Saiba o que pressiona a inflação e entenda a tendência para os preços

Economistas já preveem que a inflação ultrapassará os 10% em 2015. Ao olhar de perto o IPCA, o índice oficial, no entanto, é possível enxergar tendências bastante distintas -e entendê-las requer maior compreensão da economia.

ALIMENTOS, ENERGIA E GASOLINA

Em 2015, ficou difícil competir com o aumento nos preços administrados. Controlados pelo governo, eles não seguem necessariamente as regras de oferta e demanda que regem o mercado. Nos últimos anos, por exemplo, os reajustes naturais do preço da gasolina foram contidos para não pesar no bolso do consumidor.

Agora, com a crise no governo e na Petrobras, já não é possível segurar os custos. E os preços subiram 17,93% nos últimos 12 meses.



A mesma tendência é vista nos custos da energia elétrica, cujo aumento foi de 52,30%. "Os preços que mais aumentaram neste ano foram definitivamente os administrados. Eles são responsáveis por cerca de 50% da alta da inflação neste ano -e metade disso é energia", afirma André Chagas, professor da FEA-USP.

A inflação de alimentos, por sua vez, é um vilão tradicional em momentos de alta de preços -e pesa mais para as classes mais baixas.

Além de serem afetados por fatores sazonais, alguns itens, como produtos industrializados, têm subido pela redução da concorrência com produtos importados. Com a alta do dólar, a presença deles nas prateleiras diminui, abrindo espaço para a alta nos preços nacionais.

SERVIÇOS

O setor de serviços deverá encolher pela primeira vez em 20 anos, mas os preços médios cobrados pelos profissionais continuam subindo com força.

O motivo da resistência é a dificuldade de substituição, além da conveniência de continuar com o profissional conhecido e cuja qualidade já foi aprovada.

É o caso da categoria serviços pessoais, em que se encaixam costureira, manicure, cabeleireiro e empregado doméstico.





Por maior que seja a crise, alguns serviços são ainda mais difíceis de serem cortados, como planos de saúde e gastos médicos. "Ninguém deixa de ir ao médico por causa da crise. Pode até reduzir o número de consultas e exames, mas vai cuidar da saúde", diz Otto Nogami, do Insper.

Alguns serviços chegam a ser beneficiados em época de crise. É o caso de sapateiros e costureiras, que são requisitados para recuperar e adaptar calçados e roupas que seriam substituídos por artigos novos.

NATAL

Nem tudo ficou mais caro com a turbulência econômica. Itens procurados nas compras de Natal, como eletroeletrônicos, roupas e viagens de fim de ano, tiveram aumento menor de preços -e em alguns casos, até redução. "Estes são os mocinhos, por assim dizer", diz André Chagas, da FEA-USP.

Com características de bem de luxo, esses itens são beneficiados em momentos positivos da economia e bastante prejudicados quando há crise e queda da renda no país.



Os preços de hotéis, por exemplo, caíram 4,72% em 12 meses, ao mesmo tempo em que ficam mais frequentes as promoções de passagens aéreas. Além disso, itens como geladeira e máquina de lavar tiveram aumento de apenas 0,97% no período, ante 9,93% do IPCA.



LOTERIA

Em tempos de crise, o aumento de preço das loterias da Caixa Econômica Federal pesou no bolso do consumidor e contaminou os índices de inflação. Autorizado em maio pelo governo, o aumento respondeu por 0,12 ponto percentual da alta de 0,79% do IPCA de junho.

Mas os campeões absolutos de aumento de preço neste ano são os alimentos, com destaque para o abacate e a batata inglesa, que subiram quase 80% e 60% devido ao clima seco no Sudeste, especialmente em São Paulo.


Fonte: Folha Online - 23/11/2015 e Endividado

Veja oito sinais de que você está endividado

Estar em dia com as contas e ter dinheiro sobrando para o lazer é uma realidade cada vez mais difícil para os brasileiros, especialmente em um cenário de queda na renda, aumento do desemprego e inflação alta.

Identificar a necessidade de reorganizar as finanças é importante, pois quanto antes o processo começar, maior é sua chance de sucesso. A Folha listou oito sinais que te ajudarão a perceber se você está endividado. Confira!

1 - Cheque especial

Contar todo mês com este recurso é sinal de que as finanças não estão sob controle. É um empréstimo temporário que, embora permita com que você continue gastando mesmo quando seu salário termina, terá que ser devolvido em algum momento —e com juros altos.

Os dias "sem juros" oferecidos pelos bancos no cheque especial podem parecer uma boa opção num primeiro momento, mas caso o dinheiro não seja reposto dentro deste prazo, serão cobrados juros sobre o período total que o crédito foi utilizado.

2 - Cartões demais

Ter muitos cartões aumenta a chance de o consumidor perder o controle dos gastos em cada produto, o que o leva a ficar inadimplente.

Cartões de crédito são os grandes vilões dos consumidores, com as maiores taxas de juros do mercado, por isso seu uso deve ser sempre bem pensado —e evitado sempre que possível.

O ideal é que o vencimento da fatura seja sempre no mesmo dia que o consumidor recebe seu salário, diminuindo assim o risco de calote.

3 - Afundado em contas

Quando você acaba de receber e, após pagar as contas, não sobra mais nada no banco. Este é um alerta para reorganizar suas finanças.

Especialistas recomendam que o consumidor não comprometa, por exemplo, mais do que 30% da renda com financiamentos.

É preciso lembrar que você precisará de dinheiro para se manter no restante do mês, e nunca se sabe quando uma emergência —como conserto de carro ou compra de medicamentos— pode surgir.
 
4 - Priorizando pagamentos

Quando você percebe que seu salário não cobre todas as contas do mês e, portanto, começa a priorizar seus pagamentos.

Isto pode se tornar uma armadilha, pois é fácil perder o controle sobre quais contas estão em atraso e pode te levar a ficar com o nome negativado em órgãos de proteção ao crédito.

5 - Renegociação constante

Renegociar a dívida é sempre uma boa solução, mas cuidado para isto não se tornar um "vício". O acordo é uma medida para solucionar seu descontrole financeiro.

Fazê-lo e descumpri-lo torna a situação ainda mais difícil de ser resolvida. Procurar ajuda de órgãos como os Procons pode ser uma saída para quem não sabe por onde começar a se organizar financeiramente.   

6 - Desapegando

Quando você começa a querer se desfazer, todo mês, de algum item não muito utilizado, mas que seu valor de venda pode cobrir "buracos" na conta do banco.

Vender objetos que estão "encostados" em casa pode ser uma boa fonte de renda em casos de emergências financeiras, mas se acostumar a isso é perigoso.

É preciso lembrar que esta é uma opção limitada e que você pode não conseguir vender o item pelo valor desejado ou no prazo pretendido. 

7 - Empréstimo aqui e ali

Quando você sabe que recorrer a empréstimos com bancos para pagar contas não é um bom negócio, mas constantemente recebe ajuda financeira de familiares ou amigos.

Isso pode virar uma "bola de neve" e em breve você vai estar pegando um empréstimo para cobrir outro. As chances de desfazer amizades também são grandes.

8 - Sonhos distantes

Quando suas contas constantemente te impedem de comprar aquele carro desejado ou de fazer a viagem dos sonhos.

Em alguns casos, até mesmo desejos mais simples como comprar uma blusa ou ir ao teatro acabam sendo "barrados" pelo saldo zerado no banco.

Priorizar o pagamento de contas é importante, mas é preciso também organizar as finanças para que seja possível ter uma folga no orçamento mensal para destinar ao lazer.
Fonte: Folha Online - 23/11/2015 e Endividado

SBT Brasil procura endividados para entrevista

O produtor do canal de tv SBT Brasil, entrou em contato conosco procurando consumidores que este ano tiveram que fazer empréstimos para pagar dívidas.

Ele procura pessoas de Porto Alegre/RS e região metropolitana para gravar uma entrevista hoje.

É garantido o sigilo de seus dados.

Se você tem interesse entre em contato através do e-mail csgoulart.goulart@gmail.com

Att,

SOS Consumidor
Fonte: SOS Consumidor - 24/11/2015 e Endividado