Cunha responsabiliza governo Temer pela perda do mandato na Câmara

Após ter seu mandato cassado pela Câmara, o ex-deputado Eduardo Cunha (RJ) responsabilizou o governo do presidente Michel Temer pelo resultado da votação. O peemedebista negou ainda que tenha a intenção de fazer delação premiada, mas prometeu escrever um livro relatando todos os diálogos que teve durante o processo de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff.

Para o ex-presidente da Câmara,  o governo Temer teve responsabilidade na cassação do seu mandato por ter apoiado a eleição do Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Casa, com apoio do PT.

Brasília - Eduardo Cunha faz sua defesa no plenário da Câmara dos Deputados antes de iniciar a votação de sua cassação (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Eduardo Cunha diz que não fará delação premiada e que escreverá um livro sobre o processo do impeachment Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

“Quem elegeu o presidente da Casa foi o governo, quem derrotou o candidato Rogério Rosso foi o governo. Todo mundo sabe que o governo hoje tem uma eminência parda e quem comanda o governo é o Moreira Franco, que é o sogro do presidente da casa [Rodrigo Maia]. Todo mundo sabe que o sogro do presidente da casa comandou uma articulação e fez com que fosse feita uma aliança com o PT e, consequentemente, com isso a minha cassação estava na pauta”, disse Cunha.

Perguntado se tinha a intenção de assinar delação premiada, já que é alvo da Operação Lava Jato, Cunha disse não ser criminoso para fazer delação. “Só faz delação quem é criminoso. Eu não sou criminoso, não tenho que fazer delação”. O peemedebista, contudo, disse que pretende escrever um livro sobre o impeachmentde Dilma Rousseff

“Vou contar tudo que aconteceu, diálogo com todos os personagens que participaram de diálogos comigo. Eles serão tornados públicos, na sua integralidade. Todo mundo que conversou comigo, todos, todos”, disse Cunha.

Apesar da promessa de escrever um livro de memórias, Cunha negou que faça ameaças. “Não sou pessoa de fazer qualquer tipo de ameaça, velada ou não. Não faço ameaça. O livro não é ameaça. Quero contar os fatos, contribuir para a história. A sociedade merece conhecer todos os detalhes. Até porque uns ficam falando que é golpe e hoje vão querer perpetuar esse discurso de golpe com a  minha cassação. Não tenho nada a revelar sobre ninguém. O dia que o tiver, eu o farei”.

Prisão

O ex-deputado, que é alvo de pedido de prisão feito pelo Ministério Público Federal e que aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal, disse não ter medo de ser preso e nem do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos inquéritos da Lava Jato na primeira instância.

“Não tenho que temer ninguém. Tenho que temer a Deus. Só temo a Deus. Vou me defender, como estou me defendendo. Não tenho preocupação com isso. Me sinto inocente e vou me defender”.

Arrependido

Depois de defender no plenário da Casa que sua cassação era resultado da atuação que teve no processo de impeachment, Cunha afirmou, após perder o mandato, que se arrepende de não ter aceitado antes a denúncia contra Dilma Rousseff. “Me arrependo de não ter feito antes, do dia que coloquei [a decisão sobre a abertura do processo do impeachment] na gaveta trancada, com medo de qualquer coisa e já não ter anunciado naquele momento”.

Cunha reconheceu que cometeu alguns erros, mas não o usado por seus adversários para cassá-lo. “Cometi muitos erros, eu sou um ser humano que errou muitas vezes, mas não foram os meus erros que me levaram à cassação. O que me levou à cassação é a política. Fui vítima de uma vingança política no meio do processo eleitoral”.

 

 

Agência Brasil

 

"Todo ser humano precisa de oportunidade", diz André Brasil

 

Akemi Nitahara - Repórter da Agência Brasil

O medalhista paralímpico da natação André Brasil destacou hoje (12) a importância de políticas afirmativas e inclusivas, como as leis de cotas. "O ser humano precisa de oportunidade", disse. "A palavra 'preconceito' é exaltada toda vez que a gente cria uma lei privilegiando alguém, toda vez que a gente fala alguma coisa sobre lei de cotas, quando a gente esquece que lá atrás a gente tem que criar oportunidades. Eu sempre disse isso, esporte não começa na escola. Saúde e educação são coisas que a gente tem que ter acima de tudo no nosso país. A gente cria ícones, referências, quando a gente sabe que, nesses momentos, não é pela medalha, mas é pela força de vontade de querer fazer".

Rio de Janeiro - Brasileiro Daniel Dias leva medalha de ouro nos 50m nado livre S5 nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, no Estádio Aquático. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

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Daniel Dias disse que o grande legado que o atleta paralímpico pode deixar para o país, além de medalhas, é o respeito à pessoa com deficiênciaFernando Frazão/Agência Brasil

Daniel Dias, que levou mais um ouro para casa hoje nos 50m livre masculino S5, disse que o grande legado que o atleta paralímpico pode deixar para o país, além de medalhas, é o respeito à pessoa com deficiência. "Quem sabe a gente consiga conquistar o nosso espaço. Eu acredito que, muitas vezes, o próprio deficiente está desacreditado. E vendo nós através de vocês [imprensa], eles podem passar a acreditar mais no potencial deles e saber que nós podemos realizar nossos sonhos também".

A última medalhista do dia na natação brasileira, Joana Maria da Silva, considera que o respeito ao esporte paralímpico e à pessoa com deficiência tem aumentado no Brasil. "O esporte paralímpico tem mostrado que nós não somos coitados, somos atletas igual aos outros, lutamos pelo que queremos. O respeito com nós deficientes também tem melhorado bastante. Eu acho que hoje em dia a gente não anda tanto nas ruas com as pessoas com preconceito, 'coitado', 'a anã', ou alguma coisa assim. Eles têm um certo respeito, de tentar ajudar a gente a subir uma escada ou pegar algo que a gente não alcance. Acho super-bacana que os jogos foram no Brasil porque dá mais visibilidade. É muito bom".

Mesmo sem conseguir uma medalha hoje, Clodoaldo Silva se disse "felizaço" com o resultado alcançado na prova dos 50m livre S5. "Não estou muito feliz pelo tempo, mas sétima colocação numa paralimpíada, poder chegar nessa arena e ver toda essa torcida gritando pelo Clodoaldo, pelo esporte paralímpico. O que me deixa mais feliz é que, se a gente for avaliar, de todas as categorias, um dos únicos paralisados cerebrais em finais sou eu. Isso me deixa muito feliz e sabedor do dever cumprido".

 

Agência Brasil

 

Nos 80 anos da Nacional, artistas pedem permanência da rádio no Edifício A Noite

 

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil

Os 80 anos da Rádio Nacional foram comemorados nesta segunda-feira (12) em um show na região portuária do Rio, com a presença de artistas contemporâneos e outros que fazem sucesso há muitas décadas. A apresentação do grupo Época de Ouro emocionou a todos, que puderam participar da comemoração, aberta ao público, no auditório da Casa Brasil, no Boulevard Olímpico.

Em comum, todos defenderam a permanência da Nacional em parte do prédio do Edifício A Noite, na Praça Mauá, 7, onde a rádio começou, em 1936. Pelos corredores, estúdios e, principalmente o auditório, passaram os maiores artistas, cantores, músicos e jornalistas do rádio brasileiro, muito antes da invenção da televisão e quando o Brasil era ligado, de ponta a ponta, pelas ondas radiofônicas. Em 2004, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva reinaugurou o auditório e os novos estúdios, no 21º andar, ao custo de R$ 1,7 milhão.

Para a jornalista e apresentadora Daisy Lúcidi, que comanda o seu Alô Daisy há mais de quatro décadas, é preciso manter a presença da Nacional no Edifício A Noite, que deverá ser vendido em breve para um grupo imobiliário, que ali poderá fazer um hotel, um prédio comercial ou até residencial. Atualmente, o edifício está desocupado desde 2012, pois precisa de reformas, mas, com a valorização do entorno depois das obras de revitalização da região portuária, o imóvel ganhou interesse da iniciativa privada. A Rádio Nacional, juntamente com a Agência Brasil, se mudaram para prédios da TV Brasil, na Lapa.

“O Edifício A Noite era a nossa casa. A gente tem muita saudade. É a minha vida que foi dedicada lá. A Nacional foi uma verdadeira universidade do rádio. Tudo que se fez foi lá: os grandes programas de radioteatro, que tinham mais de 100 artistas, as grandes orquestras, que nós tínhamos cinco, e os cantores todos estavam na Nacional. Foi uma fase áurea do rádio. Tem que manter lá. A Nacional é um patrimônio do Brasil. Tudo o que foi feito em rádio, as grandes transformações, aconteceram lá”, disse Daisy Lúcidi.

Radio Nacional comemora 80 anos

A apresentação do grupo Época de Ouro emocionou a todos nas comemorações dos 80 anos da Rádio Nacional do Rio de JaneiroVladimir Platonow/Agência Brasil

Referência

A cantora Ellen de Lima, que começou sua carreira na Nacional, em 1950, e depois emplacou grandes sucessos musicais, também fez uma defesa veemente da permanência da Nacional na Praça Mauá, considerada por ela um dos berços do rádio brasileiro.

“A Rádio Nacional ali naquele prédio é uma referência. Muita gente tem a vida ligada a grandes momentos que a Nacional proporcionou, com seus músicos e um elenco maravilhoso. A rádio, de jeito nenhum, pode sair dali. Um pertence ao outro. Quando se fala em Rádio Nacional, se lembra do Edifício A Noite, e vice-versa. É um marco da radiofonia brasileira. A história do rádio está ali na Rádio Nacional”, disse Ellen de Lima.

No grupo dos radioatores, figurou durante muitos anos Gerdal dos Santos, que atuou ao lado dos maiores nomes da época e ainda hoje continua na ativa, com seu programa Onde Canta o Sabiá, trazendo músicas de todos os tempos.

“Quando a Nacional foi inaugurada, em 12 de setembro de 1936, foi um momento grandioso para o rádio brasileiro. Às 21 h, o locutor Celso Guimarães entrou para dizer: 'Alô rádio ouvintes, alô Brasil, está no ar a Rádio Nacional do Rio de Janeiro.' Há uma necessidade histórica e educacional de se manter ali a Nacional, que, por ser pioneira, faz parte da história e da cultura do Rio de Janeiro e do Brasil”, disso Gerdal.

Licitação

Em nota, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) informou que, juntamente com o Ministério do Planejamento e os coproprietários do prédio, está sendo feita a formatação da licitação para venda do edifício A Noite. Segundo a SPU, são coproprietários a União, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“O processo licitatório, previsto para ser lançado em novembro de 2016, será público e aberto a qualquer interessado. De acordo com o secretário do Patrimônio da União, Guilherme Estrada Rodrigues, todos aspectos tombados do Edifício A Noite deverão ser preservados e a licitação será realizada na modalidade permuta por área construída", destacou a nota.

De acordo com a SPU, o Edifício A Noite pertence à União. “Em 1986 foi firmado um contrato de cessão com o INPI, sob o regime de aforamento, contemplando do subsolo ao 18º andar do prédio. O restante do edifício – do 19º andar à cobertura – ainda está em nome da União, mas está em andamento o processo de aforamento desses andares em nome da EBC.

Segundo a secretaria, “o aforamento é um contrato por meio do qual a União atribui a outrem 83% do domínio útil de um imóvel da União e mantém a posse dos 17% restantes. Esse instrumento é utilizado nas situações em que coexistem a conveniência de destinar o imóvel e, ao mesmo tempo, manter o vínculo da propriedade”.

Entre as propostas dos que defendem a permanência da Nacional pelo menos no 21º andar, está a de tornar o local um centro cultural, integrado ao entorno da Praça Mauá, podendo realizar show musicais populares, pois o auditório principal comporta cerca de 200 pessoas, ou recitais menores, em um outro auditório menor, para 50 espectadores, dedicado mais à música instrumental e clássica.

 

Agência Brasil

 

 

Artistas brasileiros participam de festival de Arte Urbana em Portugal

 

Marieta Cazarré - Correspondente da Agência Brasil

O Painel "Pow! How!", pintado no Havaí em 2016, é mostrado no Festival de Arte Urbana em Portugal - Divulgação/Bicicleta sem Freio

O Painel Pow! How!, pintado no Havaí em 2016, é mostrado no Festival de Arte Urbana em Portugal - Divulgação/Bicicleta sem FreioDivulgação Bicicleta sem Freio

A pequena cidade portuguesa de Estarreja, na região central do país, recebe artistas nacionais e estrangeiros no festival Estarreja Arte Urbana (Estau), até o próximo domingo (18). Com mais de 30 atividades que integram a programação, o festival pretende levar arte urbana aos cerca de 7.500 habitantes da cidade, por meio de murais, instalações, exposições, workshops, filmes, visitas guiadas, música, dança e performances.

Uma das atrações do evento será o trio brasileiro “Bicicleta sem freio”, que promete ilustrar a maior parede com a sua assinatura, com mais de 660 metros quadrados.

Douglas, Victor e Renato se conheceram no curso de artes visuais da Universidade Federal de Goiás e viajam o mundo misturando, com cores vibrantes, psicodelia e humor.

Além do trio Bicicleta sem Freio, outros reconhecidos artistas urbanos internacionais participarão do festival. Entre eles estão o australiano Fintan Magee, que estreia em Portugal; a polonesa Nespoon; o argentino Bosoletti; o espanhol Isaac Cordal. Entre os artistas portugueses estão Kruella D'Enfer, Hazul, Samina e Add Fuel.

De acordo com a organização do festival, a ideia é transformar a cidade em um “museu ao ar livre”, criando um circuito de arte urbana. Com o evento, Estarreja vai ganhar sete murais artísticos, como forma de reabilitação do espaço urbano, sempre sob o olhar atento da população.

Também estão previstas exibições de filmes internacionais que têm como pano de fundo o tema da arte urbana, como Graffiti Grandmas (Noruega, 2016), Sky’s the Limit (França, 2016) e workshops de ilustração, performance em tecido e arte urbana para idosos.

 

Agência Brasil

 

 

 

Votação na Câmara dos Deputados

Antonio Cruz/Agência Brasil

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha disse que se votarem a favor da cassação do mandato dele, os deputados vão fortalecer a tese de que o impeachment foi um golpe contra a presidente Dilma Rousseff.
O peemedebista é acusado de mentir em depoimento à CPI da Petrobras quando afirmou que não tinha contas secretas fora do país. Leia mais

 

 

STF sob nova direção

Folhapress

A ministra Cármen Lúcia tomou posse da presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) na tarde de hoje. Ela comandará a mais alta Corte da Justiça brasileira até 2018. Já o ministro Dias Toffoli assumiu o cargo de vice-presidente.
A cerimônia de posse contou com a presença de políticos e autoridades, como os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e José Sarney (PMDB) e o presidente Michel Temer (PMDB). O cantor e compositor Caetano Veloso cantou o hino nacional no início da cerimônia. Leia mais

 

 

Gastos do governo

Eduardo Anizelli/Folhapress

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o governo vai centrar os esforços na aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limita os gastos públicos e na reforma da Previdência.
Os comentários do ministro ocorrem depois dos ruídos causados pela divulgação de propostas iniciais para a reforma trabalhista, também defendida pelo governo. Leia mais

 

 

Apertando o cinto

iStock

A taxa média de juros cobrada no cartão de crédito atingiu, em agosto, 451,44% ao ano, a maior em 21 anos. Os dados são da associação Anefac. Os juros médios no cheque especial também subiram, passando de 12,16% ao mês ou 296,33% ao ano. É o maior nível desde março de 1999.
As causas desses resultados são a inflação persistente, aumento de impostos e elevação dos índices de inadimplência. Com o risco maior de calote, os bancos acabam subindo as taxas para compensar perdas. Leia mais

 

Entra em vigor cessar-fogo de uma semana na Síria

 

Da Ansa Brasil

As Forças Armadas da Síria suspenderam suas atividades militares às 19h (13h em Brasília) desta segunda-feira (12), como resultado do acordo de cessar-fogo acertado entre Rússia e Estados Unidos na semana passada.

A trégua terminará às 23h59 (horário local) do próximo dia 18. Em comunicado, o Exército sírio ressaltou que "se reserva o direito de responder de maneira decidida contra qualquer grupo armado que viole o cessar-fogo".

O acordo entrou em vigor no mesmo dia em que o presidente da Síria, Bashar al Assad, disse que retomará todo o território que está nas mãos dos "terroristas". Se a trégua for respeitada, Estados Unidos e Rússia iniciarão uma colaboração militar para combater grupos jihadistas, como a Frente al Nusra e o Estado Islâmico.
Segundo os governos dos dois países, o objetivo final do acordo é criar condições para a retomada das negociações de paz entre os rebeldes e o regime de Assad e possibilitar a chegada de ajuda humanitária às áreas afetadas pelos bombardeios das forças aliadas à capital, Damasco.

 

Agência Brasil

 

Antes de trégua, Assad promete reconquistar "toda a Síria"

 

Da Agência Ansa

Assad promete reconquistar todo território sírio

Assad visita a cidade de Daraya e promete reconstruir a Síria Agência Lusa/Epa/Sana/Direitos Reservados

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, declarou hoje (12) que o governo de Damasco irá retomar todo o território das mãos dos "terroristas", como define grupos rebeldes que incluem até os jihadistas do Estado Islâmico. As informações são da Agência Ansa

Em rara aparição pública em Daraya, Sudoeste da capital, em ocasião da festa religiosa Eid al-Adha, Assad disse ainda que vai reconstruir a Síria. A escolha da cidade é simbólica, pois foi retomada recentemente das mãos de opositores.

"Viemos aqui para substituir a falsa liberdade pela verdadeira que começa com a volta da segurança, continua com a reconstrução e acaba com uma decisão nacional independente", afirmou Assad.

A declaração foi feita horas antes do início do cessar-fogo acordado entre Rússia e Estados Unidos, que terá início no anoitecer desta segunda-feira.

Histórico

Se a trégua for respeitada, Moscou e Washington iniciarão uma colaboração militar para combater grupos terroristas, como a Frente al Nusra e o Estado Islâmico.

Segundo os governos dos dois países, o objetivo final do acordo é criar condições para retomada das negociações de paz entre rebeldes e o regime de Assad e possibilitar a chegada de ajuda humanitária a áreas afetadas pelos bombardeios das forças aliadas a Damasco.

Trégua

Dezenas de pessoas morreram no último fm de semana em enfrentamentos, levando as partes envolvidas a duvidarem se a trégua realmente será respeitada.

A Síria sofre com uma guerra civil desde 2011, quando opositores ao regime de Assad iniciaram uma rebelião armada para tirar o ditador do poder, inspirados pela Primavera Árabe. Sem sucesso, o conflito continua até hoje e o grupo extremista Estado Islâmico domina grandes porções de terra do Norte do país. 

 

 

Agência Brasil

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