Líder indígena: garimpo chegou a novas áreas yanomami nos últimos anos

 


Relatório divulgado em 2022 já denunciava situação

A invasão de garimpeiros às terras onde vive o povo yanomami, ou seja, o oeste de Roraima e o norte do Amazonas, não é um fenômeno novo. Na década de 70, iniciativas governamentais estimularam o garimpo na região. Na década de 80, veio a “corrida do ouro”.

Mas foram nos últimos anos que o garimpo ilegal atingiu outro nível, avançando por territórios que, até então, ainda se mantinham livres da atividade de exploração do ouro, segundo Júnior Hekurari Yanomami, líder indígena ouvido pela reportagem da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Júnior Hekurari é presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami (Codisi-YY) e da Urihi – Associação Yanomami. Ele tem sido voz ativa na tentativa de resolver a situação humanitária emergencial de seu povo.

O líder conta que o garimpo “sempre existiu” em algumas áreas do território yanomami mas que, desde 2019, a situação piorou muito. “No Uraricoera, sempre teve algumas balsas. Eram umas dez. Nem passavam de 2 mil garimpeiros na terra indígena yanomami antes de 2016, 2017. Em 2019, eu entrava nas comunidades, principalmente Parima, Xitei, Homoxi. Eu fazia as reuniões de educação, de saúde. A gente não via [garimpo] como está agora. Em 2020, durante [a pandemia de] covid-19, avançou muito, até na comunidade Keta”, afirma Júnior.

Segundo ele, recentemente foi aberta uma estrada que vai até a nascente do Rio Mucajaí, o que piorou bastante a situação “Foi estrago total. Nessas comunidades não tinha garimpeiros em 2019. Quando eu fui lá em 2021, pensei: ‘meu Deus, o que aconteceu aqui?’.

Júnior conta que a chegada do garimpo começou a gerar problemas novos para comunidades que ainda não conheciam esse tipo de invasão.

Boa Vista (RR), 14/02/2023, O presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye'kuana - Condisi-YY, Júnior Hekurari Yanomami, fala sobre a questão dos indígenas Yanomami no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Yek'uana - DSEI YY.
Boa Vista (RR), 14/02/2023, O presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye'kuana - Condisi-YY, Júnior Hekurari Yanomami, fala sobre a questão dos indígenas Yanomami no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Yek'uana - DSEI YY. - Rovena Rosa/Agência Brasil

“Um pajé que morava na comunidade de Xitei fugiu por causa da presença dos garimpeiros. Ele não conseguia fazer pajelança. Era muito barulho dos motores. O garimpo ficava a 50 metros [da comunidade]. Como vai conseguir se concentrar e fazer ritual? Ele [chegou a fazer] uma reunião. Algumas comunidades ganharam muitas armas de fogo [dos garimpeiros], como espingardas, pistolas. Essa liderança foi contra e foi embora pra região do Minaú. No Minaú, não tem [garimpo]”, conta Júnior, acrescentando que hoje são poucas as áreas yanomami livres do garimpo.

Um relatório divulgado em abril de 2022, pela Hutukara Associação Yanomami, liderada por Davi Kopenawa Yanomami, e pelo Instituto Socioambiental, organização não governamental (ONG) de defesa dos direitos indígenas, com base em dados coletados no ano anterior, mostrou que 2021 era, até então, o ano de maior destruição provocada pelo garimpo ilegal na região.

“Sabe-se que o problema do garimpo ilegal não é uma novidade na TIY [Terra Indígena Yanomami]. Entretanto, sua escala e intensidade cresceram de maneira impressionante nos últimos cinco anos. Dados do Mapbiomas [ONG de mapeamento do uso do solo] indicam que a partir de 2016, a curva de destruição do garimpo assumiu uma trajetória ascendente e, desde então, tem acumulado taxas cada vez maiores. Nos cálculos da plataforma, de 2016 a 2020 o garimpo na TIY cresceu nada menos que 3.350%”, informa o relatório.

De acordo com o documento da Hutukara, apenas de 2020 para 2021, a destruição provocada pelo garimpo na TIY cresceu 46%. “Esse é o maior crescimento observado desde que iniciamos o nosso monitoramento em 2018, e, possivelmente, a maior taxa anual desde a demarcação da TIY em 1992”, destaca o relatório. “O garimpo não apenas tem crescido em área, mas também tem se espalhado para novas regiões do território yanomami”.

O relatório mostra que entre as áreas com maior incremento do garimpo ilegal nos últimos anos estão Waikás, Homoxi, Kayanau e Xitei. Em Xitei, o crescimento foi de 1.000% de um ano para outro. Algumas áreas não apresentavam nenhum grau de degradação por garimpo em 2020 e passaram a registrar no ano seguinte, como Auaris (no extremo noroeste de Roraima), Parafuri e Waputha.

Um novo levantamento feito pela Hutukara e pelo Instituto Socioambiental mostrou que o garimpo ilegal avançou ainda mais no ano seguinte. Imagens de satélite revelaram crescimento de 54% no desmatamento, provocado pela extração de ouro na Terra Indígena Yanomami de 2021 para 2022. 

Radar na Amazônia

De acordo com a Comissão Pró-Yanomami (CCPY), ONG criada na década de 70 para defender essa população indígena, em 1975, o projeto Radar na Amazônia (Radam) descobriu depósitos de minerais como estanho, cobre, níquel, zinco, prata e diamante, além de cassiterita e ouro.

Logo depois, começa um afluxo de garimpeiros à terra indígena, em especial à área de Surucucu, para explorar os depósitos de cassiterita, com o apoio de pistas de pouso que foram abertas por ali.

Ao mesmo tempo, o governo militar começava a implantar seus planos de integração nacional na região, com a abertura de uma rodovia, a Perimetral Norte, e programas de colonização da área por não indígenas. A própria Companhia Vale do Rio Doce, na época uma empresa estatal, também chegou a fazer prospecções nessa terra.

Conflitos com os napëpë

Esse primeiro contato já gerou os primeiros conflitos e problemas para o povo yanomami, uma etnia que vivia relativamente isolada até então (apesar dos primeiros contatos com os napëpë, ou “homem-branco” terem ocorrido na primeira metade do século 20).

Surucucu (RR), 11/02/2023 - GARIMPO: ação coordenada do governo federal no território Yanomami encontra comunidade de povo indígena isolado (Moxihatëtë). Eles vivem a apenas 15 km de um ponto de garimpo.
Surucucu (RR), 11/02/2023 - GARIMPO: ação coordenada do governo federal no território Yanomami encontra comunidade de povo indígena isolado (Moxihatëtë). Eles vivem a apenas 15 km de um ponto de garimpo. - LEO OTERO/MPI

Segundo a CCPY, o contato dos primeiros garimpeiros provocou a disseminação de doenças venéreas, tuberculose, surtos de gripe e mortes entre os yanomami. As roças dos indígenas também começaram a ser atacadas pelos invasores, em busca de comida.

Em 1980, de acordo com a Comissão Pro-Yanomami, ouro é descoberto na região do Ericó, atraindo mais de 5 mil homens apenas no garimpo de Santa Rosa. O afluxo de garimpeiros à terra yanomami continuou durante toda a década de 80 e culminou no que o Instituto Socioambiental, outra ONG de proteção dos indígenas, chamou de “corrida do ouro”, entre 1987 e 1990.

Isso, apesar de o governo federal decidir interditar parte da terra yanomami para proteger a população indígena, em 1982, e depois criar o Parque Indígena Yanomami, em 1984.

Apesar de uma ação do governo para retirar os garimpeiros, no início da década de 90, a extração ilegal de ouro continuou na área. Em 1993, a ação criminosa de um grupo de invasores resultou na morte de 16 yanomami, na região fronteiriça da Venezuela com o Brasil, no episódio que ficou conhecido como Massacre de Haximu.

Cinco garimpeiros foram condenados por genocídio pelos assassinatos, em 1996, naquela que foi a primeira condenação desse tipo de crime no Brasil.

*Colaborou Ana Graziela Aguiar - Repórter da TV Brasil

Agência Brasil

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São Sebastião recebe reforço no policiamento

 


Mais 300 PMs estão em missões de buscas e salvamento

A região do litoral norte de São Paulo, afetada por fortes chuvas nos dias 18 e 19, recebeu nesta quarta-feira (22) mais 300 policiais militares para reforçar o policiamento, informou a Secretaria da Segurança Pública do estado. Agora já são 462 policiais militares empenhados nas missões de buscas e salvamentos, que ainda contam com oito helicópteros e cinco embarcações.

Além do efetivo local, estão em atividade na região policiais do Comando de Policiamento de Choque (CPChq), do Comando de Aviação da Polícia Militar e do Policiamento Ambiental. O policiamento rodoviário atua para garantir a segurança dos motoristas na saída do litoral.

A Rodovia dos Tamoios (SP 099) implantou, hoje (22), a Operação Subida, em que uma faixa da pista antiga e as duas faixas da pista nova serão utilizadas para a subida da serra, sentido São José dos Campos. Já a descida sentido litoral é realizada por uma faixa da pista antiga. Nesta tarde, o tráfego segue normal, sem congestionamentos em nenhum dos sentidos.

Segundo o governo do estado, os trabalhos para liberação das vias prosseguem. Na Rodovia Rio-Santos (SP-055) cinco pontos estavam com interdição total. Ainda estão com interdição parcial os seguintes trechos:

Km 136 ao 142 – queda de barreira e árvores (Praia do Guaicá e Toque Toque)
Km 142 – queda de barreira e árvores (Praia do Toque Toque)
Km 157 ao 162 – queda de barreira (Praia de Maresias)
Km 164 – queda de barreira (Praia de Boiçucanga)
Km 180 – queda de árvore (Praia Preta)

As rodovias administradas pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER) que ainda estão com pontos de interdição total e parcial:

Interdição total:

Rio-Santos (SP-055) - Km 174+500 – queda de barreira (Praia Preta)

Mogi-Bertioga (SP-098) - rompimento de tubulação na altura do km 82, em Biritiba Mirim. Também há interdição parcial nos km 90 e 91, devido à queda de barreira; e no Km 87, devido à erosão.

Interdição parcial:

Rio-Santos (SP-055) - Km 061 – queda de barreira (Praia do Lamberto); Km 066 – queda de barreira (Praia de Fortaleza); Km 084 – queda de árvore (Praia Tabatinga); Km 087– queda de barreira e árvores (Praia da Cocanha); Km 096 – queda de barreira (Praia Massaguaçu); Km 116 – queda de barreira (Praia da Cigarra); Km 142 – queda de barreira e árvores (Praia do Toque Toque); Km 136 ao 142 – queda de barreira e árvores (Praia do Guaicá e Toque Toque); Km 142 – queda de barreira e árvores (Praia Toque Toque); Km 157 ao 162 – queda de barreira (Praia de Maresias); Km 164 – queda de barreira (Praia de Boiçucanga); Km 180 – queda de árvore (Praia Preta); Km 188 – erosão (Praia de Boracéia); Km 189 – erosão (Praia de Boracéia); Km 203 – queda de barreira (Praia Guaratuba).

Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125) : Km 11 – queda de barreira; Km 13 – queda de barreira; Km 58 – queda de barreira.

Travessia

O Departamento Hidroviário informou que a travessia de balsa São Sebastião/Ilhabela foi restabelecida nesta terça-feira (21), após ser parcialmente suspensa entre 12h50 e 14h. O motivo da suspensão foi dar maior celeridade ao fluxo de veículos na Rodovia Rio-Santos (SP-55), no sentido São Sebastião-São Paulo.

As condições das travessias administradas pelo governo de São Paulo podem ser conferidas no site do Departamento Hidroviário ou o aplicativo do departamento, disponível gratuitamente nos sistemas iOS e Android.

Vítimas

Até o momento, 48 óbitos foram confirmados, sendo 47 em São Sebastião e um em Ubatuba. Até o momento, 26 corpos foram identificados e liberados para o sepultamento. São dez homens adultos, nove mulheres adultas e sete crianças.

Atualmente, as forças de segurança dão prioridade e seguem no socorro às vítimas e no fornecimento aos mais de 1.730 desalojados e 1.810 desabrigados em todo estado.

Assistência médica

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que 29 adultos e seis crianças vítimas das chuvas foram atendidas, até o momento, no Hospital Regional do Litoral Norte. Desse total, 27 estão estáveis, um em estado grave e um paciente morreu na manhã desta quarta-feira (22). Outros dois pacientes já receberam alta hospitalar e outras duas pessoas, uma grávida e uma puérpera, foram transferidas para o Hospital Stella Maris. Ontem, duas crianças, ambas de 8 anos, foram transferidas ao Hospital Regional de São José dos Campos.

Além de reforçar o atendimento, a Secretaria de Segurança encaminhou um conjunto de insumos ao atendimento às vítimas. Foram encaminhadas, 7,4 mil insulinas humana e 20 mil agulhas para insulinas, 36 ampolas de soro antiofídico para cobras, 5 mil frascos de hipoclorito de sódio, 940 bolsas de glicose, 900 bolsas de soro, 180 kits intravenosos, 30 kits de sutura, 30 talas para imobilização, além de sedativos e outros medicamentos como antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos, entre outros.

Água

A Sabesp recuperou os sistemas de água de todos os bairros atendidos pela companhia em São Sebastião. De acordo com as equipes técnicas, os serviços foram restabelecidos inclusive em Boiçucanga, um dos bairros mais atingidos, que está com o abastecimento retornando de forma gradual para a população.

A Sabesp continua na região ampliando o atendimento direto aos moradores, dando assistência com distribuição de copos de água e disponibilizando caminhões-tanque - mesmo em bairros não atendidos pela companhia como Camburi, Camburizinho, Baleia e Sahy.

Doações

O Fundo Social de São Paulo e a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil já encaminharam 54,63 toneladas de donativos para as cidades de Guarujá, Bertioga, Ubatuba, Caraguatatuba e São Sebastião. Somente na manhã de quarta-feira (22), 17,1 toneladas de doações para as vítimas da chuva no litoral norte paulista.

Voluntários que têm interesse em ajudar na triagem das doações podem se dirigir ao Fundo Social. As doações continuam sendo recebidas pessoalmente na Avenida Marechal Mário Guedes, 301, no Jaguaré, zona oeste da capital paulista, entre 8h e 17h.

Agência Brasil

Dino determina novo inquérito sobre mortes de Marielle e Anderson

 


Objetivo é ampliar colaboração com as investigações, diz ministro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, informou hoje (22) que determinou a instauração de um novo inquérito da Polícia Federal para ampliar a colaboração com as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, que conduzia o veículo em que ela estava.

O crime completa cinco anos no dia 14 de março e ainda não houve conclusão sobre mandantes e motivações.

"Estamos fazendo o máximo para ajudar a esclarecer tais crimes", disse o ministro, ao anunciar a medida nas redes sociais.

Dino publicou imagens de uma portaria do Setor de Inteligência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, segundo o qual o delegado Guilhermo de Paula Machado Catramby é o responsável pelo caso. A portaria instaura o inquérito determinando que as investigações apurem todas as circunstâncias que envolvem os crimes.

As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apontaram o sargento reformado e expulso da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ) Ronnie Lessa como o autor dos disparos, com colaboração do ex-policial militar Élcio Queiroz.

Eles estão presos preventivamente desde 2019 e respondem por duplo homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emboscada e recurso que dificultou a defesa da vítima) e pela tentativa de homicídio contra uma assessora de Marielle, que também estava no veículo e sobreviveu.

Agência Brasil

Rio prossegue até domingo campanha de combate ao HIV

 


Coordenadoria distribuiu mais de 284 mil preservativos

A Coordenadoria da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio de Janeiro dá prosseguimento, até o próximo dia 26, à campanha Rio – Carnaval com Prevenção, que consiste na distribuição gratuita de material informativo sobre prevenção, preservativos internos e externos e ventarolas informativas sobre PrEP e PEP. Desde o início do carnaval, na sexta-feira (17), a campanha distribuiu 284.800 mil preservativos, sendo 244.800 mil externos e 40 mil internos.

PrEP

A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) é um método de prevenção à infecção pelo HIV. Ela consiste na tomada diária de um comprimido que reduz o risco de infecção no caso de um possível contato com o vírus HIV, causador da Aids, preparando o indivíduo antes de ter uma relação sexual. A PrEP é a combinação de dois medicamentos (tenofovir + entricitabina) que bloqueiam alguns caminhos que o HIV usa para infectar o organismo. “Se você tomar PrEP diariamente, a medicação pode impedir que o HIV se estabeleça e se espalhe em seu corpo”, informa a campanha.

Homens e mulheres, cis ou trans, independentemente da orientação sexual ou identidade de gênero, podem usar a PrEP. Para saber como começar a usar essa profilaxia, a pessoa interessada deve procurar uma unidade de saúde. Após exame, ela será orientada para receber o medicamento, que é entregue gratuitamente a cada 3 meses.

PEP

A PEP é uma medida de prevenção de emergência para ser utilizada em situação de risco de exposição ao vírus HIV. Consiste no uso de medicamentos ou imunobiológicos para reduzir o risco de adquirir essa infecção. Deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de infecção, como violência sexual; relação sexual desprotegida, isto é, sem o uso de camisinha ou com seu rompimento; acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico). A PEP é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nos postos de saúde municipais.

A PEP é uma tecnologia inserida no conjunto de estratégias da prevenção combinada, cujo principal objetivo é ampliar as formas de intervenção para atender às necessidades de cada pessoa ou, ainda, das possibilidades de inserir o método preventivo na sua vida.

Essas medidas visam evitar novas infecções, seja pelo HIV ou pela hepatite B e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). É considerada uma urgência médica e deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 2 horas após a exposição de risco e, no máximo, em até 72 horas. A profilaxia deve ser realizada durante 28 dias e a pessoa tem que ser acompanhada por equipe de saúde, inclusive após esse período, realizando os exames necessários.

Na avaliação do coordenador da Diversidade Sexual do Rio de Janeiro, Carlos Tufvesson, a informação é o melhor caminho para a prevenção. “A PrEP é uma importante ferramenta contra a infecção do HIV, com excelentes resultados em vários países. Com a nota técnica do Ministério da Saúde, que autoriza esse medicamento também para mulheres cis, temos um grande avanço na política de prevenção no país. É a prova que essa estratégia de prevenção é para todos e todas, independente de orientação sexual ou identidade de gênero”, disse.

Tufvesson disse que a campanha explica os 3Ps da prevenção: PEP, PrEP e preservativo. “Sem esquecer da importância da testagem para toda pessoa sexualmente ativa. É só procurar uma unidade de saúde da Prefeitura do Rio”, disse o coordenador.

Para mais informações sobre onde encontrar a PrEP e a PEP, acesse Onde Ser Atendido.

OMS

De acordo com o portal Invivo, do Museu da Vida da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o HIV continua sendo um grande problema de saúde pública mundial. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2021, apontam que mais de 38 milhões de pessoas no mundo vivem com esse vírus. No Brasil, são cerca de 960 mil indivíduos.

Somente no ano de 2021, a cada hora, pelo menos cinco brasileiros foram infectados pelo vírus HIV, o que significa, na prática, cerca de 50 mil novos casos no país, segundo a OMS.

O Invivo é voltado à divulgação de temas de ciência, saúde e tecnologia.

Agência Brasil

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