecimento, a prática, vi a necessidade de transformação. Hoje já é um pouco diferente. Nós tínhamos uma escola com 13 graus de miopia e agora estamos de óculos. Mas ainda tem muito o que melhorar. No início, a ideia era fazer um projeto para virar uma atividade, mas eu achei pouco e fizemos muito mais, fizemos várias atividades que pudessem ser desenvolvidas durante o ano todo, algumas criadas, algumas adaptadas e outras com as próprias crianças.”

Seminário Quando todos jogam juntos, todos ganham debateu inclusão de crianças com deficiência por meio do esporte

Seminário Quando todos jogam juntos, todos ganham debateu inclusão de crianças com deficiência por meio do esporteDivulgação/Twitter British House

Entre as atividades desenvolvidas na escola de Souza estão o slackline com uma corda guia para dar autoconfiança e autonomia para as crianças e o futebol de pano, para incluir crianças com mobilidade reduzida. Nessa modalidade, o campo é um grande TNT (tecido) verde com as linhas desenhadas em fita crepe. As crianças sentam em roda e seguram o pano pelas laterais, sacudindo o “campo” para que a bola atinja a área, quando é marcado o gol.

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Felipebol e piquebia

Outra iniciativa apresentada no evento foi o “felipebol”, criado pelo professor Luiz Gustavo Firmino, do Ciep Padre Paulo Correia de Sá, também no Rio de Janeiro. A modalidade foi desenvolvida para incluir o aluno cadeirante Felipe nas aulas de educação física, nas quais ele ficava de lado, e hoje é reconhecida internacionalmente como prática inovadora.

“Felipe ficava na cadeira de rodas e pedia para sair. Uma professora do grupo que fazia o curso disse que criaram o 'piquebia' para uma aluna que se arrastava no chão. Eu não sabia que em casa o Felipe se locomovia em quatro apoios. Então o felipebol é praticado em uma quadra lisa, todos precisam se locomover em quatro apoios como o Felipe consegue. Quem levanta comete uma falta. Só o goleiro fica de pé, para incluir o Michel, que não consegue ficar em quatro apoios”, explicou.

O Felipe que motivou o projeto já saiu da escola, pois concluiu o quinto ano, mas a prática do felipebol continua ocorrendo no Ciep.

O diretor do instituto, Rodrigo Mendes, disse que o projeto começou há quatro anos, junto com os preparativos do país para os grandes eventos esportivos. Atualmente, está presente em 15 capitais, com 114 escolas, 458 educadores e mais de 50 mil pessoas envolvidas.

“É um curso prático que ajuda a identificar os facilitadores de desenvolvimento e principalmente as barreiras existentes dentro das escolas. Montamos o projeto para implementação ao longo do ano e já temos quatro anos nisso.” Para ele, a atitude da família e dos professores faz toda a diferença para o desenvolvimento da criança com deficiência. “Uma palavra, uma atitude, muda a percepção que a criança tem sobre si mesma.”

Participante do debate, o paratleta britânico de halterofilismo Mick Yule disse que depois das competições, ele percorrerá escolas de seu país para conversar com as crianças e mostrar que a deficiência não pode ser um impeditivo para seguir seus sonhos.

“Espero poder ser uma inspiração para a próxima geração. Vou às escolas, converso com as crianças, tento encorajá-las a praticar esportes, porque os esportes podem mudar a vida de uma criança, ajuda elas a terem mais amigos e desenvolveram suas habilidades. Falar com as crianças é uma das melhores partes do meu trabalho.”

O representante do Unicef no Brasil, Gary Stahl, lembrou que, enquanto 97% das crianças do Brasol estão na escola, entre as crianças com deficiência, esse percentual cai para 60%. Stahl destacou a importância do esporte para tornar a escola mais atrativa para esse público e para que essas crianças tenham a oportunidade de se desenvolver como as outras. “Nosso compromisso é para que todos possam brilhar.”

 

Agência Brasil

 

Ricardo Young defende soluções colaborativas para São Paulo

 

Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil

O candidato à Prefeitura de São Paulo, Ricardo Young (Rede), participou hoje (13) da série de sabatinas da TV Brasil, em parceria com o jornal El País, de candidatos a prefeito. A entrevista, ao vivo, foi feita durante edição especial do Repórter São Paulo, às 12h30.

A descentralização da administração municipal, a valorização dos conselhos populares e o enxugamento da máquina pública são as principais ideias defendidas por Ricardo Young. O candidato sugere que os subprefeitos de São Paulo sejam eleitos pela comunidade, com indicação de uma lista tríplice. O prefeito escolheria entre os três, o melhor perfil para a região.

“O governo é excessivamente centrado em si mesmo”, disse. Para o candidato, os canais tradicionais voltados a ouvir a população não chegam, efetivamente, ao cidadão. “Propomos governar com as pessoas, propostas submetidas a discussão nos conselhos”.

O candidato disse também que é contra a nomeação de vereadores para ocupação de cargos de secretários. Ele explicou que acredita que a função de vereador tem que ser legislativa, e o vereador que passa a integrar o Executivo gera uma disfunção. “Como você fiscaliza o Executivo se você faz parte dele? Essa promiscuidade tem que acabar”, defendeu.

Veja outros trechos da entrevista:

Braços Abertos

O candidato disse ter apoiado, apenas no início, o programa Braços Abertos, voltado para atender dependentes químicos. Para ele, a iniciativa deveria oferecer moradia, renda, refeições a preços populares e tratamento médico. “Mas ficou só no abrigo, refeição e o tratamento se perdeu. A minha opinião mudou porque o programa não cumpriu com aquilo que prometia”, disse.

A proposta de Ricardo Young é aprimorar o programa, ressocializando o dependente químico ou morador de rua, identificando o melhor tratamento de forma individualizada. O paciente receberá atendimento adequado de três especialidades: cuidado mental, saúde e assistência social.

LGBT

A questão LGBT será tratada de forma natural, caso vença a eleição, segundo o candidato. Ricardo Young disse que não apoia a criação de uma secretaria específica para a causa, pois, para ele, é possível contemplar essa população de outras maneiras. “É um tema transversal”, disse.

Ricardo Young defendeu abordagem sobre questões de gênero nas escolas e educação sexual. “Temos que debater as questões que já estão na sociedade. Organizar os contraditórios na sociedade para o aluno ter o pensamento crítico”, declarou.

Creches nas casas

Ricardo Young disse que qualquer candidato que promete solucionar o problema da falta de vagas na creches, cujo defícit chega a 45 mil crianças, estaria mentindo. As soluções implementadas pelo governo atual também estão distantes da realidade. “As periferias são indicativos de que onde o governo não está presente, a sociedade encontra soluções. Temos de nos inspirar nelas”, disse.

Na periferia, o candidato percebeu que vizinhas cuidam das filhas de outras mães. “Queremos estudar o fenômeno e criar vínculo entre governo e essas iniciativas. Não está excluída a remuneração”, disse. A solução seria emergencial até que fossem criadas as vagas necessárias para atender a demanda.

 

Agência Brasil

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