Dunamis Gran Reserva Tannat 2022: potência e elegância da Campanha Gaúcha

 


Produzido na Campanha Gaúcha pela Dunamis Vinhos & Vinhedos — vinícola reconhecida por destacar o potencial da uva Tannat no clima quente e seco do extremo sul do RS — este tinto se apresenta como um vinho de grande estrutura e personalidade.

De cor violácea intensa, revela aromas marcantes de frutas negras maduras, especiarias, toques de tabaco, chocolate e um leve tostado. Essas características ganham profundidade graças aos 20 meses de maturação em barricas de carvalho francês e americano.

No paladar, o vinho mostra taninos firmes e bem integrados, acidez equilibrada, corpo robusto e um final longo, resultando em um Tannat potente, complexo e com excelente capacidade de evolução em garrafa. É uma expressão destacada da Campanha Gaúcha e uma ótima escolha para quem aprecia vinhos mais encorpados e elegantes elaborados com essa variedade.

Dólar cai 1,17% e fecha acima de R$ 5,40 após dados fracos nos EUA e decisão do Fed

 


O dólar encerrou esta quinta-feira (11) em queda firme, embora ainda acima dos R$ 5,40. A sessão foi marcada por um movimento global de desvalorização da moeda americana, influenciado por indicadores fracos da economia dos Estados Unidos e pela decisão do Federal Reserve, anunciada na véspera. Nesse cenário, o real teve o melhor desempenho entre as principais moedas, recuperando parte das perdas recentes — intensificadas após o anúncio da pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Impacto da “Super Quarta” favorece o real

Analistas apontam que a moeda brasileira foi a grande beneficiada pelos eventos da chamada Super Quarta, especialmente pelo aumento do diferencial entre os juros do Brasil e dos EUA, o que fortalece operações de carry trade.

  • O Fed reduziu sua taxa básica em 25 pontos-base.

  • O Copom manteve a Selic em 15%, sem sinalizar cortes no curto prazo.

A ausência de indicações de alívio monetário no Brasil reforçou a atratividade do real.

Cotação e desempenho recente

  • Mínima do dia: R$ 5,3960

  • Fechamento: R$ 5,4044 (queda de 1,17%)

  • Semana: recuo de 0,50%

  • Dezembro: alta acumulada de 1,30%

  • Ano: queda de 12,55% frente ao real

Na quarta-feira, o dólar havia fechado no maior nível desde 14 de outubro.

Cenário global e liquidez

Segundo Marcos Weigt, diretor do Travelex Bank, o ambiente internacional é de enfraquecimento do dólar, com investidores migrando para outras moedas e para o ouro, que subiu mais de 2%.

Ele destaca ainda que o Fed anunciou a retomada da expansão do balanço, com compra de Treasuries — medida que injeta liquidez no mercado.

“O real se beneficia do dólar mais fraco e de um Copom com postura hawkish. O diferencial de juros supera o impacto político recente”, afirma Weigt.

Fluxo cambial e remessas

A manutenção da Selic em 15% até pelo menos março torna mais caro manter posições compradas em dólar, o que pode reduzir pressões sobre o câmbio. Dados do Banco Central mostraram um saldo positivo de US$ 2,373 bilhões no canal financeiro na primeira semana de dezembro.

O BTG Pactual, porém, alerta para possível deterioração do fluxo financeiro nas próximas semanas, com aumento das remessas ao exterior devido à mudança na tributação de dividendos a partir de 2026.

O banco pondera que esse movimento pode ser menor do que o previsto caso a legislação complementar permita que S.A.s distribuam dividendos até 2028, desde que reservados contabilmente até 31 de dezembro.

Senado aprova projeto de lei antifacção com alterações e texto retorna à Câmara

 


O Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (10) o projeto de lei antifacção, incorporando mudanças e retomando trechos da proposta original enviada pelo governo federal. Como houve alterações, o texto voltará para nova análise na Câmara dos Deputados. O texto-base passou com 64 votos favoráveis, em consenso entre parlamentares da base e da oposição.

A proposta endurece penas para crimes ligados a organizações criminosas, cria novas fontes de financiamento para ações de segurança pública e reforça mecanismos de combate à lavagem de dinheiro. Os senadores rejeitaram um destaque do PL que buscava equiparar ações de facções criminosas a terrorismo.

A versão aprovada foi relatada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), com apoio de parlamentares governistas. Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já havia aprovado o texto.

Financiamento e estrutura do combate ao crime

O projeto utiliza a Cide-Bets — contribuição sobre apostas de quota fixa — como fonte de recursos para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). A estimativa é de até R$ 30 bilhões anuais destinados ao enfrentamento do crime organizado. Pelo menos 60% desse valor deve ser repassado aos estados para ações descentralizadas, beneficiando órgãos como o Gaeco.

O Executivo terá seis meses para propor a reestruturação dos fundos nacionais de segurança.

Criação do Banco Nacional de Organizações Criminosas

O texto institui o Banco Nacional de Organizações Criminosas (BNOC), que reunirá informações sobre integrantes e financiadores de facções e milícias. O Coaf terá acesso ao sistema. Estados que desejarem receber recursos do Susp deverão integrar bancos de dados interoperáveis.

Principais crimes e punições previstas

Organização criminosa

  • Pena passa de 3 a 8 anos para 5 a 10 anos, além de multa.

  • Quem obstruir investigação recebe a mesma punição.

  • Líderes têm pena dobrada.

  • Agravantes podem aumentar a pena em 2/3.

Facção criminosa (crime novo)

  • Pena de 15 a 30 anos, além de multa.

  • Líderes têm pena duplicada.

  • Não há possibilidade de anistia ou fiança.

  • Definição: organização que controla territórios ou atua de forma interestadual com violência, coação ou intimidação.

Milícia privada

  • Pena sobe de 4 a 8 anos para 15 a 30 anos, equiparando-se às facções.

Favorecimento a facção

  • Pena de 8 a 15 anos, além de multa.

Receptação por organização criminosa

  • Pena de 6 a 10 anos, e multa.

Recrutamento de crianças e adolescentes

  • Pena de 5 a 10 anos, além das punições por violência ou outros crimes.

  • Se houver lesão grave, pena sobe para 8 a 15 anos.

Agravantes para crimes cometidos por facções ou milícias

  • Homicídio: 20 a 40 anos

  • Lesão corporal: aumento de 2/3

  • Lesão seguida de morte: 20 a 40 anos

  • Ameaça: 1 a 3 anos

  • Sequestro/cárcere privado: 12 a 20 anos

  • Furto: 4 a 10 anos

  • Roubo: pena triplicada

  • Latrocínio: 20 a 40 anos

  • Extorsão: pena triplicada

  • Extorsão mediante sequestro: aumento de 2/3

  • Estelionato: 4 a 12 anos

Tráfico de drogas

  • Todas as penas previstas na Lei Antidrogas são dobradas quando o crime é cometido por facção ou milícia.

Lavagem de dinheiro

  • Pena sobe de 3 a 10 anos para 5 a 15 anos.

  • Se praticado por facção ou milícia, pena vai para 10 a 30 anos.

Crimes com armas de fogo

Comércio ilegal

  • Pena de 8 a 16 anos para fabricação clandestina de armas automáticas ou semiautomáticas de uso restrito.

  • Possuir materiais para fabricação: 4 a 8 anos.

Tráfico internacional

  • Penas de 8 a 16 anos, com agravantes.

  • Penas dobradas para armas automáticas ou longas semiautomáticas equivalentes a fuzis, metralhadoras, carabinas e similares.

Justiça Federal suspende benefícios vitalícios de Bolsonaro enquanto ele cumprir pena em regime fechado

 


A Justiça Federal em Belo Horizonte determinou a suspensão dos benefícios e direitos vitalícios concedidos ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período em que ele estiver cumprindo pena em regime fechado. A decisão, concedida em caráter liminar, ordena que a União interrompa o fornecimento desses serviços em até 48 horas.

Segundo a ação, Bolsonaro ainda contava com:

  • 4 servidores para segurança e apoio

  • 2 veículos oficiais com motoristas

  • 2 assessores

  • Despesas custeadas com passagens, diárias, combustível e manutenção

A Justiça entendeu que tais benefícios não devem ser mantidos enquanto o ex-presidente estiver preso.

Gastos ultrapassam R$ 4 milhões desde 2023

Somente no primeiro semestre de 2025, os custos associados aos benefícios chegaram a R$ 521.073,00. Desde 2023, o montante acumulado ultrapassa R$ 4 milhões.

Dados do Portal de Dados Abertos da Casa Civil mostram que, até novembro de 2025, Bolsonaro gerou despesas de R$ 994.592,11 aos cofres públicos.

Gustavo Segré: Ministros do STF próximos de investigados em fraudes financeiras

 


Gustavo Segré discute suas preocupações sobre a relação entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e pessoas investigadas em casos de fraudes financeiras. Segré aponta como essas conexões impactariam a percepção pública sobre transparência e imparcialidade das instituições, trazendo uma análise crítica do cenário jurídico e político brasileiro neste momento. 📷 Reprodução: Auri Verde Brasil

Banco Central mantém Selic em 15% ao ano pela quarta vez consecutiva

 


Mesmo com a desaceleração da economia e o recuo da inflação, o Banco Central (BC) decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano. A decisão, tomada por unanimidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira, já era amplamente esperada pelo mercado financeiro.

Esta é a quarta reunião seguida em que o Copom mantém os juros no mesmo patamar, que permanece no nível mais alto desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Após atingir 10,5% em maio do ano passado, a Selic voltou a subir a partir de setembro de 2024, chegando aos atuais 15% em junho de 2025.

Inflação volta ao teto da meta

A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação, medida pelo IPCA. Em novembro, o índice registrou alta de 0,18%, o menor resultado para o mês desde 2018. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,46%, retornando ao limite superior da meta contínua, que é de 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Com o novo modelo de metas, em vigor desde janeiro, o BC passa a avaliar a inflação mês a mês, sempre considerando o acumulado dos últimos 12 meses.

Projeções para 2025

No último Relatório de Política Monetária, divulgado em setembro, o BC reduziu a projeção de inflação para 2025 de 5% para 4,8%, mas o número será revisado no fim de dezembro, devido às oscilações do dólar e do próprio IPCA.

O mercado financeiro está mais otimista: o Boletim Focus aponta expectativa de 4,4% para a inflação deste ano, abaixo dos 4,55% projetados há um mês.

Impactos na economia

A manutenção da Selic em patamar elevado ajuda a conter a inflação ao encarecer o crédito e reduzir o ritmo da economia. Por outro lado, juros altos também limitam o crescimento econômico.

No mesmo relatório, o BC reduziu a projeção de crescimento do PIB para 2025 de 2,1% para 2%. Já o mercado prevê um desempenho um pouco melhor, com expansão estimada em 2,25%.

Câmara rejeita cassação e mantém mandato de Carla Zambelli por falta de votos

 


A Câmara dos Deputados rejeitou, nesta quarta-feira (10), a cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A proposta recebeu 227 votos favoráveis, 110 contrários e 10 abstenções — número insuficiente para atingir os 257 votos exigidos para a perda de mandato. Com isso, a representação da Mesa Diretora contra a parlamentar será arquivada.

Zambelli foi condenada em definitivo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por envolvimento em invasões aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela está presa na Itália após fugir do Brasil, e o STF aguarda sua extradição.

Parecer da CCJ defendia cassação

Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) havia aprovado parecer do deputado Claudio Cajado (PP-BA) recomendando a cassação. Para ele, o encarceramento em regime fechado torna impossível o exercício do mandato:

“O mandato exige presença, participação em comissões e no Plenário. Como exercer isso estando recluso?”, afirmou.

Cajado citou jurisprudência do STF, como o caso do ex-deputado Nelson Meurer, em 2018.

A representação contra Zambelli foi enviada pela Mesa Diretora após comunicado do Supremo, cuja interpretação da Constituição pela 1ª Turma indicava que a perda de mandato poderia ser declarada administrativamente. A Câmara, porém, entende que casos assim devem passar pela CCJ e pelo Plenário.

Condenação por documentos falsos

A 1ª Turma do STF condenou Zambelli também ao pagamento de multa e indenização de R$ 2 milhões por atuar como “instigadora” das invasões realizadas por Walter Delgatti Neto e Thiago Eliezer, presos na Operação Spoofing.

Segundo o Ministério Público, em janeiro de 2023 houve 13 invasões aos sistemas do CNJ, com a inserção de 16 documentos falsos, incluindo mandados de prisão, alvarás de soltura e até uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, supostamente assinada por ele próprio.

Relatório alternativo rejeitado

O relator inicial do processo, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), defendia a manutenção do mandato. Ele alegou falta de provas diretas contra Zambelli e apontou fragilidades nas evidências apresentadas. A CCJ rejeitou seu parecer.

Garcia afirmou que seu relatório só não foi aprovado porque houve troca de membros na comissão antes da votação.

Defesa critica provas e pede preservação do mandato

O advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, disse que a condenação se baseou em depoimentos inconsistentes de Delgatti, que teria alterado sua versão seis vezes. Ele argumentou que manter o mandato seria importante para a parlamentar tentar melhores condições jurídicas na Itália:

“Tudo o que ela quer é não ser cassada, para ter dignidade onde está presa.”

Pagnozzi afirmou ainda que Zambelli cogitaria renunciar posteriormente para não constranger os colegas.

Reações no Plenário

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) defendeu que a perda de mandato deveria ter sido declarada administrativamente, sem necessidade de votação:

“Ela já está condenada e presa. Não há mais o que discutir.”

O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), pediu que o Plenário não votasse a cassação, argumentando que a Mesa Diretora poderia declarar a perda do mandato por excesso de faltas. Técnicos da Câmara, porém, apontaram que Zambelli só atingiria esse limite no fim de fevereiro de 2026.

Câmara substitui cassação por suspensão e afasta Glauber Braga por seis meses

 


A Câmara dos Deputados decidiu, nesta quarta-feira (10), aplicar uma punição mais branda ao deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). Atendendo a um requerimento apresentado pelo PSOL, os parlamentares rejeitaram a cassação e aprovaram a substituição da penalidade por uma suspensão de seis meses.

A mudança de pena foi aprovada por 226 votos a 220. Em seguida, o Plenário votou a aplicação da suspensão, que acabou confirmada por 318 votos a 141.

Com a decisão, Glauber Braga ficará afastado de suas atividades parlamentares pelo período determinado.

Deputados articulam criação de Fundo Constitucional para Sul e Sudeste a partir de 2026

 


Parlamentares das regiões Sul e Sudeste intensificam a articulação para aprovar, já no próximo ano, a criação de um Fundo Constitucional destinado a financiar o desenvolvimento produtivo dessas duas regiões. A proposta, apresentada em 2023 pelo deputado Toninho Wandscheer (PP-PR), já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora está em análise em uma comissão especial. O gaúcho Pompeo de Mattos (PDT) é o vice-presidente do colegiado, enquanto Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) atua como relator.

Como funcionaria o fundo

A PEC prevê que:

  • 1% da arrecadação federal seja destinado ao fundo para a Região Sul

  • 1% para a Região Sudeste

  • 23,5% ao Fundo de Participação dos Municípios

  • 0,5% à segurança pública

Os estados contemplados seriam: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Com base na arrecadação mais recente, Wandscheer estima que, se aprovado em 2026, o fundo poderia garantir cerca de R$ 11 bilhões adicionais aos estados já em 2027. Embora o texto não defina a gestão dos recursos, o deputado sugere que o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) seja responsável pela administração.

Justificativas e prioridades

Durante coletiva promovida pela Federasul, o parlamentar citou o caso de Porto Alegre, que calcula em quase R$ 7 bilhões o custo das obras necessárias para prevenir novas enchentes.

“Eventos climáticos extremos podem voltar a acontecer. Há engenharia para evitar tragédias, mas faltam recursos. O fundo poderia alavancar toda a região”, afirmou Wandscheer.

Segundo ele, a proposta tem apoio crescente na Câmara e deve unir parlamentares de diferentes espectros políticos. No Senado, porém, a expectativa é de um debate mais acirrado.

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