Maiores artilheiros estrangeiros da história do Brasileirão
Maiores artilheiros da história dos pontos corridos
Confira o aproveitamento dos 20 clubes da Série A na temporada
As principais notícias do dia. Política, economia, notícias internacionais, agronegócio e empreendedorismo.
Por Sabrina Brito

A astronauta Anne McClain teria acessado dados financeiros de sua ex-mulher sem permissão enquanto estava na ISS (Aubrey Gemignani)/Nasa)
Uma astronauta da Nasa, a americana Anne McClain, está sendo acusada de cometer o primeiro crime espacial da história da humanidade. McClain teria acessado a conta bancária de sua ex-mulher, Summer Warden, enquanto estava em uma missão de seis meses na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). O casal se separou em 2018, antes de Anne embarcar para a Estação. Lá, ela atuou como engenheira de voo até junho de 2019.
De acordo com Worden, Anne teria feito operações em sua conta sem sua permissão. Por isso, a astronauta está sendo acusada de roubo de identidade e acesso indevido a registros financeiros privados. Por sua vez, McClain afirma que, embora de fato tenha entrado na conta da ex, não haveria motivações ilegais por trás do ato. Segundo ela, a conta sempre foi usada em conjunto por ambas, e Summer jamais teria pedido que elas deixassem de gerenciar o dinheiro coletivamente.
Veja também

CiênciaPesquisas fornecem novas evidências para o início da vida na Terra
CiênciaCientistas concluem o mais completo mapa da Via Láctea

CiênciaAstrônomos brasileiros descobrem asteroide que passou ‘perto’ da Terra
As diretrizes da ISS esclarecem que, em caso de crimes realizados a bordo, os atos devem ser analisados de acordo com as leis do país de origem do infrator — no caso, os Estados Unidos. O processo está sendo investigado pela Nasa, a agência espacial daquele país.
Veja
Por André Siqueira

O suspeito do crime foi preso pela 31ª DP no sábado, 24; em seu veículo, foram encontrados pertences da vítima (Reprodução/Instagram)
A advogada Letícia Sousa Curado Melo, de 26 anos, foi encontrada morta na tarde desta segunda-feira, 26, à beira de uma rodovia, em Planaltina (DF). Ela estava desaparecida desde a manhã de sexta-feira 23, quando saiu para trabalhar.
Funcionária do Ministério da Educação (MEC), Letícia saiu de sua residência, em Araponga (DF), e não foi mais vista por seus familiares. O marido da advogada tentou entrar em contato com ela, mas a mensagem enviada por um aplicativo de mensagens não foi vista. Ele registrou a ocorrência no fim da tarde de sexta-feira.
Segundo a polícia, Letícia foi abordada por Marinésio dos Santos Olinto, cozinheiro de 40 anos, em um ponto de ônibus, e entrou em seu veículo, uma Blazer de cor prata. Olinto foi preso pela 31ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal no sábado, 24. No carro, foram encontrados o aparelho celular e pertences da advogada.
Segundo informações da Polícia Civil do Distrito Federal, os investigadores analisaram imagens de segurança para identificar as características do veículo e sua rota. As causas da morte de Letícia ainda não foram divulgadas.
Veja também

PolíticaDodge sugere destinar R$ 1,2 bi de fundo da Lava Jato para a Amazônia

Política‘Nunca votei no Bolsonaro’, diz Maitê Proença após críticas por ir a ato

PolíticaCorregedoria do MPF acobertou irregularidade de procurador da Lava Jato
A advogada prestava serviço de apoio jurídico ao MEC. Em nota, a pasta “lamenta a morte precoce” da funcionária, casada e mãe de um filho de três anos. “O ministro da Educação, Abraham Weintraub, considera o crime bárbaro e inaceitável, e confia no trabalho das forças policiais e do Poder Judiciário para que o culpado seja punido”, diz o comunicado enviado a VEJA.
Veja
A maneira desrespeitosa e debochada com que grande parte da militância esquerdista geralmente se reporta ao empresário Luciano Hang, dono da Havan Lojas de Departamentos, traz à tona o profundo recalque , inveja e intolerância dessa militância com uma das pessoas que mais êxito teve na atividade empresarial, erguendo um grande rede de lojas de departamentos, apesar de fazê-lo na contramão de uma economia praticamente estagnada e arrasada pela política dos governos de esquerda que tomaram conta do país desde 1985,especialmente após 2003.
Mais do que um grande empreendimento, Luciano Hang conseguiu um verdadeiro milagre, ou seja, prosperar num país que mais valoriza a mediocridade e a corrupção.
Talvez seja oportuno recordar que esse empresário não é nenhum “riquinho” de berço, tendo sido antes operário da indústria têxtil, assim como também o foram os seus pais. Quem conhece de perto a sua cidade natal ,Brusque, Santa Catarina,que inclusive abriga a sede da Havan, certamente poderá observar a perfeita sintonia existente entre esse grande empreendedor e o “espírito” igualmente empreendedor acampado nessa bela,encantadora e progressista cidade do interior catarinense, que destoa muito da realizada “geral” brasileira.
Sem dúvida essa “implicância”incontida com o citado empresário se deve ao fato do seu crescimento ter se dado através do seu próprio esforço e capacidade, e por ser ele um dos empresários que ainda conseguem impulsionar um pouco uma economia quase falida ,gerando empregos por onde passa , ”apesar-dos-pesares”.
De fato, o “véio da Havan” deve causar muito desconforto e repulsa a todos aqueles que só valorizam o enriquecimento imoral ou denonesto , para os quais inclusive sempre “sonham” em ter acesso, e que invariavelmente acham certo o sujeito ganhar mais do que vale ,dentro ou fora da lei, numa espéc ie de “idolatria” à vagabundagem,à incapacidade , à improdutividade, e à própria corrupção ,a exemplo do grande contingente de burocratas e parasitas que impregnam as atividades dos serviços públicos e das agências políticas , produzindo igual a “zero” ,e consumindo igual a “dez”, e também aos da iniciativa privada dedicados ao lazer e divertimento da sociedade, como artistas e jogadores de futebol, que também nada produzem e ganham muito, porém sempre escapando “ilesos” das críticas esquerdistas, que preferem alvos equivocados, como Luciano Hang. Tudo sem falar, evidentemente ,dos ladrões “genéricos”,de toda espécie, nas atividades públicas e privadas.
A inversão e corrupção de valores, portanto,tem sido a principal característica da esquerda. Na sua pervertida ótica, quem pouco ou nada produz vale muito ,e quem muito produz vale nada ou pouco. Essa é a “lógica” esquerdista. É por isso que Luciano Hang se resume no “véio”,apesar de nem ter a idade “suficiente”.
É por isso que nesse mundo de corrupção e inversão de valores o preço que o empresário Luciano Hang tem que pagar ,em virtude do seu êxito empresarial e utilidade que tem para a economia e geração de empregos , sem dúvida é muito alto. Talvez esses medíocres que não o perdoam pelo seu sucesso sintam-se mais à vontade para desrespeitá-lo à vista da sua maneira de ser um pouco fora do comum, descontraída,expontânea,sincera,honesta,sem meias-palavras,algo que não passa pela “garganta” da esquerda , mais familiarizada e solidária com a roubalheira do erário, com a mentira, com a hipocrisia e com a falsidade.
Sérgio Alves de Oliveira
Advogado e Sociólogo
Por Machado da Costa, João Pedroso de Campos

NEGÓCIO FECHADO - Celso Amorim, Lula e John Kufuor, em Gana, em 2008: acertos combinados nas missões no exterior (Valter Campanato/Agência Brasil)
Homologada recentemente pela Justiça Federal e com detalhes antecipados pela coluna Radar, de VEJA, a delação de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil nos governos Lula e Dilma, traz no capítulo 21 uma descrição completa do esquema de roubalheira internacional montado pelo PT para obras realizadas em países como Gana, Venezuela, Cuba e Angola. Lula fazia os acertos com as autoridades estrangeiras e mandava a conta para o BNDES. Em troca dos juros camaradas do banco e do acesso aos mercados de fora, as empreiteiras superfaturavam o trabalho para poder irrigar o caixa petista com o pagamento de propinas. Antes da assinatura dos contratos já se sabia que muitos dos governos amigos não pagariam a conta. E como essa fatura tem sido quitada até hoje? Com o seu, o meu, o nosso dinheiro. Alguns projetos nem foram finalizados. Ficaram no lucro as construtoras e, é claro, o PT.
Segundo pessoas que tiveram acesso à delação e foram entrevistadas por VEJA, embora careça de provas, o testemunho de Palocci contém as peças que faltavam no quebra-cabeça da pilhagem nas obras internacionais do BNDES, abrindo essa parte da caixa-preta do banco. Ele mesmo uma peça importante no esquema, intermediando conversas com as construtoras envolvidas, o ex-ministro conta como as ordens de Lula chegavam, qual era a exata divisão do butim entre as empreiteiras e o porcentual de propina cobrado em cada projeto. Todas essas informações permaneciam inéditas, assim como a soma da roubalheira. Somente nesse pacote de contratos no exterior firmados entre 2010 e 2014, as empreiteiras nacionais faturaram mais de 10 bilhões de reais e pagaram propinas ao PT no valor total de 489 milhões de reais.
O CAMINHO DO COFRE – Estrada da Andrade Gutierrez, em Gana, e detalhe do documento de liberação: a obra rendeu ao PT cerca de 10 milhões de reais
O CAMINHO DO COFRE – Estrada da Andrade Gutierrez, em Gana, e detalhe do documento de liberação: a obra rendeu ao PT cerca de 10 milhões de reais (Google Street View/Reprodução)
O esquema no BNDES era complexo e, diferentemente do que ocorria no mensalão e no petrolão, sua operação ficava restrita à alta cúpula do partido. Tudo começava com uma visita de Lula a um mandatário amigo, como o angolano José Eduardo dos Santos ou o ganês John Kufuor. O petista e os presidentes companheiros fechavam um compromisso de ajuda financeira e, ato contínuo, representantes do famoso clube das empreiteiras — Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, OAS — visitavam os gabinetes dessas autoridades no exterior por meio de missões organizadas pelo Itamaraty e fechavam projetos a ser financiados pelo BNDES. O presidente do banco — primeiro Guido Mantega, depois Luciano Coutinho — aprovava o repasse da verba. Na sequência as construtoras entravam com processo a fim de obter os seguros necessários para tocar os trabalhos por meio do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), os quais eram aprovados prontamente pelos ministros da Camex. As empreiteiras, então, pagavam ao PT e às autoridades dos países onde haviam conseguido o projeto. Parte do esquema já tinha sido revelado pelas delações de Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo, da Andrade Gutierrez.
Do total de 489 milhões de reais em propinas pagas à alta cúpula petista entre 2009, no fim do segundo mandato de Lula, e 2014, ano em que culminou a reeleição de Dilma Rousseff, 364 milhões vieram da Odebrecht. Mais 100 milhões de reais saíram dos contratos da Andrade Gutierrez, que pagava um “pedágio” de 1% em cada um deles. A Queiroz Galvão tinha um acordo diferente: superfaturava em 10% suas obras, que renderam 25 milhões de reais ao esquema petista. Nunca na história deste país havia se montado uma estrutura tão grande e complexa para arrecadar propinas com obras no exterior com a ajuda do BNDES.
CALOTE – Fachada do Aeroporto de Nacala, em Moçambique: o país africano ainda não pagou a obra feita pela Odebrecht
CALOTE – Fachada do Aeroporto de Nacala, em Moçambique: o país africano ainda não pagou a obra feita pela Odebrecht (Brunno Fernandes/VEJA)
A pedra fundamental da roubalheira foi lançada em 15 de dezembro de 2009, quando quatro ministros, um secretário e dois assessores especiais sentaram-se à mesa da sala contígua ao gabinete de Miguel Jorge, então chefe da pasta do Desenvolvimento. Além de Jorge, que comandava a Camex, estavam presentes os ministros Paulo Bernardo (Planejamento), Antônio Patriota (Itamaraty) e Reinhold Stephanes (Agricultura); o secretário Nelson Machado (Fazenda); e os assessores Laudemir Müller (Desenvolvimento Agrário) e Sheila Ribeiro (Casa Civil). Na tarde daquela terça-feira, os oito aprovariam financiamentos estapafúrdios para Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão em quatro países: Cuba, Gana, Moçambique e Nicarágua. O custo dos projetos discutidos naquele dia somava 1,2 bilhão de dólares — em valores atualizados, aproximadamente 4,8 bilhões de reais. Todos renderam depois propinas ao PT e nenhum deles possuía justificativa técnica para ser aprovado.
Para Gana, país que quatro anos antes fora visitado por Lula e agraciado com uma linha de crédito no BNDES, foi aprovado o financiamento de 250 milhões de dólares para uma hidrelétrica que, um mês depois, soube-se que era impossível construir. A área de alagamento da barragem ultrapassaria a fronteira com o vizinho Togo, que não havia sido consultado. O contratempo não atrapalhou os planos de ninguém. Alguns meses depois, a obra foi simplesmente substituída por uma estrada de terra de 100 quilômetros, com o custo reduzido em exíguos 10 milhões de dólares. Ou seja, o negócio custou apenas 4% do valor de uma usina. A roubalheira era descarada e desafiava a lógica.
VERGONHA – Rio Grande de Matagalpa, na Nicarágua, obra financiada pelo BNDES devido à intervenção do governo (no detalhe do documento oficial): a hidrelétrica que deveria ser feita ali pela Queiroz Galvão nunca saiu do papel
VERGONHA – Rio Grande de Matagalpa, na Nicarágua, obra financiada pelo BNDES devido à intervenção do governo (no detalhe do documento oficial): a hidrelétrica que deveria ser feita ali pela Queiroz Galvão nunca saiu do papel (./.)
Como isso foi aprovado? A Andrade Gutierrez justificou o alto valor com dois tópicos: “benefícios e despesas indiretas”, o que correspondia a 33% do total, e “contingências e custos comerciais”, o equivalente a 7%. O corpo técnico do BNDES questionou a empresa sobre o que, exatamente, significavam as duas rubricas. A desculpa apresentada — e prontamente aceita pelos ministros da Camex — foi que os custos eram “compatíveis com as dificuldades com que as empresas estrangeiras podem se defrontar na operação em um novo mercado”. Na verdade, todas as reuniões e trocas de memorandos não passavam de jogo de cena. Já se sabia desde o começo que o negócio deveria ser autorizado, por mais absurdo que fosse. A prioridade, agora se confirma, era encher o caixa do PT.
A Odebrecht conseguiu aprovar um aditivo de 128 milhões de dólares para a construção da zona de desenvolvimento ao redor do célebre Porto de Mariel, em Cuba, e mais 300 milhões de dólares para duas obras em Moçambique: o Aeroporto de Nacala (entregue em 2014) e o Porto da Beira (que jamais saiu do papel). A hidrelétrica Tumarín, um projeto da Queiroz Galvão que contaria com a participação da Eletrobras para a construção na Nicarágua — uma promessa pessoal de Lula ao presidente Daniel Ortega —, não se materializou. O problema é que nem o regulamento do BNDES (por falta de garantias) nem a Eletrobras (por se tratar de um investimento no exterior) permitiam a empreitada, avaliada em 512 milhões de dólares. Mas um recado da Casa Civil, à época chefiada por Dilma Rousseff, destravou o negócio: “A Presidência da República tem todo o interesse nesse empreendimento”.
CARTÃO-POSTAL – Porto de Mariel, em Cuba: obras na ilha integraram pacote de propinas da Odebrecht fechado com Lula
CARTÃO-POSTAL – Porto de Mariel, em Cuba: obras na ilha integraram pacote de propinas da Odebrecht fechado com Lula (Yamil Lage/AFP)
Digitais da negociata foram detectadas pela primeira vez por uma investigação iniciada nos Estados Unidos, onde a Eletrobras teve a transação de seus papéis na bolsa de Nova York interrompida justamente por suspeita de fraude. A empresa perdeu mais de 600 milhões de reais devido aos esquemas criminosos em que se envolveu. Para se livrar do imbróglio, a companhia precisou contratar, ao custo de mais de 400 milhões de reais, o escritório Hogan Lovells, que detectou mais de 200 milhões de reais em propinas — só na construção-fantasma de Tumarín foram 25 milhões de reais.
Mas por que esses financiamentos eram liberados na Camex, e não dentro do próprio BNDES? A explicação: quem aprova ou reprova a liberação de verbas do banco a projetos internacionais é o Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (Cofig), formado por representantes técnicos e políticos. No entanto, as regras do órgão dizem que a aprovação dos repasses precisa ser unânime, e seus integrantes, quando deparavam com projetos, digamos, suspeitos, jogavam os processos para a Camex. Nas trinta atas obtidas por VEJA com exclusividade, que cobrem as reuniões entre 2007 e 2011, nenhum financiamento foi recusado.
NO ESQUEMA – Guido Mantega e Antonio Palocci: a roubalheira era comandada pela alta cúpula do governo petista
NO ESQUEMA – Guido Mantega e Antonio Palocci: a roubalheira era comandada pela alta cúpula do governo petista (Ueslei Marcelino/Reuters)
O caso mais famoso envolve um dos grandes filões internacionais da Odebrecht: Angola. O país, que era comandado por José Eduardo dos Santos desde 1979, absorvia 19% de todas as exportações de engenharia feitas pelo Brasil até 2009 — um valor que já superava 1 bilhão de dólares. A Odebrecht era dona de 85% dessa carteira — e queria mais. O Cofig teimava em dizer que Angola não dispunha mais de crédito perante o Brasil, pois o país estava inadimplente com o BNDES. Lula não queria saber. Ele receberia o ditador angolano em Brasília e pretendia, no final do encontro, anunciar a extensão da linha de crédito. Em agosto de 2010, há a aprovação de mais 200 milhões de dólares em crédito para o país africano, e Lula recebeu um forte abraço de seu amigo.
O apetite da Odebrecht era tão grande que já incomodava Palocci. Apesar de ser ele o arrecadador oficial da campanha de Dilma Rousseff, foi Paulo Bernardo, ministro do Planejamento de Lula, quem procurou Marcelo Odebrecht em 2011 para cobrar os 64 milhões de reais devidos pelo negócio realizado com Angola. Palocci se dizia cansado de ver a Odebrecht monopolizar os contratos naquele país e havia prometido a outras construtoras pedaços maiores do bolo de obras angolanas. Palocci, na verdade, não sabia que essa batalha estava perdida. Nos últimos dias de dezembro de 2010, quando Lula já se retirava do Palácio do Planalto, Emílio Odebrecht recebeu do filho, Marcelo, uma pauta com assuntos para tratar com o presidente. Emílio deveria abordar diversos contratos e discutir a continuidade do apoio à empreiteira. Emílio garantiu que seria mantida a “amizade”. Naquela mesma noite, fechou o acordo de 300 milhões de reais para as eleições de Dilma. A maior parte via caixa dois. As propinas internacionais, como se sabe agora, foram importantes para tornar essa amizade mais sólida — e lucrativa.
Publicado em VEJA de 28 de agosto de 2019, edição nº 2649
Veja
Por Da Redação

Maia afirma que doações foram legais e que confia no arquivamento do inquérito (Sergio Lima/AFP)
Em relatório conclusivo, a Polícia Federal (PF) atribuiu ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, e caixa dois, em investigações que envolvem a delação da Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato. Na planilha de propinas da Odebrecht, Maia é identificado como “Botafogo”. Segundo a PF, ele teria recebido 350 mil reais nas eleições de 2010 e 2014.
No dia 23, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin deu 15 dias para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decidir se oferece denúncia – ela também pode devolver com solicitação de novas investigações. O relatório, do dia 22, é assinado pelos delegados Bernardo Guidali Amaral e Orlando Cavalcanti Neves Neto.
Maia é a peça-chave no jogo político que envolve na Câmara projetos de grande impacto e interesse do governo Bolsonaro e do ministro Sergio Moro, da Justiça e Segurança Pública, como o pacote anticrime e a lei do abuso de autoridade, que provoca desconforto entre promotores, juízes e delegados.
A conclusão da PF que coloca Maia contra a parede ocorre em meio a um clima nervoso que paira entre delegados da corporação e o presidente Jair Bolsonaro. Nos últimos dias, o presidente tem declarado que é ele “quem manda” na instituição. Bolsonaro decidiu trocar, subitamente, o superintendente da PF no Rio, delegado Ricardo Saad.
Questionado por delegados que se insurgiram publicamente com seu gesto, ele disse que “não é um presidente banana”.
Reunidos em Salvador, na sexta-feira, 23, os delegados divulgaram carta defendendo a aprovação do projeto que dá autonomia à corporação. O projeto está na Câmara que Maia preside.
Segundo a PF, Maia e seu pai, Cesar Maia, ex-prefeito do Rio, praticaram crime eleitoral “na modalidade ‘Caixa 3’, ao apresentar apenas as informações de cunho estritamente formal das doações repassadas por empresas interpostas quando o verdadeiro doador era o Grupo Odebrecht”.
De acordo com o relatório, “Luiz Eduardo da Rocha Soares, delator da empreiteira, confirmou o que já havia mencionando em seu termo de colaboração e esclareceu que as doações de ‘caixa 3’ decorriam da necessidade da Odebrecht de realizar doações oficiais, mas não vinculadas ao seu nome, ocasião em que recorria a duas distribuidoras do Grupo Petrópolis, a Leyroz Caxias e a Praiamar, as quais efetivavam as doações oficialmente e posteriormente eram ressarcidas pela Odebrecht dos respectivos valores doados”.
A PF também diz que eles “cometeram o delito de lavagem de dinheiro quando, em 2010 e 2014, ocultaram e dissimularam a origem, com o objetivo de dar lastro e legitimar o recebimento valores indevidos com as doações eleitorais feitas pelo Grupo Petropolis e as distribuidoras de bebidas Praiamar e Leyroz, a pedido do Grupo Odebrecht”.
Veja também

PolíticaPF investigará incêndios criminosos na Amazônia, diz Moro

PolíticaDelegados da PF reagem a falas de Bolsonaro e reivindicam autonomia

PolíticaAtos em dezenas de cidades apoiam Bolsonaro e Moro e atacam Maia e o STF
A Polícia Federal afirma que “em setembro de 2010 ocorreu o recebimento de parte da vantagem indevida do delito de corrupção passiva, cerca de 100 mil reais, por parte da campanha de Cesar Maia ao cargo de Senador da República, com a intermediação de Rodrigo Maia, feito pelo Grupo Odebrecht, mediante a utilização de empresas parceiras do Grupo Petrópolis (Cervejaria Itaipava), as distribuidoras de bebidas Leyroz de Caxias, no valor de 80 mil reais e Praiamar Distribuidora, na quantia de 20 mil reais”.
Em 2014, acrescenta a PF, Rodrigo e Cesar Maia receberam 250 mil reais em vantagens indevidas, sendo 200 mil reais doados pela Praiamar para a campanha de reeleição de Rodrigo Maia ao cargo de deputado federal, e 50 mil reais doados pelo Grupo Petrópolis para a campanha de César Maia ao cargo de senador.
A PF também atribui os crimes a João Marcos Cavalcanti de Albuquerque (corrupção passiva), ex-chefe de gabinete de César Maia na Prefeitura do Rio, o empresário Walter Faria (lavagem de dinheiro), dono do Grupo Petrópolis, e Roberto Fontes Lopes, sócio e proprietário da Leyroz e da Praiamar (lavagem de dinheiro).
Em nota, Rodrigo Maia afirmou: “Sobre o relatório apresentado pela Polícia Federal, volto a afirmar que todas as doações que recebi em minhas campanhas eleitorais foram solicitadas dentro da legislação, contabilizadas e declaradas à Justiça. Nunca houve pagamentos não autorizados por parte da Odebrecht ou de qualquer outra empresa. A conclusão do relatório da Polícia Federal, portanto, não tem embasamento fático, comprobatório ou legal, já que foi baseado exclusivamente em palavras e planilhas produzidas pelos próprios delatores. Eu confio na Justiça e estou seguro que os fatos serão esclarecidos, e este inquérito, arquivado.”
Veja

Guarda Roupa Casal Paris II da Demóbile. Se você precisa de um móvel bonito, resistente e com espaço esse guarda-roupa é ideal. Perfeito para casais ele possui dois cabideiro, espelho, cinco prateleiras e espaço para guardar os sapatos. Tem seis gavetas externas e tudo com material ecologicamente correto,o que garante cuidado com o meio ambiente e a qualidade do produto.
Por Ernesto Neves

Joice Hasselmann e Carla Zambelli: união ficou no passado (Reprodução/Reprodução)
Expoentes do PSL, as deputadas Carla Zambelli e Joice Hasselmann trocaram acusações sobre as manifestações do último domingo (26) contrárias à Lei de Abuso de Autoridade. Carla questionou a ausência de Hasselmann no protesto da Avenida Paulista.
“Fato: Joice foi contra a manifestação de 26/05. Não a vi 30/06 e hoje, novamente, não esteve presente em apoio à Bolsonaro, Moro, Lava Jato e veto do Abuso de Autoridade. Ela está no ES desde ontem, João Doria estava em reuniões. Afinal, o que está havendo?”, escreveu.
A resposta veio em forma de torpedos de Joice.
“Enquanto essa criatura invejosa não produz nada para o Brasil, eu trabalho. Nesse fim de semana, falei sobre as reformas q o Brasil precisa, e as que vou encabeçar, para executivos de finanças em Pedra Azul. Sugiro à serpente que veja o mapa e o convite. A cobra ficou com ciúmes da homenagem?”, disse.
E prosseguiu:
“Como a inteligência não é o forte dessa senhora, vou explicar: eu estava falando do que nosso governo (Bolsonaro) está fazendo e ainda fará pelo país com minha ajuda e de outros que trabalham. Os encostados que queiram uma mamata pública e não um mandato não entram nessa lista”, afirmou.
Veja
Por Robson Bonin

Presidente da OAB, Felipe Santa Cruz (Twitter/Reprodução)
O ministro Luís Roberto Barroso extinguiu nesta segunda a interpelação apresentada pelo presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, contra Jair Bolsonaro, por causa das declarações dele contra o pai de Santa Cruz.
Bolsonaro disse, em julho, que sabia o que tinha acontecido com Fernando Santa Cruz, morto durante a ditadura militar e ainda insinuou que ele teria sido assassinado pelos próprios colegas ligados à esquerda.
Santa Cruz pediu então ao Supremo que o presidente fosse interpelado, o que foi feito.
Para Barroso, o papel da interpelação foi cumprido, pois o presidente da República apresentou explicações em juízo.
Veja

O Motorola Moto E5 platinum é o Smartphone que falta para você.Possui tela de Max Vision de 5.7”, 32GB de memória interna com expansão de até 256GB em cartão Micro SD, 2GB de memória RAM, tecnologia 3G/4G e processador Qualcomm Snapdragon 425 (MSM8917) Quad-Core de até 1.4GHz.Conta ainda com Android Oreo 8.0, câmera frontal com 13MP e frontal com 5MP e é dual chip.