Íris Abravanel, empresária, jornalista, escritora e autora de telenovelas brasileira

 










Íris Abravanel
Íris Abravanel em 7 de setembro de 2019.
Nome completoÍris Pássaro Abravanel
Nascimento26 de julho de 1948 (73 anos)
Rio de JaneiroDFBrasil
Nacionalidadebrasileira
ParentescoAlexandre Pato (genro)
Cíntia Abravanel (enteada)
Fábio Faria (genro)
Silvia Abravanel (enteada)
CônjugeSilvio Santos (c. 1981)
Filho(a)(s)Daniela Beyruti
Patrícia Abravanel
Rebeca Abravanel
Renata Abravanel
OcupaçãoAutoraescritoraroteirista e telenovelista
ReligiãoEvangélica


Íris Pássaro Abravanel (Rio de Janeiro,[1] 26 de julho de 1948[2]) é uma empresáriajornalistaescritora e autora de telenovelas brasileira, notória a partir de seu casamento com o empresário e comunicador Silvio Santos, em 20 de fevereiro de 1981, com quem mantinha uma convivência conjugal desde 1978. Juntos, tiveram quatro filhas: DanielaPatríciaRebeca e Renata. É a proprietária da empresa Sister's in Law,[3] diretora da empresa de cosméticos Jequiti, linha de produtos do Grupo Silvio Santos.


Vida pessoal


Iniciou um relacionamento amoroso com Silvio Santos em 1974, separado então há pouco tempo de sua primeira esposa Maria Aparecida Vieira, conhecida como Cidinha, que morreu 1977. Íris e Sílvio conheceram-se em uma praia. Boatos dizem que eles se conheceram no elevador, quando ela ainda era funcionária do Baú da Felicidade, mas de acordo com a própria, que estava sendo entrevistada no De Frente com Gabi, isso não passou de invenção. Segundo ela, sua família era contra o relacionamento, já que o apresentador era divorciado, dezoito anos mais velho, pai de duas filhas e famoso.[4] Eles oficializaram a união conjugal em 1981, quando já tinham três filhas pequenas.[5] Em 1992, devido aos ciúmes excessivos de Sílvio, o casal passou por uma separação que durou um ano, mas decidiram reatar a união.[6]


Carreira


Segundo ela, a carreira de autora veio em 2007, após Silvio comentar a dificuldade de conseguir bons índices de audiência. Quando cronista da revista Contigo!Walcyr Carrasco dizia que os dois deveriam fazer uma novela juntos.[4]

Em 2008, aproveitando que o SBT decidiu relançar seu núcleo de teledramaturgia, Íris se lançou como autora de telenovelas, tendo por supervisor de seu texto o autor Yves Dumont. Sua primeira novela se chamou Revelação e só foi levada ao ar após o término integral de sua gravação.[7]

Em 2009, Íris retorna à roteirização, desta vez adaptando os textos radiofônicos de Janete Clair, cujos direitos foram comprados pelo SBT. Desta vez, a direção da obra está nas mãos do conhecido diretor Del Rangel.[8]

Em 2010 escreveu a telenovela Corações Feridos, que tinha como estreia em novembro do mesmo ano e que teve sua apresentação dois anos depois.[9]

Em 21 de maio de 2012, Íris estreou sua quarta novela, uma reprodução da novela Carrossel, que acabou em 26 de julho de 2013, sendo sucedida por outro remake, de Chiquititas, que foi exibida pela última vez em 14 de agosto de 2015. Foi sucedida pelo remake de Cúmplices de um Resgate, que foi exibida pela última vez em 13 de dezembro de 2016. Foi sucedida pelo remake de Carinha de Anjo que foi exibida pela última vez em 6 de junho de 2018. Foi sucedida por As Aventuras de Poliana que foi exibida pela última vez em 13 de julho de 2020.


Trabalhos na televisão


Telenovelas/Séries
AnoTítuloEscalaçãoParceiros titularesEmissora
2008-2009RevelaçãoAutora PrincipalThereza Di Giacomo e Yves DumontSBT
2009-2010Vende-se um Véu de NoivaJanete Clair, Yoya Wursch e Jaqueline Vargas
2012Corações FeridosCaridad Bravo Adams, Nora Aleman e Rita Valente
2012-2013CarrosselAbel Santa Cruz, Lei Quintana, Valéria Phillips e Rita Valente
2013-2015ChiquititasGustavo Barrios, Patricia Maldonado e Rita Valente e Lucas da Silva.
2014-2015Patrulha SalvadoraAbel Santa Cruz, Lei Quintana, Lucas Silva e Valéria Phillips
2015-2016Cúmplices de um ResgateÁngel Martinez Ibarra, Maria Gabriela Motijo, Consuelo Garrido Romero, Luz de Lourdes Ordoñez, Maria del Socorro Gonzalez e Rita Valente
2016-2018Carinha de Anjo(Supervisão geral)Abel Santa Cruz, Kary Fajer, Alberto Gómez, Leonor Corrêa e Lucas da Silva.
2018-2020As Aventuras de PolianaAutora PrincipalEleanor H. Porter e Rita Valente


Referências


  1.  Rodrigo Cardoso (12 de dezembro de 2012). «Entrevista - Íris Abravanel: "Estou pensando em negociar um aumento no SBT"»Editora TrêsIstoé. Consultado em 2 de setembro de 2016
  2.  «Íris Abravanel divulga carteira de motorista para negar que furou fila da vacina». Quem. 20 de março de 2021. Consultado em 21 de março de 2021
  3.  «Na moda com Íris e Renata Abravanel»ISTOÉ Gente. Consultado em 20 de setembro de 2012
  4. ↑ Ir para:a b Carolina, Ana (28 de junho de 2012). Autora do sucesso Carrossel, Iris Abravanel fala sobre o marido, Silvio Santos, e a carreira no SBT.. «Amor da minha vida»Contigo!1919 (26): 54-60. ISSN 0104-1444. Consultado em 20 de setembro de 2012. Arquivado do original em 30 de junho de 2012
  5. ↑ Ir para:a b Giovana Romani; João Batista (8 de setembro de 2010). «Iris Abravanel escreve terceira novela e promete livro de autoajuda»Grupo AbrilVeja São Paulo. Consultado em 20 de setembro de 2012
  6.  Bárbara dos Anjos (15 de dezembro de 2006). «A história do clã dos Abravanel»Grupo AbrilAbril.com. Consultado em 20 de setembro de 2012. Arquivado do original em 1 de fevereiro de 2009
  7.  Fernanda Tsuji (20 de junho de 2009). «A primeira-dama do SBT dá a cara a tapa em sua primeira novela»Grupo Abril. mdemulher. Consultado em 20 de setembro de 2012
  8.  «SBT: Íris Abravanel escreve nova trama»R7.com. Estrelando - Estilo. 25 de março de 2010. Consultado em 4 de setembro de 2010
  9.  Ricco, Flávio (24 de abril de 2010). «TVs mudam programação sem avisar sequer seus funcionários»UOL. Consultado em 26 de abril de 2010

Wikipédia

Estiagem histórica obriga mais de 50 cidades do Sudeste, Sul e Centro-Oeste do Brasil a racionarem água

 


A estiagem histórica que atinge o Brasil neste ano já obriga pelo menos 53 municípios de cinco Estados a racionarem água, afeta a navegação e contribui para o desequilíbrio do ecossistema nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País.

Na lista de cidades com rodízio no abastecimento, aparecem até grandes centros urbanos, como Curitiba (PR) e a sua Região Metropolitana, de acordo com informações divulgadas pelo jornal O Estado de S.Paulo.

As bacias dos rios Grande, Paraná, Paranapanema e Paraguai – que banham São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – estão sob os efeitos da estiagem severa. Segundo o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, por exemplo, o Brasil teve a menor entrada de água nos reservatórios dos últimos 91 anos no período chuvoso de setembro de 2020 a março deste ano.

No Paraná, além da capital, outras 28 cidades da Região Metropolitana estão com rodízio de 36 horas com água e outras 36 sem fornecimento. A Companhia de Saneamento do Paraná disse que a medida foi necessária para afastar a possibilidade de colapso no sistema de abastecimento.

Veja a lista de cidades que estão sob regime de racionamento de água:

– Mato Grosso: Tangará da Serra, Várzea Grande, São José dos Quatro Marcos, Nova Brasilândia e Planalto da Serra
– Mato Grosso do Sul: Coxim e Corumbá
– Minas Gerais: Bom Jesus de Cardosos, Bugre, Campanha, Coluna, São Gonçalo do Sapucaí e Santa Efigênia de Minas
– São Paulo: Itu, Bauru, Salto, São José do Rio Preto, Santa Fé do Sul, Catanduva, Santa Cruz das Palmeiras, Rio das Pedras e Araçoiaba da Serra
– Paraná: Curitiba, Adrianópolis, Agudos do Sul, Almirante Tamandaré, Araucária, Balsa Nova, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo do Tenente, Campo Largo, Campo Magro, Cerro Azul, Colombo, Contenda, Doutor Ulysses, Fazenda Rio Grande, Itaperuçu, Lapa, Mandiritiba, Piên, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, Quitandinha, Rio Branco do Sul, Rio Negro, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul, Tunas do Paraná, Santo Antônio do Sudoeste e Pranchinha

O Sul

Seguro de carro pode ficar mais barato com novas regras que passam a valer em setembro

 


Um seguro de automóvel com cobertura de furto, mas sem cobertura contra colisão. Ou um seguro de motocicleta que cobre 50% do valor do veículo. A partir de 1º de setembro, as seguradoras terão mais liberdade para criar e oferecer formas novas – e mais baratas – de seguros de veículos. Será possível, inclusive, contratar o seguro auto sem nem mesmo ser proprietário de um automóvel.

Publicadas nesta sexta-feira (13), pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), as regras que flexibilizam e simplificam o seguro de automóvel esperam torná-lo mais popular. Da frota total de veículos do País, apenas 16% tinham cobertura de seguro em 2019. Esse porcentual cresce para 33% se considerados apenas veículos com até dez anos de fabricação. Para a Susep, é possível melhorar esses indicadores oferecendo mais liberdade contratual, diversificação e melhores preços.

“Vamos permitir, com as novas regras e critérios, que uma diversificação efetiva de produtos apareça. Se alguém quiser fazer seguro só da metade do carro, por que não permitir isso? É melhor do que não ter um seguro”, explica Rafael Scherre, diretor da Susep.

Entre as mudanças previstas, está a possibilidade de que o seguro seja contratado mesmo sem identificação exata do veículo, o que já existe em outros países. O diretor detalha que isso facilitará, por exemplo, o acesso ao seguro por motoristas de aplicativos e condutores que compartilham veículos, usam carros por assinatura ou alugados nos fins de semana. Não precisa ser dono do carro, basta apontar o valor desejado do seguro e referências sobre o tipo de veículo.

A Susep também mudará regras que, segundo a entidade, podem baratear os seguros. As seguradoras passam a ter a possibilidade de cobrar franquia em casos de indenização integral ou por incêndio, queda de raio e explosão, o que era proibido. Também passam a poder exigir no contrato que os reparos sejam feitos exclusivamente em oficinas da rede credenciada. “O segurado passa a participar do risco, o que pode torná-lo mais diligente”, diz.

Veja as principais mudanças no seguro de automóveis:

— Cobertura de casco (lataria, mecânica, vidro, elétrica etc.) pode ser feita para um ou vários diferentes tipos de riscos escolhidos (furto, roubo, colisão, incêndios);

— O seguro do automóvel pode ser contratado em “combos” com outros tipos de seguro, como residencial e empresarial;

— Seguro auto poderá ser contratado sem a identificação exata do veículo segurado, permitindo seu uso em veículos alugados, compartilhados, carros por assinatura;

— Passa a ser permitida a cobertura parcial do veículo, acabando com a obrigatoriedade da cobertura total;

— Seguradoras poderão prever reparo do veículo exclusivamente em oficina de rede referenciada da seguradora;

— Seguradoras poderão cobrar franquia em casos de indenização integral ou por incêndio, queda de raio e explosão, o que antes era proibido.

O Sul

Vagas de emprego em Porto Alegre - 14.08.2021

 

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Confira as vagas que temos para você:

Vendedor

Confidencial


Salário: Confidencial

Localização: Porto Alegre

Vendedor

Confidencial


Salário: R$2000 por mês

Localização: Porto Alegre

Vendedor

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Salário: R$1200 por mês

Localização: Porto Alegre

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Salário: R$1250 por mês

Localização: Porto Alegre

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Salário: Confidencial

Localização: Porto Alegre

2492 vagas em Porto Alegre/RS

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1021 vagas de Vendedor

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Secretaria de Saúde de Porto Alegre monitora surtos de coronavírus em hospitais

 


Com a notificação de surtos de Covid-19 nos hospitais Nossa Senhora da Conceição, Vila Nova e Clínicas, em Porto Alegre, a SMS  (Secretaria Municipal de Saúde) informou que está monitorando os casos diariamente e prestando o apoio necessário às instituições afetadas.

Segundo a diretora em exercício da Vigilância em Saúde, Fernanda Fernandes, com a suspeita de casos da variante Delta entre os envolvidos nos surtos nos serviços de saúde, há a necessidade de acompanhamento dos dados para avaliação do possível impacto da variante no aumento do número de casos positivos e, consequentemente, de surtos na cidade. “Ligamos a luz amarela para avaliar um possível rebote com aumento de casos nos próximos dias”, afirmou.

Diante da situação, a SMS alertou para a importância da manutenção das medidas de prevenção ao coronavírus, como o uso de máscara e higiene de mãos para a população em geral. A secretaria também destacou a eficácia da vacinação.

O Sul

Coronavírus: Vacinação prossegue para porto-alegrenses com 22 anos ou mais neste fim de semana

 


A vacinação contra o coronavírus será mantida para todos os porto-alegrenses com 22 anos ou mais neste fim de semana. No sábado (14) e domingo (15), pessoas com as faixas etárias já contempladas também podem buscar os locais de vacinação para receber a primeira e segunda dose do imunizante. Haverá esquema especial de vacinação no sábado em três locais, todos operando das 9h às 17h. Para adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades a vacinação será retomada na segunda-feira (16).

A imunização continua para os públicos já contemplados anteriormente na campanha: profissionais de saúde e de apoio à saúde, pessoas com deficiência a partir de 18 anos, pessoas com comorbidades a partir de 18 anos, funcionários das escolas municipais, estaduais e particulares de ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, cuidadores de crianças ou adolescentes com deficiência permanente, gestantes, puérperas e lactantes (que estejam amamentando bebês com até 12 meses).

Para receber a primeira dose, todos os públicos devem apresentar documento de identidade com CPF e comprovante de residência em Porto Alegre. Para profissionais de saúde ou da educação, é preciso documento que comprove o vínculo de trabalho na Capital. Para o grupo das comorbidades e deficiências, é necessário comprovar a condição (exceto Síndrome de Down).

Segunda dose – Segue disponível a segunda dose para todos que estão com o esquema vacinal em atraso da Coronavac e quem recebeu AstraZeneca há pelo menos dez semanas.

Não haverá aplicação de segunda dose Pfizer, pois não existem pessoas com doses com prazos determinados para o período. Segundo determinação do Ministério da Saúde, desde 14 de junho, o intervalo entre a primeira e segunda dose do imunizante Pfizer é de dez semanas. A aplicação de segunda dose de Pfizer para qualquer público que necessita do imunizante deve ser retomada na segunda-feira.

Para segunda dose, é necessário levar identidade com CPF e carteira com registro da primeira aplicação.

Vacina no sábado (14)

– Drive Thru Shopping Bourbon Wallig (Av. Grécia, 1.500 – Cristo Redentor)

– Drive Thru BIG Barra Shopping Sul (Av. Diário de Notícias, 300 – Cristal)

– Shopping Total (Av. Cristóvão Colombo, 545 – Floresta)

Vacina no domingo (15)

Unidade Móvel de Saúde levará a vacinação até a comunidade do bairro Rubem Berta. O serviço estará instalado no Instituto de Educação São Francisco – Zona  Norte (Av. Baltazar de Oliveira Garcia, 479), das 9h às 13h.

O Sul

Batalha de M'Bororé - História virtual

 









Batalha de M'Bororé ocorreu entre 11 e 18 de março de 1641[1] na América do Sul, provavelmente, no atual município de Porto Vera Cruz no Rio Grande do Sul,[2] na qual guaranis que habitavam em reduções dirigidas pelos jesuítas derrotaram os bandeirantes. Foi um importante episódio na história dos trinta Pueblos (Reduções) do Paraguai e da história da Argentina, pois evitou que a região compreendida entre os Rios Uruguai e Paraná, que atualmente pertence à Argentina, se tornasse território brasileiro.[3]


Antecedentes


A partir do final da década de 1620 bandeirantes paulistas destruíram diversas reduções dirigidas por jesuítas que agrupavam, principalmente, nativos da etnia guarani em territórios que pertenciam à Coroa da Espanha segundo o Tratado de Tordesilhas, como ocorreu, por exemplo no oeste do território que atualmente pertence ao Estado do Paraná. Como resultado desses ataques muitos nativos foram escravizados, morreram ou tiveram que fugir. Além disso, a Coroa Espanhola deixava de exercer soberania sobre territórios por onde os bandeirantes passaram e tais territórios foram, posteriormente, incorporados ao Brasil.

Para impedir a destruição de mais reduções os jesuítas passaram a destacar integrantes que antes haviam sido militares, dentre eles os irmãos: Juan CárdenasAntônio Bernal e Domingo Torres para preparar os guaranis para defender-se e conseguiram armas de fogo para defender as reduções de novos ataques dos bandeirantes.

Os jesuítas Pedro MolaCristóvão de AltamiranoJuan de PorrasJosé DomenechMiguel GómezDomingo de SalazarAntônio de AlarcónPedro Sardoni e Domingo Suárez organizaram a construção de balsas. O comando militar seria dos caciques Ignácio AbiarúNicolás NhienguirúFrancisco Mbayroba e Azaray.

Além disso, conseguiram fazer com que o Papa Urbano VIII assinasse uma Bula que excomungava àqueles que caçavam nativos das reduções jesuíticas para escravizá-los. Esse documento não foi bem recebido em São Paulo, pois a cidade tinha como principal atividade econômica a caça de nativos da etnia guarani para revendê-los como escravos aos senhores de engenho do nordeste do Brasil.

O jesuíta Antônio Ruiz de Montoya que liderava as Missões jesuíticas no oeste do Paraná, que foram destruídas pelos bandeirantes, foi recebido por Felipe IV e, no dia 21 de maio de 1640, o monarca autorizou o Vice Rei do Peru a fornecer armas aos guaranis e condenou a escravização de nativos que habitavam em reduções dirigidas pelos jesuítas. O governador de Buenos AiresPedro de Rojas y Acevedo, temendo a expansão portuguesa, enviou instrutores militares e armas para ajudar a defesa dos guaranis.

Em meados de 1640, o jesuíta Francisco Díaz Taño, então Procurador da Província Jesuítica do Paraguai, durante seu retorno da Europa, fez publicar no Rio de Janeiro a referida Bula e a condenação real contra aqueles que escravizavam nativos. Na época, ainda estava em vigor a União Ibérica, circunstância na qual o Rei da Espanha, também era o Rei de Portugal.

A publicação gerou uma revolta dos habitantes de cidades como o Rio de Janeiro, SantosSão Vicente e São Paulo contra os jesuítas, em um contexto no qual, a escravização dos nativos era uma importante atividade econômica no Brasil.

Houve uma reunião na Câmara Municipal de São Paulo na qual foi organizada uma grande expedição para atacar e destruir as reduções jesuíticas, vigar a derrota do bandeirante Pascoal Leite Pais em Caazapaguazú, prender os jesuítas e devolvê-los para a Espanha.

No início de setembro de 1640, partiu de São Paulo uma grande bandeira com cerca de 3.500 homens bem armados, liderados por Jerônimo Pedroso de Barros e Manuel Pérez. Dentre eles Antônio de Cunha GagoJuan Leite e Pedro Nunes Dias. Esse contingente acampou no Rio Chapecó, onde construíram balsas para atacar as reduções.[4]

No final de 1640, chegou aos jesuítas, por intermédio de Francisco Díaz Taño, a informação de que a grande bandeira estava a caminho para destruir muitas reduções. Mas os jesuítas já contavam com um força estimada em 4.200 homens, centenas de canoas e inclusive uma balsa com uma peça de artilharia. Embora maioria estivesse armada apenas com arcos e flechas, contavam com cerca de 300 arcabuzes e algumas peças de artilharias enviadas de Buenos Aires.[5] Em 8 janeiro de 1641, ao saber do acampamento dos bandeirantes, o padre padre Cláudio Ruyer ordenou o agrupamento do exército guarani nas proximidades do Arroio Mbororé (atualmente denominado como "Once Vueltas"), na margem ocidental do Rio Uruguai, em território que atualmente pertence à Província de Misiones, na Argentina[3]


A Batalha


No dia 25 de fevereiro de 1641, 8 canoas foram enviadas rio acima para coletar informações sobre o avanço dos bandeirantes. Esses guaranis tiveram uma escaramuça com os invasores e ao fugir foram perseguidos por canoas tripuladas por nativos da etnia tupi, mas foram salvos quando se aproximaram do restante do contingente guarani.

A batalha principal teve início no dia 11 de março de 1641, e durou cerca de cinco dias.

Os bandeirantes contavam com cerca de 700 canoas.

Algumas armas empregadas pelos guaranis eram bastante curiosas como uma catapulta que arremessava troncos em chamas e canhões de taquaruçu revestidos de couro que podiam disparar até quatro vezes.

Os bandeirantes foram derrotados na batalha fluvial e depois tiveram o acampamento cercado e foram perseguidos durante a fuga, desse modo apenas cerca de 120 integrantes da expedição conseguiram retornar à São Paulo.[5]


Segunda Batalha


Inconformados, os bandeirantes organizaram uma segunda expedição que chegou na região no final de 1641 e conseguiu agrupar alguns elementos da primeira expedição que estavam escondidos nas matas.

Fizeram um novo acampamento nas margens do Rio Yabotí Guazú mas foram atacados e forçados a fugir.[4]

Depois dessa derrota, os bandeirantes deixaram de atacar as reduções dirigidas pelos jesuítas freando a expansão da América Portuguesa em direção ao sul, entretanto alguns anos depois ocorreriam novos ataques contra as reduções situadas na região do Itatim, que corresponde ao oeste do atual território do Estado do Mato Grosso do Sul.[3]


Bibliografia


  • Romanato, Gianpaolo. Gesuiti, guarani ed emigranti nelle Riduzioni del Paraguay. Ed. Longo Angelo, 2008. ISBN 8880636049


Ver também



Referências


  1. «Batalha M'Bororé»Portal das Missões. Consultado em 15 de junho de 2019
  2.  A DEVASTAÇÃO DAS MISSÕES - EDUARDO BUENO, acesso em 08 de abril de 2019.
  3. ↑ Ir para:a b c LA BATALLA DE MBORORE GUARANÍES CONTRA BANDEIRANTES, em espanhol, acesso em 1º de outubro de 2017.
  4. ↑ Ir para:a b LA VICTORIA MISIONERA DE MBORORÉ, em espanhol, acesso em 02 de outubro de 2017.
  5. ↑ Ir para:a b BATALLA DE MBORORÉ - MISIONES (1641), em espanhol, acesso em 1º de outubro de 2017.


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