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O custo de ser “de boa”

Por Ali Klemt


Eu amo ser brasileira. Amo, amo, amo. Amo o nosso calor humano, amo a nossa leveza, amo a nossa capacidade de transformar qualquer situação em convivência, em riso, em vida. Amo o jeito como a gente acolhe, como a gente se adapta, como a gente segue. E segue, mesmo quando tudo parece dar errado. E, ô, como dá errado!

“Ah, mas o brasileiro é de boa…” É mesmo. E talvez esse seja o nosso maior ativo internacional — e, ao mesmo tempo, o nosso maior problema interno. Turistas chegam ao Brasil e se encantam. Somos acolhedores, sorridentes, flexíveis, calorosos. Temos uma capacidade quase mágica de transformar dificuldade em humor e caos em convivência. Somos felizes. Ou, ao menos, é isso que parecemos ser.

Ou será que é o que QUEREMOS PARECER SER? Você pegou a sutileza da diferença?

Vamos lá. Somos “de boa”. Mas… a que custo?

Somos pacíficos — a não ser quando somos assaltados ou assassinados; somos felizes — a não ser quando o dinheiro não fecha no fim do mês (e cadê a picanha?). Somos solícitos — a não ser quando o sistema nos empurra para a humilhação cotidiana. E mesmo assim seguimos rindo, adaptando, relevando.

E aqui entra um ponto para reflexão. E, confesso, algo que meu incomoda profundamente: a famosa Lei de Gérson. Para quem não lembra, nasceu de uma propaganda nos anos 1970 com o jogador Gérson, campeão mundial em 1970, dizendo que gostava de “levar vantagem em tudo, certo?”. A frase virou bordão. E o bordão virou mentalidade. Não como regra absoluta, mas como permissão cultural. O “jeitinho brasileiro” passou a ser visto não apenas como criatividade diante da burocracia, mas como habilidade de contornar regras, dobrar limites, flexibilizar princípios — e, o mais grave, com aprovação social. Pequenas vantagens, pequenas infrações, pequenas desonestidades. Tudo “de boa”.

A ciência ajuda a explicar. A socióloga Diane Vaughan descreveu a chamada normalização do desvio: quando comportamentos errados, repetidos ao longo do tempo sem consequências, passam a ser aceitos como normais. Não é que as pessoas não saibam que é errado; elas sabem, mas deixam de se importar, porque “todo mundo faz”, porque “não é nada demais”, porque “é assim que funciona”. Some-se a isso o efeito espectador, estudado por John Darley e Bibb Latané: quanto mais gente presencia um problema, menor a chance de alguém agir. Todo mundo vê, todo mundo comenta, mas ninguém corrige — e o desvio deixa de ser exceção para virar cultura. Levantamentos como o World Values Survey ainda indicam que sociedades altamente adaptáveis tendem a tolerar mais ineficiências estruturais, porque desenvolvem mecanismos informais de compensação — o famoso “dar um jeito”. Ou seja, a mesma flexibilidade que nos salva no dia a dia pode nos condenar no longo prazo.

Porque essa leveza virou anestesia coletiva. A capacidade de adaptação virou tolerância ao absurdo, o bom humor virou fuga da realidade e o “deixa pra lá” virou um sistema silencioso de manutenção do erro. E o que está, não está bom: décadas de corrupção, ciclos repetidos de promessas vazias, instituições tensionadas, serviços públicos insuficientes. Mas seguimos “de boa”, sem indignação consistente, sem cobrança estruturada, sem memória política.

Mas vem comigo encarar a realidade: quando o pequeno desvio é aceito no cotidiano, o grande desvio deixa de escandalizar. A corrupção não nasce grande; ela cresce em um ambiente que tolera o pequeno errado. A “Lei de Gérson” pode parecer inofensiva, quase folclórica, mas ajuda a sustentar uma cultura onde o caráter é negociável — desde que seja “só um pouquinho”. E esse “pouquinho” é cumulativo.

A falta de indignação mantém a convivência mais leve, sim, mas mantém o problema intacto. Porque paz sem justiça não é paz; é acomodação — e acomodação tem preço. O custo de ser “de boa” aparece aos poucos: na escola que não forma, no hospital que não atende, na segurança que não protege, na política que não representa. Não vem de uma vez; vem em parcelas silenciosas, até que um dia a conta chega.

Talvez esteja na hora de encarar a pergunta que a gente evita justamente para continuar confortável: até que ponto essa leveza é virtude e a partir de que ponto ela vira conivência? Porque existe uma diferença brutal entre ser um povo alegre e ser um povo que normalizou o desvio. E talvez — só talvez — o Brasil não precise de menos alegria, precise de mais caráter inegociável. Porque mudança não nasce do conforto; nasce do limite. E esse… a gente vem flexibilizando há tempo demais.

Eu vou encerrar esse texto repetindo: eu AMO ser brasileira. Para ser bem sincera, acredito que somos, de fato, diferenciados. Por que? Não sei. Talvez seja uma missão divina. Talvez, quem sabe, tenhamos a melhor terra, com o melhor povo, e o mais imenso coração. Talvez o nosso enorme desafio seja realinhar a rota. Ajustar o leme. Retomar as rédeas. E mostrar que, sim, é possível ser faceiro, feliz, “de boa” e, ainda assim, seguir a lei. Observar a ordem. Prosperar de forma justa. Mesmo sendo brasileiro. Mesmo estampando esse sorriso no rosto, esse calor no coração.

Eu acredito na gente. Eu acredito de verdade. Só cabe a nós. Só cabe a cada um de nós. Essa é a hora da virada. Essa é a hora de mostrarmos que, sim, somos gente boa. Mas, acima de tudo, somos gente que pensa.

Que assim seja. É assim será.

Instagram: @ali.klemt

O Sul

ENCONTRO DE NOTÁVEIS: BARBARA KOGOS E PAULA CAMACHO AO VIVO

 



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TORNOZELEIRA FOLHEADA A OURO COM ADEREÇO EM FORMA DE CORAÇÃO COM SÍMBOLO DO INFINITO

 


Tornozeleira folheada a ouro, contendo adereço em forma de um coração com o símbolo do infinito.


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VISÃO CRÍTICA – 29/04/2026

 



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Globo admite pacto com MORAES para perseguir Bolsonaro e a direita no BRASIL

 

"Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro", afirma André Mendonça sobre rejeição de Messias

 


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou suas redes sociais na noite desta quarta-feira (29) para manifestar apoio ao advogado-geral da União, Jorge Messias, após a histórica rejeição de seu nome pelo Senado Federal. Mendonça foi o primeiro magistrado da Corte a se pronunciar publicamente sobre o resultado da votação, que barrou a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Em sua publicação, Mendonça ressaltou que, embora respeite a soberania da decisão dos senadores, considera que o país deixou de ganhar um magistrado de alto nível. "O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais", declarou o ministro. Além de destacar a qualificação técnica e moral do colega, Mendonça, que compartilha da mesma fé cristã de Messias, utilizou referências bíblicas para confortá-lo, afirmando que ele "combateu o bom combate" e deve sair do processo de cabeça erguida. O gesto de solidariedade reforça o vínculo entre ambos, que buscaram apoio em segmentos religiosos durante suas respectivas trajetórias de indicação à Suprema Corte.

PGR arquiva pedido de investigação de Gilmar por homofobia

 


PGR arquiva pedido de investigação de Gilmar por homofobia. 🤷🏻‍♀️

Post de Bia Kicis

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Noite inacreditável de Carlos Vinícius marca empate sem gols entre Grêmio e Palestino no Chile

 


Em uma jornada para ficar na história pelas razões erradas, o Grêmio empatou em 0 a 0 com o Palestino nesta quarta-feira (29), em Santiago, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. O grande protagonista do confronto foi o centroavante Carlos Vinícius, que protagonizou um feito raro: desperdiçou o mesmo pênalti por três vezes consecutivas logo no início da partida. Com o resultado, o Tricolor gaúcho soma quatro pontos e ocupa a vice-liderança do Grupo F, enquanto o grupo fica embolado após a vitória do Deportivo Riestra sobre o City Torque.

A estratégia do técnico Luís Castro, que promoveu mudanças no time titular com as entradas de Caio Paulista, Dodi e Willian, parecia surtir efeito quando Tetê sofreu pênalti aos 8 minutos. Na cobrança, Carlos Vinícius parou em Sebastián Pérez duas vezes, mas em ambas o VAR detectou que o goleiro chileno se adiantou. Na terceira tentativa oficial, Pérez permaneceu sobre a linha e defendeu o chute no meio do gol, desestabilizando o emocional da equipe brasileira.

O Palestino aproveitou o abalo gremista e equilibrou as ações, exigindo defesas importantes do goleiro Weverton, especialmente em um voleio de Munder. No segundo tempo, Luís Castro tentou dar novo fôlego ao ataque com as entradas de Arthur, Enamorado e Braithwaite. O Grêmio chegou a balançar as redes nos minutos finais com Carlos Vinícius, mas o árbitro anulou o lance por um toque de mão prévio de Riquelme. Mesmo com a expulsão de Fernando Meza, o Palestino segurou a igualdade até o apito final. O Tricolor agora vira a chave para o Campeonato Brasileiro, onde enfrenta o Athletico-PR no próximo sábado, em Curitiba.

Divergência contábil sobre direitos de TV pode levar Inter a déficit histórico superior a R$ 100 milhões

 


O Conselho Fiscal do Internacional recomendou, de forma unânime, a aprovação com ressalvas das contas do clube relativas ao exercício de 2025, em uma decisão que uniu até mesmo integrantes da base de apoio da atual gestão. O ponto central da controvérsia é a contabilização da recompra dos direitos de transmissão junto aos investidores da Futebol Forte União, realizada em fevereiro do ano passado por R$ 109 milhões. Enquanto a diretoria registrou a operação de modo a apresentar um superávit de R$ 8,9 milhões e uma redução nominal da dívida, o órgão fiscalizador argumenta que o montante deveria ter sido lançado integralmente como despesa.

Caso o entendimento do Conselho Fiscal prevaleça, o balanço financeiro do Colorado sofrerá uma reviravolta drástica, transformando o lucro anunciado em um prejuízo que ultrapassa a marca dos R$ 100 milhões, o que representaria o maior déficit já registrado na história da instituição. O parecer técnico destaca que a metodologia utilizada pela direção mascara a realidade do fluxo de caixa e a estrutura do passivo do clube. A palavra final cabe agora ao Conselho Deliberativo, que tem reunião marcada para o dia 11 de maio para decidir se acompanha a recomendação de aprovação com ressalvas ou se opta pela reprovação total das contas, o que deve acirrar o clima político nos bastidores do Beira-Rio.