Trump oferece ajuda a Bolsonaro para controlar incêndios na Amazônia

Presidente dos Estados Unidos afirmou que país está "pronto para fazer isso"

Países oferecem ajuda para conter queimada na Floresta Amazônica

Países oferecem ajuda para conter queimada na Floresta Amazônica | Foto: Carl de Souza / AFP / CP

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira que ofereceu ao presidente Jair Bolsonaro ajuda para combater os incêndios na Amazônia. "Acabo de falar com o presidente Jair Bolsonaro", tuitou Trump, enfatizando suas boas relações com Bolsonaro e as perspectivas comerciais futuras. "Disse-lhe que se os Estados Unidos puderem ajudar com os incêndios na floresta Amazônica, estamos prontos para fazer isso!".

Just spoke with President @JairBolsonaro of Brazil. Our future Trade prospects are very exciting and our relationship is strong, perhaps stronger than ever before. I told him if the United States can help with the Amazon Rainforest fires, we stand ready to assist!

— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) August 23, 2019

O posicionamento do governo Donald Trump era aguardado, depois de outras nações já terem emitido notas em sinal de preocupação com o tema. Desde que tomou posse, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) tem feito um movimento de aproximação com o presidente americano.

Líderes europeus, como o presidente da França, Emmanuel Macron, planejam discutir o tema no G7, grupo das nações mais ricas formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

Questionada, a Casa Branca ainda não se respondeu se Trump está disposto a debater o assunto com os europeus neste fim de semana, na França.
Trump tem se mantido em lado oposto aos europeus no debate sobre a proteção ambiental.

Ele retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris e, em junho, durante o G20, mais uma vez se manteve isolado diante da renovação de compromisso dos demais países em tomar medidas para conter a mudança climática.


Agência Estado, AFP e Correio do Povo

Hipócritas de plantão

Hipócritas são os indivíduos que não enxergam a si próprios e protagonizam comportamentos que evidenciam não estarem totalmente livres e esclarecidos, para que possam fazer escolhas ou emitir opiniões verdadeiras e conscientes! São pessoas que não conseguem conviver com a verdade, portanto tentam sufocar a realidade.
Julgar de forma consciente e racional uma ação, um fato (o desmatamento ou as queimadas na Amazônia) ou ainda um acontecimento é diferente de julgar a criatura (o presidente da República) intencionalmente e propositalmente envolvido, isto é uma impostura plena de mentiras e falsidades, refletidas na própria imagem de quem age conforme a seus interesses particulares.
Assim, a hipocrisia é a suprema perversão moral, cujos protagonistas em nossa Pátria são artistas, jornalistas, professores e políticos de esquerda e centenas de outros ignorantes e idiotas que impregnam o noticiário do dia a dia, com uma atmosfera plena de miasmas que salteiam entre os incautos e ingênuos com suas falsidades e mentiras virulentas.
Hipócritas de plantão são eles os eternos juízes da falsa e retrógrada moral ideológica, que vivem sentenciando veementemente tudo o que consideram como erros do atual governo. Gradativamente estão sendo condenados ao isolamento e repúdio (Globo, Veja, Folha, Estadão) por grande parte da sociedade esclarecida, como já vêm acontecendo de forma inconteste pela crescente falta de credibilidade, naturalmente constrangidos pelas posturas infelizes que adotaram!


Plínio P. Carvalho


Fonte: https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=10212906471131342&id=1677131654&fs=1&focus_composer=0

OS INCÊNDIOS “AMAZÔNICOS” DO PT E DO BOLSONARO NA OPINIÃO DA ESQUERDA E DA SUA MÍDIA

O que hoje as grandes mídia nacional e mundial estão fazendo em relação ao incêndio que atinge a Região Amazônica Brasileira,sem dúvida é pura patifaria.

Órgãos capacitados e insuspeitos garantem que o atual incêndio está dentro da média das que aconteceram nos últimos 15 anos. Mas apesar de passados somente 8 meses da gestão de Bolsonaro, o “barulho” feito , inclusive “lá fora” ,é muito maior que os “barulhos” anuais somados durante todo esse período de 15 anos de incêndios na floresta.

Tempos atrás me chamou a atenção uma reportagem que trazia informações sobre uma eventual redução do período anual de chuvas nessa região, de 15 (quinze) dias, que colocaria em alto risco de incêndio TODA a floresta amazônica, com trágicas repercussões na atmosfera terrestre e na própria vida.

O atual incêndio que ocorre na Amazônia abriu as portas da grande mídia e uma grande janela para governantes de esquerda de todo o mundo “abrirem a boca” contra o Brasil, invariavelmente esquecendo de tirarem o “rabo” da estrada que atravessaram e olharem para o que foi feito no passado dentro dos seus próprios países ,que tiveram o “direito” de eliminar as suas florestas ,deixando por conta dos “outros” a obrigação de produzir oxigênio para consumo deles próprios e de todo o mundo.

Não podemos esquecer que nesses 15 anos de incêndios na floresta amazônica, que foram da mesma intensidade média que o de hoje,13 deles estavam sob administração do PT,e a “fumaça” expelida para o espaço nesse período,”somada”,aos olhos da grande mídia e dos políticos e governantes esquerdistas de todo o mundo, teria sido menor que nesses poucos dias do incêndio “do” Bolsonaro que, ”coincidentemente”, repele a esquerda tanto quanto o diabo repele a cruz. Por que o “estrambelhado” Presidente francês, Emmanuel Macron,agora convoca reunião emergencial da cúpula do “G7” sobre o incêndio, quando durante o tempo anterior das “esquerdas” ninguém jamais havia feito isso? Por que esse alarde somente agora ?

Recém “esquentando” a cadeira presidencial onde senta , não há como culpar o atual Presidente, direta ou indiretamente, como responsável por esse incêndio. Nem que ele realmente quisesse essa “façanha”, deliberadamente , esse resultado seria conseguido. Bolsonaro não teria essa “competência “,essa “capacidade” ,que seriam necessárias para tanto.

Essa “culpa” do “capitão”, portanto, foi construída como arma da esquerda e da “sua” mídia para combater os governantes que não compactuam com essa ideologia, que infelizmente contaminou grande parte do mundo, inclusive as suas principais organizações, como a Organização das Nações Unidas, e a própria União Europeia.

Porém não se pode tirar totalmente o direito dos outros países de intervirem, na medida do justo e do necessário, nas questões internas dos diversos países que afetem, de uma ou outra maneira, a “saúde” e a “natureza” nos seus próprios países, e do próprio mundo, conforme o caso. E os incêndios ,na Amazônia Brasileira, e também nas “outras”, não restringem seus efeitos nocivos aos respectivos países onde ocorrem. “Contaminam” todo o Planeta. A “fumaça” e a poluição decorrentes não respeitam fronteiras geopolíticas.

É lógico que seriam bem-vindas quaisquer contribuições de fora para preservar a floresta amazônica, sem que ferissem a chamada “soberania” brasileira sobre a região. Mas tudo teria que ficar muito distante dos interesses ideológicos, políticos , econômicos, dos ambientalistas “oportunistas”, ou das ONGs de “vigaristas”, geralmente em mão das esquerdas.

Mas ao que parece o problema da Amazônia está mais na falta de inteligência do que na ausência de vontade e de recursos financeiros para resolvê-los. Essas tais “ONGs” ,por exemplo,”nadam” no dinheiro que ganham de todo o mundo e os seus resultados ambientais são pífios.

Talvez pudesse se cogitar do emprego de uma “mínima” inteligência para minimizar os riscos de incêndios de proporções devastadoras na região amazônica.

Por conseguinte , a ideia do “fatiamento” que o Senado “genialmente” adotou no impeachment de Dilma Rousseff poderia ser útil se transferido para a questão ambiental da Amazônia. Que tal dividir,”fatiar”, toda a Floresta Amazônica, em CORREDORES, de alguns quilômetros de largura, em distâncias um do outro a serem definidas, dentro dos quais seria permitido o livre desmatamento? Não seria bem melhor dar um aproveitamento econômico nessa madeira , ao invés dela ser destruída pelo fogo? E que esses “corredores” ficariam como estradas dividindo a floresta e interrompendo incêndios? E que poderiam,ademais,após a derrubada das árvores, servir para exploração da agricultura/pecuária? Sempre como um bloqueio aos eventuais incêndios ? E que a única despesa pública envolvida seria a compra de lápis e mapas para “dividir” e “fatiar” a Amazônia Brasileira? E não poderia surgir daí uma nova fonte de receita pública, mediante participação do Tesouro na exploração da madeira ?

Na verdade a configuração compacta e ininterrupta da “mata amazônica”, que pode ser observada por todos que a sobrevoam , impossibilita totalmente qualquer combate vitorioso aos seus incêndios. E nenhum enfrentamento pode ser feito por terra, devido à inacessibilidade oferecida por essa “mata fechada”. E por via aérea, nem toda a frota mundial de aviões contra incêndios daria “conta do recado”, devido à imensidão da floresta.

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado e Sociólogo

Pérola do Facebook–24.08.2019



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Temperaturas seguem amenas no RS neste sábado

Máxima em Porto Alegre deve chegar a 21°C

Sol aparece entre nuvens na Capital neste sábado

Sol aparece entre nuvens na Capital neste sábado | Foto: Alina Souza / CP

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As temperaturas seguem amenas no Rio Grande do Sul neste sábado. O sol aparece entre nuvens, e o dia começa com nevoeiro e neblina em algumas regiões, inclusive na grande Porto Alegre. O amanhecer deve ser frio, mas à tarde as temperaturas sobem.

De acordo com a MetSul Meteorologia, a presença do sol na parte da tarde faz com que as temperaturas fiquem amenas na maioria das cidades do Estado. Em grande parte dos municípios, as máximas devem ficar na casa dos 20°C. À noite, o frio retorna.

Em Porto Alegre, sol aparece entre nuvens. A mínima fica na casa dos 6°C, e a máxima deve chegar aos 21°C.

Mínimas e máximas no RS

Torres 9°C / 19°C
Erechim 6°C / 23°C
Passo Fundo 6°C / 22°C
Santa Cruz 6°C / 22°C
Livramento 2°C / 20°C
Pelotas 3°C / 19°C


MetSul Meteorologia e Correio do Povo

Presidente do Uruguai tem tumor maligno, confirma médico

Tabaré Vázquez anunciou que está com câncer de pulmão

Tabaré Vázquez em conferência das Nações Unidas

Tabaré Vázquez em conferência das Nações Unidas | Foto: John Moore / Getty Images North America / AFP

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O presidente uruguaio Tabaré Vázquez, de 79 anos, tem um tumor maligno no pulmão, confirmou seu médico nesta sexta-feira, após uma intervenção para diagnosticar a doença. "A presença de um tumor maligno foi confirmada", disse seu médico em um comunicado da presidência uruguaia. Vázquez, um oncologista que dedicou parte de sua ação política ao combate ao tabagismo e ao câncer de pulmão, "está em excelente estado e superou sem complicações a intervenção".

Com o tom tranquilo que o caracteriza, o presidente havia anunciado na terça-feira passada que havia descoberto um "nódulo pulmonar" com aparência maligna, o que lhe obriga a ser internado para obter um diagnóstico definitivo, que deverá ser disponibilizado nos próximos dias. O tratamento dependerá desse resultado.

A doença de Vázquez, que governa o Uruguai pela segunda vez desde 2015 e que termina seu mandato em março de 2020, surpreendeu o país em plena campanha presidencial para as eleições de 27 de outubro.

O presidente pertence ao Frente Ampla, que governa o Uruguai desde 2005 e que chegou por primeira vez ao poder liderado pelo próprio Vázquez. O presidente foi reconhecido e premiado por sua luta contra o tabaquismo e conseguiu tornar o Uruguai no primeiro país livre de fumaça de tabaco na América Latina em 2006, e o quinto do mundo, ao proibir fumar em espaços públicos fechados


AFP e Correio do Povo


FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO

Miguel Falabella apresenta filme "Veneza" em Gramado
Cinemateca Capitólio exibe curtas premiados em Gramado

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Madeleine Peyroux realiza show em Porto Alegre em setembro

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Porto Alegre recebe curso de atuação no gênero horror e suspense

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Pedra encontrada em Marte ganha nome dos Rolling Stones

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Taylor Swift lança álbum "Lover" e clipe da música principal

ARTE & AGENDA

Hasbro compra estúdio produtor de "Peppa Pig" por 4 bilhões de dólares

Apartamento 1d TOP na Bela Vista

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Infraestrutura completa

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Mais informações:
Luis Borges
e-mail:
luisaugustoborges@gmail.com
Fone: (51) 9 8039-0049

Nova fase da Lava Jato investiga beneficiários de planilha de lavagem de dinheiro

Mandados devem ser cumpridos em São Paulo e no Rio de Janeiro

Agentes da PF atuam hoje em São Paulo e no Rio de Janeiro

Agentes da PF atuam hoje em São Paulo e no Rio de Janeiro | Foto: Polícia Federal / Reprodução / CP

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A Polícia Federal (PF) cumpre 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ) nesta sexta-feira na 64ª fase da operação Lava Jato. As autoridades investigam crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro relacionada a recursos contabilizados em planilha denominada “Programa Especial Italiano”, gerida por grande empreiteira nacional.

Segundo a PF, a investigação trata de fatos abordados em diferentes inquéritos, impulsionada por um acordo de delação premiada. O objetivo da ação é identificar os beneficiários da planilha “Programa Especial Italiano” e do modus operandi de entregas de valores ilícitos a autoridades, bem como esclarecer a existência de corrupção envolvendo instituição financeira nacional e estatal petrolífera na exploração do pré-sal e em projeto de desinvestimento de ativos no continente africano.

A estimativa é que o esquema tenha gerado prejuízo de, pelo menos, 1,5 bilhão de dólares, o que equivale a cerca de R$ 6 bilhões. A operação foi batizada de Pentiti, que significa “arrependidos” e faz referência a termo empregado na Itália para designar pessoas que integraram organizações criminosas e, após suas prisões, decidiram se arrepender e colaborar com as autoridades para o avanço das investigações.


R7 e Correio do Povo


JORNAL COM TECNOLOGIA

Gamescom de Colonia abre espaço para o "retrogaming"

STF nega pedido de Lula contra atuação de Moro na Lava Jato

Decisão foi tomada por unanimidade entre os ministros da Segunda Turma da Suprema Corte

Diante da decisão a PGR não manifestou interesse em recorrer do voto de Fachin

Diante da decisão a PGR não manifestou interesse em recorrer do voto de Fachin | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

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A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) negou, por unanimidade, o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Foram contrários à solicitação de Lula os ministros Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Em licença médica, o ministro Celso de Mello não participou do julgamento virtual.

O processo foi analisado pelo plenário virtual após Fachin, relator dos processos relacionados à Operação Lava Jato no Supremo, negar o andamento ao pedido do ex-presidente em abril. "A irresignação não merece prosperar", escreveu o ministro na ocasião.

Diante da decisão monocrática, a PGR (Procuradoria-Geral da República) não manifestou interesse em recorrer do voto de Fachin.


R7 e Correio do Povo

FERNÁNDEZ, A CRIA DOS KIRCHNERS, SEM PERFIL PARA ‘POSTE’!

(O Estado de S. Paulo, 18) Candidato à presidência tem capacidade de negociar com as várias frentes políticas dissidentes e já indicou que não será marionete de Cristina.
Na quarta-feira, a sala 7 da Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires foi palco de uma aula de Teoria Geral do Delito lecionada pelo homem mais cotado para ser o próximo presidente da Argentina. A maioria obtida nas urnas nas eleições primárias do domingo passado não afastou o advogado Alberto Fernández de algumas de suas atividades cotidianas. Entre estas, estão dirigir o próprio carro da faculdade até seu escritório em San Telmo e levar para passear seu cachorro Dylan – o animal, cujo nome homenageia o cantor Bob Dylan, tem 61 mil seguidores no Instagram.
Fernández foi chefe de gabinete de Néstor e Cristina Kirchner entre 2003 e 2008, mas deixou o cargo por divergências com a presidente. A partir daí, Fernández se transformou em um crítico ferrenho do segundo mandato de Cristina. “Não vou me calar diante da má administração da economia que levou a Argentina novamente a ter déficit fiscal”, declarou Fernández em uma entrevista na TV em 2012. No mesmo ano, disse a uma rádio argentina: “O que era perverso em outros tempos se transforma em valioso agora. Era perversa a nova reeleição de (Carlos) Menem e é boa a nova reeleição da Cristina. Por quê? Era perversa a corrupção menemista, mas não é perversa esta corrupção revolucionária”, provocou.
Ele dava sinais de seu perfil político, que, segundo os analistas argentinos, está longe de ser o de marionete de Cristina: “Eu estou disposto a debater qualquer coisa, o que não estou disposto é a obedecer porque eu faço política, não estou em um quartel. Sou muito condescendente, o que não sou é um estúpido”, exclamou Fernández em um popular programa de TV, também em 2012.
Em 2017, o deputado nacional, neto de desaparecidos na ditadura militar e grande amigo dos Kirchners, Juan Cabandié, resolveu promover o reencontro entre Cristina e Fernández. A reconciliação ocorreu no mesmo ano das eleições legislativas nas quais a aliança de Mauricio Macri, Cambiemos, obteve um êxito. Começou ali a Frente de Todos, coligação que hoje reúne a ala peronista mais conservadora com os kirchneristas mais radicais.
Quando em maio a Argentina ainda tentava entender a recém-anunciada fórmula Fernández-Cristina, a ex-presidente apontava uma qualidade do que poderá ser o próximo presidente: “O país não precisa de alguém como eu, que divido, mas alguém como você, que soma”, teria dito Cristina a Fernández em telefonema para convidá-lo a integrar sua fórmula. A ex-presidente responde a 12 processos na Justiça. Se for eleita vice, ela conquistará automaticamente uma cadeira no Senado e manterá a imunidade parlamentar.
“Fiquei sabendo (da formação da chapa) minutos antes de entrar na prisão de Ezeiza para visitar o ex-vice-presidente Amado Boudou (vice de Cristina)”, lembra Juan Mutti, militante da juventude kirchnerista conhecida como La Cámpora. “Muitos companheiros ficaram surpresos, a maioria queria que ela encabeçasse a fórmula e outros diziam que ela tinha de sair de cena completamente. Para mim, foi uma jogada excelente para não polarizar Macri-Cristina!”, avalia.
Estilo. Torcedor do Argentino Juniors, Fernández faz uma campanha muito similar a sua personalidade. Sem grandes comitivas, aviões privados ou gurus de marketing, o advogado de 6o anos se vale mais de sua influência entre os políticos tradicionais do peronismo e do fato de ter sido homem de confiança de Néstor Kirchner.
No punho esquerdo, leva uma fitinha vermelha, das que os mais supersticiosos costumam amarrar no braço fazendo pedidos. Fã de Lula, em julho viajou até Curitiba para visitar o ex-presidente. Disse que a visita era uma forma de “chamar a atenção para a injustiça com relação à detenção dele”. Na biblioteca de seu escritório, há livros sobre o ex-presidente.
Ainda que Fernández seja considerado uma figura mais amável do que Cristina, não pode ser considerado um líder popular e carismático. Algo que o tem aproximado do público é a relação que mantém com o filho único, Estanislao. O jovem de 24 anos possui quase 70 mil seguidores no Instagram, onde está identificado pelo pseudônimo Dyhzy e se reconhece como drag queen e cosplayer. Em entrevista a uma rádio argentina em junho, Fernández foi questionado sobre o tema, até então evitado pelos jornalistas. Ele ressaltou o papel do filho na comunidade LGBTI. “Tenho orgulho do meu filho. Como não vou ter? Ele é militante dos direitos dessa comunidade. Ficaria preocupado se fosse um delinquente.”
Fernández filiou-se ao Partido Justicialista em 1983. Sua primeira candidatura ocorreu em 1999 à vice-prefeitura de Buenos Aires. Perdeu. Em 2000, elegeuse legislador com o partido Nuevo Encuentro. Mas abandonou o cargo em 2003 para assumir como braço direito de Néstor. A capacidade de negociar e dialogar com várias frentes políticas dissidentes talvez tenha sido o principal fator na decisão de Cristina de indicá-lo como candidato. “A grande estrategista é ela”, afirma o analista político Rosendo Fraga. “Fernández é o conector efetivo do kirchnerismo que atraiu e fez aceitável uma coalizão, pois representa uma figura moderada da qual o peronismo do interior do país aceita ser parte com uma aliança explícita ou por meio de uma cumplicidade passiva”, diz o pesquisador e especialista em comportamento eleitoral Patricio Tavalera.
“Acredito que Fernández não é um candidato poste, mas o candidato real, eleito por Cristina para ser o responsável por uma gestão que será muito complicada. Além disso, deve-se a ele a unidade do peronismo”, disse Julio Burdman, pesquisador do Instituto Argentino de Sociologia Política.
Segundo Rosendo Fraga, “na Argentina, quando o peronismo se une, ganha” – em parte uma boa explicação para o sucesso obtido nas primárias há uma semana. A vantagem de 15 pontos sobre a coligação de Macri fez com que Fernández se transformasse “em uma figura aceitável para a liga de governadores peronistas que tem uma malha de eleitores que não são parte do grupo de kirchneristas tradicionais. E a sua candidatura está regida por dirigentes políticos e governadores que representam esse eleitor peronista tradicional de direita”, explica Tavalera.
Resta saber até quando vai a trégua Fernández-Cristina. E, principalmente, se vai ser suficiente para superar os meses de recessão que o país tem pela frente, caso a dupla seja eleita.


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