Moody′s é terceira agência de risco a retirar selo de bom pagador do Brasil

A agência de classificação de risco Moody′s anunciou nesta quarta-feira (24) o rebaixamento da nota de crédito do Brasil, o que significa que o país perdeu o último selo de bom pagador que detinha entre as três maiores agências de risco do mundo.

A nota do país foi cortada em dois degraus, de Baa3 —último nível de grau de investimento — para Ba2. A perspectiva é negativa, o que indica que novo rebaixamento pode ocorrer nos próximos meses. Em dezembro, a Moody′s já havia sinalizado que poderia cortar a nota do país, ao colocá-la em observação, revisando a perspectiva de "estável" para "negativa".

Em comunicado, a Moody′s afirma que o rebaixamento reflete a perspectiva de piora nas contas do Brasil em um cenário de baixo crescimento, com o endividamento do governo inclinado a superar 80% do PIB (Produto Interno Bruto) dentro de três anos.

A agência citou ainda a dinâmica política desafiadora, que deve continuar a complicar os esforços de consolidação fiscal das autoridades e adiando reformas estruturais. "O fraco apoio político à presidente e à sua administração oferece pouca perspectiva de reformas de maior alcance durante o horizonte de rating", indica a Moody′s no comunicado.

A perspectiva negativa, prossegue a agência, reflete a visão de que "riscos de uma consolidação e recuperação ainda mais lenta, ou de que ocorra choques adicionais, estão crescendo, criando incertezas sobre a magnitude da deterioração do perfil de dívida do Brasil ao longo do horizonte de rating".



Na nota, a Moody′s afirma que a piora dos indicadores analisados para conceder a nota de crédito devem continuar nos próximos três anos por causa da "intensidade do choque para a economia brasileira, a falta de progresso do governo em alcançar seus objetivos de reformas fiscais e econômicas e a expectativa de que atual dinâmica política seja mantida nesse período".

A projeção da agência é que, no período 2016-2018, o crescimento do PIB seja equivalente a uma média negativa de 0,5%.

A agência diz ainda que uma elevação da nota de crédito do país no curto prazo é "improvável" pela perspectiva negativa e pela expectativa de piora dos indicadores de dívida. Mas, segundo a Moody′s, pressões positivas sobre o rating podem ocorrer se as autoridades conseguirem resolver os desequilíbrios estruturais que levaram à piora fiscal e ao aumento da dívida do governo.

Isso seria possível com a aprovação de reformas estruturais que diminuíssem a "rigidez orçamentária, indexação de receitas e crescimento obrigatório em várias categorias de despesas apesar do fraco desempenho da receita".

Por outro lado, se os indicadores continuarem piorando, novos rebaixamentos podem ocorrer, diante da percepção da agência de que "autoridades brasileiras não serão capazes de alcançar a consolidação fiscal e encaminhar os desequilíbrios fiscais que impedem a reversão do aumento da dívida pública".

EFEITO DOMINÓ

O anúncio ocorre exatamente uma semana após a agência Standard & Poor′s cortar pela segunda vez a nota do país em cinco meses, avaliando que o processo de ajuste da economia será mais prolongado do que o esperado. A perspectiva da S&P é negativa.

A S&P foi a primeira agência a retirar o selo de bom pagador do país, em setembro do ano passado. Três meses depois, foi a vez de a agência Fitch também retirar o grau de investimento do Brasil.

A Moody′s era a última agência entre as três grandes que mantinha o país como grau de investimento, mas o rebaixamento já era esperado pelo próprio governo.

A S&P foi a primeira agência de classificação de risco a elevar o Brasil ao chamado grau de investimento, em abril de 2008, no segundo mandato do presidente Lula. Depois, Fitch (maio de 2008) e Moody´s (setembro de 2009) também deram a mesma chancela ao Brasil.

O selo de bom pagador, que é um reconhecimento de que o país é um lugar seguro para os investidores, costuma ser exigido por fundos de investimento e de pensão bilionários para aplicar em títulos de dívida de governos. Normalmente, pedem que a aplicação seja considerada grau de investimento por, pelo menos, duas das grandes agências.

Além disso, quanto melhor a classificação, menor o custo da dívida para o país.

GRAU DE INVESTIMENTO

O grau de investimento é uma condição atribuída por agências internacionais de classificação de risco a papéis, empresas ou países para definir que se trata de um investimento seguro -ou seja, com baixo risco de calote.

As três agências risco de maior visibilidade no mundo são a Standard & Poor′s, a Moody′s e a Fitch Ratings.
Fonte: Folha Online - 24/02/2016 e Endividado

Liminar determina redução de juro em empréstimo bancário

por Gustavo Monteiro Chagas


Em decisão monocrática, a Desembargadora Mylene Maria Michel, da 19ª Câmara Cível, concedeu pedido de um cliente que reclama dos juros de um empréstimo contraído junto ao Itaú Unibanco em novembro de 2015. A taxa anual cobrada pelo banco é de 168%, quando, segundo o autor da ação, deveria se limitar a 84,9%.

Na mesma ação, o cliente pede a vedação de inscrição negativa em órgãos de proteção ao crédito.

Decisão

A magistrada entendeu que, por não estar clara a natureza do contrato, a operação deve ser designada como empréstimo pessoal não consignado. Mencionou que a taxa média de juros remuneratórios fica em torno 120,4% ao ano, conforme média indicada pelo Banco Central do Brasil.

Na análise da Desembargadora verifica-se que o percentual, comparado ao aplicado pelo banco, extrapola em muito a média de mercado.

"Considerando que se trata de abusividade no período contratual, alegação verossímil, e havendo o fundado receio de dano grave, cabível a antecipação de tutela, justificada, também, pelo pedido de depósito dos valores incontroversos".

Assim, ficou o cliente autorizado a depositar em juízo, mensalmente, os valores referentes à taxa média de 120,4%. O Itaú Unibanco fica ainda vedado de incluir o cliente em cadastros restritivos de crédito.

Proc. 70068272939
Fonte: TJRS - Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul - 24/02/2016 e Endividado






Compras de Rose no cartão corporativo enfim serão revelados‏

Compras de Rose no cartão
 corporativo enfim serão agora reveladas!


Carlos Newton

No início de 2008, quando decidiu escolher Dilma Rousseff como sucessora, o plano do então presidente Luz Inácio Lula da Silva era evitar o surgimento de uma nova liderança no PT, continuar dominando o partido e voltar ao poder na eleição de 2014. Como a chefe da Casa Civil era desconhecida pelo grande público, ele a apelidou de “Mãe do PAC” e começou a fazer abertamente a campanha, antes do prazo legal. Contratou o marqueteiro João Santana, que trocou os óculos dela por lentes de contato, mandou mudar o penteado, sofisticou o vestuário e providenciou a reforma do rosto com o cirurgião plástico Renato Vieira.
Por antecipar a campanha, Lula foi multado várias vezes pela Justiça Eleitoral, não ligou, seguiu em frente. Lutou muito para elegê-la, escolheu pessoalmente o Ministério e começou a agir como se ainda continuasse na Presidência. Dilma aceitava, Lula jamais imaginou que essa situação pudesse mudar. Até que, em outubro de 2011, o ex-presidente foi diagnosticado com câncer na laringe e Dilma começou a se livrar da influência dele.
Lula passou meses num tratamento pesadíssimo, tinha dificuldades até para andar, apoiado numa bengala, mas conseguiu se recuperar totalmente e continuava confiante de que, em 2014, Dilma iria ceder a candidatura a ele. Surgia, assim, o movimento “Volta, Lula”, que tinha tudo para dar certo e contava com apoio irrestrito da Executiva, do Diretório Nacional e de todo o PT. Mas a presidente Dilma fincou pé e disse que a candidatura era dela.
UMA CARTA NA MANGA
Lula insistiu, ia disputar e vencer a Convenção Nacional, Dilma não teria a menor chance. Mas ela trazia uma carta escondida na manga e abriu o jogo, ameaçando revelar à imprensa todas as informações que possuía sobre Rosemary Noronha, a ex-chefe de Gabinete da Presidência em São Paulo, incluindo detalhes das viagens internacionais da segunda-dama e as compras realizadas com cartão corporativo no Brasil e no exterior. Xeque-mate. Lula teve de recuar e, humilhado, compareceu à Convenção Nacional do PT para defender a candidatura de Dilma à reeleição.
Lula perdeu a oportunidade de voltar à Presidência, chegou a romper relações com a sucessora, mas acabou tendo de se reconciliar e fazer nova campanha para ela, em nome da sobrevivência política dos dois e do próprio PT, que já estava submetido aos devastadores ataques da força-tarefa da operação Lava Jato.
Mais um ano se passou e tudo continua com antes. O governo Dilma tornou-se uma obra de ficção, com a economia se derretendo num cenário de juros, inflação, desemprego e dívida pública em alta, enquanto arrecadação e investimentos permanecem em queda. Para Lula e o PT, o quadro é ainda mais sinistro com o avanço das investigações da Lava Jato e também da Zelotes, que apura propinas no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda). E agora as denúncias já atingem o próprio Lula, amigos  como José Carlos Bumlai, Léo Pinheiro e Marcelo Odebrecht, e até o filho caçula dele, Luís Cláudio Lula da Silva, um escândalo atrás do outro.
O PIOR ESTÁ PARA VIR
Tudo isso é rigorosamente verdadeiro e já foi publicado aqui na Tribuna da Internet. Estamos apenas recapitulando, porque, no caso de Lula, o pior ainda está para vir, porque a Justiça já determinou que sejam divulgadas todas as compras realizadas por Rose com o cartão corporativo, no período de 2003 a 2010. É consequência do mandado de segurança 20.895, impetrado pelo jornalista Thiago Herdy e pela empresa Infoglobo, um processo da maior importância que chega agora a seu estágio final.
Em 12 de dezembro de 2014, houve o julgamento no Superior Tribunal de Justiça, tendo como relator o ministro Napoleão Nunes Maia. O resultado não deixou margem a dúvidas. O acórdão do STJ assinalou que o não fornecimento dos documentos e informações a respeito dos gastos efetuados com cartão corporativo do governo federal, com os detalhamentos solicitados, “constitui ilegal violação ao direito líquido e certo do impetrante, de acesso à informação de interesse coletivo”, assegurado pela Constituição e regulamentado pela Lei de Acesso à Informação.
O GOLPE FINAL
A decisão do Tribunal acrescentou que “inexiste justificativa para manter em sigilo as informações solicitadas, pois não se evidencia que a publicidade de tais questões atente contra a segurança do Presidente e Vice-Presidente da República ou de suas famílias”. O acórdão salientou também que “a transparência das ações governamentais deve ser um comportamento constante e uniforme”, acrescentando que a divulgação dessas informações seguramente contribui para evitar episódios lesivos.
Por fim, determinou “a prestação das informações relativas aos gastos efetuados com o cartão corporativo do Governo Federal, utilizado por Rosemary Nóvoa de Noronha, com as discriminações de tipo, data, valor das transações e CNPJ/Razão social dos fornecedores”.
É o que faltava para destruir Lula. No dia em que forem divulgadas as compras feitas por Rose no cartão corporativo, o futuro político do criador do PT não valerá uma nota de três reais.

NÃO PERCA AMANHÃ:
Cartão corporativo mostrará se Rose viajou clandestina no Aerolula

Especialistas pedem implantação no Brasil de profilaxia para prevenção da Aids

Recomendada no ano passado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para todas as pessoas em situação de "maior exposição" a contrair o vírus HIV, mas ainda adotada por poucos países, a profilaxia pré-exposição (PrEP) ainda não foi implantada no Brasil. Apenas Estados Unidos, França, África do Sul e Israel anunciaram que farão uso do método para prevenção do HIV. No entanto, especialistas apontam que esta é uma importante estratégia de prevenção ao vírus e que o Brasil deveria utilizá-la como política pública.
O tema foi discutido na tarde de hoje (25) na Conferência Direitos Humanos e Combate à Discriminação na Perspectiva da Vida com HIV/AIDS: Avanços e Retrocessos, organizada pela Defensoria Pública de São Paulo.
“Vemos hoje um esgotamento das políticas atuais para prevenção ao HIV. Em um estudo feito pelo Ministério da Saúde, 45% da população brasileira admitiu que não usa camisinha, mesmo tendo a informação de que ela é eficaz na prevenção de HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis. Então, vemos que não é suficiente ter só a camisinha. Essa opção é importante e deve continuar sendo mantida, mas ela não é suficiente como política pública”, disse Marcela Vieira, coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), em entrevista à Agência Brasil.
A coordenadora defende que o Ministério da Saúde proporcione outras formas de prevenção, além da camisinha. “As pessoas devem ter um serviço adequado de informações que coloque as vantagens e desvantagens de cada uma das diferentes medidas, para que elas possam optar por aquela forma que se adeque mais à sua realidade. Tentar mudar o comportamento com um mantra único [use camisinha] já se mostrou uma política esgotada. Precisamos avançar nas diferentes opções disponíveis”, disse.
A profilaxia recomendada pela OMS envolve a utilização de um medicamento por via oral ou em forma de gel para pessoas que não estão infectadas pelo HIV, mas que estão expostas ao vírus. O medicamento antirretroviral bloqueia a multiplicação desse vírus, impedindo a infecção do organismo. Ele seria uma alternativa ao uso de camisinha, mas exige que a pessoa tome um comprimido por dia, conhecido como Truvada e fabricado pela empresa Gilead. A forma em gel ainda está em fase de estudos.
No Brasil, há diversos grupos estudando a doença, como o PrEP Brasil (http://prepbrasil.com.br/), conduzido pela Universidade de São Paulo (USP), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Centro de Referência e Treinamento DST/Aids de São Paulo.
A psicóloga Clara Cavalcante, que trabalha no centro de referência de São Paulo e na prefeitura de Jandira, vê como essencial a nova profilaxia. “Ela vem nos desdobramentos e nos avanços dos movimentos sociais, da política de saúde e na melhoria das estratégias de prevenção. E ela pode vir a fazer a diferença na prevenção ao HIV”, disse. Mas Clara defende que, antes, seja implantada no país como política pública.
Para o médico sanitarista e ativista LGBT Henrique Contreiras, mais do que uma política voltada para o combate das doenças sexualmente transmissíveis, a PrEP precisa ser encarada também como uma política voltada para a população LGBT. “A PrEP é uma política que tem potencial de ajudar a reverter essas iniquidades [ele cita a homofobia existente nos serviços de saúde como exemplo]. Não é só uma questão de distribuir comprimidos para a população em risco. Todas as nossas necessidades de saúde como um todo precisam ser previstas”, disse. “Tem vários agravos em saúde na população LGBT que são socialmente mediados e uma das mediações é a homofobia que existe nos serviços de saúde, na medicina e na ciência médica. O objetivo dessa política é transformar essa realidade”, ressaltou.
Monopólio
Outro problema com a PrEP estaria relacionado ao custo do medicamento. A Gilead, fabricante do produto, já solicitou a patente do Truvada para controlar a comercialização do medicamento em todo o mundo. O pedido está em análise em muitos países, inclusive no Brasil.
Para a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids, o monopólio do medicamento pela Gilead pode elevar o preço do produto. “Do jeito como está sendo feito hoje, a PrEP é oferecida por um medicamento chamado Truvada que é comercializado com exclusividade por uma empresa chamada Gilead. Existem formas de se quebrar esse monopólio, que é garantido hoje por meio das patentes. Existem medidas para quebrar esse monopólio. Inclusive já existem versões genéricas, aprovadas pela OMS, tanto da combinação em um único comprimido quanto dos dois medicamentos, em forma isolada”.
Segundo ela, o Brasil tem várias opções para evitar o monopólio da Gilead sobre esse medicamento. “O Brasil já não tem monopólio nem para o tenofovir e nem para a emtricitabina, que são dois medicamentos separados que compõem o Truvada. E já existe a versão genérica no país”, disse. Só com o uso dos genéricos em vez do Truvada, por exemplo, ela estima que o custo para o Ministério da Saúde cairia bastante. “Por lei, os genéricos precisam ser pelo menos 35% mais baratos que o medicamento de marca. Mas nos medicamentos de alto custo, essa diferença pode chegar a muito mais, até 20 vezes mais barato que a média que temos em outros medicamentos antirretrovirais.”
Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Saúde informou que a PrEP está em fase de estudos no país e que está analisando sua implantação no Sistema Único de Saúde. “O Ministério da Saúde financia dois estudos de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) no Brasil, que estão sendo realizados pela Fiocruz e pela Faculdade de Medicina da USP, e que utilizam como medicamento a combinação tenofovir + emtricitabitina. Os estudo para a adoção da PrEP estão em andamento e os primeiros resultados devem ser apresentados até o segundo semestre deste ano. Dois novos estudos financiados pela UNITAID [organização que financia o tratamento e diagnóstico da Aids] devem começar no Brasil ainda em 2016. A partir do resultado desses estudos, o Ministério da Saúde irá analisar a inclusão da profilaxia no Sistema Único de Saúde. ”, informou o órgão, por meio de nota.



Distribuidoras aumentam ganho com preço alto de combustíveis

por NICOLA PAMPLONA


Os altos preços dos combustíveis no país em relação ao mercado internacional ajudaram os resultados das duas maiores distribuidoras privadas do país, Ipiranga e Raízen (que opera com a marca da Shell).

Segundo balanços divulgados no fim da semana passada, o resultado das empresas teve crescimento superior a 20% no quarto trimestre, refletindo o aumento das margens de lucro em 2015.

As duas companhias têm importado combustível, se beneficiando da política de preços da Petrobras, que mantém gasolina e diesel a valores bem acima dos praticados no exterior como estratégia para gerar caixa e enfrentar a crise financeira.

De acordo com estimativa do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o preço da gasolina vendida pela Petrobras está 45% acima da cotação internacional nesta semana. No caso do diesel, a diferença chega a 60%.

Os preços dos combustíveis são livres mas, pelo seu porte, a Petrobras acaba ditando o valor final de venda aos postos brasileiros.

Diante da grande diferença em relação ao mercado internacional, as distribuidoras privadas têm optado por importar óleo diesel por conta própria para abastecer parte de seu mercado.

Nos dois últimos meses de 2015, os pedidos para importação do combustível por empresas privadas foram superiores, em volume, aos feitos pela Petrobras.

Além disso, dizem analistas, aproveitaram os reajustes promovidos pela Petrobras para ampliar suas margens de lucro.

A analista do UBS Lilyanna Young afirma que o resultado da Ipiranga "enfatiza a capacidade da companhia para repassar mais do que os reajustes promovidos pela Petrobras em setembro".

A Ipiranga teve, no quarto trimestre, um avanço de 22% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, um indicador da capacidade de geração de caixa), para R$ 868 milhões.

Já a Cosan, sócia da Shell na Raízen, mostrou ganho de 23% no Ebitda de seu segmento de distribuição de combustíveis, que chegou a R$ 771 milhões.

No acumulado do ano, a alta nos resultados da Ipiranga foi de 21%, para R$ 2,7 bilhões. A Raízen registrou crescimento de 15%, para R$ 2,4 bilhões.

"Suspeitamos que a Ultrapar tenha conseguido importar com ganhos, uma vez que os preços da gasolina e do diesel estão bem acima dos preços internacionais desde o final de 2014", diz Yang.

Ipiranga e Raízen dividem com a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, o controle do mercado brasileiro de combustíveis. Juntas, as três empresas têm 65% das vendas no país.

A BR, porém, tem menos margem para alterar sua estratégia de suprimento, já que é obrigada a comprar combustíveis da Petrobras.
Fonte: Folha Online - 24/02/2016 e Endividado


Empresa deverá devolver valor pago por móveis planejados não entregues


Juiz do 5º Juizado Especial Cível de Brasília condenou a empresa "Planejados Popular" ao pagamento da quantia de R$ 990,00 à autora da ação, devido aos móveis decorativos que não foram entregues pela empresa.

A autora pediu a condenação da parte ré à devolução do valor de R$ 990,00, pago pelos móveis decorativos não entregues por ela, bem como a condenação da empresa ao pagamento de indenização por danos morais no valor de 40 salários mínimos.

O réu, regularmente citado e intimado e, por conseguinte, ciente da data designada para a audiência de conciliação, não apresentou contestação. Por tal razão, foram aplicados os efeitos da revelia.

Para o juiz, os fatos narrados pela autora são verdadeiros, sendo certo que nada há nos autos que possa refutar a suposta declaração. Ademais, a autora apresentou documentos que indicam a verossimilhança dos argumentos expostos na inicial, como recibo de pagamento. Nesse contexto, diante da ausência de contestação e da verossimilhança dos fatos narrados na inicial, em comparação com os elementos probatórios juntados aos autos, o juiz acolheu o pedido da parte autora para condenar o réu ao pagamento da quantia de R$ 990,00.

Quanto ao dano moral pretendido pela autora, o juiz afirmou que, no presente caso, ficou evidenciado apenas o descumprimento de contrato (entrega dos móveis decorativos), o que, por si só, não ensejou lesão a direito de personalidade, sobretudo se tratando de bem não essencial, conforme conceito de Sérgio Cavalieri Filho: "dano moral é a lesão de bem integrante da personalidade, tal como a honra, a liberdade, a saúde, a integridade psicológica, causando dor, sofrimento, tristeza, vexame e humilhação à vítima" (in Programa de Responsabilidade Civil, 2ª Edição, Malheiros Editores, p. 78).

Da sentença, cabe recurso.

DJe: 0710050-05.2015.8.07.0016
Fonte: TJDF - Tribunal de Justiça do Distrito Federal - 24/02/2016 e Endividado



EÇA DE QUEIROS EM 1867: “NA POLÍTICA HÁ POSTERGAÇÃO DOS PRINCÍPIOS”!

(Comunicar Preciso) 1. “Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois fatos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse.
     
2. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se.
   
3. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espetáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.”

Ex-Blog do Cesar Maia

STF finaliza julgamento e garante à Receita acesso a dados bancários de contribuintes

Por 9 votos a 2, plenário declarou constitucional a LC 105/01.

O plenário do STF finalizou nesta quarta-feira, 24, o julgamento de RE e quatro ADIns que questionavam dispositivos da LC 105/01 e do decreto 3.724/01, os quais permitem que o Fisco, por meio de procedimento administrativo, possa requisitar informações diretamente às instituições bancárias sobre movimentação financeira de contribuintes, independentemente de autorização judicial. Por maioria de votos, 9 a 2, os ministros decidiram de forma favorável à Receita, declarando constitucional a LC 105/01. Vencidos os ministros Marco Aurélio e o Celso de Mello.

Votos

Na sessão de hoje votaram os ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Lewandowski.

O ministro Gilmar, acompanhando a maioria já formada na sessão anterior, acompanhou o relator, ministro Edson Fachin, no sentido de que o sigilo das movimentações financeiras não tem caráter absoluto, existindo limites que podem ser impostos ao direito à privacidade. Segundo ele, a possibilidade de pronto acesso a algumas informações privadas é “indispensável para algumas atividades estatais da maior relevância”.

“No contexto social e tecnológico atual, tenho para mim que os limites da interferência estatal em dados privados ainda estão por construir e não tenho dúvidas em afirmar que o julgamento de hoje tenha peças fundamentais na definição desses limites.”

De acordo com Gilmar, as medidas que a legislação propõe são adequadas porque promovem o propósito que se destinam que é "fornecer a autoridade fazendária os subsídios, no caso as informações, para levar a cabo seu mister constitucional de fiscalizar e cobrar tributos.”

Os ministros Fux e Lewandowski também votaram no mesmo sentido. O presidente da corte pontuou em seu voto que a legislação apenas transfere a obrigação de resguardar o sigilo, das instituições financeiras à RF, garantindo que a confidencialidade seja mantida.

Divergência

Acompanhando a divergência aberta pelo ministro Marco Aurélio, Celso de Mello ressaltou que, no Brasil, a inviolabilidade dos dados individuais, "qualquer que seja a sua origem, a sua forma, e a sua finalidade", merecer proteção constitucional, em virtude da referência expressa que a ela passou a fazer o inciso 12, do artigo 5º da CF/88.

“A majestade da Constituição não pode ser transgredida nem degradada pela potestade do Estado.”

Para ele, cabe ao Poder Judiciário determinar ou não em face da legitimidade ou não da pretensão jurídica deduzida pela administração tributária ordenar a ruptura da esfera de privacidade financeira.

“A quebra do sigilo bancário não pode e não deve ser utilizada ausentes a concreta indicação de uma causa provável como instrumento de devassa das contas mantidas em instituições financeiras.”

Início

O julgamento foi iniciado na semana passada. Em sessão extraordinária na manhã de quarta-feira houve a leitura dos relatórios e sustentações orais. No dia seguinte, quinta-feira, a maioria dos ministros (6 a 1) - Fachin, Toffoli, Barroso, Teori, Rosa Weber e Cármen Lúcia votou de forma favorável à Receita Federal. Após o voto do ministro Marco Aurélio, que abriu a divergência, a sessão foi encerrada e o julgamento retomado hoje.

Processos relacionados: RE 601.314 e ADIns 2390, 2386, 2397 e 2859
Fonte: migalhas.com.br - 24/02/2016 e Endividado

Recrutados para o Estado Islâmico são obrigados a cometer crimes contra gays

Da Agência Lusa
As pessoas que vêm à Europa recrutar integrantes para combater junto ao Estado Islâmico (EI) obrigam os candidatos a atacar homossexuais, para demonstrar sua capacidade de lutar na Síria. A informação é da agência de notícias EFE, que cita o tablóide belga Het Nieuwsblad.
A denúncia foi feita por um combatente jihadista preso pela Justiça da Bélgica e os ataques – que teriam ocorrido no segundo semestre de 2015 – serviram para demonstrar que os recrutas eram 'bons jihadistas' e 'corajosos o suficiente' para combaterem na Síria.
O menor detido confessou à Justiça belga ter cometido seis ataques contra homossexuais, juntamente com outros candidatos a se juntarem ao EI, acrescentando que se não tivesse sido preso, “provavelmente estaria agora na Síria”.
Os atacantes percorriam os bairros gays de Bruxelas e atraiam as vítimas, indo com elas para casa, onde as maltratavam até revelarem onde tinham dinheiro e outros objetos de valor.
Segundo um dos investigadores, os ataques também serviam para arrecadar fundos aos combatentes na Síria. O suspeito dos atentados de Paris em novembro, que ainda está foragido, Salah Abdeslam, foi visto em bares frequentados por homossexuais dias antes dos ataques.



Dona do Ponto Frio e da Casas Bahia tem prejuízo de R$ 177 mi no 4º tri


A Via Varejo, dona das marcas Ponto Frio e Casas Bahia, registrou prejuízo líquido de R$ 177 milhões no quarto trimestre de 2015, ante lucro líquido de R$ 356 milhões no mesmo período do ano anterior, segundo comunicado divulgado na madrugada desta quarta-feira (24).

A companhia atribuiu o resultado negativo à piora na linha de equivalência patrimonial —quando a empresa atualiza o valor contábil do investimento ao valor equivalente à participação societária—, menor diluição de despesas fixas, maior despesa financeira e despesas com reestruturação.

A varejista de móveis e eletroeletrônicos teve Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 125 milhões, queda de 83,8% na base de comparação anual.

A receita líquida caiu 14,7%, para R$ 5,46 bilhões. No conceito "mesmas lojas", houve redução de 15,2%.

"Para os próximos trimestres, a Via Varejo continuará com o foco na excelência operacional, aumentando a produtividade atual das lojas, reduzindo o custo de distribuição e reforçando a estratégia comercial, o que deixará a companhia ainda melhor preparada para recuperar as vendas e aumentar os ganhos de market share", disse a companhia em seu balanço trimestral.
Fonte: Folha Online - 24/02/2016 e Endividado


Aluno com carro batido em estacionamento de universidade recebe indenização material

por Américo Wisbeck, Ângelo Medeiros, Daniela Pacheco Costa, Maria Fernanda Martins e Sandra de Araujo


A 6ª Câmara Civil do TJ manteve sentença que obrigou estacionamento, localizado no interior de uma instituição de ensino superior, a indenizar estudante universitário que teve seu veículo abalroado durante o período de aula. Ele asseverou que somente percebeu o dano na lataria do veículo depois de chegar em casa.

O estudante pediu a cobertura dos valores gastos com o reparo do carro, no montante de R$ 650, acrescidos de indenização moral pelo tempo em que foi obrigado a circular com o veículo avariado e passar uma imagem de desleixo frente aos seus colegas. Esta parte do pleito, contudo, foi negada nos dois graus de jurisdição.

Ficou patente, conforme comprovado pela empresa responsável pelo estacionamento, que a demora no conserto do automóvel ocorreu por culpa exclusiva do proprietário, que logo após ingressar com a ação judicial recebeu três ofertas razoáveis para arrumá-lo mas rejeitou todas. A decisão foi unânime (Ap. Cív. n. 2015.082095-8).
Fonte: TJSC - Tribunal de Justiça de Santa Catarina - 24/02/2016 e Endividado


Posted: 24 Feb 2016 11:00 PM PST
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Gol deve indenizar passageira que teve bagagem violada e bens furtados


Decisão é do 2º Juizado Especial Cível de Brasília, que arbitrou danos materiais e morais à autora da ação; ainda cabe recurso

A Gol Linhas Aéreas foi condenada a indenizar uma passageira que teve a bagagem violada e pertences subtraídos. A decisão foi do 2º Juizado Especial Cível de Brasília que arbitrou o pagamento de R$ 3 mil por danos materiais e outros R$ 3 mil por danos morais à autora da ação.

Decisão frisou que ficou evidenciado que o serviço de transporte prestado foi defeituoso
Decisão frisou que ficou evidenciado que o serviço de transporte prestado foi defeituoso
De acordo com o juiz, diante das procas e de ausência de contraprova, ficou evidenciado que o serviço de transporte prestado foi defeituoso – já que a companhia não comprovou causa excludente de responsabilidade no caso.

Para o magistrado, mesmo ante a impossibilidade de aferição do conteúdo exato da mala e dos bens extraviados, o fato de bens confiados à guarda e responsabilidade da ré extrapolam mero descumprimento de contrato, situação anormal que é passível de indenização material e moral.

Ainda cabe recurso da decisão. No entanto, a empresa respondeu ao contato do iG esclarecendo que não comenta ações judiciais.
Fonte: IG Notícias - 24/02/2016 e Endividado

Alemanha desconhece paradeiro de 13% dos refugiados acolhidos em 2015

Da Agência Lusa
O governo alemão reconheceu desconhecer o paradeiro de 143 mil refugiados ou 13% dos migrantes que chegaram em 2015 ao país, de acordo com uma resposta do Executivo ao parlamento, hoje publicada no jornal Suddeutsche Zeitung.
O Ministério do Interior alemão respondeu a uma pergunta colocada pelo partido A Esquerda (Die Linke) e explicou ser esse o número de requerentes de asilo que nunca chegou ao centro de acolhimento.
Entre as possíveis razões para este número, o ministério citou a possibilidade de que os refugiados ausentes tenham continuado viagem para outro país da União Europeia ou que "tenham passado à ilegalidade". Na mesma resposta ao parlamento, o governo indicou que a Alemanha devolveu a outros estados-membros 3.600 refugiados e recebeu cerca de três mil no âmbito do mesmo processo.
Estes números voltam a destacar as dificuldades, a nível logístico e administrativo, da Alemanha para receber todos os refugiados que chegam ao seu território. No ano passado, Berlim registrou a chegada de 1,1 milhão de pessoas. No início do mês, o gabinete federal para a migração e refugiados indicou ter pendentes 770 mil pedidos de asilo.


OCDE defende mais reformas para retomar crescimento mundial

Da Agência Lusa
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apela à aplicação de reformas estruturais para retomar o crescimento mundial “lento”, num relatório apresentado hoje (26) em Xangai durante a reunião dos responsáveis pelas Finanças do G20.
“Num contexto de perspetivas econômicas moderadas, há uma boa argumentação para dar prioridade às reformas que, além de estimularem o emprego e a produtividade, possam apoiar melhor a atividade [econômica] a curto prazo”, indicou a organização.
Para a OCDE, não basta aumentar "os investimentos em infraestruturas públicas" para relançar a economia. A entidade defende a redução dos obstáculos para a entrada nos setores de "serviços com menos procura” e alterações nos direitos relacionados a benefícios de saúde e pensões e também nas políticas de habitação e nos programas de procura de emprego.
A organização destacou também que, para que as reformas estruturais deem resultados no curto prazo, há que resolver as “disfunções pendentes do setor financeiro”.
Na Europa, a organização defende uma maior sincronização das reformas na zona euro que "contribuam igualmente para reduzir os custos de transição e permitam maior margem de manobra às autoridades monetárias".





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China volta a injetar recursos no sistema financeiro

Da Agência Lusa
Yuan (Divulgação/Banco Popular da China)
Cédula de yuan, a moeda chinesa Banco Popular da China
O Banco do Povo da China (Pboc,Bbanco Central) injetou hoje (26) 300 bilhões de yuan - a moeda chinesa - (41,72 bilhões de euros) no sistema financeiro do país, na quinta operação consecutiva do gênero
A injeção foi feita por meio de acordos de recompra (repos), um mecanismo que pressupõe a recompra posterior dos títulos vendidos dentro de um prazo estabelecido, informa a agência de notícias oficial Xinhua.
No total, o Pboc injetou 880 bilhões de yuan (121 bilhões de euros) no sistema financeiro chinês desde segunda-feira (22).


Posted: 25 Feb 2016 11:00 PM PST
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Iranianos vão às urnas eleger 290 deputados e 88 religiosos


Da Agência Lusa
Cerca de 55 milhões de eleitores iranianos vão às urnas hoje (26) para eleger os 290 deputados do parlamento e os 88 membros da Assembleia dos Especialistas, religiosos que escolhem e podem demitir o guia supremo.
As duas instituições são atualmente dominadas pelos conservadores, mas o presidente Hassan Rohani espera que seus aliados moderados progridam nas eleições, as primeiras desde oacordo nuclear do Irã com as potências mundiais.
As eleições são um teste crucial sobre a influência do presidente, que luta para reconstruir a economia do Irã após o fim das sanções internacionais – suspensas depois que o acordo nuclear foi assinado.
O impasse nuclear durou 13 anos e levou a moeda iraniana, o rial, a se desvalorizar em dois terços, diminuindo o poder de compra dos cidadãos. A taxa de desemprego oficial é de 10%, mas entre os jovens sobe para os 25%.
O pleito deste ano tem 6 mil candidatos a um mandato de quatro anos no Parlamento, incluindo cerca de 600 mulheres. Já para integrar a Assembleia de Especialistas, durante oito anos, são 161 candidatos clérigos, todos homens.
Para obter um assento no Parlamento, os candidatos tem de obter mais de 25% para serem eleitos no primeiro turno. Caso nenhum candidato obtenha, o pleito segue para segundo turno. A votação é em cédulas de papel e os eleitores têm de escrever o nome completo dos candidatos.
No total, 250 mil policiais foram mobilizados para garantir a segurança das eleições.
A previsão das autoridades é que os resultados da eleição, fora de Teerão, devem sair em um prazo de 24 horas. Já a contagem de votos na capital, com uma população de 12 milhões e que elege 30 deputados, deve demorar três dias.






Pernambuco quer pensão especial para bebês com microcefalia

O estado de Pernambuco quer que o governo federal crie um novo benefício voltado especialmente a bebês com microcefalia. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Social, da Criança e Juventude do estado, Isaltino Nascimento, nem todas as famílias se enquadram nos critérios para recebimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

“99% das famílias que entravam nas notificações de suspeita de microcefalia e estavam cadastradas no Cadastro Único ganham até meio salário mínimo por pessoa, R$ 440. Além disso, 77% delas estão no perfil de extrema pobreza, mas outra parte não se encaixa no limite de renda do BPC, de R$ 220 per capita. Mesmo sem se enquadrar, ainda são famílias pobres e vão enfrentar ainda mais dificuldades. Por isso, a [necessidade da] pensão”, explica Isaltino Nascimento.

Além da proposta de um novo benefício, o secretário cobra mais rapidez na concessão do BPC. “Apenas em quatro casos foi concedido o Benefício de Prestação Continuada, de todos os que já foram confirmados. Então a gente vai precisar de mais celeridade na possibilidade de ter o benefício.”

Procurado, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), responsável pelos recursos do BPC, disse que o pedido de criação de uma pensão para bebês com microcefalia não foi feito formalmente e que não há nenhuma discussão nesse sentido no órgão.

Saiba Mais

Ainda segundo o ministério, quem gerencia o benefício é o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Todos os casos passam pela análise de médicos peritos do órgão. Por meio de sua assessoria, o MDS lembrou que os peritos voltaram recentemente ao trabalho depois de quase 140 dias em greve.

Caso anterior

A proposta de um novo benefício se baseia em uma experiência vivida há uma década na região. A contaminação de água levada por caminhões-pipa a Caruaru levou à piora de saúde de pacientes que passavam por hemodiálise na cidade. Pelo menos 60 pessoas morreram, e outras tiveram comprometimento do fígado por causa de cianobactérias (algas verde-azuladas) presentes na água usada no tratamento dos pacientes.

Para reparar os danos sofridos e garantir uma renda mínima para quem havia perdido a capacidade de produzir, 84 famílias conquistaram, um ano depois, uma pensão especial paga pelo INSS.

Pessoas com deficiência

O Benefício de Prestação Continuada é concedido a pessoas com deficiência de qualquer idade ou idosos de mais de 65 anos, desde que tenham impedimentos de longo prazo, de natureza física ou mental, e atendam ao critério da renda. A transferência mensal é de um salário mínimo e não é preciso ter contribuído com a Previdência Social.

Para acessar o BPC, é preciso passar por uma perícia médica da Previdência Social, que vai identificar se há deficiência e qual o grau de impedimento que ela impõe à pessoa avaliada. O início do processo é feito em uma agência do INSS. É possível agendar atendimento pelo telefone 135 (ligação gratuita) ou pela internet.

 

Agência Brasil

 

 

Zika: Costa Rica declara estado de emergência para evitar proliferação do vírus

 

Da Agência Lusa

Mosquito Aedes aegypti

Mosquito Aedes aegypti, transmissor da zika, dengue e febre chikungunyaArquivo/Agência Brasil

A Costa Rica declarou nessa quinta-feira (25) o estado de emergência em 31 regiões do país para evitar a proliferação do vírus Zika, depois de, na segunda-feira (22) terem sido confirmados os primeiros dois casos de infeção autóctones.

Saiba Mais

O Ministério de Saúde e a Comissão Nacional de Emergências (CNE) informaram em comunicado que assinaram um decreto de “estado de emergência pela proliferação do vetor do dengue, chikungunya e zika".

Segundo explicou à EFE o ministro de Comunicação, Mauricio Herrera, a declaração da emergência tem carater preventivo e busca uma maior flexibilização de recursos e ações para combater o mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus.

“Queremos destacar que a situação está sob controle, apenas dois casos foram atendidos”, explicou Herrera, dizendo tratar-se de uma medida preventiva.

As 31 regiões – entre 81 no total – são as que têm mais casos de dengue e chikungunya e estão localizadas em sete províncias, com especial enfâse em Guanacaste (Pacífico Norte), onde foram registados os primeiros dois infetados pelo Zika.

 

 

Agência Brasil

 

Estudantes dizem que cartilha tem frases machistas e homofóbicas:http://glo.bo/1XPGT8v

Manual para calouros gera polêmica na Unicamp

G1.GLOBO.COM

 

 

Síria: Rússia bombardeia redutos rebeldes horas antes de cessar-fogo

 

Da Agência Lusa

A aviação russa bombardeou hoje (26) redutos rebeldes na Síria, horas antes da entrada em vigor do acordo de cessar-fogo acertado para o país, revelou o Observatório Sírio dos Direiros Humanos (OSDH).

Segundo a organização não governamental (ONG), "os bombardeios russos, mais intensos do que o habitual, sobre redutos rebeldes" ocorreram durante a noite e prolongaram-se até o início da manhã de hoje.

Os alvos foram Ghouta oriental, a leste de Damasco, o norte da província de Homs (no centro) e o oeste da província de Aleppo, no Norte, informou à agência France Presse o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane.

Saiba Mais

Os Estados Unidos e a Rússia chegaram a um acordo de cessar-fogo na Síria a partir da 0h deste sábado (27). 

O fim das hostilidades – que há cinco anos deixaram milhares de mortos e milhões de refugiados – não abrange no entanto o grupo jihadista Estado Islâmico e a Frente Al Nursa, o ramo da Al Qaeda na Síria.

O presidente sírio, Bashar Al Assad, confirmou nesta semana que está pronto a contribuir para a implementação do cessar-fogo.

Neste conflito, que já deixou mais de 270 mil mortos e provocou a deslocamento de mais da metade da população síria, a Rússia e o Irã apoiam militarmente o regime de Al Assad, enquanto os Estados Unidos, a Arábia Saudita e a Turquia, entre outros, apoiam os rebeldes.

Nesta semana, os principais grupos da oposição síria afirmaram o compromisso com uma “trégua temporária de duas semanas”, por meio de comunicado divulgado sobre o cessar-fogo.

 

Agência Brasil