Referência no candomblé, Mãe Meninazinha luta contra intolerância


Rio de Janeiro - Aos 77 anos, Mãe Meninazinha de Oxum luta em favor da divulgação da contribuição dos terreiros para cultura brasileira
Rio de Janeiro - Aos 77 anos, Mãe Meninazinha de Oxum luta em favor da divulgação da contribuição dos terreiros para cultura brasileiraTomaz Silva/Agência Brasil
Aos 77 anos, Maria do Nascimento é uma das principais referências do candomblé no Rio de Janeiro. Com raízes na mais alta linhagem do candomblé da Bahia, Mãe Meninazinha de Oxum, como é conhecida, faz de sua vida uma luta contra a intolerância religiosa e em favor da divulgação da contribuição dos terreiros para a cultura brasileira. Recentemente, foi recebida pela presidenta Dilma Rousseff, com mais 30 religiosas, logo após a Marcha Nacional das Mulheres Negras, em Brasília. No último dia 18, elas cobraram que o governo tire antigas reivindicações do papel. Elas pediram ações efetivas contra o racismo, a violência.
Responsável pelo Ilê Omolu Oxum, em São João de Meriti, terreiro com quase 50 anos, na Baixada Fluminense, Mãe Meninazinha já iniciou mais de 150 filhos de santo. Sem deixar de lado os rituais, ela ainda é vice-presidenta da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, entidade da qual também é fundadora.
“As pessoas vêm em busca de cura, da saúde física ou espiritual, estamos aqui para ajudar”, disse Mãe Meninazinha, com jeito doce e tranquilo, ao falar do próprio trabalho.
Preocupada em transcender ensinamentos para fora do terreiro, ela foi uma das principais articuladoras de uma ação civil pública, ainda na década de 1980, para garantir a liberdade religiosa no país. Na época, a casa sofria diversos ataques das ascendentes religiões neopentecostais. Vizinhos do terreiro chegaram a bloquear a rua com tapumes para impedir a passagem de fieis.
Rio de Janeiro - Mãe Nilse de Iansã no terreiro Ilê Omolu Oxum, em São João de Mereti
Rio de Janeiro - Mãe Nilse de Iansã diz que as oficinas de culinária afro-brasileira estão entre as atividades mais procuradas no terreiro Ilê Omolu Oxum, em São João de MeretiTomaz Silva/Agência Brasil
Ao receber a Agência Brasil no Ilê Omolu Oxum, que já foi até cenário de filme, ela compartilhou um pouco das atividades que divide com a Mãe Nilce de Iansã, sobrinha e herdeira da casa. Para Meninazinha, os terreiros são espaços de acolhimento e difusão da cultura afro-brasileira, não podem se limitar aos rituais. Ela foi uma das primeiras a observar que as casas religiosas poderiam ser ocupadas com uma série de atividades nos momentos em que não houvesse celebrações.
No espaço que ocupam em São João de Meriti, em uma rua que quase não tinha casas quando o ilê chegou, as sacerdotisas se dividem entre oficinas de costura de roupas e indumentária afro, que vestem pais, mães, filhos e filhas de santo, de bonecas utilizadas nos rituais, além de cursos de artesanato, onde são feitos fios de contas, as guias, que representam a proteção dos orixás.
Entre as atividades mais procuradas estão as oficinas de culinária afro-brasileira. Mãe Nilce editou recentemente um livro com 20 receitas, como o acarajé, feito para a orixá Iansã nas celebrações, e o omolocum, de Oxum. “São salgados, doces e pratos que dividimos”, disse Nilce. A publicação contém ainda informações sobre direitos da mulher, delegacias especializadas, hospitais de referência e a Declaração Universal do Direitos Humanos.
Durante as oficinas, as sacerdotisas falam sobre autoestima, valorização da estética e cultura negra, sobre racismo, do qual também já foram vítimas, e violência doméstica. “As pessoas se sentem à vontade para falar desses assuntos e nós ouvimos, damos opinião”, disse Meninazinha.
Em um trabalho de resgate à memória, o Ilê Omolu Oxum abriu um pequeno museu para contar a história do terreiro. Fundado pela avó de Mãe Meninazinha, Iyá Davina, de quem a ialorixá é herdeira espiritual, o pequeno espaço, que está em fase de reorganização de acervo, reúne desde documentos e fotos antigas da família a objetos usados em rituais.
Com a preocupação em preservar as tradições, Mãe Meninazinha é incansável em cobrar que a Polícia Civil devolva materiais apreendidos em meados do século passado. “São assentamentos (representações), ferramentas [dos orixás] atabaques, roupas, todo o nosso sagrado”. Segundo a polícia, os materiais estão guardados em um acervo fechado à visitação.

Entidades repudiam ataques a templos de religiões africanas


Brasília - O Núcleo de Enfrentamento à Discriminação do MP do DF, abriu processo administrativo para apuração do incêndio no terreiro de Ylê Axé Oyá Bagan, dirigido por Mãe Baiana.(Valter Campanato/Agência Brasil)
O Núcleo de Enfrentamento à Discriminação do Ministério Público do Distrito Federal abriu processo administrativo para apuração do incêndio no terreiro de Ylê Axé Oyá Bagan, dirigido por Mãe BaianaValter Campanato/Agência Brasil
Entidades que representam a cultura afro-brasileira fizeram hoje (28) no Distrito Federal um ato religioso para repudiar os recentes ataques a terreiros de candomblé em Brasília e nas cidades localizadas no entorno da capital federal. O mais recente deles ocorreu na madrugada da última quinta-feira (27) no Núcleo Rural Córrego do Tamanduá, no Paranoá, região administrativa do Distrito Federal (DF) que fica a cerca de 20 quilômetros da região central de Brasília. O fogo destruiu o barracão onde os membros do terreiro Axé Oyá Bagan se reúnem, mas ninguém ficou ferido. Os crimes são investigados pelo Ministério Público e pela Polícia Civil.
Em meio a pedaços de madeira queimada e instrumentos musicais destruídos, os membros do terreiro se reuniram para afirmar que não vão tolerar os atos de vandalismo. Em três meses, este foi o quinto ataque a templos de religiões de matriz africana no Distrito Federal e no entorno. Também participaram do ato representantes da Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB-DF)  e da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
Segundo o ouvidor da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) da Presidência da República, Carlos Alberto de Souza, os templos ligados às religiões africanas da capital federal têm sido alvos frequentes de vandalismo, tipo de crime que, para ele, não pode ser considerado somente dano patrimonial, porque, além dos danos nas instalações físicas, todos os objetos ligados à religiosidade são destruídos.
"Nosso país é laico. Não pode interferir nas religiões, mas também não pode embaraçá-las. É importante que o Estado olhe para isso, sobretudo com políticas públicas para a comunidade, porque, aqui, tem ancestralidade sendo posta, não é somente uma questão de religião. Tem uma cultura que deve ser preservada e não pode ser alvo de violência. É algo assustador, e a gente precisa reagir", disse.
Na avaliação da presidenta da Fundação Cultural Palmares, Cida Abreu, o que está em discussão não são somente os atos de violência, mas a negação, pela sociedade, de um patrimônio ancestral do Brasil. "A gente entende que é um movimento recorrente. O Estado brasileiro e o governo têm que tomar uma atitude. Qualquer religião brasileira tem direito de ser resguardada pela segurança nacional, e o terreiro também tem que ser. A gente vem aqui para reafirmar a importância de reconhecer esta religião como outra qualquer", disse Cida Abreu.
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) registrou 462 casos de intolerância religiosa contra pessoas ligadas às religiões africanas entre 2011 e 2014, por meio do serviço telefônico Disque 100. Para entrar em contato com a central de atendimento e denunciar violações de direitos humanos basta ligar gratuitamente para o número 100.

Bloqueio de recursos pode paralisar governo, dizem especialistas

O contingenciamento de recursos que será publicado na segunda-feira (30) poderá levar à paralisia do governo, caso o Congresso demore a aprovar a alteração da meta fiscal de 2015, avaliam economistas. Eles acreditam que o prolongamento do bloqueio de R$ 10,7 bilhões poderá comprometer o funcionamento da máquina pública.
O decreto sustará o pagamento de todas as despesas não obrigatórias do governo, aquelas que não são determinadas por lei ou pela Constituição. O contingenciamento não suspenderá apenas a compra de equipamentos e obras públicas, mas as despesas de custeio (manutenção) do governo, interrompendo o pagamento de contas de energia, água, telefone e de aluguéis dos órgãos públicos. Os contratos de terceirização, como vigilância, recepção, limpeza e manutenção de informática, também serão prejudicados. As atividades de fiscalização ficarão sem verbas.
As despesas mínimas estabelecidas pela Constituição em saúde e educação, assim como os salários do funcionalismo e os benefícios previdenciários e trabalhistas, estão garantidos. No entanto, ainda não está claro se programas sociais como o Bolsa Família, cujos gastos não são obrigatórios, foram preservados do contingenciamento. O detalhamento dos cortes só será divulgado na próxima semana.
Segundo o coordenador do curso de Economia do Ibmec, Márcio Salvato, em um primeiro momento, a medida significa o atraso no pagamento de contratos por alguns dias. No entanto, caso a crise se prolongue, poderá levar à paralisia da máquina pública, na sua avaliação.
"O decreto [de contingenciamento] é consequência de um impasse político que se refletiu nas contas públicas. O governo está em uma situação complicadíssima”, explica Salvato. “É como se o dono de uma indústria tivesse de fechar uma fábrica porque não tem mais dinheiro para fazê-la funcionar.”
Membro do Conselho Federal de Economia, Fábio Silva diz que, dado o impacto da crise econômica e do impasse político, o governo não tinha opção. “A gente está caminhando para um contingenciamento de grandes proporções. O país está prestes a encerrar o ano com um déficit primário muito grande e não vejo alternativa no curto prazo a não ser medida que vá na direção de cortar onde nem tem mais onde cortar”, diz.
Ao anunciar a edição do decreto, o Palácio do Planalto informou que a situação será apenas temporária, até que o Congresso Nacional aprove o projeto de lei que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2015 e revise a meta fiscal para este ano. Prevista para ocorrer na quarta-feira (25), a votação foi adiada por causa da prisão do líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS).
No início do ano, o governo tinha estipulado meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) em R$ 66,3 bilhões – R$ 55,3 bilhões para a União e R$ 11 bilhões para estados e municípios. No entanto, as dificuldades para cortar gastos e a crise econômica, que derrubou a arrecadação, fizeram a equipe econômica revisar a meta fiscal de 2015 para déficit primário de R$ 51,8 bilhões. Por causa do reconhecimento dos atrasos nos repasses a bancos públicos, o valor do déficit subirá para R$ 119,9 bilhões caso a alteração da LDO seja aprovada pelos parlamentares.
O governo teve de editar o decreto para evitar um desentendimento jurídico com o Tribunal de Contas da União. Na quinta-feira (26), o Ministério Público de Contas tinha recomendado o pagamento integral dos atrasos nos repasses a bancos públicos até o fim do ano. No entanto, para que isso possa ser feito, o Congresso precisava ter aprovado a nova meta de déficit primário. Como a meta que ainda está valendo é o superávit de R$ 66,3 bilhões, o governo viu-se obrigado a fazer o novo corte orçamentário.

Ministério da Saúde confirma relação entre vírus Zika e microcefalia


Aedes aegypt
Exames feitos em bebê nascido no Ceará com microcefalia e outras malformações congênitas revelaram a presença do vírus em amostras de sangue e tecidos Agência Brasil/Arquivo
O Ministério da Saúde confirmou hoje (28) que existe relação entre o vírus Zika e os casos de microcefalia na Região Nordeste do país. Segundo nota divulgada pela pasta, exames feitos em um bebê nascido no Ceará com microcefalia e outras malformações congênitas revelaram a presença do vírus em amostras de sangue e tecidos.
O resultado enviado pelo Instituto Evandro Chagas revelou, segundo o ministério, “uma situação inédita na pesquisa científica mundial”. O governo assegurou que vai dar continuidade às investigações para descobrir quais as formas de transmissão, como o vírus atua no organismo e qual período de maior vulnerabilidade para a gestante. “Em análise inicial, o risco está associado aos três primeiros meses de gravidez”, complementou.
Ontem (27), o instituto de pesquisa notificou o governo sobre outros dois óbitos relacionados ao vírus Zika. As análises indicaram que o vírus pode ter contribuído para agravar estes casos. “Esta foi a primeira ligação de morte relacionada ao vírus zika no mundo, o que demostra uma semelhança com a dengue”.
O primeiro caso confirmado foi o de um homem com histórico de lúpus e de uso crônico de medicamentos corticoides, no Maranhão, e o segundo é o de uma menina de 16 anos, no Pará, que morreu no final de outubro, depois de relatar sintomas semelhantes ao de dengue, como dor de cabeça e náuseas.
Diante dessa declaração, a expectativa é que sejam redobradas ações nacionais para combater o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela disseminação da dengue, Zika e chikungunya. “O momento agora é de unir esforços para intensificar ainda mais as ações e mobilização”, alertou o ministério.

MADE IN BRAZIL IMPERDIVEL

Tenho um amigo que é feliz proprietário de um carro sueco Volvo. Marca excelente, considerado o carro mais seguro do mundo. Mas como todo automóvel, eventualmente apresenta algum problema. Neste caso foi uma pequena irregularidade no funcionamento do motor. Como o proprietário é engenheiro e gosta do assunto, dedicou-se a pesquisar pessoalmente o que estava ocorrendo. Constatou-se que um dos bicos injetores dos cinco cilindros estava enviando uma quantidade maior de combustível que os demais, o que ocasionava o funcionamento irregular. Bastaria portanto, substituir o bico avariado. Uma peça do tamanho de um isqueiro BIC. Melhor seria a substituição dos cinco bicos. Segundo cotação realizada na Volvo do Brasil, os bicos, no mercado brasileiro, custavam aproximadamente R$ 700,00 cada – ou seja,
R$ 3.500,00 os cinco.
Para tirar a dúvida, nosso amigo resolveu consultar o site internacional de compras E-Bay. E lá encontrou os cinco bicos por apenas US$ 280,00 mais US$ 25,00 de frete. Uma diferença absurda a favor do consumidor, visto que, pagando um, ele levaria os cinco bicos. Veja abaixo:


Até aqui, nenhuma novidade. Todo o mundo sabe a taxação estratosférica de qualquer produto "importado" para o Brasil.
A surpresa veio 15 dias depois, quando o produto chegou. Veja a foto. O produto tinha na embalagem a inscrição MADE IN BRAZIL. Fabricado pela BOSCH brasileira.
É aquela política terrível de, como brasileiros, não termos acesso a certos produtos. São apenas "for export". Ridícula intervenção do Estado na Economia.
Num momento em que o país é sacudido de Norte a Sul com o grito de "NÃO AGUENTO MAIS!" , trago mais este ingrediente à pauta de cretinices a que os brasileiros são submetidos diariamente.
Em plena era da globalização somos uma ilha de explorados economicamente como se tivéssemos os portos (ou os olhos) fechados a produtos das "nações amigas", como se dizia muito antigamente. E o pior, é que o produto é fabricado aqui, mas não está à disposição dos nativos, nós. Isso é coisa de governos de países TOTALITÁRIOS.
Esta é mais uma entre as várias formas pelas quais somos roubados pelo governo. Uma vergonha.
Atualmente, não existe absolutamente nenhum produto que seja barato no Brasil. Tudo está custando “o olho da cara”. Carro, gasolina, ingresso de futebol, cinema, teatro, restaurante, roupa, tênis, computador, celular, supermercado, seguro, plano de saúde, condomínio, bebida, cigarro, feira da semana etc. Nada aqui tem preço bom e é por isso que inúmeras pessoas fazem “ponte aérea” pra Miami. Experimente cotar uma viagem para um resort no Nordeste e outra para Miami ou Orlando. Não tem comparação!
É o resultado de 10 anos de governo de um partido que não pensa a longo prazo, que apela para o populismo e tem a cara de pau de assumir alianças que só pensam no próprio partido.

O sertão é o cenário do game paraibano 'Lampião Verde: A Maldição da Botija'

“Saci Pererê e essas coisas de folclore são legais, mas a gente quis mostrar uma cultura viva”, explica Rubem Medeiros, criador do game. Conheça a proposta do projeto que promove a rica cultura popular nordestina:
Imerso na beleza e no lirismo da cultura popular nordestina, game com anti-herói bem brasileiro mistura assombrações com xaxado e Glauber Rocha com Hermeto…
REVISTAGALILEU.GLOBO.COM

Jogadores do Inter admitem queda de rendimento no 2º tempo

Goleiro Muriel acredita na vaga e convocou a torcida para lotar o Beira-Rio contra o Cruzeiro
Paulão lamentou a queda de rendimento no segundo tempo | Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP
Paulão lamentou a queda de rendimento no segundo tempo | Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP
Os jogadores do Inter deixaram o gramado do Maracanã, após o empate em 1 a 1 com o Fluminense, lamentando o resultado contra um adversário que tinha um jogador a menos. O zagueiro Ernando lembrou que os erros foram decisivos e complicaram a luta pela vaga à Libertadores 2016.

“Difícil. Acabamos perdendo com nossos próprios erros. Deveríamos ter mais tranquilidade. Ter tocado mais a bola com um homem a mais no segundo tempo. Em um campo grande oferecemos o contra-ataque. Criamos algumas chances no primeiro tempo, poderíamos ter feito 2 a 0 que ia nos dar mais tranquilidade, mas não podemos achar culpados. Errou todo mundo. Vamos firme para buscar a vitória no último jogo”, revelou o defensor. 

Paulão ressaltou que a equipe não obteve o resultado positivo por ter deixado o ritmo cair. “A partir do momento que achamos que 1 a 0 é um resultado garantido, as coisas podem acabar dar errado. Podemos ser surpreendido a qualquer momento e foi o que aconteceu. Entramos com um ritmo, marcamos o gol e depois diminuímos. A equipe do Fluminense estava aí para complicar e acabou complicando”, declarou o zagueiro. 

O goleiro Muriel lembrou que o Fluminense voltou melhor e teve méritos na busca pelo resultado. “Fizemos um excelente primeiro tempo. No segundo, com um a mais, tínhamos que manter e não conseguimos. O Fluminense tem seus méritos, pois lutou até o fim com um a mais. Seguimos de cabeça erguida, pois somos muito fortes no Beira-Rio e contamos com a nossa torcida no último jogo”, disse o arqueiro. 

O Inter folga no domingo e na segunda-feira. A reapresentação está marcada para terça-feira às 15h30min no CT do Parque Gigante. O próximo e último compromisso do Colorado no Brasileiro, contra o Cruzeiro, está marcado para domingo, às 17h, no estádio Beira-Rio. 

Beduínos

Diretamente ligada ao deserto está a figura do beduíno, o árabe nômade, que perambula de um lado para o outro, vendendo os seus produtos. Embora o árabe possa ser classificado como o homem da cidade, camponês e beduíno, é este último, sem dúvida, que tem uma presença mais marcante na história daquele povo. Até porque, segundo a crença dos próprios beduínos, “o povo do deserto está mais perto de Deus do que as pessoas estabelecidas”. É justamente através das lutas desse povo nômade que é traçada a história da Arábia, que nada mais é do que uma disputa de feudos.
Divididos em tribos, clãs, linhagens e acampamentos, os árabes constantemente lutavam entre si, governados pelas nobres regras do combate por um calendário lunar que estabelecia oito meses para hostilidades e quatro para a paz.

Os ataques incessantes eram parte guerra, parte esporte. A guerra não chegava a ter dimensão política. Lutava-se por qualquer coisa. Seja pela manutenção de um poço de água em sua parte qualquer do deserto, seja pela disputa de alguma mercadoria. Uma das características do mundo árabe é a mudança constante de aliados e de inimigos. Unem-se diante de uma ameaça comum, mas assim esta passa voltam a separar-se. Há inclusive um ditado diz mais ou menos assim: “eu sou contra o meu irmão. Mas eu e o meu irmão somos contra o nosso primo. Eu, meu irmão e nosso primo somos contra o estrangeiro”. 

São Paulo, de virada, derrota o Figueirense por 3 a 2

Gol da vitória no jogo que marcou a despedida de Luis Fabiano saiu aos 49 do segundo tempo
Luis Fabiano marcou o primeiro gol e se despediu do São Paulo | Foto: Adriana Spaca / Brazil Photo Press / Folhapress / CP
Luis Fabiano marcou o primeiro gol e se despediu do São Paulo | Foto: Adriana Spaca / Brazil Photo Press / Folhapress / CP
Era jogo para vencer sem sofrimento, mas foi um sufoco até o último minuto. Mesmo sem uma grande atuação, o São Paulo lutou e conseguiu a virada em casa por 3 a 2, com um gol aos 45 e outro aos 49 minutos do segundo tempo, neste
sábado, no Morumbi, após ser cobrado por falta de raça e vontade por sua torcida. No fim, acabou sendo uma boa homenagem para Luis Fabiano, que anunciou que não joga mais pelo clube, e para Rogério Ceni, que também está de partida.

Em dias de homenagens e despedidas, o São Paulo entrou em campo com uma camisa cinza, geralmente usada por Rogério Ceni, para lembrar aquele que seria o último jogo do goleiro no estádio do Morumbi, caso tivesse atuado.

O resultado levou o São Paulo aos 59 pontos na quarta colocação, enquanto o Figueirense estacionou nos 40 pontos e segue sob séria ameaça de rebaixamento.

Com a bola rolando, o São Paulo mostrou os problemas de outrora e a irregularidade que perpetuou ao longo do Brasileiro. Do meio para frente, o time conseguia esboçar lances de criatividade, enquanto na defesa toda bola que chegava era um sufoco.

Mesmo com as dificuldades, o time da casa conseguiu abrir o placar aos 10 minutos. A defesa do Figueirense saiu jogando errado, Thiago Mendes ficou com a bola e após boa troca de passes entre Pato e Ganso, Luis Fabiano recebeu dentro da área e bateu rasteiro para alegria dos poucos são-paulinos presentes no Morumbi.

Na comemoração, emoção do ídolo tricolor. Após ter chorado no início da partida, ele saiu correndo, se ajoelhou no símbolo do clube e beijou, enquanto os torcedores "normais" gritavam seu nome e as organizadas falavam "Luis Pipoqueiro".

O gol assustou o Figueirense, que ainda viu Rodrigo Caio acertar a trave em cabeçada, após cobrança de falta de Pato. Melhor em campo, a equipe tricolor se acomodou e o Figueirense saiu do campo de defesa com rápidos contra-ataques. Em um deles, aos 27,  Lucão e Hudson deram espaço na defesa, Clayton recebeu passe de Dudu e, com liberdade na entrada da pequena área, bateu sem chances para Dênis.

Na etapa final, o São Paulo passou a ter mais a bola no pé, principalmente com Ganso e mesmo assim o time pouco produziu, devido o excesso de passes errados. Milton Cruz tirou Bruno e Pato e colocou Alan Kardec e Centurion, aumentando o poderio de ataque. Visivelmente afoitos e pressionados, os são-paulinos passaram a apostar tudo nos
cruzamentos para a área, sem grandes efeitos.

O Figueirense se fechou e só saiu para o ataque quando via real oportunidade de chegar. Ela apareceu aos 29 minutos. Marquinhos desviou cobrança de falta e Carlos Alberto, livre, deu de voleio e virou o placar.

A virada ligou o São Paulo. Na raça, já que tecnicamente todo o time estava mal, os mandantes foram para cima e conseguiram reverter. Após tanta insistência nos cruzamentos para a área e uma finalização de Ganso que bateu no travessão, veio o gol. Hudson jogou na cabeça de Alan Kardec, que empatou o jogo aos 45.

E, quatro minutos depois, Thiago Mendes pegou rebote da zaga, acertou um forte chute rasteiro e garantiu a sofrida virada tricolor no último lance da partida, garantido um adeus aos ídolos são-paulinos com um pouco mais de dignidade.
Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Prefiro ser o “primeiro dos últimos”, afirma Marcelo Grohe

Goleiro do Grêmio lembrou que terminar em 2º é uma vitória para o grupo por tudo o que ocorreu
Grohe quer Grêmio lutando pela segunda colocação do Brasileiro | Foto: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP
Grohe quer Grêmio lutando pela segunda colocação do Brasileiro | Foto: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP
Com informações do repórter da Rádio Guaíba, Ígor Póvoa 

Marcelo Grohe quer o Grêmio focado em vitória contra o Atlético-MG, domingo, na Arena. Ele quer seguir sonhando com a segunda colocação do Brasileiro. Para o camisa 1 do Tricolor, apesar de algumas pessoas julgarem que a posição equivale a “primeira dos últimos”, é uma espécie de recompensa pelo trabalho feito durante toda a temporada.

“No Brasil, temos a cultura que o segundo (colocado) é o primeiro dos últimos e o terceiro o segundo. Então, prefiro ser segundo do que terceiro. Claro, tem a situação da premiação que é maior, mas acredito que chegar na segunda colocação é uma vitória para o grupo. Principalmente, depois de viver tudo que vivemos no primeiro semestre. As incertezas no começo do ano. Dúvidas a respeito da capacidade dos jogadores. Muitos achavam, talvez até com justiça pelo que estávamos apresentando, que a gente brigaria na parte de baixo da tabela. Hoje estamos na condição de chegar na segunda melhor campanha da competição. Eu acho que é uma vitória para o nosso grupo”, declarou Grohe.

Para atingir a meta de terminar na segunda colocação, o Grêmio precisará vencer o Atlético e torcer por, pelo menos, um empate dos mineiros na última rodada. Após 36 jogos, o Tricolor tem 62 pontos contra 66 do adversário de domingo. Além do desejo de conquistar os três pontos, os jogadores também querem terminar a temporada com uma vitória diante do seu torcedor.

“É o nosso último jogo diante do nosso torcedor esse ano e é sempre bom encerrar a temporada dentro de casa com a vitória. Matematicamente não estamos garantidos na Libertadores, apesar de sabermos que é muito difícil perder a vaga. Porém, precisamos confirmar em um jogo difícil contra uma grande equipe. Seria muito importante a vitória. Ser segundo é melhor do que terceiro. Tem alguns ingredientes que nos motivam para esse jogo”, afirmou o camisa 1.

Grêmio e Atlético-MG se enfrentam neste domingo, às 17h, na Arena. Na última rodada, os mineiros enfrentam a Chapecoense, no Mineirão. Já o Tricolor vai a Joinville enfrentar o clube local. A tendência é que todos os jogos ocorram no próximo domingo e no mesmo horário. 

Rádio Guaíba e Correio do Povo