O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse na noite de hoje (22) considerar “a retomada da confiança o elemento crucial para a recuperação da economia”, no evento As Melhores da Dinheiro, feito na capital paulista. Para Goldfajn, é fundamental perseverar nos ajustes e na reforma da economia brasileira para reduzir incertezas e oferecer perspectivas de crescimento sustentável, além de uma inflação baixa e estável no futuro.
“Para isso, temos que fortalecer o arcabouço de política econômica que já se mostrou exitoso no passado. Eu me refiro especificamente ao tripé macroeconômico formado por responsabilidade fiscal, que são as reformas, os ajustes fiscais; controle da inflação, que é nossa busca da meta; e o regime de câmbio flutuante, que permite que o câmbio seja um amortizador de choques”, disse.
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, defendeu ações do governo relacionadas ao balanço do setor públicoMarcelo Camargo/Agência Brasil
No entanto, o presidente admitiu que há ainda desafios internos relevantes no país. “No mercado de trabalho, observamos ainda a continuidade do aumento da taxa de desemprego e há perdas do rendimento real dos trabalhadores, embora em ritmo menor do que no passado recente”.
Goldfajn defendeu ações do governo relacionadas ao balanço do setor público, como a PEC 241, que estabelece o teto de gastos das contas públicas, e a reforma da Previdência. Segundo ele, essas ações são importantes para a retomada da confiança.
Sobre a economia internacional, o presidente do BC acredita que o mundo vive o que chamou de “interregno [interrupção passageira] benigno” para economias emergentes como o Brasil. “Esse cenário oferece simultaneamente condições favoráveis de financiamento e alguma recuperação da atividade global. Isso ocorre porque o ritmo de crescimento da economia global não é forte o suficiente para retirada dos estímulos monetários na maioria das principais economias. Nem é fraco o bastante para desencadear aumento de aversão ao risco dos investidores internacionais com efeitos adversos sobre a disponibilidade de fontes de financiamento ou para empatar a demanda por nosso bens”, disse.
A maioria dos jovens reconhece a importância da educação e gosta da escola onde estuda, mas não está feliz com as aulas que tem. É o que mostra uma pesquisa feita em todo o país com 132 mil estudantes de 13 a 21 anos da rede pública e particular.
Só 1 em cada 10 jovens está satisfeito com as aulas e os materiais pedagógicos. Entre as atividades oferecidas pelas escolas, as artísticas são as preferidas. Mas 69% indicam que não há atividades e oficinas culturais na escola.Leia mais
A União Europeia estuda a possibilidade de cobrar uma taxa para permitir a entrada de estrangeiros isentos de visto. Isso afetaria inclusive os brasileiros.
Esse sistema seria só uma parte de uma iniciativa da Comissão Europeia para tornar mais seguras as fronteiras externas, depois de casos de terrorismo e da imigração descontrolada.Leia mais
A Justiça do Rio de Janeiro bloqueou R$ 9,8 milhões da conta bancária do Comitê Organizador da Rio-2016. A decisão foi tomada a pedido da empresa ucraniana Euromedia, contratada para fornecer faixas e banners para os locais de competição.
A Euromedia alega ter trabalhado para o Comitê Rio-2016 sem receber os valores combinados pelo serviço. E que também teve o contrato rescindido unilateralmente sem acerto de contas.Leia mais
Renato Aragão e Dedé Santana não terão participação fixa na nova versão de Os Trapalhões na Globo. A proposta da emissora é seguir o modelo da Escolinha do Professor Raimundo e renovar todos os principais personagens.
Didi e Dedé devem participar da atração eventualmente apenas como convidados especiais.Leia mais
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse hoje (22) que a Polícia Federal não agiu irregularmente no cumprimento do pedido de prisão do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, ocorrida nesta quinta-feira (22), e afirmou que o episódio não gera nenhum desgaste para a Operação Lava Jato.
Ao deflagrar nesta manhã a 34ª fase da operação, o juiz federal Sérgio Moro decretou a prisão temporária de Mantega junto com outras ordens de busca e apreensão. Quando chegaram à casa do ex-ministro, em São Paulo, porém, os policiais federais descobriram que ele estava no Hospital Albert Einstein acompanhando a esposa nos preparativos de uma cirurgia, e foram até o saguão do hospital se encontrar com ele.
"Não houve nenhuma irregularidade no cumprimento da prisão porque foi solicitada pelo Ministério Público Federal. Houve decretação da prisão pelo Poder Judiciário, pelo juiz Sérgio Moro. Como em toda operação, endereços conhecidos são passados à PF, que foi a esses endereços. Ao não localizar, a PF entrou em contato, foi o próprio ex-ministro que informou o local [do hospital], e disse que desceria até a recepção encontrar", informou Alexandre de Moraes.
A prisão de Mantega no hospital foi criticada. A esposa dele está tratando um câncer.
No início da tarde, o juiz federal Sérgio Moromandou soltar o ex-ministro. Ele afirmou que, diante do quadro de saúde da esposa do ex-ministro e como as buscas e apreensões de documentos nos endereços residenciais e comerciais dos investigados já foram feitas, não há mais a necessidade de mantê-lo detido, já que ele não pode mais interferir na coleta de provas.
De acordo com o ministro da Justiça, o que os policiais fizeram foi apenas cumprir a determinação judicial, e, após tomarem conhecimento do fato, se dirigiram ao Albert Einstein em carro descaracterizado. Ele lembrou que o juiz reafirma a legalidade da decisão no mandado de soltura, mas ressaltou que nem ele nem os procuradores do Ministério Público sabiam da situação em que se encontrava a esposa do ex-ministro.
"Não acredito que crie nenhum desgaste [à Operação Lava Jato], até porque o fato superveniente foi essa questão humanitária. Assim que foi levado em consideração pelo juiz Sérgio Moro, ele determinou a revogação da prisão. O fato era desconhecido anteriormente", afirmou Moraes.
Obesidade e violência são desafios aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
A ampliação do acesso à saúde e planejamento familiar e a redução da mortalidade materna e infantil estão entre as melhorias alcançadas pelos países na busca por alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Apesar dos avanços, a obesidade infantil, o consumo de álcool e as mortes causadas pela violência continuam sendo obstáculos significativos para muitas nações no cumprimento das metas.
As conquistas e desafios estão listados no estudo Global Burden of Disease (GBD), divulgado esta semana. O relatório analisou o progresso de 188 países em 33 indicadores relacionados à saúde. Os países foram classificados por pontuações em uma escala de zero a 100 e divididos em cinco categorias, com base em uma combinação entre educação, fertilidade e renda per capita. Segundo o estudo, esta nova categorização ultrapassa a definição de “desenvolvidos versus em desenvolvimento”.
A Islândia ficou no topo da lista com uma pontuação de 85. No final do ranking está República Centro-Africana, com 20 pontos. O Brasil está na 90ª posição, com 60 pontos, seguido de Indonésia, China e Oman (todos com 60 pontos). De todos os indicadores em que foi avaliado, o Brasil obteve seu pior resultado no quesito “violência”.
A Colômbia ficou na 88ª posição, com 61 pontos; e a Venezuela em 78ª, com 62 pontos. Argentina (52ª) e Chile (54ª) ficaram com 67 pontos.
Mortalidade infantil
O estudo destacou o progresso feito pelo Brasil na redução da mortalidade infantil, eliminando quase 50% das mortes de crianças menores de 5 anos, nos últimos 15 anos. Em 2000, 31 crianças morriam para cada mil nascidos vivos no Brasil. Esse número caiu para 17 em 2015.
Segundo a pesquisa, o mundo obteve, nos últimos 25 anos, uma melhora significativa na sobrevivência materna e infantil. Além disso, muitos países têm atualmente maior acesso a serviços essenciais de saúde, especialmente às terapias antirretrovirais para o tratamento do HIV, e menos pessoas estão morrendo por beber água contaminada e por falta de saneamento, assim como pela poluição do ar.
Mais de 60% dos 188 países analisados no relatório têm taxas de mortalidade materna abaixo de 70 mortes por 100 mil nascidos vivos, atingindo a meta dos ODS, definidos em setembro de 2015 pelas Nações Unidas. Por outro lado, nenhuma nação atingiu o objetivo de acabar com o excesso de peso infantil, ou eliminar totalmente as doenças infecciosas como o HIV ou a tuberculose.
O presidente Michel Temer reuniu-se, na manhã de hoje (22) com o jornalista Eduardo Oinegue, profissional encarregado de preparar um plano estratégico para as várias áreas de comunicação do governo federal. No encontro, foi apresentada a primeira proposta para o plano que tem, como objetivo “colocar a comunicação no centro das decisões governamentais”.
Apesar de não entrar em detalhes sobre o plano estratégico, o Palácio do Planalto informou, por meio de nota, que o presidente pretende nomear um porta-voz para auxiliá-lo no dia-a-dia.
De acordo com a nota, a ideia é colocar um diplomata no cargo. Outros pontos relativos ao plano estratégico ainda estão sob estudo de Temer e sua equipe.
A economia do Brasil vai ter a maior diminuição entre as grandes economias do mundo em 2016. E essa queda deve continuar em 2017, é o que diz um relatório publicado pela ONU. O PIB deve cair 3,2% neste ano.
No geral, o PIB mundial deve crescer 2,3%, abaixo do desempenho de 2015. O crescimento dos EUA pode ficar, pela primeira vez em sete anos, abaixo do da União Europeia.Leia mais
O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, ficou em 0,23% em setembro. Esse é o menor valor para o mês desde 2009. O resultado mostra desaceleração em relação a agosto, quando o indicador havia mostrado alta de preços de 0,45%.
Mais uma vez, os alimentos foram os principais responsáveis por esse resultado no mês. Eles ficaram 0,01% mais baratos, depois de terem subido 0,78% em agosto.Leia mais
O jornalista e consultor político Eduardo Oinegue recusou o convite para ser porta-voz do presidente Michel Temer. Antes dele, o jornalista Heraldo Pereira também já havia se negado a assumir o cargo.
Apesar de ter recusado o cargo, Oinegue teria entregue a Temer uma proposta de plano de comunicação, segundo o governo. De acordo com esse plano, o escolhido para a função de porta-voz do governo deve ser um diplomata.Leia mais
O novo modelo para o ensino médio, apresentado pelo governo Michel Temer (PMDB), traz a maior alteração já feita na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996. Entre as mudanças está o fim da obrigatoriedade de disciplinas de artes e educação física e a inclusão de incentivos para a expansão do ensino em tempo integral.
A proposta ainda vai ao Congresso. Parte das mudanças deve ser implantada já em 2017.Leia mais
TCU libera temporariamente programa de reforma agrária no país
O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu temporariamente parte da medida cautelar que havia paralisado o Programa Nacional de Reforma Agrária no país. A medida atende a uma solicitação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que apresentou um plano de providências ao Tribunal para sanar as irregularidades apontadas.
Em abril, o TCU mandou paralisar a seleção e assentamento de novos beneficiários da reforma agrária por causa de suspeita de irregularidades na concessão de benefícios a 578 mil cadastrados no programa.
Ao liberar temporariamente parte do programa, o TCU entendeu que grande parte dos beneficiários identificados com suspeita de fraude foram classificados dessa forma principalmente por falhas nos cadastros e banco de dados do Incra e não necessariamente por ação do agricultor. O Tribunal determinou que seja exigida do agricultor familiar a documentação necessária para comprovação da regularidade com o Programa Nacional de Reforma Agrária para o acesso a benefícios como crédito rural e assistência técnica.
O Tribunal também solicitou que o Incra encaminhe um relatório mensal atualizado das providências adotadas e resultados alcançados durante a vigência da suspensão da medida cautelar.
Temer não vai mais à Colômbia para assinatura de acordo de paz com as Farc
O presidente Michel Temer decidiu não viajar na próxima semana para a Colômbia, onde participaria da assinatura do acordo de paz entre o governo de Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), na segunda-feira (26). Temer preferiu ficar no Brasil para cuidar de “questões internas”, já que planeja outras viagens internacionais nas próximas semanas.
O Palácio do Planalto avalia que Temer já deu a atenção diplomática necessária ao país vizinho na questão, inclusive tendo se encontrado com Santos na última terça-feira (20), em Nova York, onde os dois estavam para a Assembleia Geral das Nações Unidas. Além disso, em seu discurso no debate geral da assembleia, o presidente brasileiro elogiou o acordo.
No próximo dia 3 de outubro, Temer deve embarcar para a Argentina, a convite do presidente Maurício Macri, e há a expectativa de que ele aproveite a viagem para visitar o Paraguai e o Uruguai. Nos dias 15 e 16, o presidente vai à Índia para a reunião do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
O conflito armado entre as Farc e o Exército colombiano, que já durava cinco décadas, é considerado o mais antigo da América do Sul. Em seus anos de maior atuação, o grupo chegou a cometer sequestros, ataques e assassinatos para defender seus ideais, entre eles a reforma agrária e a criação de um Estado socialista.
Supremo voltará a julgar desaposentação no mês que vem
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 26 de outubro a retomada do julgamento sobre a possibilidade de o aposentado pedir a revisão do benefício por ter voltado a trabalhar e a contribuir para a Previdência Social. A decisão sobre a validade da desaposentação foi suspensa em 2014 por um pedido de vista da ministra Rosa Weber.
Até o momento, o plenário do Supremo está dividido em relação à validade do benefício, que não é reconhecido na legislação da Previdência Social, mas segurados têm ganhado ações na Justiça para obter a revisão da aposentadoria.
O plenário do Supremo está dividido em relação à validade do benefícioWilson Dias/Agência Brasil
Em um dos recursos, os ministros analisam o caso de um aposentado que pediu ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a interrupção do pagamento da atual aposentadoria por tempo de serviço e a concessão de um novo benefício por tempo de contribuição, com base nos pagamentos que voltou a fazer quando retornou ao trabalho.
Antes da interrupção do julgamento, o ministro Luís Roberto Barroso, relator das ações principais sobre o assunto, admitiu a desaposentação e estabeleceu critérios para a Previdência Social recalcular o novo benefício. Marco Aurélio não reconhece o termo desaposentação, mas entendeu que o recálculo pode ser feito.
Os ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki votaram pela impossibilidade dos aposentados pedirem um novo benefício. Segundo Zavascki, a lei considera que a contribuição do aposentado tem finalidade diferente em relação aos pagamentos feitos pelo trabalhador comum.
Durante o julgamento, o ministro Luís Roberto Barroso reconheceu a desaposentação, o ministro entendeu que o pedido de revisão deverá levar em conta o tempo e o valor de todo o período de contribuição, englobando a fase anterior e posterior da primeira aposentadoria.
Em contrapartida, a idade do contribuinte e sua expectativa de vida serão contadas de acordo com o primeiro benefício, a menos que o aposentado decida devolver o valor que já recebeu.
A aposentadoria é calculada de acordo com a média da contribuição. O valor é multiplicado pelo fator previdenciário, cálculo que leva em conta o tempo e valor da contribuição, a idade e expectativa de vida.
Português e matemática serão os dois únicos componentes curriculares obrigatórios nos três anos do ensino médio, de acordo com o novo modelo para a etapa anunciado hoje (22) pelo governo. A definição está em medida provisória (MP) assinada pelo presidente Michel Temer. Atualmente, a etapa tem 13 disciplinas obrigatórias para os três anos.
A MP prevê a flexibilização do ensino médio com o objetivo de torná-lo mais atraente para o jovem, segundo o ministro da Educação, Mendonça Filho. Os componentes curriculares que deverão ser ensinados no período obrigatoriamente serão definidos na Base Nacional Comum Curricular, que começará a ser discutida no próximo mês e deverá ser definida até meados do ano que vem, segundo o Ministério da Educação.
De acordo com a medida provisória, cerca de 1,2 mil horas, metade do tempo total do ensino médio, serão destinadas ao conteúdo obrigatório definido pela Base Nacional. No restante da formação, os alunos poderão escolher seguir cinco trajetórias: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas - modelo usado também na divisão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - e formação técnica e profissional.
“O novo ensino médio tem como pressuposto principal o protagonismo do jovem. Hoje é bastante engessado. Esse modelo caminha na direção da flexibilidade”, disse Mendonça Filho.
Arte e Educação Física
O texto, que modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996), determina o fim da obrigatoriedade do ensino de arte e de educação física no ensino médio. As disciplinas serão obrigatórias apenas no ensino infantil e fundamental.
As mudanças passarão a valer 180 dias após a publicação da Base Nacional, ou seja, não modificam o atual currículo. De acordo com o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Silva, a intenção é enxugar na lei as obrigatoriedades do ensino médio. “Agora a Base Nacional tem que dizer o que é e o que não é obrigatório nesse um ano e meio. Se eu vou definir ênfases, como eu posso ter todos os conteúdos do mundo? Se eu digo que os 13 conteúdos são obrigatórios?”, questionou.
Segundo Silva, artes e educação física, assim como conteúdos como filosofia e sociologia certamente estarão garantidos na Base Nacional Curricular Comum e poderão voltar a ser obrigatórios.
Idiomas
O inglês passa a ser a língua estrangeira obrigatória que deverá ser ensinada em todas as escolas de ensino médio. Outros idiomas podem ser ensinadas em caráter optativo.
A MP abre a possibilidade que os estados tenham mais autonomia nas decisões referentes a essa etapa da educação básica. Um sistema de ensino poderá, por exemplo, definir um sistema de crédito, no qual um aluno cursa determinados períodos e, caso deixe a escola, possa retomar o curso de onde parou e não tenha, necessariamente, que cursar um ano inteiro.
Também está previsto na MP que os créditos adquiridos pelos alunos nesse caso poderão ser aproveitados no ensino superior, após normatização do Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologação pelo MEC. Ao entrar na universidade ou no ensino tecnológico, a trajetória escolar do aluno será considerada e ele não precisará cursar matérias que envolvem conhecimentos e competências que já possui.
Carga horária
A reforma também determina que a carga horária mínima anual da etapa deverá ser progressivamente ampliada para 1,4 mil horas, o que tornará o ensino médio integral, com 7 horas por dia.
A expectativa do MEC é que as primeiras turmas que seguirão a formação de acordo com o Novo Ensino Médio começem em 2018, após a aprovação da Base e da MP pelo Congresso Nacional. Não há prazo para que as redes de ensino se adequem às mudanças, mas o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) trabalha com o cronograma do Plano Nacional de Educação (PNE), que deve ser implementado até 2024.
Ensino técnico
Entre as trajetórias que os estudantes poderão escolher está a formação técnica. Os alunos serão certificados e seus itinerários formativos permitirão a continuidade dos estudos. Essa oportunidade de formação vai ocorrer dentro do programa regular, sem a necessidade de o aluno estar cursando o período integral. No ensino técnico, os alunos poderão ser certificados a cada etapa que cumprirem, recebendo uma certificação das competências adquiridas até ali.
As aulas técnicas poderão ser ministradas por profissionais com notório saber - ou seja, sem formação acadêmica específica na área que leciona -, reconhecido pelos respectivos sistemas de ensino para ministrar conteúdos afins à sua formação. “Isso não vale para os demais conteúdos, se eu tenho o ensino de filosofia, eu vou continuar tendo que ter um professor formado em filosofia, isso não muda. Vale apenas para o ensino técnico”, explicou o secretário de Educação Básica.
Resultados
A reforma do ensino médio passou a ser priorizada pelo governo depois que o Brasil não conseguiu, por dois anos consecutivos, cumprir as metas estabelecidas para essa etapa da formação. Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino no país, mostram que o ensino médio é o que está em pior situação quando comparado às séries iniciais e finais da educação fundamental: a meta para 2015 era nota 4,3, mas o índice ficou em 3,7.
Atualmente, o ensino médio tem 8 milhões de alunos, número que inclui estudantes das escolas públicas e privadas. Segundo o Ministério da Educação, enquanto a taxa de abandono do ensino fundamental foi de 1,9%, a do médio chegou a 6,8%. Já a reprovação no nível fundamental é de 8,2%, frente a 11,5% no ensino médio.
Egito prende quatro pessoas por naufrágio com 51 mortos no Mediterrâneo
Da Ansa Brasil
A polícia do Egito prendeu preventivamente quatro tripulantes do barco clandestino que naufragou nesta quarta-feira (21) com centenas de pessoas no Mar Mediterrâneo. Segundo a Ansa Brasil, os quatro detidos são acusados de tráfico de seres humanos e homicídio culposo e ficarão na cadeia por pelo menos quatro dias, enquanto os promotores concluem a investigação.
O último balanço da tragédia contabiliza pelo menos 51 mortos e 165 passageiros resgatados com vida. De acordo com o siteAl Ahram, cerca de 400 migrantes estavam a bordo da embarcação.
Um dos passageiros, um jovem egípcio identificado como Mahmoud Aly, contou à rede CNN que o barco estava "superlotado", como costuma acontecer neste tipo de viagem pelo Mediterrâneo. O desastre ocorreu no litoral de Rosetta, cidade situada na foz do Rio Nilo e que abriga um dos principais portos da região.
As primeiras informações dão conta de que a embarcação estava a caminho da Itália.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), neste ano, 298 mil pessoas já atravessaram os mares Mediterrâneo e Egeu rumo à Europa, e 3,3 mil morreram na tentando a travessia.
Índices de pontualidade de voos na Rio 2016 superam resultados de Londres
Apesar do movimento intenso, a pontualidade no GAleão superou os índices dos Jogos de Londres em 2012Arquivo/Tomaz Silva/Agência Brasil
Diretor de Gestão Aeroportuária do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Paulo Henrique Possas, afirmou hoje (22), no Rio de Janeiro, que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 foram um grande sucesso. Em entrevista, Possas revelou que os voos mostraram nível de pontualidade de 94,8% no período da Olimpíada e de 95,3% durante a Paralimpíada, o que significa que saíram com atraso máximo de até 30 minutos.
A pontualidade apurada supera os índices dos Jogos de Londres 2012, que alcançaram, respectivamente, 90% e 89%. O resultado foi melhor também que a pontualidade registrada durante a Copa do Mundo de Futebol no Brasil, em 2014, de 91,2%, lembrou o diretor. Segundo ele, a meta é reduzir o tempo de atraso para 15 minutos. “Nós queremos melhorar sempre”, acrescentou.
Integração
Possas atribuiu o sucesso ao esforço de planejamento iniciado em 2011 para os Jogos, assim como à integração dos órgãos públicos com participação da iniciativa privada nas decisões.
“Isso foi fundamental para que tivéssemos índices de reconhecimento”. Segundo o diretor, o sucesso da operação também pode ser creditado à experiência acumulada em vários eventos, entre eles a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), Copa das Confederações e Copa do Mundo. “A Olimpíada e a Paralimpíada eram o nosso maior desafio como setor, porque tratavam da acessibilidade dos nossos aeroportos. Felizmente, tudo deu certo”.
Somente no dia seguinte ao encerramento da Paralimpíada, que ocorreu no domingo (18), o Aeroporto Internacional Tom Jobim/RIOGaleão recebeu mais de mil cadeirantes para embarque.
“E eles foram embarcados com planejamento, que usou simulados efetuados várias vezes para embarque e desembarque. Para nós, é gratificante ver a mudança de postura dos aeroportos, de entender as necessidades dessas pessoas”. O número é 14 vezes maior que a média de embarque de 70 passageiros em cadeiras de rodas em dias comuns. De acordo com o ministério, cerca de 3,3 mil passageiros cadeirantes passaram pelo terminal entre 1º e 19 de setembro.
A pesquisa de satisfação do ministério revelou o nível mais alto da série históricaArquiivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil
Satisfação
A pesquisa de satisfação feita pelo ministério sobre os aeroportos no período dos Jogos Rio 2016 revelou o nível mais alto da série histórica. A nota média de avaliação, em uma escala de um a cinco, foi 4,30 na Paralimpíada e 4,27 na Olimpíada. Isso significa que, de cada dez entrevistados, nove consideraram os aeroportos bons ou muito bons.
Guarulhos, em São Paulo, foi eleito o melhor aeroporto em termos de satisfação dos viajantes, enquanto o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, foi apontado como o melhor em acessibilidade. “É uma revolução. Foi um processo complexo, mas deu certo”, reiterou o diretor.
Nos Jogos Olímpicos, que se estenderam de 1º a 22 de agosto, 7,9 milhões de passageiros passaram por nove aeroportos brasileiros (Galeão, Santos Dumont, Congonhas, Guarulhos, Viracopos, Confins, Salvador, Manaus, Brasília). No período paralímpico, compreendido entre 31 de agosto a 19 de setembro, foram 6,5 milhões de passageiros.
“Na soma desses dois períodos, em nove aeroportos, a gente transportou as populações do Paraguai e da Suiça juntas. É realmente um planejamento muito complexo que todos os órgãos tiveram. Mais de 24 mil pessoas foram envolvidas nesse planejamento. Foi um esforço grandioso para que pudéssemos ter esses resultados satisfatórios. E numa sequência de grandes eventos, em um período muito curto”.
Segurança
Conforme Possas, não houve nenhum incidente, nenhum problema relativo à segurança ou ao fluxo de passageiros. Para a operação de segurança durante os Jogos Rio 2016, a Polícia Federal (PF) designou 200 servidores extras entre os dias 25 de julho e 23 de setembro, dedicados a cuidar da área de imigração do Aeroporto Internacional Tom Jobim/RIOGaleão, que apresentou tempo médio máximo de um minuto.
Foi implementada também a identificação biométrica para passageiros estrangeiros, cujo equipamento tem como base o banco de dados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).
Em todo evento, 45 passageiros foram impedidos de desembarcar por causa da pendência de documentação e alertas da Interpol. Segundo o Ministério dos Transportes, a PF contou ainda com 153 policiais para patrulha de segurança em todo o perímetro aeroportuário, englobando as áreas interna e externa, e manteve unidades de pronta resposta com policiais da coordenação de operações táticas, divisão antiterrorismo, inteligência e esquadrão antibombas.
A polícia identificou 142 objetos abandonados dentro do complexo aeroportuário. No período, 192 pessoas suspeitas foram entrevistadas pela PF, que realizou 123 acompanhamentos de autoridades.
Terminais
Na área de operações, Paulo Henrique Possas disse que os investimentos das empresas nos aeroportos foi fundamental. Ressaltou que isso fez grande diferença no planejamento olímpico.
“Se não tivéssemos um aeroporto adequado para receber esses atletas, se não tivéssemos um aeroporto acessível, e isso faz parte desse investimento, com certeza não estaríamos aqui falando do sucesso dessa operação”.
Assegurou que tanto a questão do investimento quanto a concessão fizeram diferença para o evento. Isso está relacionado também à melhoria da gestão das empresas aéreas, concluiu Possas.
O juiz Sérgio Moro determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas e investimentos de Guido Mantega e de outros sete investigados na operação Arquivo X, da 34ª fase da Lava Jato. O ex-ministro da Fazenda também chegou a ser detido hoje, mas Moro revogou a prisão.
Uma campanha de vacinação gratuita contra a dengue no Paraná, que começou há pouco mais de um mês, pode estar colocando a população em risco por não seguir recomendações da OMS.
De acordo com a entidade, pelo menos 50% da população precisa ter entrado em contato com o vírus, caso contrário, a vacina pode prejudicar a saúde das pessoas ou ser menos eficaz. O governo paranaense não tem os dados sobre quantas pessoas já tiveram a doeça no Estado.Leia mais
A Bolsa fechou em alta pelo quarto dia seguido, com valorização de 1,03%, chegando a 58.994,17 pontos. O resultado foi puxado, principalmente, pelo desempenho positivo das ações da Petrobras e dos bancos Bradesco, Itaú e Banco do Brasil.
No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,45%, cotado em R$ 3,226, interrompendo uma sequência de duas quedas.Leia mais
Comandante da Aeronáutica cobra mais investimentos em sistemas aeroespaciais
Durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, o governo israelense cedeu às forças de segurança do Brasil o acesso às imagens de um satélite, o Eros-B, usadas para reforçar a segurança do evento esportivo.
Operando a uma distância mínima de 450 quilômetros de distância da Terra, o satélite é capaz de mapear o terreno e captar imagens com até 70 centímetros de resolução, permitindo, por exemplo, a identificação da placa de um veículo. Policiais federais e militares das três Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica) viajaram para Israel para aprender a utilizar a tecnologia, que, em breve, não estará mais disponível gratuitamente.
Para o comandante Nivaldo Rossato, projeto da Aeronáutica não consegue recursos financeirosArquivo/osé Cruz/Agência Brasil
Além de auxiliar na proteção dos atletas israelenses e das demais delegações, o gesto israelense revelava intenções comerciais.
Tudo porque, segundo o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, “os israelenses sabem que o Brasil tem se negado” a olhar para o espaço e investir em sistemas aeroespaciais autônomos. As Forças Armadas, por exemplo, continuam usando plataformas baseadas em tecnologias internacionais, deixando de desenvolver tecnologia própria.
“Nos negamos a olhar para o espaço […] A Índia investe anualmente US$ 1,1 bi no setor. Com isso, gera 17,5 mil empregos diretos e já tem mais de 30 satélites em órbita. Além disso, vende satélites para outros países. Enquanto isso, estamos igual caranguejos, andando de um lado para o outro, sem avançar”, comentou o comandante.
De acordo com o brigadeiro, a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais, de 1994 e coordenada pela Agência Espacial Brasileira (AEB), está longe de atingir seus objetivos. Para o comandante, o episódio envolvendo o satélite israelense demonstra que, “um dia, teremos que olhar para o espaço”.
“Temos [Aeronáutica e Ministério da Defesa] um projeto pronto, mas ele não consegue ser aquinhoado com recursos financeiros básicos”, declarou Nivaldo Rossato em referência ao Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), sistema do Ministério da Defesa criado para atender demandas das Forças Armadas e programas dos demais ministérios.
Projetos
No cargo desde janeiro de 2015, o brigadeiro Rossato afirmou que o investimento em tecnologia aeroespacial impacta positivamente outros setores da economia e da sociedade.
“Imagine toda essa tecnologia voltada para monitorar nossas áreas de fronteira ou nossas águas territoriais [faixa costeira que atinge até 22 quilômetros a partir do litoral], onde é possível distinguir o tipo de embarcação visualizada”, sugeriu o comandante, afirmando que a Argentina gasta muitas vezes mais que o Brasil em pesquisa e desenvolvimento aeroespacial.
“Estados Unidos, Rússia e China não gastam o dinheiro que gastam à toa. Eles sabem a importância disso. A Argentina gasta quase dez vezes mais que nós. E nem precisamos fazer o mesmo que esses países já fazem. Podemos optar por algo mais simples, como satélites de órbita baixa, para comunicações, os sensores óticos.”
O comandante lamentou projetos descontinuados e lembrou o acidente ocorrido em 2003, no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, quando o acionamento premeditado do foguete Veículo Lançador de Satélites (VLS) custou a vida de 21 profissionais civis, afetando os projetos do programa espacial brasileiro.
Primavera começa com expectativa de chuva para os próximos três meses
Considerada por muitos a estação mais bonita e esperada do ano, a primavera começou oficialmente hoje (22) às 11h21. A estação chega com a expectativa de chuvas para os próximos meses na maior parte do Brasil.
Primavera começou hoje e vai até o dia 21 de dezembro Arquivo/Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Com a possível formação do fenômeno La Niña, que provoca a diminuição da temperatura no Oceano Pacífico, o clima e a temperatura durante a primavera podem ser alterados, trazendo para grande parte das regiões do país um fluxo maior de chuva, geadas e até granizo.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o La Niña ainda está em uma fase de neutralidade no oceano, com isso, as chuvas acabam favorecendo algumas regiões. O Nordeste, que enfrenta uma seca severa desde 2012, poderá ter chuvas concentradas em algumas cidades da região nesta estação.
Com mais de 90 dias sem chuvas significativas e com os reservatórios abaixo da média, o Centro-Oeste deve voltar a ter chuvas regulares e intensas. No Norte do país, a expectativa é de chuvas acima da média.
A Região Sudeste também será atingida com chuvas acima da média, exceto algumas cidades, como São Paulo, em que o nível de chuva será abaixo do histórico. Nas áreas vulneráveis da Região Sudeste, as chuvas devem provocar enxurradas.
O norte de Minas Gerais, que atualmente sofre com a seca, deve receber um fluxo maior de chuvas, amenizando a situação da região. O Rio São Francisco, que está em estiagem desde 2012, poderá aumentar seu nível de água durante a primavera.
A única região do país que não receberá um nível maior de chuva nesta estação é o Sul. A chuva será irregular, com nível abaixo do normal.
A primavera termina no dia 21 de dezembro, às 8h44, dando espaço para o verão.
Comandante da Aeronáutica quer criar estatal para controlar tráfego aéreo
O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Rossato, revelou hoje (20), durante encontro com jornalistas em Brasília, que o governo discute a possibilidade de criar duas novas estatais. A primeira, ainda sem sugestão de nome, concentraria as atribuições de controle do espaço aéreo espalhadas entre a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). A segunda - provisoriamente apelidade de Alada - absorveria profissionais qualificados que deixassem o serviço militar para continuar atuando no desenvolvimento de projetos de Ciência e Tecnologia.
“O estudo está pronto. Foi feito por força de uma portaria conjunta dos ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e agora está tramitando no Ministério do Planejamento”, disse Rossato durante a conversa com jornalistas.
O Comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, diz que a criação das novas empresas favoreceria a AeronáuticaJosé Cruz/Agência Brasil
Se aprovadas, as duas estatais poderão contratar militares e civis. A empresa que assumiria o controle aéreo teria fonte de recursos próprios, recebendo o valor correspondente a algumas das tarifas de serviços que empresas e usuários do transporte aéreo pagam a Infraero. Rossato estima que o valor anual destinado ao Decea pode chegar a R$ 2 bi – valor que costuma ser bloqueado pelos contingenciamentos do Orçamento, mas cuja projeção é de aumento, pois o tráfego aéreo tem crescido constantemente. O comandante da Aeronáutica acredita que é justamente essa a proposta com mais chances de ser aprovada mais rapidamente.
A outra empresa pública, a Alada, contrataria profissionais qualificados, principalmente na área de ciência e tecnologia, como, por exemplo, técnicos que deixassem a Força Aérea Brasileira [FAB]. E, nas palavras de Rossato, “faria um link com empresas privadas na produção de satélites e materiais e até mesmo na comercialização desses”.
Além das vantagens administrativas e operacionais apontadas pelo comandante da Aeronáutica, a criação das novas empresas favoreceria a Aeronáutica, já que a intenção é estabelecer mecanismos legais para que os recursos arrecadados sejam diretamente repassados aos cofres do Comando.
"Podemos achar que estamos na contramão do governo querendo reduzir [o número de estatais e as despesas], mas existem empresas públicas e empresas públicas. Entendemos que uma empresa pública voltada para o controle do espaço aéreo é fundamental, porque ela assumirá certas responsabilidades que hoje são da Infraero e do Decea", concluiu o comandante.