Inter empata com o Flamengo e está fora da Libertadores

Colorado chegou a sair na frente, mas sofreu o empate no fim do jogo, que garantiu o rubro-negro como adversário do Grêmio na semifinal

Inter saiu na frente, mas sofreu gol no fim e acabou eliminado da Libertadores

Inter saiu na frente, mas sofreu gol no fim e acabou eliminado da Libertadores | Foto: Fabiano do Amaral

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Em noite de recorde de público no Beira Rio, o Inter até lutou. Após um primeiro tempo ruim, melhorou na segunda etapa e chegou a assustar o Flamengo, abrindo o placar e acendendo a esperança dos quase 50 mil colorados que lotaram o estádio. Mas o empate em 1 a 1, com gol sofrido no fim da partida, eliminou a equipe de Odair Hellmann da Libertadores da América.

Os gols foram feitos na segunda etapa. Rodrigo Lindoso abriu o placar para o Inter, mas Gabigol marcou o gol de empate em contra-ataque e assegurou a ida do rubro-negro à semifinal da competição.

Com o resultado, o Flamengo se colocou como o terceiro semifinalista da competição e encara o Grêmio na Libertadores. O primeiro jogo é na Arena e a decisão da vaga é no Maracanã. Pelo Brasileirão, o próximo compromisso do Inter é no sábado, às 21h, contra o Botafogo, no Beira Rio.

Agressivo, Flamengo domina as ações no primeiro tempo

A principal dúvida em relação ao time Colorado era a presença de Rafael Sóbis. O atacante foi confirmado como titular faltando pouco mais de uma hora para o jogo. No Flamengo, o mistério foi desfeito com a escalação de Cuéllar, que havia sido afastado na semana passada e, após o fim da polêmica, reintegrado ao grupo. No lugar de Willian Arão, suspenso, entrou Gerson.

Mesmo com a vantagem obtida no jogo de ida, quando venceu no Maracanã por 2 a 0, foi o Flamengo quem começou com uma postura mais agressiva. Por duas vezes, primeiro com Gabigol e depois com Bruno Henrique, criou chances de marcar. Nas duas, esbarrou em Marcelo Lomba.

Depois, o primeiro susto. O Flamengo pediu pênalti após a bola bater na mão de Victor Cuesta, no lado direito, próximo à risca da grande área. Após ouvir o VAR, no entanto, o árbitro argentino nada marcou. Cuesta estava fora da área no momento em que a bola tocou na mão.

Apesar de reduzir um pouco o ímpeto inicial, o Flamengo seguia com o predomínio da posse da bola, levando mais perigo ao gol de Marcelo Lomba. Com espaço em frente aos volantes colorados, Bruno Henrique conseguiu levar vantagem sobre a marcação. Mesmo com mais chances, o rubro-negro não marcou e o jogo foi ao intervalo empatado em 0 a 0.

Inter sai na frente, mas sofre empate no fim

Para o segundo tempo, apesar do rendimento abaixo da média, o técnico Odair Hellmann voltou do vestiário com o mesmo time. No entanto, logo nos primeiros 10 minutos, as trocas. Buscando as jogadas em velocidade pelas pontas, o treinador lançou a campo Nico López e Wellington Silva, para tentar mudar o cenário do confronto. Com a saída de Uendel, Patrick assumiu a lateral esquerda.

O Flamengo se posicionou mais atrás e passou a explorar os contra-ataques. No entanto, já não conseguia mais reter a bola, e o Inter teve mais volume de jogo, com as investidas pelo lado de campo funcionando, especialmente com Nico López.

E a postura agressiva colorada resultou em gol aos 17 minutos do segundo tempo. Após falta cobrada pela esquerda por D'Alessandro, Rodrigo Lindoso desviou de cabeça, vencendo Diego Alves. Após muita polêmica com o VAR, no qual o árbitro analisou um possível impedimento de Rodrigo Moledo e a interferência do zagueiro, juiz confirmou com cinco minutos de atraso a abertura do placar no Beira Rio.

O Inter passou a dominar o jogo após o gol, e o Flamengo sentiu. O rubro-negro não conseguia ficar com a bola nem sair jogando de trás. O Inter passou a cercar a grande área e manteve a posse, levando perigo ao gol de Diego Alves.

A última troca de Odair Hellmann para tentar o gol que levaria a partida para os pênaltis foi ousada. O treinador sacou o zagueiro Victor Cuesta e lançou a campo o atacante Sarrafiore. No entanto, foi o Flamengo quem marcou. Aos 39 minutos, após erro do jogador que havia acabado de entrar, Bruno Henrique puxou contra-ataque e soltou para Gabigol empatar em 1 a 1 e definir a classificação do rubro-negro às semifinais da Libertadores. 

O gol do Flamengo matou qualquer pretensão do Inter de buscar uma sobrevida nos pênaltis. O empate prevaleceu e o Colorado encerrou a sua jornada na Libertadores, acabando com a possibilidade de disputa de um Gre-Nal histórico e adiando o sonho do tricampeonato no torneio.  

Libertadores - Quartas de Final

Inter 1

Marcelo Lomba, Bruno, Moledo, Cuesta (Sarrafiore) e Uendel (Wellington Silva); Lindoso, Edenílson, Patrick, D'Alessandro e Sóbis (Nico López); Guerrero. Técnico: Odair Hellmann.

Flamengo 1

Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Cuéllar (Píris da Mota), Gerson, De Arrascaeta, Everton Ribeiro (Berrío) e Bruno Henrique; Gabigol. Técnico: Jorge Jesus.

Gols: Rodrigo Lindoso (17min/2T) e Gabigol (41min/2T).

Cartões amarelos: Rafael Sobis, D'Alessandro, Cuesta (Inter); Cuéllar, Diego Alves e Filipe Luís (Flamengo).

Árbitro: Patricio Lostau (ARG).

Local: Estádio Beira Rio, em Porto Alegre (RS).

Público: 49.614.

Renda: R$ 2.685.145,00.


Correio do Povo


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Desastre de Chernobyl em imagens raras, 1986–História virtual


Liquidatários limpam o teto do reator nº 3. No início, os trabalhadores tentaram limpar os restos radioativos do telhado usando robôs da Alemanha Ocidental, Japão e Rússia, mas as máquinas não conseguiam lidar com os níveis extremos de radiação, então as autoridades decidiram usar humanos. Em algumas áreas, os trabalhadores não podiam permanecer por mais de 40 segundos antes que a radiação recebida atingisse a dose máxima autorizada que um ser humano deveria receber em toda a sua vida.
Em 26 de abril de 1986, uma série de explosões destruiu o reator número 4 de Chernobyl, e várias centenas de funcionários e bombeiros combateram um incêndio que durou 10 dias e enviou uma nuvem de radiação ao redor do mundo. Mais de 50 reatores e trabalhadores de emergência foram mortos logo depois. Os trabalhadores e socorristas não foram os únicos a arriscar suas vidas - um punhado de fotógrafos foi ao local também, conseguindo captar imagens de alguns dos caos e atos de heroísmo que ocorreram nas semanas e meses que se seguiram.
As equipes de emergência que responderam ao acidente usaram helicópteros para despejar areia e boro nos destroços do reator. A areia deveria parar o fogo e libertações adicionais de material radioativo; o boro era para evitar reações nucleares adicionais. Algumas semanas após o acidente, as equipes cobriram completamente a unidade danificada em uma estrutura temporária de concreto, chamada de “sarcófago”, para limitar a liberação adicional de material radioativo. O governo soviético também cortou e enterrou cerca de um quilômetro quadrado de floresta de pinheiros perto da usina para reduzir a contaminação radioativa no local e perto dele. Os outros três reatores de Chernobyl foram posteriormente reiniciados, mas todos foram encerrados definitivamente, com o último reator sendo fechado em 1999. As autoridades soviéticas de energia nuclear apresentaram seu relatório inicial de acidente a uma reunião da Agência Internacional de Energia Atômica em Viena,
Após o acidente, as autoridades fecharam a área dentro de 30 quilômetros (18 milhas) da usina, com exceção de pessoas com negócios oficiais na usina e aquelas pessoas avaliando e lidando com as conseqüências do acidente e operando os reatores não danificados. O governo soviético (e mais tarde russo) evacuou cerca de 115.000 pessoas das áreas mais contaminadas em 1986 e outras 220.000 pessoas nos anos seguintes.

Uma vista aérea da danificada usina nuclear de Chernobyl, fotografada algumas semanas após o desastre, em maio de 1986.

A maioria dos liquidatários eram reservistas com idades entre 35 e 40 anos, que foram convocados para ajudar nas operações de limpeza ou aquelas atualmente em serviço militar em unidades de proteção química. O exército não possuía uniformes adequados adaptados para uso em condições radioativas, de modo que os alistados para realizar trabalhos no telhado e em outras zonas altamente tóxicas eram obrigados a remendar suas próprias roupas, feitas de folhas de chumbo e medindo de dois a quatro milímetros de espessura. . As folhas foram cortadas no tamanho para fazer aventais para ser usado sob o desgaste do trabalho de algodão, e foram projetados para cobrir o corpo na frente e atrás, especialmente para proteger a coluna vertebral e medula óssea.

Um helicóptero militar espalha um fluido de descontaminação pegajoso para reduzir a dispersão de partículas radioativas ao redor da usina nuclear de Chernobyl alguns dias após o desastre.

Liquidatários limpam detritos radioativos do teto do reator nº 4, jogando-o no chão, onde ele será coberto pelo sarcófago. Esses "robôs biológicos" têm apenas alguns segundos para trabalhar - hora de se colocarem por uma pilha de detritos, levantar uma carga de pá e jogá-la entre as ruínas do reator número 4.

Uma equipe de liquidatários humanos se prepara para remover os detritos radioativos do teto do reator nº 4.

Um liquidatário, equipado com proteção de chumbo artesanal em sua cabeça, trabalha para limpar o teto do reator nº 3.

Os restos do reator n º 4, fotografado a partir do telhado do reator n º 3.

Uma foto da televisão soviética mostra um homem que foi ferido na explosão em Chernobyl quando ele recebe atendimento médico.

Um técnico soviético verifica a água retirada de um riacho perto de Kiev para receber radiação em 9 de maio de 1986. Verificações estavam sendo realizadas a cada hora para ter certeza de que os suprimentos de água eram seguros para uso após o acidente da usina nuclear de Chernobyl.

Um técnico soviético prepara um caminhão-tanque com uma solução projetada para descontaminar roupas e equipamentos de pessoas em Kiev em 9 de maio de 1986.

Um técnico soviético verifica a criança Katya Litvinova durante uma inspeção de radiação de moradores na aldeia de Kopylovo, perto de Kiev, em 9 de maio de 1986.

Uma vista aérea da central nuclear de Chernobyl, danificada, passando por obras de reparação e contenção em 1986.

Um bulldozer cava uma grande trincheira na frente de uma casa antes de enterrar o prédio e cobri-lo com terra. Este método foi aplicado a aldeias inteiras que foram contaminadas após o desastre de Chernobyl.

Uma foto interior de uma seção ainda em funcionamento da usina nuclear de Chernobyl, tomada alguns meses após o desastre em 1986.

Um trabalhador da usina nuclear de Chernobyl segura um dosímetro para medir os níveis de radiação, com o sarcófago em construção, destinado a conter o reator destruído, visível ao fundo, nesta foto tirada em 1986.

Seguindo ordens emitidas pelas autoridades soviéticas para marcar o fim das operações de limpeza no telhado do reator número 3, três homens foram solicitados a colocar uma bandeira vermelha no alto da chaminé com vista para o reator destruído, subindo 78 metros acima de uma escada em espiral. Os portadores da bandeira foram enviados apesar dos perigos da radiação pesada, e depois que um grupo de liquidadores já havia feito duas tentativas fracassadas de helicóptero. O especialista em radiação Alexander Yourtchenko levou o poste, seguido por Valéri Starodoumov com a bandeira, e o tenente-coronel Alexander Sotnikov com o rádio. Toda a operação foi programada para durar apenas 9 minutos, dados os altos níveis de radiação. No final, o trio foi recompensado com uma garrafa de Pepsi (um luxo em 1986) e um dia de folga.

Na clínica número 6 de Moscou, especializada em tratamento de radiação, um paciente se recupera após uma operação de medula óssea. Um médico examina o paciente em uma sala estéril. O exame é realizado em uma câmara individual com ar condicionado através de aberturas especialmente criadas para evitar contato direto e contaminação.
(Crédito da foto: Igor Kostin / Boris Yurchenko / Difusão Laski / Volodymyr Repik / Sygma via Getty).
Fonte: https://rarehistoricalphotos.com/chernobyl-disaster-pictures-1986/


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