A produção, já disponível no streaming da RECORD, mostra como estão as cidades japonesas arrasadas pela guerra, e traz relatos emocionantes de sobreviventes
Na semana em que se completam 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, após o ataque de bombas atômicas contra o Japão, o PlayPlus lança o documentário “Ecos da II Guerra”, produção original do streaming da RECORD.
Em 6 de agosto de 1945 os EUA atacaram Hiroshima com uma bomba atômica e, três dias depois, foi a vez de Nagasaki ser devastada. Os dois episódios dramáticos levaram à rendição japonesa e, consequentemente, ao fim do conflito. Oitenta anos depois, Ecos da II Guerra mostra como estão hoje as cidades japonesas que foram arrasadas pela guerra.
A produção conta ainda com relatos de sobreviventes no Japão e aqui do Brasil, afinal, a população brasileira também foi duramente afetada pelo sangrento conflito que mudou os rumos da história mundial.
“No dia em que caiu a bomba atômica, o tempo era bom. Eu e o meu irmão mais velho estávamos brincando com amiguinhos”, conta Junko Watanabe, uma das sobreviventes do ataque no Japão.
“Eu olhei meu pai e as costas dele estavam sangrando. Depois ele teve câncer de estômago. Eu, câncer de próstata. E minha irmã teve câncer de intestino”, relembra com muito pesar Kunihiko Bonkohara, outro sobrevivente da guerra.
O documentário também aborda os impactos do conflito no Brasil. Navios foram bombardeados por alemães aqui no nosso litoral e alimentos básicos, como trigo, sal e açúcar, faltavam no dia a dia da população. Muita gente passou fome e enfrentou filas para conseguir comida.
Na região norte do Brasil, os chamados “soldados da borracha” tiveram um papel importante durante o conflito, já que o país fornecia matéria-prima usada em equipamentos e uniformes para os países Aliados. “O maior orgulho da vida dele [do pai] é ser seringueiro. Eu tenho muito orgulho de ser filha de Antônio Tomé Dias, soldado da borracha”, se emociona Eliete Dias ao contar a história da família.
Ecos da II Guerra vai à fundo nos acontecimentos daquela época, com o trabalho de equipes de jornalismo no Japão e no norte do Brasil. A produção também emociona com fotos e documentos antigos que ganham vida através do uso de inteligência artificial, e com o recurso criativo das imagens de guerra feitas a partir da confecção especial de três maquetes.
Correio do Povo

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