Temer se diz "pessoalmente" contra anistia para caixa 2

Nova Iorque - EUA, 21/09/2016. Presidente Michel Temer durante almoço ampliado com Empresário e Investidores, promovido pelo Conselho das Américas. Foto: Beto Barata/PR

Michel Temer concede entrevista coletiva em Nova YorkBeto Barata/PR

O presidente Michel Temer disse hoje (21), em Nova York, que  foi surpreendido com a notícia da inclusão do projeto de lei que anistiaria crimes de caixa 2 no Brasil na pauta de votação da Câmara dos Deputados. Em entrevista coletiva durante encontro com empresários norte-americanos, Temer disse que pretende colocar o país nos trilhos, mesmo que isso resulte em uma queda ainda maior de sua popularidade.

A proposta criminaliza o caixa 2 a partir de sua vigência e anistia os casos anteriores. Segundo Temer, essa é uma questão do Poder Legislativo, mas o presidente afirmou que a anistia não é boa “para ninguém. “Eu, pessoalmente, não vejo razão para prosseguir, prosperar nessa matéria. Isso foi surpreendente pra mim, eu li a notícia aqui. Quando chegar lá [no Brasil], eu vou examinar essa questão”, afirmou.

Temer não quis comentar o recebimento nesta terça-feira (20) da denúncia da força-tarefa da Lava Jato pelo juiz Sérgio Moro, que torna réu o ex-presidente Lula. “Recebi [a notícia] como quem acha que, se estivesse no lugar dele, iria ao Judiciário para debater”, limitou-se a responder.
Para Temer, a polarização do debate deve se dar no âmbito jurídico.

Um dia após líderes de seis países latinos deixarem o plenário da Assembleia Geral das Nações Unidas no momento em que fazia o discurso de abertura da reunião, Temer lamentou o ocorrido e voltou a pregar a leitura da Constituição Federal para que a legitimidade de seu governo seja verificada. “Essa questão de quem sai, não sai... Tinha 193 países lá, eu confesso que nem percebi a saída. E lamento, porque as relações não hão de ser governamentais, de pessoas. Hão de ser relações institucionais, de Estado para Estado, e não de um governo para outro, ambos transitórios.”
Questionado sobre os riscos que algumas medidas de ajuste fiscal poderiam trazer para sua popularidade, o presidente disse que o que o preocupa é a melhora da situação do país. “Se a minha popularidade cair para 5%, mas eu salvar o Brasil nesses dois anos e quatro meses, colocar o país nos trilhos, me dou por satisfeito. Em medidas supostamente impopulares, porque impopulares não são, elas visam exatamente a melhorar situação do país e dos brasileiros, não tenho preocupação [com a popularidade]”,afirmou.

Temer também disse que, na condição de vice-presidente, não tinha conhecimento dos problemas de corrupção envolvendo o governo da ex-presidenta Dilma Rousseff. “Eu não sabia, [é] evidente. Vocês sabem que não tive participação no governo. Um dia eu mesmo me rotulei de vice-presidente decorativo. Não tinha participação, não acompanhava nada disso”, afirmou.

O presidente reafirmou que espera ver aprovada a proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para os gastos públicos até o final deste ano e que, devido à complexidade do tema, a aprovação da reforma da Previdência deve ficar para o ano que vem.

 

Agência Brasil

 

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O homem que desafia a lei da gravidade pelo mundo

 

Publicado em 21 de set de 2016

Um documentário divulgado nesta semana mostra os segredos e a trajetória do equilibrista norueguês Eskil Ronningsbaken, um mestre em fazer manobras em lugares arriscados. No surfe, o Brasil pode ter um novo campeão mundial: o cachorro Parafina! 

 

 

Síria: ajuda humanitária bielorrussa "de alta qualidade" chega a orfanato em Aleppo

 

 

Síria: Fim do cessar-fogo em Aleppo

 

 

Câmara de BH pode revogar título de cidadão honorário concedido a Cunha

 

Léo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil

Um projeto de resolução que tramita na Câmara Municipal de Belo Horizonte busca ampliar as hipóteses de cancelamento de homenagens concedidas pela Casa, alcançando os agraciados que tenham sido condenados por crimes hediondos ou contra a economia popular, a fé pública, a administração pública ou o patrimônio público.

Um dos afetados pelo projeto, caso a mudança seja aprovada, é o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teve o mandato cassado recentemente. Cunha recebeu o título de cidadão honorário de Belo Horizonte no dia 23 de janeiro de 2015. A honraria foi aprovada após indicação do então vereador e hoje deputado federal Marcelo Aro (PHS-MG). A cerimônia ocorreu uma semana antes de Eduardo Cunha se eleger presidente da Câmara dos Deputados.

O Projeto de Resolução 1807/2015, de autoria da mesa diretora da Câmara Municipal de Belo Horizonte, foi apresentado em dezembro do ano passado quando o processo de cassação de Cunha na Câmara dos Deputados já estava tramitando.

Brasília - Eduardo Cunha faz sua defesa no plenário da Câmara dos Deputados antes de iniciar a votação de sua cassação (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teve o mandato cassado no último dia 12 por quebra de decoro parlamentar  

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

De acordo com a justificativa formal da proposta, “a retidão de conduta e probidade são atributos que devem acompanhar os homenageados por toda a sua vida, sendo ilegítima a concessão ou a preservação da comenda por aquele que não reúne tais predicados”. Um dos autores do projeto, o presidente da Casa, Wellington Magalhães (PTN), não quis dar declarações, mas confirmou que o tema entrará na pauta em outubro.

Também tramita na Câmara Municipal de BH um requerimento de autoria do vereador Gilson Reis (PCdoB) para cancelar especificamente a homenagem concedida a Eduardo Cunha. “Esse Legislativo municipal não pode ser furtar e deve fazer a sua parte por uma política séria e livre da corrupção. O título de Cidadania Honorária é um título que se deve pautar pela conduta proba de seus recebedores”, justificou. O requerimento foi apresentado em outubro do ano passado, mas foi indeferido pela mesa diretora pela falta de base legal, o que poderá mudar caso o Projeto de Resolução 1807/2015 seja aprovado.

Cassação

Cunha teve seu mandato cassado no dia 12 de setembro, por quebra de decoro parlamentar. Ele foi acusado de mentir à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras ao negar existência de contas na Suíça em seu nome, o que foi revelado posteriormente pela Operação Lava-Jato. Dos 53 deputados federais de Minas Gerais, apenas um foi contra a perda do mandato de Cunha e três se abstiveram. Cinco não compareceram à votação, entre eles o ex-vereador de Belo Horizonte e atual deputado federal Marcelo Aro, responsável pela indicação de Eduardo Cunha para receber o título de cidadão honorário da capital mineira.

Apesar da indicação na época, Aro se disse favorável ao projeto que pose cassar a homenagem a Cunha. Segundo ele, o cancelamento deveria ser automático para todos os agraciados que têm condenação em processo judicial transitado em julgado. “Certamente há diversos nomes nessa situação. É preciso fazer um levantamento” disse. No entanto, o parlamentar destacou que Cunha ainda não foi julgado e não tem condenação. “Se ele for condenado, acho que deve perder o título, assim como os demais nessa situação”, acrescentou.

Marcelo Aro destacou que, na época da homenagem, várias questões ligadas a Eduardo Cunha ainda não haviam sido reveladas. “Havia pesquisas indicando sua aprovação. Ele tinha o apoio da população à sua candidatura para presidente da Câmara. Não tinha como prever naquela data o que iria acontecer no futuro. Além disso, eu fiz a indicação, mas ela contou com o apoio de dois terços dos vereadores. Eu não dei a homenagem sozinho”, disse.

 

Agência Brasil

 

Mar do Rio tem ondas de até 2,5 metros até o fim desta sexta-feira

 

Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Frente fria provoca ressaca no mar. Praia do Arpoador, zona sul da cidade (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A Marinha alerta banhistas e pescadores para as condições desfavoráveis do mar no Rio de JaneiroArquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil

O litoral do Rio de Janeiro enfrenta uma ressaca do mar com ondas de até 2,5 metros. De acordo com o Centro de Hidrografia da Marinha, as ondas gigantes podem permanecer até o fim da noite desta sexta-feira (22).

Segundo a Marinha, os banhistas devem seguir algumas recomendações, como evitar a prática de esportes no mar e não permanecer em mirantes na orla ou em locais próximos ao mar durante o período de ressaca.

Os pescadores também devem evitar navegar em pequenas embarcações durante as condições desfavoráveis do mar e os ciclistas não devem fazer passeio de bicicleta na orla, caso as ondas estejam atingindo a ciclovia.

Pela manhã, o Sistema Alerta Rio, da prefeitura, informou que rajadas de ventos fortes atingiram o Forte de Copacabana, com velocidade de 58,3 quilômetros horários. A capital fluminense está com céu nublado a encoberto agora à tarde.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuva fraca em áreas isoladas durante o período. A máxima de hoje (21) deve chegar aos 25 graus.

 

Agência Brasil

 

 

Candidato à reeleição, Haddad promete dar continuidade a projetos na periferia

 

Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil

O candidato à reeleição à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad (PT), garantiu que ampliará os investimentos na periferia da cidade. Segundo ele, de todo o investimento de sua gestão, R$ 17 bilhões, 80% foram destinados à população de baixa renda, que vive nas periferias.

Haddad participou no início da tarde de hoje da série de sabatinas da TV Brasil em parceria com o jornal El País com os candidatos a prefeito. A entrevista, ao vivo, foi feita durante edição especial do Repórter São Paulo, às 12h30.

Entre os investimentos estruturais, citados pelo prefeito, estão 410 creches, três hospitais gerais, 15 centros Educacionais Unificados (CEU), corredores e faixas de ônibus, centros culturais, teatros e novos parques.  “Eu fui o prefeito que enfrentou a maior crise econômica na história recente na cidade”, disse.

Ele criticou a adversária e também ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PMDB). Haddad disse que deixou a equipe de Marta, na época em que trabalhou como subsecretário de administração da candidata, por discordâncias na aplicação de verbas. “Pedi demissão à Marta, porque ela resolveu gastar demais. Foi irresponsabilidade fiscal, eu não compactuo com isso”, disse.

Redução de velocidade

Haddad chamou de “irresponsabilidade” as críticas dos adversários, que dizem haver uma indústria da multa beneficiada pelas reduções de velocidade implementadas em vias da cidade. O prefeito disse que seguiu a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que os municípios reduzam em 50% o número de mortos e feridos no trânsito. “Todas as cidades civilizadas do mundo estão seguindo esse mesmo roteiro”, defendeu.

Ele prometeu levar o projeto, agora, para os bairros da periferia, pensando no pedestre, no ciclista, no usuário do transporte público e no motociclista, que em São Paulo é a principal vítima do trânsito. Haddad negou que exista uma indústria da multa. De acordo com ele, existem 800 pontos de radar na cidade, todos sinalizados e listados na internet. “Tem o endereço de cada radar para que as pessoas saibam, então isso não é pegadinha”, declarou.

Saúde

O candidato disse que vem resolvendo gradualmente o problema da saúde, integrando as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) à Assistência Médica Ambulatorial (AMA), construindo hospitais gerais e dando atenção maior às especialidades. De acordo com Haddad, foram entregues 33 unidades da Rede Hora Certa, onde o paciente tem direito à consulta, exame e cirurgia.

“Vamos continuar fazendo a fila [de espera] cair. Se a gente seguir outro caminho, não vamos resolver o problema da saúde”, disse. Para Haddad, o modelo serve de exemplo para o resto do país.

Direitos Humanos

O prefeito garantiu que se há provas de que um guarda-civil desrespeitou direitos humanos, sobretudo em relação aos moradores de rua, é punido. “Foram poucos, mas não temos nenhum problema em afastar quem viola direitos humanos”, disse. Na região da Cracolândia, o prefeito disse ter recuperado mais de 500 dependentes de drogas por meio do programa De Braços Abertos.

Tarifa de transporte

Haddad disse que não fez “demagogia barata” em seu governo, por isso não hesitou em reajustar a tarifa do transporte público, mesmo às vésperas da eleição. “É muito comum, [o prefeito] surpreender depois da eleição. Uma pegadinha que todos os prefeitos antecessores fizeram. Eu acho desonesto com o trabalhador. Você mente antes da eleição, depois faz o acerto de contas”.

O candidato considerou falta de responsabilidade as promessas dos adversários de congelar o valor das tarifas nos próximos quatro anos. “É mentira ou vão quebrar as finanças como todos [os ex-prefeitos] fizeram”, disse.

 

Agência Brasil

 

Estrutura em plástico 3D substitui moldes de gesso

 

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