Eletrodomésticos vão ficar mais caros com alta do preço do aço, diz executivo

Representantes da indústria elétrica e eletroeletrônica reagiram ao possível aumento das alíquotas de importação do aço e já falam em repassar um eventual impacto aos preços de seus produtos, diante da impossibilidade de absorver o custo por causa da queda nas vendas.

Parte dos fabricantes não descarta ainda efeitos no emprego do setor que já sofre com a crise econômica.

O governo confirmou nesta quarta (18) que estuda medidas de proteção à indústria de aço brasileira, como o aumento da alíquota de importação. As alíquotas de importação de alguns produtos siderúrgicos podem subir de 8% a 14% para entre 15% e 20%. Ainda não há uma decisão tomada, segundo a Folha apurou, e, se houver aumento do imposto, será temporário, até que o país volte a crescer.





"Quando há aumento no aço, é impossível não passar ao revendedor e aí para o consumidor. Alguns outros tipos de aumento, a indústria até segura. Mas o aumento do aço é direto na veia", diz Lourival Kiçula, presidente da Eletros, a associação que reúne fabricantes de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

Com a pressão no custo da matéria-prima, os produtos que devem ser mais atingidos são os itens da chamada linha branca -fogão, geladeira, máquina de lavar roupa.

"O efeito do aumento é ainda mais preocupante no atual período de queda de vendas, diz Kiçula. "Pressão de custos dessa forma prejudica os esforços da indústria para manter vendas e, consequentemente, o nível de emprego."





RETRAÇÃO

Segundo a Eletros, a venda de eletrodomésticos caiu 11% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2014, e a previsão é fechar 2015 com queda de 17% na linha branca.

No ano passado, as indústrias do setor empregavam 103 mil pessoas de forma direta e foram responsáveis pela geração de 217 mil empregos indiretos.
Com a retração das vendas, no acumulado até agosto de 2015, houve uma queda de 20% no emprego direto e a estimativa é que esse número suba para 35% até dezembro.

"As indústrias já fizeram demissões para se ajustarem [à queda da demanda]. Mas, se tiver aumento do custo do aço em um momento em que inflação está em alta, renda menor e o consumidor receoso em comprar, isso nos preocupa e muito", diz Kiçula.

A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) -que reúne os fabricantes dos segmentos de motores, geradores, compressores, entre outros, importantes consumidores de aço -tem as mesma avaliação.





Para a associação, um eventual aumento das alíquotas do imposto de importação de aço traria "impactos significativos para toda a cadeia produtiva, comprometendo a rentabilidade das empresas e colocando em risco seus investimentos e o nível de emprego do setor eletroeletrônico".

De acordo com a entidade, "as empresas já vêm sendo pressionadas a reduzir seus preços, uma vez que seus clientes, fabricantes de bens finais, tentam ajustar seus custos em um mercado extremamente contraído. A majoração do aço traria impacto adicional a uma conjuntura já bastante preocupante."

Pelos dados disponíveis até setembro, a produção do setor eletroeletrônico recuou 23,5% em relação a setembro de 2014.

De janeiro a setembro deste ano, segundo dados da Abinee, as indústrias elétricas e eletrônicas fecharam 28,6 mil vagas, reduzindo para 264,9 mil o número de empregados diretos no setor.

Nos últimos 12 meses, o saldo negativo entre o total de admissões e de desligamentos chegou a 36,5 mil vagas.

Em dezembro do ano passado, o setor empregava 293,6 mil trabalhadores. A previsão da Abinee é chegar em dezembro deste ano com 260 mil empregados.
Fonte: Folha Online - 23/11/2015 e Endividado

Mais um caso de nudes no GDF: foto pornô é enviada do celular do secretário de Educação


Imagem: Thiago Fagundes/CB/D.A Press
BLOGS.CORREIOBRAZILIENSE.COM.BR

Dilma deve se opor a Macri sobre Venezuela

Camargo Corrêa vende fabricante da Havaianas por R$ 2,7 bi à dona da JBS

A Alpargatas, que produz os chinelos Havaianas, será vendida pela sua controladora Camargo Corrêa por R$ 2,67 bilhões à J&F Investimentos. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (23) pela empresa.

O valor representa preço por ação de R$ 12,85, segundo o comunicado, ante preço de fechamento de R$ 9,73 da ação da Alpargatas na quinta-feira.

O preço será pago à vista na data do fechamento da operação, informou a Alpargatas, que também detém as marcas Mizuno, Timberland e Osklen e é a maior empresa de calçados da América Latina.

O negócio ainda precisa ser aprovado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

A J&F, que controla a maior processadora de carnes do mundo, JBS, está comprando 161.846.378 ações ordinárias e 45.729.086 preferenciais da Alpargatas, representando 66,99% e 19,98% dessas classes de papéis, respectivamente. O negócio envolve 44,12% do capital total da empresa de moda.

No comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a J&F afirma que o objetivo da aquisição da Alpargatas é diversificar o portfólio de negócios da empresa, que passa agora a abarcar o mercado de moda e vestuário.

A operação está condicionada ao lançamento de uma OPA (Oferta Pública de Aquisição de ações) da Alpargatas pela J&F, que disse não ter intenção no momento de cancelar o registro de companhia aberta da empresa de moda no prazo de um ano —ou seja, a empresa continuará tendo parte de suas ações negociadas na Bolsa.

Às 11h00, as ações com direito a voto da Alpargatas subiam perto de 4% na Bovespa, para R$ 10,36, com o preço se alinhando ao valor estimado a ser pago aos acionistas minoritários na OPA.

Já as ações preferenciais da companhia, que não serão alvo de OPA, recuavam quase 6%, cotadas a R$ 9,16. Essa classe de papéis acumulou valorização de quase 45% desde que a Camargo Corrêa anunciou, no começo de outubro, que analisava alternativas para seu investimento na Alpargatas.

No início do mês, a Alpargatas (3) havia anunciado a venda de suas marcas Topper e Rainha por R$ 48,7 milhões para o Sforza, grupo de investidores liderado pelo empresário Carlos Wizard Martins. O negócio não incluiu ativos industriais.

Wizard é conhecido por ter fundado a rede de idiomas de mesmo nome em 1987 e vendido a companhia, que incluía bandeiras como Yázigi e Skill, para a britânica Pearson em 2013 por R$ 2 bilhões.

CAMARGO CORRÊA

Com faturamento previsto em R$ 27,6 bilhões neste ano, o Grupo Camargo Corrêa é uma das principais empresas atingidas pela Operação Lava Jato, e dono da única das grandes empreiteiras a admitir participação nos esquemas de cartel e propina na Petrobras e no setor elétrico.

Em agosto, a empreiteira assinou acordo de leniência com o Ministério Público Federal em que reconhece crimes como cartel, fraude à licitação, corrupção e lavagem de dinheiro, se comprometendo a devolver R$ 700 milhões.

Além da venda da Alpargatas, em cujo capital tem participação desde 1982, a empresa também busca no mercado um sócio para a InterCement, cimenteira que é o principal negócio do grupo.

Em entrevista publicada pela Folha na última quarta-feira, o presidente da Camargo Corrêa, Vitor Hallack, afirmou que a dívida líquida gerencial da empresa é de R$ 24 bilhões, e a de curto prazo, de R$ 2 bilhões.

Ao falar da dívida, ele destacou os R$ 9 bilhões gastos anteriormente na compra da cimenteira portuguesa Cimpor.

"Isso aumentou o endividamento, que esperávamos equacionar com desinvestimento [venda de ativos], dívida e a geração de caixa dos próprios negócios. Mas, com a retração econômica, nossas previsões não se confirmaram e a isso se somou o aumento dos juros (...) Como somos um grupo financeiramente conservador, podemos lidar com o endividamento vendendo ativos ou alongando dívidas", afirmou.

RAIO-X

Alpargatas/2015

Receita líquida no 1º semestre R$ 1,946 bilhão

Ebitda R$ 263,7 milhões

Número de funcionários 18,6 mil

J&F Investimentos

Negócios JBS, Vigor, Flora, Eldorado Brasil, Banco Original, Canal Rural, Oklahoma, Floresta Agropecuária, Alpargatas (à espera de aprovação pelo Cade)

Grupo Camargo Corrêa/2015

Faturamento previsto R$ 27,6 bilhões

Ebitda R$ 4,5 bilhões

Dívida líquida R$ 24 bilhões

Principais concorrentes Odebrecht, Andrade Gutierrez e OAS
Fonte: Folha Online - 23/11/2015 e Endividado

Consumidor inadimplente não tem ideia de quanto ganha

Quase a metade reconhece saber pouco sobre sua renda disponível 

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) feita somente com consumidores inadimplentes, em todas as capitais, revela que muitos deles têm pouco ou nenhum conhecimento sobre o seu orçamento. De acordo com o levantamento, quase a metade (47%) dos entrevistados reconhece saber pouco ou nada sobre a renda disponível para o próximo mês. E mesmo estando com contas atrasadas há mais de 90 dias, 53% dos consumidores entrevistados não sabem ao certo quais despesas terão de cortar para reequilibrar o orçamento pessoal. O comportamento inadimplente é prática recorrente entre os entrevistados: 33% dos consumidores ouvidos garantem fechar o mês no vermelho, sempre ou na maioria das vezes.

O estudo revela também que quatro em cada dez (42%) entrevistados admitem saber pouco ou nada sobre o valor de suas contas básicas do mês seguinte, sendo que essa proporção aumenta entre os menores escolarizados: 49% para quem tem no máximo o ensino fundamental.

O desconhecimento abrange inclusive as compras feitas no cartão de crédito. Dentre os consumidores inadimplentes ouvidos, 46% desconhecem ou sabem pouco sobre o valor total das compras feitas recentemente no cartão, 47% não sabem ao certo quais produtos e serviços foram adquiridos no cartão de crédito e 48% admitem ter pouco ou nenhum conhecimento sobre o número de parcelas em que dividiram as suas últimas compras. "O desconhecimento em relação aos gastos com o cartão de crédito é preocupante porque essa modalidade de crédito costuma oferecer taxas de juros elevados, com média acima de 400% ao ano, e pode representar um grave risco para as finanças do consumidor", explica Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Metodologia


Para investigar o nível de conhecimento dos consumidores inadimplentes a respeito de seu orçamento pessoal e o grau de habilidades financeiras, o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) ouviram pessoalmente 600 consumidores de ambos os gêneros e de todas as classes econômicas e acima de 18 anos nas 27 capitais. São considerados inadimplentes os consumidores que declararam ter pelo menos uma conta com o pagamento atrasado há mais de 90 dias. A margem de erro é de no máximo 4,0 pontos percentuais com uma margem de confiança de 95%. Isso significa que em 100 levantamentos com a mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões.
Fonte: Amanhã - 23/11/2015 e Endividado

McDonald’s dá um Big Mac de graça para quem comprar outro nesta semana

BIG MAC DE GRAÇA??? Estou saindo para o McDonald's já!
O carro-chefe da rede de fast food entra em oferta em todo o país
INFOMONEY.COM.BR|POR PAULA ZOGBI