País gera 43,8 mil empregos formais em julho, aponta Caged

Rio Grande do Sul é o segundo estado que mais fechou vagas

Região Sul criou apenas 356 vagas a mais para o período em 2019

Região Sul criou apenas 356 vagas a mais para o período em 2019 | Foto: Guilherme Testa / CP Memória

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Pelo quarto mês consecutivo, houve geração de emprego formal no país, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira, pelo Ministério da Economia. Em julho, foi registrada a abertura de 43.820 vagas de trabalho com carteira assinada, crescimento de 0,11% em relação ao estoque de junho. Na contramão do resultado nacional, Rio Grande do Sul apresentou saldo negativo de abertura de vagas.
O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo positivo em julho deste ano foi resultado de 1.331.189 admissões contra 1.287.369 desligamentos. Em julho de 2018, o resultado foi melhor: com saldo positivo de 47.319.
Nos sete meses do ano, foram criados 461.411 postos de trabalho (9.600.447 admissões e 9.139.036 desligamentos). Na comparação com o mesmo período de 2018, houve crescimento de 2,93%. O resultado de janeiro a julho deste ano é o melhor para o período desde 2014 (632.224).
Dos oito setores econômicos, sete contrataram mais do que demitiram em julho. O saldo ficou positivo na construção civil (18.721), serviços ( 8.948), indústria de transformação (5.391), comércio (4.887), agropecuária (4.645), extrativa mineral (1.049) e serviços industriais de utilidade pública (494). Apenas administração pública descreveu saldo negativo (315).

Resultados regionais

Segundo o ministério, nenhuma região do Brasil registrou queda de vagas no mercado formal de trabalho em julho. O maior saldo foi na Região Sudeste, com 23.851 vagas de emprego com carteira assinada, crescimento de 0,12%. Em seguida, vêm Centro-Oeste (9.940 postos, 0,30%); Norte (7.091 postos, 0,39%); Nordeste (2.582 postos, 0,04%) e Sul (356 postos, 0,00%).
A região sul apresentou o pior resultado com a criação de 356 postos de trabalho formal nos três estados. Das 27 unidades federais avaliadas, o Rio Grande do Sul apresentou o segundo pior saldo, com 3.648 vagas a menos que o mesmo período do ano passado. O pior resultado foi o do Espirito Santo, com mais de 4 mil postos fechados.

Reforma Trabalhista

Do saldo total de julho, 6.286 vagas foram resultado da reforma trabalhista, número equivalente a 14,34% do total. A maior parte destes empregos veio na modalidade intermitente (quando o empregado recebe por horas de trabalho), que teve saldo de 5.546 postos, principalmente em ocupações como alimentador de linha de produção, servente de obras e faxineiro.
Na categoria de trabalho em regime de tempo parcial, foram 740 vagas, em ocupações como faxineiro, auxiliar de escritório e operador de caixa. Em julho de 2019, houve 18.984 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, envolvendo 13.918 estabelecimentos, em um universo de 12.592 empresas. Um total de 45 empregados realizou mais de um desligamento mediante acordo com o empregador.


Agência Brasil e Correio do Povo


EXPOINTER

Acidente mata bovinos na ERS 122, em Farroupilha

Proposta de R$ 81,7 milhões vence licitação para instalação de relógios de rua em Porto Alegre

Empresa Brasil Outdoor terá 24 meses para concluir a instalação e ficará responsável pela conservação dos equipamentos

Por Christian Bueller

Abertura dos envelopes dos concorrentes ao edital ocorreu na Central de Licitações da Secretaria Municipal da Fazenda, no centro de Porto Alegre

Abertura dos envelopes dos concorrentes ao edital ocorreu na Central de Licitações da Secretaria Municipal da Fazenda, no centro de Porto Alegre | Foto: Alina Souza

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Com uma proposta financeira de R$ 81,7 milhões, a empresa Brasil Outdoor foi a vencedora da licitação para instalação dos novos 168 relógios de rua em Porto Alegre. A abertura dos envelopes dos concorrentes ao edital ocorreu nesta sexta, na Central de Licitações da Secretaria Municipal da Fazenda, no Centro. Após um período de recursos e a análise da habilitação da empresa, que pode durar até quatro semanas, uma nova etapa será a apresentação do protótipo, em um prazo de até 45 dias. Quatro empresas participaram da concorrência.

“Acredito que novembro será o mês da assinatura do contrato, que terá vigência de 20 anos”, explicou o presidente da comissão de licitação dos relógios, Eduardo Hack. Esta é a terceira tentativa do Executivo municipal para reativar os equipamentos, desligados desde 2015 ainda na gestão do ex-prefeito José Fortunati, quando foi rescindido o contrato com a empresa que realizava a manutenção dos relógios. Além de informarem hora e temperatura, os relógios serão dotados de câmeras de segurança, medidores de radiação solar e painel de mensagens ao cidadão, além de internet gratuita (wi-fi), por isso o protótipo é diferente dos equipamentos conhecidos pelos porto-alegrenses. Eles estarão em diversos pontos da cidade onde já há licenciamento ambiental.

A empresa terá 24 meses para concluir a instalação e ficará responsável pela conservação dos equipamentos. “A partir da ordem de início vencedora terá 90 dias para repassar os 20% do valor da outorga à Prefeitura. Os outros 80% serão pagos em 216 parcelas mensais a partir do 25º mês”, explica Hack. A previsão é que os relógios digitais de rua estejam implantados até o final de 2021, segundo a Secretaria Municipal de Parcerias Estratégicas.

A ideia da prefeitura é que Porto Alegre tenha relógios digitais da Ilha da Pintada até a Restinga. Os novos equipamentos deverão ter câmeras de videomonitoramento ligadas à rede de fibra óptica do município, agregando 168 novos pontos ao monitoramento do Centro Integrado de Comando da Cidade de Porto Alegre (Ceic), com o objetivo de ampliar o cercamento eletrônico da cidade.


Correio do Povo


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GRÊMIO

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Athletico-PR deve usar base titular contra o Grêmio neste sábado

GERAL

Prefeitura de Porto Alegre destrói cerca de 60 mil produtos irregulares

Queimadas na Amazônia geram apelo internacional

Publicado em 22 de ago de 2019

Incêndios vem ocorrendo deste o final de julho e chamou a atenção de autoridades por todo o mundo.
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"Ninguém vai botar a mão aqui", exclama Onyx sobre Amazônia

Ministro não teme a falta de apoio de países europeus quanto aos problemas enfrentados pela região

Por Christian Bueller

Onyx Lorenzoni esteve em Porto Alegre para uma reunião-almoço do Sinduscon-RS

Onyx Lorenzoni esteve em Porto Alegre para uma reunião-almoço do Sinduscon-RS | Foto: Alina Souza

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“Ninguém vai botar a mão aqui, não”. Em tom enfático, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, falou sobre a Amazônia e uma suposta “internacionalização” da floresta tropical durante reunião-almoço, nesta sexta, no Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), em Porto Alegre. Em entrevista após a palestra na entidade, ele reiterou que o “meio ambiente é uma bandeira” e não teme a falta de apoio de países europeus quanto aos problemas enfrentados pela região, como os recentes desmatamentos que repercutiram no mundo.

“Não tenho temor. Os partidos de esquerda da Europa tem dois propósitos: confrontar com o capitalismo e usar como instrumento de bloqueio para acesso de bens e produtos”, disse o ministro, que chamou de “bobagem” e “fake news” uma foto postada nas redes sociais pelo presidente francês Emmanuel Macron, que utilizou uma foto antiga da Amazônia para criticar as queimadas. Lorenzoni falou sobre a importância de uma parceria com os Estados Unidos visando a cobiça do exterior em relação à floresta brasileira. “Podemos ter ajuda deles para proteger e defender o território brasileiro. Vários países têm área da Amazônia, Bolívia, Venezuela, Guiana Francesa, mas a Amazônia brasileira é dos brasileiros”, reiterou.

O tom bélico contra as gestões do PT e PSDB ficou evidente quando o ministro foi perguntado sobre o Exército. “Eles destruíram, desestruturaram as Forças Armadas Brasileiras. Temos que nos preparar. Hoje, o temor é zero, mas o que será daqui a dois, três, cinco anos? Quem governa tem que fazer escolhas. Escolhemos fortalecer o Exército, a Marinha e a Aeronáutica”, relatou Lorenzoni. A ideia do governo, segundo o ministro, é unir os governadores, Palácio do Planalto e Exército para reforçar a “soberania nacional” no projeto de defesa da Amazônia.

O ministro falou em uma “ação orquestrada pelo viés ideológico” que prejudicou a imagem do Brasil no exterior. “Diplomatas brasileiros e funcionários de carreira do Itamaraty fizeram isso”, frisou. Segundo Lorenzoni, o interesse do parlamento europeu em suspender a importação de insumos brasileiros, como carne e grãos é para que países como a Irlanda e Escócia comercializem os seus produtos. “Eles gastam bilhões de euros subsidiando seus produtores”, disse, lembrando que o Brasil é um “competidor perigoso” na produção de vinhos e espumantes.

Sobre a instabilidade do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, após o pedido de estado de emergência do Acre motivado pelas queimadas, Lorenzoni foi direto: “Para quem teve Izabella (Teixeira), Zequinha Sarney (José Sarney Filho), (Carlos) Minc, não dá uma perna do Ricardo” concluiu.


Correio do Povo


REINO UNIDO

Boris Johnson pede ação internacional na Amazônia

FRANÇA

Macron revela oposição a acordo entre UE e Mercosul

Acre decreta estado de emergência por incêndios nas florestas

Queimadas clandestinas que ocorreram sem fiscalização do governo foram agravadas pela estiagem que atinge a região neste ano

Imagens divulgadas pela Nasa mostraram a fumaça de queimadas na floresta

Imagens divulgadas pela Nasa mostraram a fumaça de queimadas na floresta | Foto: Nasa / Divulgação / AFP / CP

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O governador do Acre, Gledson Cameli (PP), publicou nesta sexta-feira, decreto determinando de estado de emergência "em razão do desastre classificado e codificado como incêndio florestal". O decreto aponta atribuições especiais à secretaria estadual do Meio Ambiente, à Defesa Civil, às Polícias Civil e Militar e ao Corpo de Bombeiros. O ato também libera o governo a fazer compras relacionadas ao combate das chamas sem licitação pública.

A Polícia Militar foi orientada a atuar "de forma repressiva, segundo a legislação vigente" nos incêndios, enquanto o Instituto do Meio Ambiente do Acre (Imac) recebeu determinação de desenvolver campanhas de sensibilização da população "quanto ao uso do fogo como crime ambiental.

Todos os bombeiros disponíveis no estado serão direcionados para as ações de enfrentamento às chamas. Os agentes públicos poderão entrar nas casas dos cidadãos acreanos sem ordem judicial para determinar a pronta evacuação dos imóveis em caso de risco. Além disso, propriedades privadas podem ser usadas pelos agentes públicos "em caso de iminente perigo público", com eventual indenização ao proprietário feita posteriormente.

No começo do mês, por causa das queimadas e do desmatamento, o governo do Amazonas já havia decretado estado de emergência para Manaus e municípios do sul do Estado.

O Acre criou uma sala de situação para monitorar os incêndios e coordenar as ações de enfrentamento ao fogo, em que os órgãos atuarão em conjunto para mapear focos de incêndio e determinar estratégias de combate. Os atos estabelecidos no decreto têm validade de 180 dias. As queimadas clandestinas que ocorreram sem fiscalização do governo foram agravadas pela estiagem que atinge a região neste ano.

O decreto cita "risco de colapso no sistema de abastecimento" de água nos municípios de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri, Capixaba, Senador Guiomard, Rio Branco, Porto Acre, Acrelândia, Bujari, Sena Madureira, Manoel Urbano, Feijó, Tarauacá, e Cruzeiro do sul diante da seca que atinge o Estado, fator que contribui para o descontrole dos incêndios.

A falta de chuvas acarreta "considerável redução" dos níveis dos rios Acre, Purus, Envira, Tarauacá e Juruá, que abastecem essas 15 cidades, segundo o texto assinado pelo governador.

No começo de agosto, o governo do Amazonas já havia decretado situação de emergência em razão de queimadas em Manaus e região sul do estado. De acordo com dados divulgados pelo governo, 1.699 focos de calor foram registrados no Amazonas no primeiro semestre deste ano. A maioria deles (80%) só em julho, período em que há diminuição das chuvas.


Agência Estado e Correio do Povo

Arte&Agenda: Feira Women Power e show do Air Supply em Porto Alegre

Publicado em 23 de ago de 2019

O duo Air Supply retorna a Capital gaúcha para uma apresentação no Auditório Araújo Vianna.
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Tendência é acionar tropas do Exército, diz Bolsonaro sobre queimadas na Amazônia

Presidente determinou atuação de ministros para levantamento e combate dos focos de incêndio

Queimadas têm atingido região da Amazônia e causaram preocupação mundial

Queimadas têm atingido região da Amazônia e causaram preocupação mundial | Foto: Planet Labs, Inc / AFP / CP

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a "tendência" é que o governo acione tropas do Exército para auxiliar no combate aos incêndios na região amazônica, o que ocorreria por meio de uma operação de Garantia de Lei e da Ordem (GLO). "É uma tendência. A tendência é essa, a gente fecha agora de manhã", disse o presidente ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta sexta-feira. 

Bolsonaro lembrou que organizou uma "reunião muito grande ontem" no Planalto para discutir a situação - oito ministros participaram do encontro. "Discutimos muita coisa. O que estiver ao nosso alcance nós faremos", declarou o presidente. Em seguida, questionado por jornalistas se isso contemplaria liberação de recursos, ele disse que "o problema é recurso".

Na noite de quinta-feira, o governo publicou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) despacho determinando que todos os ministros adotem "medidas necessárias para o levantamento e o combate a focos de incêndio na região da Amazônia Legal para a preservação e a defesa da Floresta Amazônica".

As queimadas recordes na região amazônica vêm despertando forte preocupação dos governos europeus e da comunidade científica, com ampla divulgação negativa sobre o governo Jair Bolsonaro. A crise se intensificou após o presidente francês, Emmanuel Macron, falar em "crise internacional" a ser discutida pelo G-7, o grupo das nações mais ricas. Bolsonaro rebateu, dizendo que a sugestão "evoca mentalidade descabida no século 21" e ressaltou que o governo já está tratando do "crime" que ocorre na área.


Agência Estado e Correio do Povo


Acre decreta estado de emergência por incêndios nas florestas

Ibama autoriza contratação de brigadas federais para combater incêndios

Os brigadistas deverão atuar na região amazônica atingidos por queimadas

Imagens divulgadas pela Nasa mostraram a fumaça de queimadas na floresta

Imagens divulgadas pela Nasa mostraram a fumaça de queimadas na floresta | Foto: Nasa / Divulgação / AFP / CP

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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) a contratar brigadas federais para atuar em mais de 60 municípios de Estados da região amazônica atingidos por queimadas. A portaria com a decisão está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira e também libera a contratação desses profissionais para atuar em incêndios florestais em cidades de outros Estados do País.

A decisão levou em conta o estado de emergência ambiental reconhecido em abril pelo Ministério de Meio Ambiente nos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima e Tocantins.

De acordo com a portaria, a seleção das áreas críticas foi feita pelo Prevfogo, com base em critérios técnicos como: as detecções de focos de calor registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no período de 2013 a 2018; a presença de unidades de conservação federais, de terras indígenas e de projetos de assentamento rurais; e a cobertura de remanescentes florestais.

O Centro Especializado Prevfogo será responsável pela seleção, contratação, administração e gerenciamento das atividades das brigadas, "para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público".

Crise internacional

As queimadas recordes que atingem a região amazônica nos últimos dias vêm despertando preocupação dos governos europeus e da comunidade científica, com ampla repercussão negativa sobre o governo de Jair Bolsonaro. Ontem, o presidente francês, Emmanuel Macron, falou em "crise internacional" a ser discutida pelo G-7, o grupo das nações mais ricas. Bolsonaro rebateu dizendo que a sugestão "evoca mentalidade descabida no século 21" e ressaltou que o governo já está tratando do "crime" que ocorre na área.

Ainda ontem, o presidente Bolsonaro convocou uma reunião de emergência com oito ministros para tratar do assunto. Em seguida, editou um Diário Oficial da União (DOU) extraordinário para determinar a todos os seus ministros, em suas áreas de competência, que adotem "medidas necessárias para o levantamento e o combate a focos de incêndio na região da Amazônia Legal para a preservação e a defesa da floresta amazônica".

Participaram da reunião os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Ricardo Salles (Meio Ambiente), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Augusto Heleno (GSI), Tereza Cristina (Agricultura), Luiz Eduardo Ramos (Governo) e Jorge Oliveira (secretaria-geral da Presidência).

Nesta tarde, uma outra reunião ministerial será realizada para discutir as queimadas na maior floresta do mundo. Hoje cedo, o presidente indicou que enviará tropas do Exército para a região. Ele disse que essa é a "tendência". "A tendência é essa, a gente fecha agora de manhã", disse o presidente ao deixar o Palácio da Alvorada. A operação seria formalizada por decreto que autoriza o trabalho das equipes federais dentro da regra de Garantia de Lei e da Ordem (GLO).

Bolsonaro destacou que organizou uma "reunião muito grande ontem" no Planalto para discutir a situação. "Discutimos muita coisa. O que estiver ao nosso alcance nós faremos", declarou o presidente.


Agência Estado e Correio do Povo

Projeto oferece qualificação militar em Caxias do Sul (RS)

Publicado em 22 de ago de 2019

O objetivo é que uma vez encerrado o Serviço Militar, ele possa retornar para a sociedade tendo o um certificado de reconhecimento profissional da sua qualificação que obteve no Exército. A expectativa de que a certificação vai auxiliar numa inserção profissional em melhores condições.
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Tereza Cristina admite preocupação com embargos por queimadas na Amazônia

Ministra da Agricultura avaliou que é preciso "baixar a temperatura" das críticas globais

Ministra defendeu que Brasil sabe da importância da Amazônia e cuida da floresta

Ministra defendeu que Brasil sabe da importância da Amazônia e cuida da floresta | Foto: Antonio Araujo / Ministério da Agricultura / Divulgação / CP

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A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, admitiu nesta sexta-feira temor com possíveis embargos ao agronegócio brasileiro em decorrência da crise ambiental com as queimadas na Amazônia. "Acabei de saber das notícias e nos preocupa", afirmou, após evento em Brasília. Nesta sexta, o governo da Finlândia, que acumula a presidência rotativa da União Europeia (UE), pediu ao bloco que avalie a possibilidade de vetar a compra carne bovina brasileira. Na quinta, o presidente da França, Emmanuel Macron, também atacou o governo brasileiro.

A ministra, no entanto, avaliou que é preciso "baixar a temperatura" das críticas globais e ponderou: "Temos de separar o que é queimada e o que é incêndio. Temos de se fazer uma diferença entre esses dois acontecimentos, pois estamos vivendo uma seca grande. A Região Norte do Brasil às vezes fica seis meses sem chuva. Esse ano está mais seco e tem as queimadas maiores".

Tereza Cristina lembrou que incêndios florestais ocorrem em vários lugares do planeta em épocas de estiagem e citou como exemplos os ocorridos na Califórnia, estado norte-americano exemplo de preocupação com o meio ambiente, segundo ela, além de outras regiões. "Acho que eles precisavam saber primeiro o que está acontecendo no Brasil antes de tomar qualquer tipo de medida. Houve incêndio em Portugal, esse ano, houve incêndio na Sibéria e o Brasil não questionou", disse a ministra.

Para ela, o governo brasileiro tomará medidas emergenciais para o combate ao fogo em localidades da floresta amazônica, a serem anunciadas nesta sexta pelo presidente Jair Bolsonaro. "A Amazônia é importante, o Brasil sabe disso e cuida da Amazônia. Vamos para ação, ver quem está queimando e punir quem precisa ser punido", afirmou. Segundo a ministra, produtores rurais também estão preocupados, pois também são prejudicados por incêndios, principalmente em palhadas que cobrem e protegem a terra entre a colheita de uma cultura o plantio de outras.

"Não se pode dizer que porque temos um incêndio ou queimada acontecendo na Amazônia o agronegócio brasileiro é o grande destruidor e vamos fazer barreiras comerciais", afirmou. "Vamos fazer o papel de bombeiro e não colocar notícias mais alarmantes do que já querem imputar ao País e aos produtores brasileiros", concluiu.


Agência Estado e Correio do Povo