Ministério da Agricultura investiga suspeita de vaca louca

 

Joe Biden faz visita surpresa a Kiev

 

Biden anuncia novas entregas de armas à Ucrânia em visita surpresa a Kiev

 

Aspirador de Pó Vertical Ultra - 800W AP-26 Grafite

 


Se você gosta de ter a casa sempre limpinha o aspirador de pó vertical é o ideal, pois como ele tem um design que lembra o de uma vassoura, evita que você precise ficar toda hora abaixando na hora da faxina. Ele também consegue limpar todos os tipos de superfície: desde carpetes, tapetes, piso frio e até os pisos de madeira, ou seja, dá pra usar esse eletroportátil pra limpar salas, quartos, cozinhas e até a área de serviço! Por isso, você precisa conhecer o aspirador de pó vertical AP-26 da Ultra. Disponível na cor grafite, ele conta com uma potência de 800w, filtro que possui alta eficiência na retenção de micro partículas e faz com que 99,5% da sujeira seja filtrada e não volte para o ambiente, deixando-o limpo e longe das irritações alérgicas. Seu reservatório é lavável, ou seja, não usa saco coletor, fazendo dele um equipamento bem econômico. Para limpá-lo, basta remover o reservatório em que fica a sujeira, jogar fora a poeira, lavar com água, secar e montá-lo novamente que ele estará pronto para uso!

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Novo tremor de magnitude 6.3 gera pânico na Turquia e na Síria

 

Mesmo com chuva, níveis dos rios da Região Metropolitana de Porto Alegre seguem abaixo do normal

 

Temporais: voluntários fazem mutirão de limpeza e distribuem doações

 


São Sebastião contabiliza 39 das 40 mortes no litoral norte de SP

Durante esta segunda-feira (20), parte dos moradores atingidos pelos estragos das chuvas em São Sebastião, no litoral norte paulista, tentavam acessar as casas em meio a lama. O município contabiliza 39 das 40 mortes causadas pelos deslizamentos e enxurradas no litoral norte. São 1,7 mil pessoas desalojadas e 766 desabrigadas na região.

São Sebastião (SP), 20-02-2023, Desmoronamento causado pelas chuvas no bairro Itatinga, conhecido como Topolândia, no litoral norte de São Paulo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Bairro Itatinga, conhecido como Topolândia, no litoral norte de São Paulo, após temporal. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil - Rovena Rosa/Agência Brasil

No bairro da Topolândia, em São Sebastião, voluntários trabalhavam com o apoio de escavadeiras e caminhões para tirar a lama e o entulho das ruas. “Hoje, passei o dia todo tirando lama da viela”, contou Carlos José de Santana, que mora com a mulher e o filho adolescente em uma das casas atingidas.

Na madrugada de domingo, a família deixou a residência com água acima do joelho. Segundo Carlos, que vive de vender queijo nas praias, eles já desconfiavam que o temporal muito acima do normal poderia trazer problemas. “Nós não dormimos nessa noite. Ficamos preocupados. Era muita água. Muita água mesmo”, lembra. Os 682 milímetros de chuvas registrados na região são o maior acumulado da história do país.

Mas, nem todos os moradores perceberam de antemão o perigo. A estudante Geovana Mandinga, de 19 anos, disse que, mesmo com os sinais iniciais, a família não previu que um deslizamento ia destruir a casa onde viviam.

“Lá em cima, tem uma barreira de terra que, com a chuva, desceu. Quando eu percebi, eram 3h. Só estava descendo terra. Parecia tranquilo. Só que eu dormi e às 6h eu vi uma casa sendo levada para baixo, a casa da frente”, relata.

Quando o desastre se mostrou iminente, a mãe, o padrasto, os quatro irmãos e os dois sobrinhos ainda bebês da jovem deixaram a casa levando o pouco que conseguiram carregar. “A gente pegou umas peças de roupa e documentos. A gente teve que pular o muro dos vizinhos para conseguir [sair]. A gente ficou ilhado algumas horas antes de descer todo mundo”, conta.

Solidariedade

São Sebastião (SP), 20-02-2023, Desmoronamento causado pelas chuvas no bairro Itatinga, conhecido como Topolândia, no litoral norte de São Paulo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Desmoronamento causado pelas chuvas no bairro Itatinga, conhecido como Topolândia, no litoral norte de São Paulo - Rovena Rosa/Agência Brasil

Apesar de fortemente afetados pela catástrofe, a família ainda encontrou espaço para ser solidária com quem está em uma situação pior. Geovana levou o excedente das doações que recebeu a uma escola que está abrigando pessoas que também perderam as casas. “Tudo o que sobrou, que a gente não tem onde colocar, estamos levando para o fundo social. Porque tem muitas famílias que a gente conhece que perderam [tudo] também”, diz a jovem, que está temporariamente na residência de parentes.

Durante os trabalhos de limpeza nas ruas do bairro, não param de chegar fardos com água mineral e alimentos que são organizados em casas que não foram atingidas ou em tendas improvisadas, algumas por igrejas. “Estamos tentando ajudar mais os voluntários e os moradores que estão lá em cima. Eles não conseguem fazer comida, estão sem água”, diz Raíssa Morais, moradora há 20 anos da região que faz parte de um dos grupos que organiza as doações.

Raíssa, que trabalha como assessora de um vereador do município, disse que também participou da mobilização para que empresários e moradores da cidade oferecessem o apoio as pessoas atingidas pelas chuvas. “Começamos a movimentar, ligando para um, pedindo para outro. Foi quando começou a chegar as doações para a gente”, diz.

A empregada doméstica Tatiana Pereira da Silva foi uma das beneficiadas pelas doações da escola, que virou abrigo. Ela percorria as ruas enlameadas do bairro descalça. Ela, o marido e o filho escaparam por pouco da tragédia.

“Quando eu abri a porta, a lama já estava entrando na minha casa. Eu fiquei desesperada. Tranquei tudo e sai correndo. A lama já estava no meio da canela quando a gente desceu”, conta.

Alertas

Assim como todas as pessoas ouvidas pela Agência Brasil, ela afirma não ter recebido nenhum alerta da prefeitura ou da Defesa Civil.

Em entrevista coletiva hoje, o prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, disse que a administração municipal emitiu alertas a partir das 21h de sábado, quando começaram as chuvas na cidade. Segundo ele, apesar de ter conhecimento prévio de que o município receberia fortes chuvas, o volume surpreendeu.

“O que não se esperava era a densidade dessas chuvas, que ultrapassaram 600 milímetros num curto espaço de tempo. Às 3h [de domingo], o Centro de Coordenação de Emergência e de Contingência foi ativado. Nós nos reunimos no centro operacional da prefeitura, com a presença do Corpo de Bombeiros, coordenando todas as ações e já recebendo os primeiros chamados de escorregamentos e alagamentos”, disse.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) informou que as defesas civis locais já tinham conhecimento dos riscos de um evento extremo no litoral norte desde a última quinta-feira (16).

Bairros ilhados

São Sebastião (SP), 20-02-2023, Desmoronamento causado pelas chuvas no bairro Itatinga, conhecido como Topolândia, no litoral norte de São Paulo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
São Sebastião, após maior volume de chuva da história do Brasil- Rovena Rosa/Agência Brasil

Alguns bairros do município permanecem ilhados devido aos deslizamentos que atingiram estradas fundamentais para o deslocamento na região. A área que vai da Barra do Sahy até Boiçucanga só pode ser acessada por helicóptero ou pelo mar. É dessa forma que estão sendo feitos os resgates e o envio de mantimentos para as pessoas que estão isoladas nessa parte do município. Os estragos ainda estão sendo avaliados, mas, há indícios que trechos das rodovias Rio-Santos e da Mogi-Bertioga foram completamente destruídos.

Agência Brasil

Micro-ondas Electrolux 34L MEO44 - Branco

 


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Comunidade warao enfrenta dificuldade em abrigo improvisado em Roraima

 


Operação Acolhida encerrou, mas indígenas quiseram ficar no local

Em frente à Praça Germano Sampaio, no bairro da Pintolândia, em Boa Vista, três jovens estão sentados na calçada. Eles aproveitam a pequena sombra de um muro alto para escapar do sol impiedoso do verão, na capital de Roraima.

O muro cerca um terreno de 15 mil metros quadrados (m²), com um grande galpão, algumas tendas improvisadas, um chão de terra e brita, um campinho de barro com traves tortas de madeira e algumas estruturas cobertas (como uma cozinha comunitária).

Ali vivem seis diferentes comunidades da etnia warao, que fugiram da Venezuela em 2016 e 2017, em busca de melhores condições de vida no Brasil e se estabeleceram no terreno. Hoje somam 340 pessoas, muitas delas crianças já nascidas em solo brasileiro desde a migração do grupo. Segundo eles, alguns já têm visto de residência no Brasil enquanto outros têm status de refugiados.

Boa Vista (RR), 13/02/2023, Abrigo desativado pela Operação Acolhida continua ocupado pelos indígenas venezuelanos da etnia Warao.
Abrigo desativado pela Operação Acolhida continua ocupado pelos indígenas venezuelanos da etnia Warao - Rovena Rosa/Agência Brasil

Quem passa pelo portão de ferro, vê logo na entrada uma caixa d’água com a logomarca da Unicef. Algumas placas também indicam que, um dia, aquele terreno já esteve sob a tutela da Operação Acolhida, uma ação criada em 2018 pelo governo federal para receber, abrigar e reassentar venezuelanos em outras partes do Brasil, em parceria com agências das Nações Unidas (ONU), como o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

Desde março de 2022, no entanto, não se vêem mais agentes da Operação Acolhida por ali. Segundo os warao, eles se foram e desativaram o abrigo, chamado de Abrigo de Pintolândia. A coordenação da Acolhida informou que, em novembro de 2021, começou a reestruturar os abrigos indígenas para atender a padrões humanitários internacionais.

Segundo a coordenação, o Abrigo de Pintolândia foi desativado pois apresentava problemas de infraestrutura, habitabilidade, água, saneamento, alagamento e deficiência nas instalações elétricas e hidráulicas.

Outros dois abrigos – Nova Canaã e Tancredo Neves – também foram desativados e, aos warao foi apresentada a proposta para que fossem reassentados em outro local, o Abrigo Waraotuma a Tuaranoko. Parte dos indígenas, no entanto, decidiu continuar por ali.

Boa Vista (RR), 13/02/2023, Abrigo desativado pela Operação Acolhida continua ocupado pelos indígenas venezuelanos da etnia Warao.
Mulheres lavam roupa no antigo abrigo da Operação Acolhida - Rovena Rosa/Agência Brasil

Cada comunidade warao é chefiada por um aidamo, e os aidamos não queriam viver sob a administração da Operação Acolhida, com quem tinham atritos em relação às regras impostas dentro dos abrigos.

“Ficamos aqui porque nossos filhos já estavam estudando perto daqui. E nós já estávamos aqui antes. Também disseram que ia melhorar [nossa situação] mas não melhorou. É outra cultura, outra forma de convivência. Não havia respeito aos aidamos. Nunca nos consultavam. Nunca nos informavam”, conta Euligio Baez, um dos seis aidamos que chefiam o local.

Insegurança alimentar

A escolha não foi fácil. Ao optar por ficar no antigo abrigo, eles teriam a liberdade para se autogovernar, como faziam em seu território originário, mas não teriam mais acesso aos alimentos e à segurança proporcionada pela Operação Acolhida. A situação trouxe o primeiro grande problema para os warao. A maioria deles não têm emprego.

“A maioria segue desempregada. Sem emprego, mas com condição de trabalhar. Temos pessoas que sabem pelo menos ser ajudante, [trabalhar] na área de limpeza e pessoas com formação que são competentes para trabalhar em uma instituição”, diz Jeremias Fuentes, outro aidamo.

Segundo os aidamos ouvidos pela reportagem, a comunidade vive da venda de artesanato, da coleta de material reciclável e de auxílios governamentais. “A maioria aqui é de famílias. São pais que têm quatro, cinco filhos, que têm que buscar uma forma de se manter. Creio que a falta de oportunidades [de emprego] pode ser um tipo de discriminação, porque somos indígenas”, relata Fuentes.

Boa Vista (RR), 13/02/2023, Crianças da etnia Warao brincam no abrigo desativado pela Operação Acolhida, mas que continua ocupado pelos indígenas venezuelanos.
Crianças da etnia Warao brincam no local ocupado pelos indígenas venezuelanos - Rovena Rosa/Agência Brasil

Segundo Norberto Medina, outro aidamo do abrigo, com a pouca renda disponível para a comunidade, a comida é insuficiente. Com isso, os warao normalmente fazem apenas uma refeição por dia. “Já estamos acostumados com isso”.

A comunidade conta também com a ajuda de doações, como as que são feitas pela organização não governamental (ONG) Ação da Cidadania, inclusive de roupas e calçados.

“A gente tem etnias diversas na cidade. Tem os índios do leste, tem os venezuelanos, os índios da Venezuela e estão todos passando fome. A insegurança alimentar é tremenda. Aqui tem várias crianças que estavam desnutridas”, afirma o coordenador de emergências da ONG, Carlos Antônio da Silva.

Apesar das dificuldades, os warao persistem com o plano de viver em Boa Vista, pelo menos por agora. “Queremos que nossos filhos sigam estudando e tenham outro futuro. Seria bom que tivéssemos um terreno para plantar milho. Gostaríamos disso. Não sabemos quando poderemos voltar [à Venezuela], mas por enquanto, estamos aqui”, diz Norberto Medina.

O futuro da nova geração warao é também o que faz a comunidade do aidamo Enoc Silva continuar no Brasil apesar das dificuldades: “viemos da Venezuela com um propósito, mas vivemos aqui os mesmos maus tratos que vivíamos na Venezuela. O motivo que estamos aqui é pelas crianças que estão estudando e têm um sonho de um dia fazer faculdade”.

Operação Acolhida

Boa Vista (RR), 13/02/2023, Abrigo desativado pela Operação Acolhida continua ocupado pelos indígenas venezuelanos da etnia Warao.
Abrigo da Operação Acolhida foi desativado no ano passado - Rovena Rosa/Agência Brasil

De acordo com a coordenação da Operação Acolhida, o processo de desativação de Pintolândia envolveu diálogo com as comunidades indígenas abrigadas. “Foram criadas comissões, formadas por beneficiários e representantes das instituições, em contato com pessoas indígenas abrigadas de diferentes perfis e etnias, com o objetivo de deliberarem sobre o espaço físico de novos abrigos, serviços, proteção e mitigação de riscos de segurança”.

A Operação Acolhida destacou ainda que “as comissões discutiram estratégias para a não dependência dos abrigos, ou seja, em contato com a comunidade indígena, também foram desenhadas oportunidades de saída dos abrigos por meio de programas de empreendedorismo, interiorização, apoio financeiro ou emprego formal, um aspecto prioritário apontado pela população para apoiar sua autonomia no Brasil”.

Quem quis pôde se mudar para Waraotuma a Tuaranoko, onde, segundo a coordenação, as “instalações estão mais alinhadas aos padrões de abrigamento emergencial e às necessidades identificadas pelas comunidades, com uma abordagem culturalmente sensível às suas particularidades e levando-se em conta as sugestões feitas em espaços de diálogo” e o novo abrigo destina-se exclusivamente às pessoas indígenas venezuelanas, “não sendo compartilhado com a população não indígena”.

Por fim, a coordenação da operação afirmou que continua comprometida em identificar soluções duradouras que permitam a autonomia das populações indígenas em sua vida no Brasil. A operação informou ainda que “permanece aberta a possibilidade de abrigamento e alimentação das famílias indígenas no novo abrigo Waraotuma a Tuaranoko”.

Agência Brasil

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