João Bico diz que pretende acabar com "radares pegadinhas" em São Paulo

O candidato do PSDC a prefeito de São Paulo, João Bico, foi sabatinado hoje (9) no segundo dia da série de entrevistas com os candidatos a prefeito da TV Brasil com o jornal El País. A entrevista foi ao vivo no Repórter SP.

Pela primeira vez,  o empresário João Bico, 49 anos, concorre ao cargo de prefeito. Em 2014, disputou uma vaga de deputado estadual pelo PSD, obtendo 6.530 votos, mas não conseguiu ser eleito. No ano passado, foi convidado a ingressar no PSDC, quando o ex-deputado José Maria Eymael, que sempre concorria à prefeitura pela legenda, abriu mão em favor de João Bico.

João Bico é sabatinado pela TV Brasil e o jornal El País

João Bico é sabatinado pela TV Brasil e o jornal El PaísDivulgação/TV Brasil

Atualmente, o candidato João Bico ocupa o cargo de vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo. Ele também administra a empresa da qual é proprietário, a Tecnolamp do Brasil, uma das principais no ramo de iluminação pública. Ainda como executivo, já ocupou a vice-presidência do Clube dos Lojistas da Santa ifigênia, rua conhecida por concentrar estabelecimentos comerciais dos setores elétrico, eletrônico, de telefonia e de informática.

Na sabatina, Bico criticou a política de implantação de radares de fiscalização de trânsito e controle da velocidades, em especial nas marginais Tietê e Pinheiros. O candidato disse que, se eleito, vai revisar a medida, defendendo a manutenção de radares que permitem detectar veículos roubados ou irregulares. “Minha proposta é acabar com os radares pegadinhas”, disse. Para o empresário, o dinheiro gasto com os radares poderia ser empregado em programas de segurança da população.

Na avaliação de Bico, os corredores, como os das marginais, deveriam ter limites de velocidade variados por turnos. João Bico afirmou que o funcionamento atual, os cidadãos ficam à mercê de ”armadilhas irresponsáveis”, citando a existência de faixas preferenciais para ônibus em determinados trechos, e em outros, faixas exclusivas, assim como restrições de tráfego diferentes durante a semana e o fim de semana.

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Questionado sobre os dados da prefeitura apontarem queda no número de acidentes após a adoção dos limites de velocidade, João Bico argumenta que há menos carros nas ruas circulando nas vias por causa do desemprego. 

Ciclovias

O candidato disse que pretende mudar o programa de ciclovias. Embora tenha manifestado ser a favor das ciclofaixas, considera que algumas foram implantadas em locais inadequados, como perto de hospitais e comércio.“O fechamento da Avenida Paulista [para carros] nos finais de semana eu sou favorável, mas eu pretendo reorganizar a cidade de São Paulo, que é a sétima maior economia do mundo”. 

João Bico avalia que algumas ciclovias têm poucos usuários e provocam danos e citou a da rua Boa Vista. Nesta via, segundo o candidato, os estabelecimentos comerciais foram prejudicados, porque os carros não podem mais parar na zona azul (cartão pago pelo motorista para ter acesso à vaga na rua). “Não pode sair pintando a rua de vermelha através de ciclofaixa que ninguém usa”.

PPP

Em relação às Parcerias Público Privada (PPPs), o candidato defende que esta alternativa é a mais rápida para resolver a carência de investimentos em infraestrutura. “É a única saída para investimentos e projetos em infraestrutura”, disse. 

Parada Gay

Questionado sobre debate de gênero nas escolas, João Bico disse que o tema ainda não foi debatido dentro do partido. Quanto à Parada Gay, evento anual de combate à homofobia e pela defesa dos direitos da população homossexual e transexual, Bico disse que, caso eleito, irá manter o apoio à livre manifestação, ressaltando ser um  previsto em lei.

Plebiscitos

Sobre a promoção de plebiscitos para a tomada de decisões, como ocorre em alguns país, João Bico disse que o recurso só deveria ser adotado em casos pontuais. 

 

Agência Brasil

 

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Daniel Martins quebra recorde mundial e fica com o ouro nos 400m

 

Nathalia Mendes - Enviada Especial do Portal EBC

Daniel Martins

Daniel Martins comemora a medalha de ouro na prova dos 400m em categoria para deficientes intelectuais Reuters/Jason Cairnduff/Direitos Reservados 

Depois do título mundial, o ouro. O brasileiro Daniel Martins, 20 anos, mostrou por que domina os 400m T12 (para deficientes intelectuais) e garantiu a medalha de ouro na prova, baixando o recorde mundial, que já pertencia a ele, de 47s78 para 47s22. O venezuelano Luis Arturo Paiva chegou em segundo lugar, com o tempo de 47s83. Gracelino Tavares Barbosa, de Cabo Verde, completou o pódio, com 48s55.

No Mundial de Atletismo Paralímpico do ano passado, em Doha, no Catar, Daniel fechou a distância em 48s27, tempo suficiente para ficar com o título. No Rio de Janeiro, venceu com sobra: o paulista tomou a frente nos primeiros metros e não deu chance para que os adversários ameaçassem sua liderança. Tanto é que ele se permitiu começar a comemoração antes mesmo de cruzar a linha de chegada, tamanha distância que impôs para cima do segundo colocado.

Daniel está no atletismo desde 2013: depois de começar no futebol, o atleta migrou para as pistas e despontou como nome a ser batido na prova em que os atletas dão uma volta completa na pista de corrida. A deficiência intelectual foi constatada durante o tempo de escola, quando Daniel começou a apresentar dificuldade de aprendizado.

Esta é a terceira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, a segunda no atletismo: ontem (8), Ricardo Oliveira venceu no salto em distância T11. Odair Santos, correndo nos 5000m T11, garantiu a prata, primeira medalha dos donos da casa. O Brasil agora contabiliza cinco medalhas, sendo três ouros, uma prata e um bronze.

 

Agência Brasil

 

 

Seleção feminina do Brasil perde para o Japão no goalball paralímpico

 

Cristina Índio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

Brasil e Japão fizeram uma partida equilibrada, mas as japonesas levaram a melhor e saíram com a vitória por 2 a 1

Brasil e Japão fizeram uma partida equilibrada, mas as japonesas levaram a melhor e venceram por 2 a 1Crisitna Índio do Brasil

A seleção brasileira feminina de goalball perdeu hoje (9) para o Japão por 2 a 1, no torneio da modalidade nas Paralimpíadas do Rio de Janeiro. Os gols das japonesas, um em cada tempo, foram feitos pela jogadora Akiko Adashi em cobranças de pênaltis. Para o Brasil, quem marcou foi Vitória Amorim, em jogo disputado na Arena do Futuro, no Parque Olímpico da Barra, zona oeste do Rio.

O técnico da seleção brasileira, Dailton Freitas, disse que o Brasil já esperava um jogo difícil por causa da característica do Japão de fazer uma defesa forte e manter o ataque na espera do erro do adversário. Mas, ainda assim, a expectativa era um jogo equilibrado, como foi, porque a capacidade de ataque das brasileiras era superior: " A gente sabia que o jogo seria decidido nos detalhes e foi. Teve um detalhe que atrapalhou".

O detalhe que prejudicou, de acordo com o técnico, foi a marcação do pênalti que terminou com o segundo gol do Japão. Para ele, a penalidade não existiu: “Era o momento em que a pressão toda era favorável para nós, em nível de ataque, porque os nossos sistemas defensivos estavam sólidos também. As duas equipes estavam defendendo muito bem e o nosso ataque, naquele momento, estava fazendo diferença".

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O jogo começou com atraso de 15 minutos por causa de uma briga entre torcedores em uma parte das arquibancadas. O desentendimento foi resolvido com a chegada de integrantes da Força Nacional que tirou um homem do local. Dailton Freitas lamentou o atraso porque as jogadoras perderam um momento de concentração.

Para o técnico brasileiro, o próximo jogo, com a Argélia, é uma incógnita, porque a seleção argelina não chegou a tempo de jogar com os Estados Unidos, como estava previsto. Dailton disse que pode haver uma punição: "Vila [dos Atletas] está aberta desde o dia 31. Você faz um planejamento para chegar hoje? É muito risco. E perder voo? Acho que deve ter uma punição aí. Isso não é brincadeira. E as pessoas que compraram ingressos?", disse o técnico brasileiro, acrescentado que a questão deve ser definida pelo Comitê Paralímpico Internacional.

Apesar dos avisos insistentes de silêncio feitos pela juíza e reforçados em placas estendidas por voluntários com a palavra em
português e em inglês, o público, como se estivesse em uma partida em estádios de futebol, não controlou as reações em muitos momentos. O silêncio é necessário para que as jogadoras com deficiência visual possam escutar o som do guizo no interior da bola. Vitória Amorim,  a autora do gol do Brasil, disse que a manifestação da torcida, em alguns momentos, realmente impede que o movimento da bola seja ouvido, mas destacou que é importante o apoio da torcida: "Em alguns momentos eu fiquei um pouco atrapalhada com torcida por conta de que eu arremessava e era um bom ataque meu, a torcida vibrava e a gente não escutava a bola do outro lado. Mas em outros deixou a gente bem motivada. Acho que a torcida está de parabéns".

A jogadora Simone Rocha disse que a empolgação da torcida é explicável porque quer dar uma força à seleção. Emocionada, disse que a modalidade é desconhecida no país e a  paralimpíada está sendo um excelente momento de divulgação e de ensinamento para os brasileiros. " A gente está muito feliz de ter este estádio deste jeito. O nosso esporte não é conhecido como outras modalidades, então a gente fica muito feliz que as pessoas estejam aqui. Tudo é um aprendizado. As pessoas que estão aqui, com certeza, vão sair com uma consciência diferente", disse Simone,  confiante na evolução da modalidade no Brasil.

Outro detalhe do goalball que a torcida precisa aprender é não se manifestar na iminência de um gol, que só é anotado pela arbitragem quando a bola ultrapassa a linha da baliza. Isso porque, sem ouvir o som do guizo, o time adversário não tem condição de ouvir a trajetória da bola. Por isso, o gol pode não ser considerado. "Tira a oportunidade de o adversário fazer a recuperação. Por isso, a gente pede que  a torcida se manifeste somente após o apito do árbitro, porque só aí passa a valer o gol", explicou Simone.

Antes do jogo entre Brasil e Japão, a seleção masculina da Suécia venceu a da Argélia por 12 a 6. No fim da partida, os jogadores dos dois países foram saudados com empolgação pelo público da Arena do Futuro.

 

Agência Brasil

 

Daniel Martins quebra recorde mundial e fica com o ouro nos 400m

 

Nathalia Mendes - Enviada Especial do Portal EBC

Daniel Martins

Daniel Martins comemora a medalha de ouro na prova dos 400m em categoria para deficientes intelectuais Reuters/Jason Cairnduff/Direitos Reservados 

Depois do título mundial, o ouro. O brasileiro Daniel Martins, 20 anos, mostrou por que domina os 400m T12 (para deficientes intelectuais) e garantiu a medalha de ouro na prova, baixando o recorde mundial, que já pertencia a ele, de 47s78 para 47s22. O venezuelano Luis Arturo Paiva chegou em segundo lugar, com o tempo de 47s83. Gracelino Tavares Barbosa, de Cabo Verde, completou o pódio, com 48s55.

No Mundial de Atletismo Paralímpico do ano passado, em Doha, no Catar, Daniel fechou a distância em 48s27, tempo suficiente para ficar com o título. No Rio de Janeiro, venceu com sobra: o paulista tomou a frente nos primeiros metros e não deu chance para que os adversários ameaçassem sua liderança. Tanto é que ele se permitiu começar a comemoração antes mesmo de cruzar a linha de chegada, tamanha distância que impôs para cima do segundo colocado.

Daniel está no atletismo desde 2013: depois de começar no futebol, o atleta migrou para as pistas e despontou como nome a ser batido na prova em que os atletas dão uma volta completa na pista de corrida. A deficiência intelectual foi constatada durante o tempo de escola, quando Daniel começou a apresentar dificuldade de aprendizado.

Esta é a terceira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, a segunda no atletismo: ontem (8), Ricardo Oliveira venceu no salto em distância T11. Odair Santos, correndo nos 5000m T11, garantiu a prata, primeira medalha dos donos da casa. O Brasil agora contabiliza cinco medalhas, sendo três ouros, uma prata e um bronze.

 

Agência Brasil

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