Inter goleia Atlético-GO e respira na Série B do Brasileirão Sub-20

 


Após reformulação na base e início com três derrotas, equipe colorada reage em casa e conquista os primeiros pontos na competição.

ALVORADA – O Internacional deu sinais de recuperação nas categorias de base na tarde desta quarta-feira (29). Após um início de campeonato conturbado e mudanças estruturais no departamento, o time Sub-20 conquistou sua primeira vitória na Série B do Brasileirão da categoria ao golear o Atlético-GO por 4 a 1, no CT Morada dos Quero-Queros.

A vitória encerra um jejum incômodo de três derrotas consecutivas que haviam colocado a equipe sob forte pressão e críticas da torcida. Os gols do triunfo colorado foram anotados por João Bezerra, João Victor, João Dalla Corte e Raykkonen, consolidando uma atuação segura do início ao fim.

Salto na tabela e alívio interno

Com o resultado positivo, o Inter somou seus primeiros três pontos e subiu para a sexta colocação do Grupo B. A equipe ultrapassou o Paysandu e o Operário Ferroviário na classificação, embora os rivais ainda possuam uma partida a menos.

O triunfo é visto internamente como um validador das recentes modificações promovidas na gestão da base, que busca estabilizar o desempenho técnico dos jovens atletas após os tropeços nas rodadas inaugurais.

Próximo desafio

O Celeiro de Ases agora terá um período de treinamentos antes de voltar a campo. O próximo compromisso oficial pela Série B Sub-20 será no dia 13 de maio, às 15h, quando recebe o Vila Nova novamente em Alvorada. O objetivo da comissão técnica é manter o embalo para encostar nos líderes do grupo e buscar a classificação para a próxima fase.

Conselho Fiscal do Inter recomenda aprovação de contas com ressalvas e alerta para déficit oculto de R$ 100 milhões

 


Parecer aponta divergências contábeis na operação com a Liga Forte União e expõe endividamento de R$ 1,27 bilhão no exercício de 2025.

PORTO ALEGRE – O Conselho Fiscal do Sport Club Internacional emitiu, nesta quinta-feira (30), um parecer técnico sobre as demonstrações contábeis do clube referentes ao exercício de 2025. Embora tenha opinado pela aprovação das contas pelo Conselho Deliberativo, o órgão impôs ressalvas severas, apontando que, sob uma análise econômica rigorosa, o clube teria encerrado o ano com um déficit superior a R$ 100 milhões, em vez do superávit apresentado pela gestão.

A principal divergência reside na forma como o clube contabilizou a recompra parcial de direitos vinculados à Liga Forte União (LFU), no valor de R$ 109 milhões. Enquanto a diretoria registrou o montante como "ativo intangível", o Conselho Fiscal argumenta que o valor deveria ter sido lançado como despesa ou redução de receita. Caso esse critério fosse aplicado, o balanço sairia do azul para um resultado negativo expressivo.

Endividamento bilionário e curto prazo

O documento também acende um alerta vermelho sobre a saúde financeira do Colorado. O passivo total do clube atingiu a marca de R$ 1,274 bilhão, um crescimento de R$ 27 milhões em relação a 2024. O que mais preocupa os conselheiros, porém, é a concentração de dívidas que vencem em um curto período:

  • Obrigações com atletas e clubes: R$ 111 milhões a curto prazo.

  • Empréstimos e financiamentos: R$ 141,3 milhões a vencer no curto prazo e R$ 47,5 milhões no longo prazo.

Segundo o parecer, o volume elevado de compromissos imediatos evidencia uma estrutura "fortemente alavancada", mantendo o clube em um nível crítico de endividamento.

Pedido por transparência

Além das críticas contábeis, o Conselho Fiscal recomendou que a administração do Inter amplie a transparência nas informações prestadas. O órgão sugere que o Relatório da Administração seja mais detalhado e fiel aos dados das demonstrações contábeis, garantindo que os sócios e conselheiros tenham uma visão real da situação patrimonial da instituição.

O parecer agora segue para o Conselho Deliberativo, que terá a palavra final sobre a aprovação dos números apresentados pela atual gestão.

Mesmo sob pressão da guerra, Copom reduz Selic para 14,5% ao ano

 


Em decisão unânime e aguardada pelo mercado, Banco Central promove o segundo corte consecutivo nos juros, apesar da escalada inflacionária causada pelo conflito no Oriente Médio.

BRASÍLIA – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) confirmou as expectativas do mercado financeiro nesta quarta-feira (29) e reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual. Com o novo ajuste, a taxa passa a ser de 14,5% ao ano. Este é o segundo corte seguido promovido pela autoridade monetária, que tenta equilibrar o estímulo à economia com os novos riscos inflacionários globais.

A decisão ocorre em um cenário de incerteza crescente. Embora o ciclo de queda tenha se iniciado com base na desaceleração prévia dos preços, o atual conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio pressiona o custo de combustíveis e alimentos, ameaçando a trajetória de queda do IPCA.

Colegiado desfalcado

A reunião deste mês foi marcada por ausências significativas na mesa de decisão. O colegiado contou com três desfalques: as cadeiras dos diretores de Organização do Sistema Financeiro e de Política Econômica permanecem vazias desde o fim de 2025, aguardando indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, o diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, precisou se ausentar por motivos de luto familiar. Mesmo incompleto, o comitê foi unânime no movimento de flexibilização.

Inflação e o Desafio da Meta Contínua

Sob o novo sistema de meta contínua, implementado em janeiro de 2025, o BC deve manter a inflação em 3%, com um teto de tolerância de 4,5%. A tarefa, no entanto, tornou-se mais complexa:

  • O IPCA-15 de abril acelerou para 0,89%.

  • No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 4,37%, aproximando-se perigosamente do limite superior.

  • O mercado financeiro, via Boletim Focus, já projeta que a inflação feche o ano em 4,86%, rompendo oficialmente o teto da meta.

Impactos no Crédito e na Economia

A redução da Selic é vista como um fôlego para o setor produtivo. Ao baixar os juros básicos, o BC barateia o custo dos empréstimos e financiamentos, o que tende a estimular o consumo das famílias e o investimento das empresas.

Atualmente, o mercado projeta um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,85% para 2026, uma estimativa ligeiramente mais otimista que os 1,6% previstos oficialmente pelo Banco Central em seu último relatório.


Panorama das Taxas:

  • Selic anterior: 14,75%

  • Nova Selic: 14,50%

  • Meta de Inflação: 3% (Tolerância até 4,5%)

  • Projeção de Inflação (Focus): 4,86%

Queda de Jorge Messias quebra tabu de 132 anos e marca primeira rejeição ao STF na Nova República

 


Com apenas 34 votos favoráveis, advogado-geral da União entra para a história ao sofrer negativa inédita sob a Constituição de 1988; última barreira do Senado ocorreu em 1894.

BRASÍLIA – A rejeição de Jorge Messias pelo plenário do Senado, nesta quarta-feira (29), não representa apenas uma derrota política para o governo Lula, mas um marco histórico para o Judiciário brasileiro. Ao receber 42 votos contrários e apenas 34 a favor, Messias tornou-se o primeiro indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) a ser barrado pelo Legislativo desde a redemocratização do país.

Até então, sob a égide da Constituição de 1988, todas as 29 indicações anteriores haviam sido ratificadas pelos senadores. O caso de Messias interrompe uma sequência de aprovações que durava mais de três décadas, evidenciando uma resistência política que não se via desde os primórdios da República Velha.

O fantasma de 1894: Floriano Peixoto e o médico no STF

Para encontrar um precedente de rejeição, é preciso recuar ao ano de 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto. Naquela época, sob a Constituição de 1891, o processo era menos transparente e não contava com as sabatinas públicas atuais.

O caso mais emblemático foi o de Cândido Barata Ribeiro. Médico de profissão e ex-prefeito do Distrito Federal, Barata Ribeiro chegou a exercer o cargo de ministro por alguns meses antes de o Senado emitir um parecer contrário à sua efetivação. O argumento central era a falta de "notável saber jurídico". Na ocasião, os senadores alegaram que, embora a lei não exigisse diploma na área, o indicado demonstrava "ignorância do direito" e "falta de senso jurídico".

Além do médico, Floriano Peixoto viu outros quatro nomes serem derrubados pela Casa Alta:

  • Generais Ewerton Quadros e Inocêncio Galvão de Queiroz: Rejeitados por não possuírem trajetória jurídica consolidada;

  • Demóstenes Lobo: Barrado após sofrer graves acusações políticas no Senado;

  • Antônio Seve Navarro: Reprovado por critérios interpretados como estritamente políticos.

O isolamento de Messias em números

A votação desta quarta-feira coloca Messias no topo do ranking de resistência parlamentar recente. Enquanto ministros como Luiz Fux chegaram à Corte com 68 votos favoráveis, nomes que enfrentaram forte polarização, como André Mendonça e Flávio Dino, conseguiram garantir o piso de 47 votos. Messias, com apenas 34, ficou significativamente abaixo da maioria absoluta necessária (41 votos).

Comparativo de votações recentes no Plenário:

  • Jorge Messias (2026): 34 a favor | 42 contra (REJEITADO)

  • Cristiano Zanin (2023): 58 a favor | 18 contra

  • Flávio Dino (2023): 47 a favor | 31 contra

  • André Mendonça (2021): 47 a favor | 32 contra

  • Luiz Fux (2011): 68 a favor | 2 contra

Com o nome definitivamente arquivado, o Palácio do Planalto enfrenta agora o desafio de indicar um substituto que consiga reestabelecer o diálogo com um Senado que, pela primeira vez em mais de um século, decidiu exercer seu poder de veto de forma definitiva.

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Sabatina no Senado: O caminho dos indicados ao STF e o histórico de votações no Plenário

 


Rito de aprovação exige maioria absoluta e passa por sabatina rigorosa na CCJ; relembre os placares dos atuais ministros da Corte.

BRASÍLIA – A indicação de um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF) é um dos processos mais rigorosos da República, exigindo que o escolhido pelo Presidente da República supere etapas técnicas e políticas antes de vestir a toga. O rito centraliza-se no Senado Federal, onde o currículo, a vida pessoal e as convicções jurídicas do indicado são colocados sob escrutínio público.

O rito de aprovação: da CCJ ao Plenário

O processo de escolha, definido pela Constituição Federal, é dividido em dois momentos cruciais:

  1. Comissão de Constituição e Justiça (CCJ): O indicado é submetido a uma sabatina sem limite temático. Os senadores questionam desde o conhecimento técnico em Direito Constitucional até posicionamentos sobre temas sensíveis, como aborto, marco temporal e competências dos poderes. Após o interrogatório, a comissão vota um parecer.

  2. Plenário do Senado: Independentemente do resultado na CCJ, o nome segue para o Plenário. Para ser aprovado, o indicado precisa de maioria absoluta, ou seja, o voto favorável de pelo menos 41 dos 81 senadores. A votação é secreta.


Retrospectiva: Como votou o Senado nas últimas décadas

O histórico de votações revela que, embora a maioria dos nomes tenha sido aprovada com folga, o tempo de debate e a resistência política variam drasticamente conforme o governo e o perfil do magistrado.

AnoMinistroVotos FavoráveisVotos ContráriosDuração da Sessão
2002Gilmar Mendes57154h39
2006Cármen Lúcia5512h11
2009Dias Toffoli5897h44
2011Luiz Fux6823h58
2015Edson Fachin522712h39
2017Alexandre de Moraes551311h39
2020Nunes Marques571010h01
2021André Mendonça47327h55
2023Cristiano Zanin58187h48
2023Flávio Dino473110h38

O desafio de Jorge Messias

Indicado para a vaga de Luís Roberto Barroso, o atual advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, enfrenta um cenário de polarização. Graduado pela UFPE e com mestrado e doutorado pela UnB, Messias possui uma carreira consolidada na administração pública, com passagens pelo Banco Central, Fazenda Nacional e Casa Civil.

Durante sua sabatina na CCJ, o ministro buscou um tom conciliador, defendendo o aprimoramento do Judiciário e destacando sua trajetória como servidor de carreira. No entanto, como demonstra o histórico recente de André Mendonça e Flávio Dino — ambos aprovados com exatos 47 votos — o caminho até a Praça dos Três Poderes tem se tornado cada vez mais estreito e dependente de articulações políticas minuciosas.

"Senado é soberano", afirma Jorge Messias após rejeição histórica ao STF

 


Em tom resiliente e religioso, o advogado-geral da União diz aceitar a decisão do plenário e agradece ao presidente Lula pela indicação.

BRASÍLIA – Após sofrer uma derrota sem precedentes no Senado Federal, o advogado-geral da União, Jorge Messias, manifestou-se na noite desta quarta-feira (29) sobre o arquivamento de seu nome para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em declaração à imprensa, Messias adotou um tom de serenidade, afirmando que participou do processo de forma íntegra e que, apesar do peso pessoal da reprovação, respeita a autonomia do Legislativo.

"Me submeti a uma sabatina de coração aberto e espírito franco. A vida tem dias de vitórias e de derrotas. Temos que aceitar: o Senado é soberano e o plenário falou", declarou o ministro da AGU. Messias obteve 34 votos favoráveis e 42 contrários, falhando em alcançar o quórum mínimo de 41 apoios necessários para a aprovação. Esta foi a primeira vez em 132 anos que um indicado à Corte foi barrado pelos senadores.

Fé e trajetória profissional

Evangélico, Messias buscou amparo na religião para comentar o resultado negativo. "Não é simples alguém com a minha trajetória passar por uma reprovação, mas aprendi que minha vida está nas mãos de Deus. Lutei o bom combate, como todo cristão, e aceito o Seu plano", afirmou. O ministro possuía apoio de setores religiosos, o que foi um dos pilares de sua campanha pela vaga deixada por Luís Roberto Barroso.

O advogado-geral também desabafou sobre os cinco meses que separaram o anúncio de sua escolha pelo presidente Lula até a votação final. Segundo ele, houve um processo de "desconstrução" de sua imagem pública durante esse período. Ele reforçou ter uma "vida limpa" e ressaltou que, por ser servidor de carreira, sua trajetória profissional não depende de cargos políticos.

Próximos passos

Ao encerrar sua fala, Jorge Messias agradeceu a confiança de Lula e descartou encarar a decisão como um ponto final em sua carreira. "O presidente me deu uma grande honra. Não vejo isso como um fim, mas como uma etapa", concluiu. Com a rejeição e o consequente arquivamento da mensagem presidencial, o governo federal sofre um forte revés político e precisará articular um novo nome para a vacância no STF, que permanece aberta desde outubro de 2025.

Senado impõe derrota histórica a Lula e rejeita Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal

 


Em um desfecho que marca uma derrota política sem precedentes para o Palácio do Planalto, o plenário do Senado Federal rejeitou, na noite desta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). O atual advogado-geral da União, escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir a cadeira deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso, obteve apenas 34 votos favoráveis, enquanto 42 senadores votaram contra a sua nomeação. Como a votação é secreta e exige maioria absoluta, Messias precisava de ao menos 41 votos para ser aprovado.

O resultado quebra uma tradição de mais de 130 anos na história da República; a última vez que o Senado havia recusado um nome indicado pelo Executivo para a Corte foi em 1894, durante a gestão de Floriano Peixoto. O clima de hostilidade à indicação já havia se manifestado horas antes na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde Messias conseguiu um parecer favorável por uma margem estreita de 16 votos a 11, após uma sabatina exaustiva de mais de sete horas. Durante o interrogatório, o indicado buscou acenar à ala conservadora ao se declarar "totalmente contra o aborto" e defender que temas polêmicos devem ser decididos pelo Congresso Nacional, mas as declarações não foram suficientes para converter a resistência dos parlamentares.

A indicação de Messias enfrentava obstáculos desde o anúncio oficial em novembro de 2025, sofrendo forte oposição interna liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Apesar do currículo acadêmico robusto, que inclui mestrado e doutorado pela UnB e uma longa trajetória na administração pública federal, o peso político e a associação direta com o governo pesaram contra o advogado-geral. Com a rejeição consolidada, o governo Lula sofre um desgaste institucional profundo e se vê obrigado a buscar um novo nome que possua maior trânsito e aceitação entre os 81 senadores para preencher a vacância no tribunal.

Tensões no Oriente Médio e Fed conservador levam dólar de volta aos R$ 5,00

 


Mercado reage à escalada entre EUA e Irã e aguarda decisão do Copom; barril de petróleo dispara e pressiona inflação global.

SÃO PAULO – Em um dia marcado pela aversão ao risco no cenário internacional, o dólar comercial encerrou a sessão desta quarta-feira (29) em alta de 0,39%, cotado a R$ 5,0018. O movimento foi impulsionado pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela postura cautelosa do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que manteve as taxas de juros e sinalizou preocupação com a inflação energética.

Ao longo do dia, a moeda norte-americana apresentou volatilidade, registrando a mínima de R$ 4,9795 pela manhã e atingindo a máxima de R$ 5,0138 à tarde. No mercado futuro, o contrato para maio subia 0,56%, enquanto o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes, avançava 0,21%.

O "Fator Irã" e o Petróleo

O principal catalisador do pessimismo foi o impasse entre Washington e Teerã. Relatos indicam que o governo Donald Trump manterá o bloqueio no Estreito de Ormuz até que um novo acordo nuclear seja firmado. A possibilidade de uma ofensiva militar "curta e poderosa" por parte dos EUA elevou o preço do petróleo: o barril do tipo Brent saltou para US$ 110,44, uma alta superior a 5%.

Para Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, o mercado vive um momento de "extrema apreensão". "O fator determinante é a guerra contra o Irã e a incerteza sobre a viabilidade de um acordo diplomático", pontuou.

Fed e a incerteza monetária

Nos Estados Unidos, o Fed confirmou as expectativas e manteve a taxa de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano. No entanto, o tom do comunicado foi considerado "conservador" (hawkish). O presidente da instituição, Jerome Powell, destacou que os preços de energia ainda não atingiram o pico, o que dificulta a projeção de cortes nas taxas de juros em um futuro próximo. Com isso, investidores recalibraram as apostas de flexibilização monetária apenas para o final de 2027.

Expectativa pelo Copom

No cenário doméstico, as atenções se voltam para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve ser anunciada na noite de hoje. A expectativa majoritária do mercado é de uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic.

Entretanto, especialistas alertam que o impacto dessa queda no câmbio pode ser limitado. Segundo José Carreira, operador da Fair Corretora, o diferencial de juros (carry trade) entre Brasil e EUA ainda é o foco, mas a cautela externa prevalece sobre as decisões locais no curto prazo.


Resumo dos Indicadores (29/04/2026):

  • Dólar Comercial: R$ 5,0018 (+0,39%)

  • Petróleo Brent: US$ 110,44 (+5%)

  • Taxa Fed Funds: 3,50% - 3,75% (manutenção)

SABATINAS NÃO DECIDEM

 DIAS TOFFOLI

Mais do que sabido e comprovado, em 30 de setembro de 2009, o então Advogado-Geral da União, JOSÉ ANTONIO DIAS TOFFOLI, que foi indicado pelo presidente LULA para ocupar a vaga de ministro do STF, depois de passar por uma SABATINA de mais de 8 horas no Senado, resultou aprovado, em votação no Plenário, por 58 votos a favor, 9 contrários e 3 abstenções. 


REPROVADO DUAS VEZES PARA JUIZ SUBSTITUTO

Também mais do que sabido, antes de ser indicado ao STF, Dias Toffoli foi -REPROVADO DUAS VEZES (1994 e 1995) no CONCURSO (SABATINA) para JUIZ SUBSTITUTO EM SÃO PAULO-. Já no -CONCURSO PARA MINISTRO DO STF- a BANCA EXAMINADORA, formada pelos SENADORES, APROVOU DIAS TOFFOLI -POR 58 VOTOS- (MAIS DE 70% DOS SENADORES), sem dar a mínima para o necessário -NOTÁVEL SABER JURÍDICO-, REQUISITO CONSTITUCIONAL EXIGIDO PARA MINISTROS DO STF. 

SABATINAS NÃO DECIDEM

A propósito, para quem não sabe, ou não lembra -desde a promulgação da Constituição de 1988, todos os indicados pelos presidentes da República para o STF foram APROVADOS pelo Senado Federal-. Ora, partindo desta lógica histórica e já tradicional, as -SABATINAS- implicam apenas num processo onde só é permitida a APROVAÇÃO DE TODO E QUALQUER INDICADO, POR MAIS QUE O MESMO NÃO REÚNA MÍNIMAS CONDIÇÕES -TÉCNICAS E MORAIS- para COMPOR A SUPREMA CORTE. 

MESSIAS

Assim, à luz da realidade brasileira, é praticamente certa a APROVAÇÃO DE JORGE MESSIAS COMO MINISTRO DO STF. A rigor, a exemplo do que aconteceu com Dias Toffoli, pouco ou nada importa o fato de que a trajetória de Messias é marcada pela estreita proximidade com o núcleo político do PT e, como tal -nunca teve e não terá-compromisso algum com a JUSTIÇA, mas apenas e tão somente com o PARTIDO. 

Pontocritico.com