Maioria das deputadas e senadoras é contra a legalização do aborto

 


Tema que movimenta o debate político a cada eleição, como já ocorreu neste ano após uma declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a descriminalização do aborto também mobiliza o Congresso e provoca um racha na bancada feminina.

Um levantamento do jornal O Globo mostra que as deputadas e senadores são majoritariamente contra a legalização do procedimento. Das 89 mulheres atualmente com cadeira no Congresso, 63 responderam ao questionamento — 44, o equivalente a 70% das ouvidas, se posicionaram de maneira contrária, enquanto 15 (24%) se disseram favoráveis, e quatro retornaram afirmando que preferiam não se manifestar.

O componente político naturalmente carregado pelo assunto — que, por vezes, inibe a conversa sob a perspectiva da saúde pública — e os reflexos eleitorais em potencial exercem influência nas manifestações públicas, segundo especialistas.

A cientista política Mayra Goulart, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destaca que o “peso” das discussões em torno do aborto faz com que não haja unanimidade mesmo entre as congressistas mais alinhadas às pautas progressistas.

“É uma questão que cobra um preço muito grande eleitoralmente. Mesmo entre as mulheres que não são conservadoras há opiniões contrárias ao aborto. Não é consensual. É uma pauta bomba, que tira e mobiliza votos, além de gerar sentimentos conflituosos”, analisa.

Gradações

No grupo que se posiciona contra a descriminalização, há 23 parlamentares que defendem a proibição em todos os casos, restringindo o que hoje é permitido em lei — a legislação autoriza o aborto quando a gravidez é resultante de estupro, nos casos em que há risco para a vida da mulher e se há má formação cerebral do feto. Outras 20 são contra, mas defendem que as autorizações específicas já previstas permaneçam. A deputada Carla Zambelli (PL-SP), por sua vez, discorda da descriminalização do aborto e afirma que o aval deve ocorrer só nos episódios em que houver risco de vida.

Já entre as parlamentares favoráveis à legalização, há quem defenda a ampliação dos casos previstos em lei e quem defenda que as hipóteses sejam irrestritas.

Os argumentos da ala que defende as restrições incluem o entendimento de que a vida deve ser preservada desde o zigoto, trecho do Pacto de São José, e o alerta de que o número de abortos poderá aumentar de forma indiscriminada. Já as parlamentares a favor da descriminalização sustentam que mulheres de alta renda, quando necessitam, recorrem a clínicas que efetuam a prática, enquanto gestantes pobres ficam à mercê de abortos clandestinos, arriscados. Outro ponto citado é que as mulheres têm autonomia sobre o próprio corpo, direito que não deve sofrer interferências externas.

De acordo com o estudo “Mulheres e resistência no Congresso Nacional 2021”, publicada pela ONG Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), dos 26 projetos sobre aborto apresentados na Câmara dos Deputados e no Senado no ano passado, a maior parte amplia restrições. Dez deles, por exemplo, tratam de criminalização e punição, como o aumento da pena para mulheres que fizerem aborto em situações além das autorizadas em lei.

Para a deputada Dra. Soraya Manato (PTB-ES), não há justificativa suficiente que possa levar o país a rever a situação hoje vigente. “Sou conservadora, cristã e a favor da vida. Como médica ginecologista e obstetra, tenho uma ligação muito forte com as gestantes. Sempre acompanhei todo o processo muito de perto. Não vejo justificativa para concordar com a legalização do aborto no Brasil. Sempre serei contra o assassinato de bebês inocentes”, disse ela.

Já a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) vai no sentido oposto. Ela ressalta que ser a favor da descriminalização não significa endossar o ato, mas, sim, observar a realidade e construir uma solução que preserve a saúde e a autonomia das mulheres: “Ninguém é a favor do aborto. Somos a favor de que mulheres pobres não morram em abortos clandestinos, enquanto as ricas se resolvem em clínicas de luxo sem problemas. Defendo que haja educação sexual para que as mulheres possam decidir sobre a concepção e não engravidem. E o aborto legal, para que não morram caso a gravidez aconteça e não haja condições de prosseguimento.”

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com o Instituto Patrícia Galvão, divulgada em março, mostrou que 77% da população concorda com a frase apontando que as mulheres pobres sofrem mais com a criminalização do aborto, já que não podem pagar por um procedimento realizado com orientação médica. Em 2018, em outro levantamento, o Datafolha identificou que 59% da população endossou que a lei do aborto deveria seguir como está.

O Sul

Boletim oficial não registra novas mortes de gaúchos por coronavírus

 


Balanço oficial divulgado neste domingo (22) pela Secretaria da Saúde informou que não teve nenhuma morte por coronavírus no Rio Grande do Sul. Logo, o Estado continua com 39.441 perdas humanas para a doença em pouco mais de 26 meses de pandemia. Já o número de contágios conhecidos passa de 2,39 milhões, incluindo 1.772 novos testes positivos.

É importante fazer a ressalva de que a lista de casos confirmados abrange indivíduos infectados mais de uma vez, em momentos diferentes. Não há, porém, um detalhamento oficial sobre quantas pessoas se enquadram em tal situação.

Essas e outras informações podem ser conferidas no portal ti.saude.rs.gov.br, bem como em outras plataformas e redes sociais do governo gaúcho. Os dados estão sempre sujeitos a eventual atraso na atualização, mas proporcionam confiabilidade e passam por revisões constantes.

Somente uma dentre todas as 497 cidades gaúchas ainda não registra qualquer óbito por covid. É Novo Tiradentes, localizada na Região Norte do Estado e que desde o início da pandemia (março de 2020).

Outros indicadores

Dentre os registros de contágio conhecidos até agora no Rio Grande do Sul, em quase 2,31 milhões (97% do total) o paciente já se recuperou. Outros 23.447 (cerca de 1%) são considerados casos ativos (em andamento).

Esse contingente abrange desde os indivíduos assintomáticos que permanecem em quarentena domiciliar até pacientes graves internados em unidades de terapia intensiva nos hospitais.

A taxa média de ocupação em tal de estrutura por adultos, está no início da noite em 71,4%, de acordo com o painel de monitoramento covid.saude.rs.gov.br. Esse índice resulta da proporção de 1.781 pacientes para 2.495 leitos da modalidade em todo o Estado.

Já as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada à covid chegam a 123.638 (5% do total de testes positivos). O número diz respeito aos registros desde março de 2020.

Frio

Pelo menos 300 milhões de pessoas no mundo são asmáticas e no Brasil esse número chega a mais de 20 milhões. No Sistema Único de Saúde (SUS), a doença oscila entre a terceira e quarta posição no ranking das causas de hospitalizações, sendo os meses de abril a julho os que registram os maiores números de internação por asma, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

Com a chegada do frio, há a necessidade de redobrar os cuidados, já que as variações de tempo seco, típicas do outono e do inverno, são propícias para o aumento de casos.

A asma é a inflamação dos brônquios, pequenas estruturas responsáveis pela troca de ar dentro dos pulmões. O processo inflamatório causa inchaço das vias áreas e produção de muco que, isoladamente ou combinados, podem levar à falta de ar de grau leve a extremo. Os sintomas mais comuns são tosse, chiado, aperto no peito e dificuldades respiratórias. A doença atinge crianças, jovens e adultos. (Pedro Marques)

O Sul

Cuia do Inter - Kabana do Chimarrão

 


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Chega ao fim o estado de emergência em saúde pública no Brasil decretado devido à Covid

 


Chegou ao fim, neste domingo (22), o estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), decretado em função da pandemia de Covid-19 no Brasil.

A portaria com a decisão foi assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em 22 de abril, e previa prazo de 30 dias para que estados e municípios se adequassem à nova realidade.

A decisão do governo brasileiro foi tomada com base do cenário epidemiológico mais arrefecido e o avanço da Campanha de Vacinação no país. Segundo o Ministério da Saúde, apesar da medida, nenhuma política pública de saúde será interrompida.

“A pasta dará apoio a estados e municípios em relação à continuidade das ações que compõem o Plano de Contingência Nacional”, garantiu o governo.

Histórico

No último dia 12 de maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prorrogou, a pedido do Ministério da Saúde, o prazo de validade das autorizações para uso emergencial de vacinas contra Covid-19, que deixariam de ser usadas na campanha de vacinação contra a doença com o fim do Epin.

A medida vale também para medicamentos que só deveriam ser usados durante a crise sanitária. Segundo a decisão da Diretoria Colegiada da Anvisa, as autorizações permanecerão válidas por mais um ano.

No mesmo dia, a Anvisa alterou a resolução que permite a flexibilização das medidas sanitárias adotadas em aeroportos e aeronaves, em virtude do encerramento do estado de emergência. Entre as mudanças, estão a retomada do serviço de alimentação a bordo e permissão para retirada de máscaras para se alimentar, durante o voo.

Segundo o Ministério da Saúde, o governo federal empenhou quase R$ 34,3 bilhões para a compra de cerca de 650 milhões de imunizantes contra a Covid-19.

“Por conta da vacinação, o Brasil registra queda de mais de 80% na média móvel de casos e óbitos pela Covid-19, em comparação com o pico de casos originados pela variante Ômicron, no começo deste ano. Os critérios epidemiológicos, com parecer das áreas técnicas da pasta, indicam que o país não está mais em situação de emergência de saúde pública nacional”, ressaltou o Ministério em nota.

O Sul

Brasil tem 93,5 milhões de pessoas com a dose de reforço contra a covid

 


O Ministério da Saúde, as secretarias estaduais de saúde e o site Coronavírus Brasil divulgaram o último balanço da campanha de vacinação contra a Covid-19 no país. Até o momento, 436.936.702 doses dos imunizantes disponíveis foram aplicadas.

Desse total, o boletim epidemiológico informa que 177.984.285 cidadãos estão vacinados com a primeira dose, 160.190.796, com a segunda e 5.257.540, com a dose única da Janssen.

A dose de reforço, indicada para a população adulta, tem registrado baixa procura nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do país. Foram aplicadas 93.504.081 doses.

Os Estados que possuem o maior porcentual com o ciclo vacinal completo, com duas doses, são: São Paulo (85,5%), Minas Gerais (76,7%), Rio de Janeiro (82,5%), Bahia (69,9%) e Paraná (79,3%). Tocantins (60,4%), Acre (58,5%), Roraima (53,2%) e Amapá (51,3%) apresentam o menor índice de habitantes vacinados com duas doses.

Casos e óbitos

O Brasil registrou no domingo (22) 23 mortes pela covid nas últimas 24 horas, totalizando 665.680 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 102 –acima da marca de 100 há 9 dias. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +21%, indicando tendência de alta nos óbitos decorrentes da doença pelo sexto dia.

Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul e Sergipe não registraram morte pela doença em 24 horas. No Acre, no Amapá, no Piauí e em Rondônia, também não houve qualquer registro de novo caso conhecido no período.

Não houve divulgação de dados atualizados de casos e mortes nos estados de Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins, além de no Distrito Federal.

O país também registrou 6.315 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 30.786.343 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 14.644, variação de -10% em relação a duas semanas atrás.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Curva de mortes nos Estados:

— Em alta (9 Estados): SP, ES, BA, MT, PR, MS, RS, SC, PI
— Em estabilidade (5 Estados): AC, CE, AM, GO, PA
— Em queda (7 Estados): AP, PE, PB, SE, RN, AL, RO
— Não divulgaram (6 Estados): DF, MA, MG, RJ, RR, TO

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás.

Vale ressaltar que há Estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os números de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Já a variação percentual para calcular a tendência (alta, estabilidade ou queda) leva em conta os números não arredondados.

O Sul

13º salário para aposentados e pensionistas do INSS: segunda parcela começa a ser paga nesta quarta

 


O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa a pagar nesta quarta-feira (25) a segunda parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas. Os beneficiários terão a liberação dos pagamentos desta data até 7 de junho. Os pagamentos serão feitos junto com os benefícios referentes a maio.

De acordo com o órgão, mais de 31 milhões de segurados receberam a primeira parcela. O decreto com a antecipação do benefício foi assinado em março. Este é o terceiro ano seguido em que os segurados do INSS recebem o 13º antes das datas tradicionais, em agosto e dezembro.

O valor da segunda parcela corresponde a metade do valor do beneficio mensal. Desta parcela, no entanto, será descontado o Imposto de Renda para os trabalhadores que têm que pagar o tributo.

Os calendários de pagamento dos benefícios levam em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.

Quem recebe

Atualmente, são mais de 36 milhões de pessoas com direitos a benefícios do INSS no país – mais de 60% recebem um salário mínimo.

Para quem ganha o benefício no valor do salário mínimo, o piso nacional passou para R$ 1.212 desde 1º de janeiro. Por lei, aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte pagas pelo INSS não podem ser inferiores a 1 salário mínimo.

Já os aposentados e pensionistas que recebem benefícios acima do salário mínimo tiveram reajuste de 10,16% na remuneração — o teto dos benefícios do INSS passou de R$ 6.433,57 para R$ 7.087,22.

Consulta aos benefícios

Uma maneira simples de fazer a consulta dos benefícios do INSS é através da central de atendimento por telefone, no número 135. Ao ligar, informe o número do CPF e confirme algumas informações cadastrais, de forma a evitar fraudes. O atendimento está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

O segurado pode acessar o site Meu INSS, que reúne diversos serviços digitais do INSS. Após fazer o login, na tela inicial, clique no serviço de “Extrato de Pagamento” e você terá acesso ao seu extrato e todos os detalhes sobre o pagamento do benefício.

A consulta do benefício também pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS, disponível para download para Android e iOS. Assim como no acesso pelo site, de início, é necessário fazer o login, e então, todos os serviços disponíveis e histórico das informações do beneficiário serão listados.

O Sul

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Inflação de mais de 12% tira carne, leite e óleo do carrinho de supermercado do brasileiro

 


A inflação de mais de 12% acumulada no último ano tem obrigado consumidores a deixar de comprar até produtos mais básicos, segundo mostra um levantamento da empresa de inteligência de mercado Horus. Itens como carne de boi, leite longa vida e óleo estão menos presentes nos carrinhos de supermercado em comparação com abril do ano passado. No mesmo período, também houve aumento no preço médio desses produtos.

A partir da análise de 35 milhões de notas fiscais em todo o Brasil, a Horus verificou que, no mês passado, o leite estava presente em 14,2% dos carrinhos. Em abril de 2021, essa incidência era 1,7 ponto percentual maior, de 15,9%. No mesmo período, o preço médio do litro passou de R$ 4,29 para R$ 7,25 – um aumento de quase 69% em um ano, ainda de acordo com a pesquisa.

O cenário é semelhante para o óleo e para a carne bovina: a presença do primeiro nos carrinhos de supermercado passou de 7,1% para 6% em um ano; da segunda, de 5,9% para 5,3%. Ao mesmo tempo, o valor médio do litro de óleo foi de R$ 9,60 para R$ 16,81 (+75,1%), enquanto o quilo da carne saltou de R$ 29,66 para R$ 31,47 (+6,1%).

“A inflação está muito difusa, muito espalhada nos produtos. Vai ficando uma situação difícil para o consumidor, porque vai atingindo aqueles produtos mais básicos. Está tudo muito caro”, disse Luiza Zacharias, diretora de Novos Negócios da Horus.

Incidência nos carrinhos  (abr/21 – abr/22)

  • Leite longa vida: 15,9% – 14,2%
  • Óleo de cozinha: 7,1% – 6%
  • Carne bovina: 5,9% – 5,3%

Preço médio por litro ou quilo (abr/21 – abr/22)

  • Leite longa vida: R$ 4,29 – R$ 7,25
  • Óleo de cozinha: R$ 9,60 – R$ 16,81
  • Carne bovina: R$ 29,66 – R$ 31,47

Menos produtos x estoque

Luiza Zacharias explica ainda que a alta generalizada dos preços criou uma situação “quase paradoxal”: enquanto as famílias mais pobres estão comprando menos produtos, aquelas com mais recursos têm preferido fazer estoque, adquirindo determinados itens em grande quantidade e de uma só vez, para se proteger da inflação.

É o caso do feijão e do azeite: a incidência média desses itens é menor agora do que em abril de 2021, mas o número de mercadorias compradas aumentou.

Esse cenário “sugere menos carrinhos com os produtos, porém em maiores quantidades, para abastecimento”, segundo a pesquisa da Horus.

“Quem está com dinheiro muito curto vai reduzindo a quantidade e a frequência de consumo de alguns itens, porque a renda não comporta o mesmo que comportava há um ano. Ao mesmo tempo, as famílias que têm uma condição um pouco melhor voltaram a fazer aquela compra do mês que se fazia antigamente, para fugir um pouco da inflação”, analisa a especialista.

Incidência nos carrinhos (abr/21 – abr/22)

  • Feijão: 4,7% – 4,6%
  • Azeite: 1,9% – 1,4%

Quantidade média de itens comprados (abr/21 – abr/22)

  • Feijão: 2,1 – 2,2
  • Azeite: 1,2 – 1,3

“As famílias com mais recursos começam a buscar embalagens mais econômicas, com maiores quantidades, para se proteger da alta dos preços, porque não sabem se dali a mês vão conseguir comprar a mesma quantidade de coisas”, diz Luiza.

Cesta básica mais cara

Um levantamento feito na semana passada já havia mostrado como a inflação está atingindo fortemente produtos considerados primários, como aqueles que integram a cesta básica.

A batata inglesa foi o item que mais subiu entre março e abril, saltando 18,28% no período, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O tomate, que já foi vilão da inflação, também teve forte alta: 10,18%. O preço do leite longa vida subiu 10,31% entre março e abril – a segunda maior alta entre os produtos que compõem a cesta básica. O leite em pó também ficou mais caro, mas com variação bem menor, de 1,6%.

A banana ficou mais barata no mês passado, ainda de acordo com o IBGE. As quedas variam de 2,37%, no caso da banana d’água, a 8,46% para a banana-maçã. Apenas a banana-da-terra registrou alta (3,96%).

O Sul

Bolsonaro descarta taxar compras em aplicativos internacionais

 


O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse em uma rede social que não assinará uma medida provisória para taxar compras em aplicativos internacionais de marketplace, como, por exemplo, AliExpress, Shein e Shopee

Bolsonaro publicou a declaração dois dias após o ministro da Economia, Paulo Guedes, defender a taxação de compras feitas por meio de plataformas internacionais. Na ocasião, Guedes afirmou que o “camelódromo virtual” existe e que deseja que “a regra do jogo seja igual para todo mundo”.

“Não assinarei nenhuma MP para taxar compras por aplicativos como Shopee, AliExpress, Shein, etc. como grande parte da mídia vem divulgando”, escreveu Bolsonaro.

Ainda, segundo o presidente, a saída para resolver o problema é aumentar a fiscalização da entrada desses produtos no Brasil.

“Para possíveis irregularidades nesse serviço, ou outros, a saída deve ser a fiscalização, não o aumento de impostos”, afirmou Bolsonaro.

“Camelódromo Virtual”

O ministro da economia Paulo Guedes afirmou na semana anterior que o “camelódromo virtual” existe e que deseja que “a regra do jogo” deve ser “igual para todo mundo”.

“Os caras estão despejando, o ‘camelódromo virtual’ existe mesmo e parece que as liquidações são feitas em Bitcoin. Tem todo tipo de fraude. Mas queremos que a regra do jogo seja igual para todo mundo. Não pode alguém que está fazendo fraude, que entra sem imposto, que falsifica o valor. Evidentemente tem algo acontecendo que temos de olhar”, declarou Guedes.

De acordo com a regra atual, é permitida a entrada de produtos de até US$ 50, sem taxação, desde que a venda se dê entre pessoas físicas.

Guedes não disse quais medidas o governo federal tomaria para coibir o que chamou de fraude. No entanto, indicou que poderia haver uma mudança nas regras, o que foi descartado pelo presidente da República.

“Estamos atentos, vamos ter que entrar nisso [empresas que vendem pela internet com sonegação] […]. Tem que ter regras iguais”, afirmou Guedes.

Crítica de Guedes

Na semana anterior, em evento de uma consultoria, Guedes criticou as plataformas ao dizer que praticam fraude ao não pagar impostos. A regra atual permite a entrada de produtos de até US$ 50, sem taxação, desde que a venda se dê entre pessoas físicas.

“Nós queremos que a regra do jogo seja pelo menos igual pra todo mundo. Não pode um cara que está, claramente, fazendo fraude, que entra sem imposto, sem nada”, afirmou Guedes, em evento da Arko Advice com o Traders Club. “É uma fraude porque ele falsifica o valor do bem.”

O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan e aliado de longa data de Bolsonaro, e o presidente da Multilaser, Alexandre Ostrowiecki, costuraram a articulação para o texto da MP, junto a outros empresários. Sob pressão da indústria e do varejo, o objetivo era enrijecer as regras para importação.

O Sul

Organização Mundial da Saúde confirma 92 casos de varíola de macaco em 12 países

 


A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou no domingo (22) que pelo menos 12 países confirmaram a existência de 92 casos de varíola de macaco, doença rara provocada por um vírus semelhante ao da varíola, que está erradicada no mundo desde 1980.

Até o momento, a doença foi registrada nos seguintes países: Austrália, Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.

Na Itália, as autoridades sanitárias identificaram três casos da doença, sendo que os dois últimos estão ligados ao “caso zero” de varíola de macaco no país, detectado em Roma, em um paciente recém-retornado das Ilhas Canárias, na Espanha.

Segundo a OMS, para os casos relatados até agora, não foram estabelecidas ligações de viagem com as áreas onde a doença é endêmica.

“Com base nas informações atualmente disponíveis, os casos foram identificados principalmente, mas não exclusivamente, entre homens que fazem sexo com homens”, alertou em nota.

A organização afirmou ainda que a situação “está evoluindo” e há a previsão de “que haverá mais casos de varíola de macaco identificados à medida que a vigilância se expande em países não endêmicos”.

“Ações imediatas focam em informar aqueles que podem estar em maior risco de infecção com informações precisas, a fim de impedir uma maior disseminação”, explicou a OMS.

De acordo com a entidade, “as evidências atuais disponíveis sugerem que aqueles que estão em maior risco são aqueles que tiveram contato físico próximo com alguém com varíola de macaco enquanto eram sintomáticos”.

Dados da OMS revelam que os países endêmicos da varíola são: Benin, Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Gabão, Gana (identificada apenas em animais), Costa do Marfim, Libéria, Nigéria, República do Congo e Serra Leão.

“A OMS está trabalhando para fornecer orientações para proteger os profissionais de saúde da linha de frente e outros profissionais de saúde que possam estar em risco da infecção por varíola, como faxineiros”, acrescenta o comunicado, revelando que mais recomendações técnicas serão fornecidas nos próximos dias.

O vírus pode ser transmitido por gotas de saliva e por contato com fluídos corporais e lesões cutâneas, inclusive durante relações sexuais. Já os sintomas são semelhantes aos da varíola, como febre, dores musculares e o surgimento de bolhas na pele, embora de forma mais leve.

O nome “varíola de macaco” se deve ao fato de o vírus ter sido descoberto em colônias de símios, em 1958. Atualmente, acredita-se que os roedores sejam os principais hospedeiros do patógeno.

O Sul