Para não perder para margem de erro, Doria desiste de ser candidato a Presidente.
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Políticos reagem à desistência de Doria da corrida presidencial: ‘Expulso da política’
Ex-governador de São Paulo anunciou decisão nesta segunda-feira, 23, e disse que retira a pré-candidatura ‘com o coração ferido, mas a alma leve’
Após a desistência de João Doria (PSDB) de disputar a Presidência da República, políticos foram às redes sociais nesta segunda-feira, 23, para comentar a decisão. Em um pronunciamento, o ex-governador de São Paulo disse entender que ele não foi a escolha da cúpula do partido e “aceita essa realidade com a cabeça erguida.” “O PSDB saberá tomar a melhor decisão no seu posicionamento para as eleições deste ano. Me retiro da disputa com o coração ferido, mas com a alma leve”, anunciou. A deputada federal Joice Hasselmann (PSDB) lamentou a retirada da candidatura de Doria. “Perde o PSDB, perde o Brasil. Os extremos, por hoje, comemoram”, escreveu no Twitter.
Outros parlamentares ironizaram os números do tucano nas pesquisas eleitorais. “Doria desistiu da candidatura à Presidência da República. Agora são 3% que ele tinha nas pesquisas em jogo. Muda tudo. Só que não”, disse o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP). “O homem do 1% desistiu! Tchau, querido”, twittou a deputada Carla Zambelli (PL-SP). O deputado Coronel Tadeu (PL-SP) afirmou que o ex-governador foi “praticamente expulso” da política. “Mas faz um merchant para dizer que está cedendo em favor de uma construção política. Creio que hoje o tucanato está em festa. Olha aí o alívio”, disse. Filhos do presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também comentaram a decisão. Veja as reações:
Calcinha não desistiu, desistiram ele. Sempre soubemos, mas eu torcia para que ele fosse candidato
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) May 23, 2022
Não que 1% fosse fazer diferença, mas politicamente afundaria o PSDB e seria no mínimo divertido vê-lo pela 1ª sendo perguntado sobre questões que sua imprensa amiga jamais levanta pic.twitter.com/t80xzu56nD
Ao desistir da pré-candidatura, Doria mostra que a conta do autoritarismo é a impopularidade.
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) May 23, 2022
Só lamento dele não ter desistido, na época, de mandar soldar e fechar portas de comércios e de prender pessoas que estavam na rua buscando seu sustento e de suas famílias.
Um gesto de grandeza de João Doria que só aumenta o respeito que por ele temos e só fortalece a unidade da chamada Terceira Via, em torno da candidata Simone Tebet. João Doria anuncia desistência da pré-candidatura à Presidência | Eleições 2022 | G1 https://t.co/FukFKuYzkp
— Roberto Freire (@freire_roberto) May 23, 2022
@jdoriajr é um grande brasileiro. Não bastasse o excepcional governo em São Paulo, devemos a ele - graças a sua obstinação e capacidade de trabalho - milhares de vidas salvas pela sua incessante luta pela vacina da Covid. Tem meu respeito. https://t.co/ue5VoFogD1
— Eduardo Paes (@eduardopaes) May 23, 2022
O @jdoriajr desistiu da pré-candidatura à presidência. O povo enxerga o teatro que políticos fizeram na pandemia, tentando crescer em cima de algo tão triste. Queriam destruir a economia, criar uma narrativa e se apresentar como salvadores da pátria. Mas o tiro saiu pela culatra.
— Luciano Hang (@LucianoHangBr) May 23, 2022
A desistência de João Dória mostra que não estamos diante de uma eleição trivial. Será a primeira vez que o PSDB não apresenta candidato desde 1989.
— Orlando Silva (@orlandosilva) May 23, 2022
Aumentam os contornos da polarização civilização x barbárie. É isso que está em jogo.
Como um rio, não há terceira margem.
O homem do 1% desistiu! 🤣🤣🤣
— Carla Zambelli (@CarlaZambelli38) May 23, 2022
Tchau, querido!
URGENTE- Doria praticamente é expulso da política, mas faz um merchant para dizer que está cedendo em favor de uma construção política.
— Coronel Tadeu (@CoronelTadeu) May 23, 2022
Creio que hoje o tucanato está em festa. Olha aí o alívio.
Dória desistiu da candidatura à presidência da república. Agora são 3% que ele tinha nas pesquisas em jogo. Muda tudo. Só que não.
— Kim Kataguiri 🇧🇷 ☘️ (@KimKataguiri) May 23, 2022
Em coletiva, emocionado, @jdoriajr desiste da candidatura à presidência. Perde o @PSDBoficial, perde o Brasil.
— Joice Hasselmann (@joicehasselmann) May 23, 2022
Os extremos, por hoje, comemoram.
Jovem Pan
Mistério do Grêmio, O
Luciana é uma garota resolvida. Aos 16 anos foi eleita presidente do Grêmio Estudantil da Escola Aurora, onde cursa o ensino médio, e agora comemora a primeira grande conquista do seu mandato. Depois de muita insistência, ela conseguiu que a diretora da escola concordasse em ceder um espaço maior e mais adequado para a sede do grêmio. Hoje vai ser a inauguração oficial da nova sede e Luciana está feliz. Ela nem se importa com os boatos de que o prédio seja mal-assombrado. Bobagem! , diz ela a seu namorado, Caio, e à Elisa, sua melhor amiga, quando eles manifestam seus receios. A vida na nova sede começa muito bem. Até que coisas estranhas começam a acontecer...
ISBN-13: 9788550402345 Páginas: 214 Edição: 01ed/2017 Autor: Matta, Luiz Eduardo
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Leite diz que desistência de Doria é ‘gesto importante que merece respeito’
Ex-governador do Rio Grande do Sul disputou as prévias com Doria; ala do PSDB defende que ele volte à disputa
O ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB) exaltou nesta segunda-feira, 23, a decisão de João Doria de desistir da candidatura à Presidência da República. “O PSDB teve candidato legítimo oriundo das prévias, que agora faz gesto pela unificação da terceira via sob liderança de outro partido. Gesto importante de João Doria, que merece respeito. As circunstâncias adversas de uma eleição não diminuem a relevância do seu legado para o Brasil”, escreveu nas redes sociais. O ex-governador paulista venceu Leite nas prévias do PSDB. Uma ala do partido, no entanto, era contra a candidatura e defendia a postulação de Simone Tebet, do MDB.
Doria anunciou a desistência da disputa pelo Palácio do Planalto na manhã desta segunda. Em seu discurso, o tucano disse que se retirou da corrida “com o coração ferido, mas com a alma leve”. “Para esta missão, coloquei meu nome à disposição do partido. Hoje, neste 23 de maio, serenamente, entendo que não sou a escolha da cúpula do PSDB. Aceito esta realidade com a cabeça erguida. Sou um homem que respeita o bom senso, o diálogo e o equilíbrio”, declarou. Como a Jovem Pan mostrou, uma ala do partido quer Leite de volta à disputa. Outro nome aventado é o do senador Tasso Jereissaiti (CE), que também é cotado para ocupar o posto de vice-presidente na chapa da chamada terceira via.
O PSDB teve candidato legítimo oriundo das prévias, que agora faz gesto pela unificação da terceira via sob liderança de outro partido. Gesto importante de @jdoriajr, que merece respeito. As circunstâncias adversas de uma eleição não diminuem a relevância do seu legado p/o Brasil
— Eduardo Leite (@EduardoLeite_) May 23, 2022
Jovem Pan
PT assume conversas com MDB e cutuca Ciro: ‘Só falta o PDT aqui’
Aconteceu nesta segunda-feira, 23, a primeira reunião dos sete partidos que apoiarão a chapa Lula/Alckmin; Gleisi Hoffmann colocou em cheque a continuidade da candidatura de Ciro Gomes
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, assumiu que o partido está mantendo conversas sobre a eleição presidencial com o MDB, sigla que compõe a autointitulada “terceira via” e tem a senadora Simone Tebet como pré-candidata. A declaração ocorreu nesta segunda-feira, 23, durante a primeira entrevista coletiva das legendas que apoiam a chapa Lula/Alckmin ao Palácio do Planalto: PT, PSOL, Solidariedade, PCdoB, PSB, Rede Sustentabilidade e PV. A reunião aconteceu no Hotel Intercontinental, em São Paulo. A deputada federal celebrou a união e afirmou que é a primeira eleição em que Lula consegue reunir tantos partidos da esquerda em torno da sua candidatura. “O presidente Lula fez questão de dizer que é a primeira vez que ele senta com o conjunto dos partidos que representam esse campo progressista, democrático da esquerda e centro-esquerda, que em nenhuma outra eleição ele teve esse conjunto de partidos. Ele disse: ‘Só falta o PDF aqui’ para compor esse campo totalmente”, apontou Gleisi.
O PDT, até o momento, tem como pré-candidato o ex-governador do Ceará Ciro Gomes, que vem desferindo fortes ataques ao petista. “A gente tem que ter respeito pela candidatura alheia. Até andaram dizendo que o PT estava pressionando o PDT, não é verdade. […] Obviamente que nós gostaríamos de ter o PDT nesse campo, que sempre teve posições muito parecidas”, respondeu Gleisi ao ser questionada sobre a importância do apoio do PDT para uma vitória em primeiro turno. “Eu não sei qual vai ser, se a candidatura do Ciro vai continuar até o fim ou não. Essa é uma decisão que cabe ao PDT tomar”, acrescentou.
A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores também admitiu a possibilidade de dialogar com legendas de centro. “Nós conversamos com o Avante, queremos conversar com o Progressistas e com outros partidos que ainda não tivemos a oportunidade. Vamos fazer um esforço conjunto. Temos conversado muito com o PSD e temos conversado com o MDB”, afirmou. “No PSD, a gente tem conversado com o [Gilberto] Kassab diretamente para fazer as composições nos Estados. Não sei se é possível eles virem no primeiro turno nacionalmente. O Kassab tem dito que tem dificuldade por conta da dinâmica do PSD nos Estados, que têm muitas divergências, mas tem boa relação”, explicou Gleisi, que ainda assumiu ter mantido conversas com o MDB.
“O MDB a gente também tem conversado. Acho que é o mesmo problema. O MDB também é um partido que o movimento que eles fazem é muito por Estado, mas, por exemplo, o MDB do Nordeste tem grande simpatia pela candidatura do presidente Lula, mas eles tem uma candidata que é a Simone Tebet. A gente também respeita, o MDB tem legitimidade. A gente tem conversado, mas com respeito, esperando ver como eles resolvem e encaminham essa questão da candidatura da Simone”, alegou a presidente do PT, que negou que as negociações estejam sendo feitas pelo intermédio do ex-presidente Michel Temer. Segundo ela, os petistas tem se comunicado com as lideranças regionais. Uma conversa direta com Baleia Rossi, presidente do MDB, ainda não aconteceu. Uma aliança com os emedebistas, no entanto, passa pelo acordo da terceira via, que pretende lançar uma postulação única ao Palácio do Planalto. Com a desistência do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) nesta segunda-feira, Simone Tebet deve ser consagrada como o nome que representará o centro-democrático nas eleições de outubro.
Jovem Pan
Revista Time elege dois brasileiros entre 100 mais influentes: líder indígena Sônia Guajajara e pesquisador Túlio de Oliveira
Ranking ainda conta Volodymyr Zelensky, Vladimir Putin, Gabriel Boric e outros líderes
A Revista Time divulgou nesta segunda, 23, sua lista das 100 pessoas mais influentes do mundo no último ano, com dois brasileiros: a líder indígena Sônia Guajajara e o pesquisador Túlio de Oliveira. Guajajara é coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil pela Amazônia (Apib) e foi candidata a vice-presidente em 2018, na chapa de Guilherme Boulos (PSOL). Boulos, inclusive, é quem assina o texto sobre ela, no qual destaca que os pais de Sônia eram analfabetos e ela saiu de casa aos 10 anos para trabalhar, mas ainda conseguiu se formar na faculdade (ela tem graduações em letras e enfermagem). Ainda relembra a participação da líder indígena na COP26, que levou à criação de um fundo de US$ 1,7 bilhão para auxílio aos povos tradicionais da Amazônia que ajudam na preservação da floresta, e os protestos contra o governo Bolsonaro e mudanças legislativas que considera ser prejudiciais aos povos nativos. “Sônia é uma inspiração não apenas para mim, mas para milhões de brasileiros que sonham com um país que acerte suas dívidas com o passado e finalmente acolha o futuro”, escreve Boulos.
Oliveira, por sua vez, foi citado ao lado de Sikhulile Moyo, por uma descoberta fundamental para o combate à pandemia: o da circulação da variante Ômicron. O pesquisador brasileiro é diretor do Centro de Resposta Epidêmica e Inovação da África do Sul e, ao lado de Moyo, foi um dos primeiros a identificar e informar sobre a nova variante, que se tornou a dominante no mundo inteiro pouco tempo depois. John Nkengasong, diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África, assina o texto, com críticas à resposta dos países, que limitaram voos de países africanos após a informação, e diz que Oliveira e Moyo ainda irão contribuir para a ciência e podem inspirar pessoas a trabalhar com saúde pública.
Além dos brasileiros, a lista foi marcada principalmente por presidentes. Da América Latina, o representante foi Gabriel Boric, eleito presidente do Chile. O texto assinado pelo economista vencedor do prêmio Nobel Joseph Stiglitz afirma que a vitória de Boric “representa uma troca de guarda, mas algo mais importante: marcou uma mudança na direção da economia do Chile e possivelmente do mundo”, e que ele demonstrou empatia, capacidade de comunicação e grande conhecimento da história do país. Outro que aparece nas primeiras posições é Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, que foi descrito como um “líder digno da bravura e resiliência do povo ucraniano” pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Vladimir Putin, da Rússia, tem um perfil assinado por Alexei Navalny, um de seus maiores opositores, que diz que “se alguém destrói a mídia independente, organiza assassinatos políticos e se apega às suas ilusões imperiais, então ele é um louco capaz de causar um banho de sangue no centro da Europa no século 21”. Navalny hoje está preso, condenado a nove anos de prisão por casos de fraude. Outros líderes que aparecem na lista são o primeiro-ministro da China, Xi Jinping e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Jovem Pan
Flâmula Oficial do Grêmio - JC Flamulas
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Carla Zambelli diz que está ‘tretada’ com Janaina e revela que camiseta de Moro virou pano de chão
‘Ela me reduziu a uma manifestante, que eu tenho muito orgulho de ser’, disse a deputada sobre Paschoal, em entrevista ao Pânico
Nesta segunda-feira, 23, o programa Pânico recebeu a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Em entrevista, ela esclareceu seu desentendimento com a parlamentar Janaina Paschoal sobre a disputa pelo Senado nas eleições de 2022. “Ela tretou comigo. Algumas coisas me incomodaram um pouco, ela falou que eu não era preparada para o cargo de eventual senadora. Foi aventado se eu teria a possibilidade [de concorrer ao Senado]. Considero ela minha amiga, uma pessoa que participou da minha vida durante o impeachment”, explicou. “Acontece que ela falou que estava mais preparada, que era pós-doutora, ela me reduziu a uma manifestante, que eu tenho muito orgulho de ser. Fez um tuíte me chamando de pau mandado. Prefiro ser chamada de pau mandado do que oscilar. Eu não oscilo, estou na mesma linha há 11 anos.”
A deputada ainda relembrou sua relação com Sergio Moro e a decepção após o vazamento de mensagens entre os dois. “Aquele ‘Prezada, não estou à venda’ foi muito forçado, né? Você nota que aquilo foi um trecho colocado para ser vazado no dia seguinte. Existe WhatsApp antes e depois de Moro, né? Depois de Moro ninguém tem coragem”, disse a parlamentar, revelando sua mágoa com o padrinho de casamento. “Fiz 5 mil camisetas [com a frase] ‘mexeu com Moro, mexeu comigo’. Agora elas estão de pano de chão lá em casa.” Zambelli ainda declarou que sua trajetória tem sido de aprendizado, equilíbrio e empatia. “Aprendi a tomar porrada. Você nunca vai agradar todo mundo. às vezes nem o seu. Eu já era uma pessoa que tinha empatia, aprendi a ter mais. Estou aprendendo a responder de uma forma que a gente não se coloque numa situação difícil como acabou o Daniel [Silveira] se colocando”, concluiu.
Confira na íntegra a entrevista com Carla Zambelli:
Jovem Pan
Moraes recua de decisão, e Lira fará nova eleição para vice-presidente da Câmara
Ministro do TSE revogou liminar concedida para manter na vice-presidência da Câmara o deputado Marcelo Ramos (PSD-AM), crítico do governo; parlamentar perde o posto por ter trocado de partido
O ministro Alexandre de Moraes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revogou nesta segunda-feira, 23, uma decisão anterior que autorizava os três deputados que mudaram de partido a manterem os seus cargos na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Com a nova deliberação da Corte, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL) determinou a realização de uma nova eleição para os cargos de vice-presidente, segundo e terceiro secretários, ocupados, respectivamente, pelos deputados Marcelo Ramos (AM), atualmente no Partido Social Democrático (PSD), que foi eleito pelo Partido Liberal (PL); Marília Arraes, que trocou o PT pelo Solidariedade; e Rose Modesto, que deixou o PSDB para se filiar ao União Brasil. As urnas já foram instaladas no plenário da Câmara e o pleito deve ocorrer na quarta-feira, 25.
O caso mais emblemático envolve Marcelo Ramos. Crítico ferrenho do governo Bolsonaro, o parlamentar do Amazonas deixou o PL após a filiação do presidente da República, argumentando que passou a sofrer perseguição interna após a entrada do mandatário do país. O deputado conquistou uma liminar, concedida por Moraes, que determinou que o presidente da Câmara se abstivesse de acatar qualquer deliberação do Partido Liberal que buscasse afastar Ramos da vice-presidência da Casa. Na decisão desta segunda, o ministro do TSE recuou e revogou sua própria decisão, sob o argumento de que a escolha dos cargos da Mesa Diretora é um assunto interno da Câmara. De acordo com o ato da Mesa Diretora, só poderão concorrer ao cargo de vice-presidente da Casa deputados filiados ao PL. Na prática, a decisão de Lira assegura uma vitória política a Bolsonaro, que terá mais um aliado na cúpula da Casa.
“Quero dizer que respeito e cumpro a decisão do Ministro Alexandre de Moraes que, não julgou o mérito, mas a incompetência do TSE. Eu sou um democrata e jurei à Constituição, defendo as decisões judiciais até quando discordo delas”, escreveu Marcelo Ramos em seu perfil no Twitter. Também pela rede social, o deputado disse que não troca “cargo por silêncio”. “Não troco meu dever de defender 19 milhões de brasileiros, sendo 5 milhões de crianças, que passam fome, 12 milhões de brasileiros desempregados, por cargo. A vice-presidência da Câmara não vale minha omissão aos ataques do governo federal a ZFM (Zona Franca de Manaus)”, disse em outra publicação.
Jovem Pan







