Em emails anteriores à prisão, Marcelo Odebrecht dizia que Dilma sairia do Planalto “algemada”

Por Claudio Dantas

Novos e-mails entregues por Marcelo Odebrecht em sua delação premiada mostram que o executivo, em 2014, já admitia sua participação no petrolão e o envolvimento de toda a cúpula política.

O então presidente da Odebrecht reclamava constantemente do “autismo” de Dilma Rousseff, diante do avanço da Lava Jato. Num email de 29 de dezembro de 2014, Marcelo escreveu a seus executivos que a postura de Dilma a condenaria à “morte/impeachment”.

Era preciso, segundo ele, “fechar a caixa de Pandora” – em referência às contas na Suíça. “Se abrir lá fora e o procedimento de manter preso até falar continuar, não tem como este assunto não sair/continuar e não chegar nela.”

Marcelo estava certo de que executivos da Camargo Corrêa, da OAS e da UTC fariam acordos de colaboração que seriam fatais para Dilma e Lula. E chegou a ironizar: “Se OAS e UTC falarem, melhor ELA e o antecessor buscarem asilo em Cuba.”

Na mesma mensagem, alertou seus executivos sobre a iminência de uma nova operação, que aconteceria em janeiro de 2015, para prender “umas 60 pessoas” – demonstrando que tinha acesso a informações da investigação.

Segundo ele, o estrago seria grande para petistas e emedebistas. “Aí melhor Ela, o antecessor e todo o PT e PMDB buscarem asilo em Cuba.”

Noutra troca de emails, já no início de fevereiro, Marcelo Odebrecht usa tom mais ‘catastrófico’, ao afirmar que Ricardo Pessoa (UTC) e César Mata Pires (OAS) estavam “realmente dispostos a entregar todos eles (Lula, JW, Dilma…)”.

E previa destino ainda mais trágico para a então presidente da República.

“Ilusão alguém achar que morreriam sozinho (sic) quando tudo o que fizeram foi sob liderança do governo! A CCCC também está avançando bem na delação. Não haverá impeachment, teremos em breve ela saindo algemada do Planalto!”

O Antagonista

Em ofício a Guedes, Moro diz que corte de 32% em ministério inviabiliza serviços

Sergio Moro afirma que é preciso acréscimo de pelo menos R$ 3,71 bilhões ao orçamento deste ano

Orçamento proposto pela equipe econômica para 2019 é de R$ 2,61 bilhões

Orçamento proposto pela equipe econômica para 2019 é de R$ 2,61 bilhões | Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil / CP

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O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, pediu ao Ministério da Economia expansão de seu orçamento para 2020, sob o risco de, se não for atendido, inviabilizar as políticas da pasta e entrar em "alarmante cenário".

Segundo o ministro, o orçamento proposto pela equipe econômica, R$ 2,61 bilhões, representa um corte de 32% sobre o valor autorizado para 2019. Moro argumenta que para evitar "prejuízos à missão institucional" de seu ministério é preciso um acréscimo considerável a este valor: pelo menos R$ 3,71 bilhões.

"Embora compreenda os problemas decorrentes dos ajustes do teto de gastos, informo, respeitosamente, que o referencial monetário apresentado representa significa redução no orçamento deste Ministério, resultando em alarmante cenário de inviabilização de políticas públicas de segurança, cidadania e justiça essenciais para a sociedade brasileira", diz um dos ofícios enviados ao Ministério da Economia.

Segundo Moro, o orçamento proposto irá prejudicar ações de todos os serviços ligados ao ministério, como operações da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, mobilização da Força Nacional de Segurança Pública, emissão de passaporte, além de ações de combate ao tráfico ao crime organizado, à corrupção e à lavagem de dinheiro. Em levantamento feito em julho no ministério de Moro, registrado em um dos ofícios, há pedidos para mais de quintuplicar o orçamento de órgãos ligados a pasta, como a Força Nacional de Segurança Pública, que passaria de R$ 417,9 milhões, propostos pelo governo, para R$ 2,304 bilhões.

Em casos como o da PF, o MJSP pede mais R$ 311 milhões sobre o R$ 1,153 bilhão previsto. No mesmo documento, Moro afirma que um orçamento reduzido causará "inadiável corte nas ações de segurança pública, acarretando riscos a ações estratégicas e fundamentais para a missão institucional do Ministério".

As queixas de Moro foram registradas em três ofícios enviados em 21 de agosto ao ministério comandado por Paulo Guedes e fazem parte de negociações no governo para a elaboração do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2020. O texto será enviado ao Congresso até o dia 31 de agosto. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estado. A tramitação do processo na Economia indica que ainda não houve resposta ao ministro da Justiça e da Segurança Pública.


Agência Estado e Correio do Povo



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- "Moro é unanimidade no PSL"

Lenços Umedecidos Huggies Classic - 48 Unidades

Lenços Umedecidos Huggies Classic - 48 Unidades

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Adolescente buscava alvos aleatórios no ataque em Charqueadas, aponta investigação

Delegado pretende concluir inquérito sobre o crime até esta sexta-feira

Por Eduardo Amaral

| Foto: Mêlanie Albuquerque / Record TV RS / Especial / CP

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O  delegado, Marco Aurélio Schalmes, responsável pelo caso em que adolescente atacou escola em Charqueadas, descartou a possibilidade de o agressor ter procurado uma vítima específica. Na sexta-feira o adolescente disse que o alvo era outro aluno com quem ele estudou em 2015, porém aos policiais disse saber apenas o apelido. Durante as apurações, a Polícia Civil constatou que o desafeto não existia, e que ele na verdade entrou na escola procurando alvos aleatórios.

Na tarde da última quarta-feira, por volta das 13h10min, o adolescente invadiu a escola no bairro Vila Aços Finos Piratini e atacou alunos. Dois meninos de 14 anos, duas meninas de 12, uma de 13 e uma de 14 foram encaminhados para o Hospital de Charqueadas. Eles sofreram cortes superficiais e elas escoriações adquiridas no momento em que tentavam fugir. Todos já receberam alta.

As investigações apontam que ele buscou “inspiração” no atentado contra a escola Raul Brasil, em Suzano, no interior de São Paulo. O crime ocorreu no dia 13 de março deste ano.

Schalmes confirma que o agressor era um jovem retraído e de poucos amigos. “Ele tinha um isolamento social e questões familiares”, estes são dois elementos que podem ter interferido na ação. O celular do adolescente foi entregue à perícia e está sendo analisado. O delegado acredita que até sexta-feira deve concluir o inquérito.


Correio do Povo

Quatro dias após revitalização, Largo Açorianos é vandalizado em Porto Alegre

Secretário de Serviços Urbanos de Porto Alegre afirmou que prefeitura não irá se curvar a esta prática

Secretário de Serviços Urbanos de Porto Alegre afirmou que prefeitura não irá se curvar a esta prática

Secretário de Serviços Urbanos de Porto Alegre afirmou que prefeitura não irá se curvar a esta prática | Foto: Ramiro Rosário / Twitter / Divulgação / CP

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Quatro dias após a inauguração da revitalização do Largo Açorianos, no Centro de Porto Alegre, a estrutura do espaço coletivo amanheceu, nesta segunda-feira, vandalizado. A ocorrência de pichações foi registrada pelo Secretário de Serviços Urbanos de Porto Alegre, Ramiro Rosário, em sua conta pessoal no Twitter.

Conforme Rosário, a pasta não irá ceder para este tipo de crime. "Não iremos nos curvar ao vandalismo e voltaremos quantas vezes forem necessárias - e torcendo para que eles sejam presos na próxima vez", escreveu, na tarde desta segunda-feira. A equipe de limpeza urbana esteve no local fazendo a limpeza das pichações.



Revitalização

Com o custo de R$ 5,4 milhões aos cofres públicos, o Largo Açoriano foi entregue à comunidade na última quinta-feira. Devido a falta de recursos e um conjunto de problemas técnicos, a obra levou três anos para ser concluída. Conforme o secretário do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams), Germano Bremm, a expectativa do governo municipal é terceirizar a manutenção do espaço público, da mesma forma que ocorre com outros outras 70 praças da Capital. A privatização da manutenção é também considerada pelo prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB) como a melhor alternativa para a preservação do local.

Enquanto o Largo Açorianos não for adotado por uma empresa, a prefeitura será a responsável pela manutenção.


Correio do Povo


TECNOLOGIA

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BRASILEIRÃO

Vasco tem três dias para esclarecer cantos homofóbicos

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Brasil não pode aceitar “ataques” de Macron, diz Bolsonaro

Jair Bolsonaro acaba de publicar mensagens no Twitter em que volta a criticar Emmanuel Macron.

Bolsonaro relata que teve uma conversa com Iván Duque, presidente da Colômbia, em que trataram de um plano conjunto para a questão da Amazônia.

Em seguida, ele tuitou:

“Não podemos aceitar que um presidente, Macron, dispare ataques descabidos e gratuitos à Amazônia, nem que disfarce suas intenções atrás da ideia de uma ‘aliança’ dos países do G-7 para ‘salvar’ a Amazônia, como se fôssemos uma colônia ou uma terra de ninguém.”

Em outra postagem, Bolsonaro escreveu:

“Outros chefes de estado se solidarizaram com o Brasil. Afinal, respeito à soberania de qualquer país é o mínimo que se pode esperar num mundo civilizado.”

O Antagonista

Proposta da prefeitura busca proibir atividade de "flanelinhas"

Texto a ser protocolado na Câmara prevê multa de R$ 300 a R$ 600 por exercício ilegal da profissão

Atualmente, registrados em sindicato podem operar com uniforme

Atualmente, registrados em sindicato podem operar com uniforme | Foto: Alina Souza / CP Memória

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A Prefeitura quer proibir a atividade de guardadores de veículos nas ruas de Porto Alegre. A proposta do Executivo deve ser protocolada na Câmara de Vereadores, sob a justificativa de que os chamados “flanelinhas” constrangem motoristas, além de coagi-los e ameaçá-los, sobretudo em locais de grande movimentação, como a Orla do Guaíba.

A proposta define que cabe ao poder público, de forma exclusiva ou mediante concessão ou permissão, a exploração de estacionamento. O texto prevê que quem for flagrado desrespeitando a lei seja encaminhado para registro da ilegalidade da profissão, com pagamento de multa de R$ 300 ou R$ 600 – em caso de reincidência. A fiscalização fica a cargo de agentes de fiscalização, guardas municipais e agentes de trânsito e transporte.

“Existe uma relação entre essas infrações e a criminalidade como um todo. A contenção dessa atividade deve ser encarada como um importante elemento no combate à insegurança”, defende o prefeito Nelson Marchezan Junior.

Em 2017, uma proposta semelhante tramitou na Câmara de Vereadores. O projeto, que proibia a atividade dos guardadores de carros irregulares, era assinado pelo então vereador Wambert di Lorenzo, do PROS, mas não chegou a ir plenário. Seis anos antes, trabalhadores vinculados ao Sindicato dos Guardadores de Automóveis de Porto Alegre passaram a trabalhar usando uniforme na cidade.

Orla do Guaíba

Equipes da Guarda Municipal já fazem trabalho preventivo na Orla do Guaíba, atendendo a denúncias envolvendo flanelinhas irregulares. Com o aumento das ocorrências, a corporação passou a efetuar operações integradas com a Brigada Militar, Polícia Civil e Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) no combate aos abusos decorrentes da prática. De julho a agosto, foram realizadas nove ações, com 31 abordagens e cinco encaminhamentos a delegacias de polícia.


Rádio Guaíba e Correio do Povo

Câmara de Porto Alegre rejeita a admissibilidade do pedido de impeachment contra Marchezan

No voto, o vereador Roberto Robaina anunciou a coleta de assinaturas para criar uma CPI

Pedido contra o prefeito Nelson Marchezan Júnior foi rejeitado

Pedido contra o prefeito Nelson Marchezan Júnior foi rejeitado | Foto: Ricardo Giusti / PMPA / CP

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Com informações do repórter Luiz Sérgio Dibe

A Câmara de Vereadores rejeitou, por 22 votos a 11, a admissibilidade do pedido de impeachment contra o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), na tarde dessa segunda-feira. A proposta voltou a ser discutida depois de ter os debates suspensos na semana passada em uma sessão conturbada que culminou em retirada de quórum.

Votaram a favor da abertura do procedimento vereadores do PSol, PT, PDT, PSB e Novo. Uma falha no painel de votações obrigou os 33 votantes a declararem seu voto ao microfone no plenário.

No voto, o vereador Roberto Robaina (PSol) anunciou ter dado início à coleta de assinaturas para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com argumentos semelhantes aos da denúncia que orientou o pedido de impeachment.

As declarações no momento do voto propiciaram um princípio de confusão envolvendo Paulinho Motorista (PSB) e Wambert Di Lorenzo (PROS). Ambos expressaram divergências com relação ao voto do outro. A discussão aproximou os dois vereadores que continuaram discutindo em tom forte e gestos ríspidos. Os parlamentares foram contidos pelos colegas, sendo que Paulinho deixou o plenário logo em seguida. Mais tarde, ambos voltaram a se aproximar e selaram as pazes com um aperto de mãos. 

O líder do governo na Câmara, Mauro Pinheiro (Rede), manifestou-se após a votação criticando a posição de vereadores do PT, dizendo que "curiosamente bancada do PT votou a favor deste pedido de impeachment. Mas qualificou como golpe o impeachment de Dilma", postou na rede social.

Esse foi o quarto pedido de impeachment contra o prefeito rejeitado pelo plenário. A recente denúncia elenca uma série de irregularidades supostamente cometidas pelo prefeito. Entre elas, a prática de nepotismo, descumprimento de lei, irregularidades nas contratações do Banco de Talentos, favorecimento de empresas no transporte público, desrespeito no repasse de informações, assédio moral e locação irregular de um imóvel. 


Correio do Povo


VEREADORES BUSCAM ASSINATURAS PARA INSTALAR CPI

Lula quis demitir Meirelles para usar Banco Central para arrecadação eleitoral, diz Palocci

Por Claudio Dantas

Em sua delação premiada, Antonio Palocci conta que Lula quis demitir Henrique Meirelles do Banco Central – e substituí-lo por Luiz Gonzaga Belluzzo – para poder “fazer caixa” para a eleição de Dilma Rousseff, em 2010.

O ex-ministro relatou uma “reunião noturna” na piscina do Palácio da Alvorada, com a presença de Guido Mantega e José Carlos Bumlai. Segundo ele, Lula queria sua ajuda para convencer Meirelles a pedir demissão.

“Que Guido Mantega expôs a ideia de se utilizar informações do Banco Central no mercado financeiro; Que, segundo Guido, havia sido escolhido o banqueiro André Esteves, dado sua proximidade com o governo, para operar com as informações privilegiadas do Bacen.”

Palocci contou que contatou Meirelles, sem informá-lo das “reais intenções que o PT tinha ao retirá-lo da presidência do Banco Central”. Ainda segundo o delator, Lula depois mudou de ideia sobre a demissão, sem lhe esclarecer o motivo.

O Antagonista