segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Sobe para 28 o número de mortos por tempestade de inverno nos EUA, diz NBC News

 Serviço de meteorologia alerta sobre o frio representar ameaça à vida e pede que moradores das regiões afetadas fiquem em casa


Uma tempestade de inverno acompanhada por temperaturas gélidas continua provocando grandes problemas no fim de semana de Natal nos Estados Unidos, onde provocou pelo menos 28 mortes, segundo informa a rede de TV NBC News, além do cancelamento de milhares de voos.

O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS, na sigla em inglês) alertou que o frio representa uma ameaça à vida e pediu aos moradores das regiões afetadas que permaneçam em casa. Na sexta-feira, os ventos gelados derrubaram a temperatura para 48 graus negativos. A governadora do estado de Nova York, Kathy Hochul, mobilizou a Guarda Nacional no condado de Erie e em Buffalo.

A situação em Buffalo, no extremo oeste de Nova York, na fronteira com o Canadá, é particularmente difícil. Com as estradas intransitáveis, um casal contou ter desistido de fazer uma viagem de apenas 10 minutos para visitar a família no Natal. "No momento, conseguimos ver [o que está] do outro lado da rua, mas à noite não conseguíamos ver além de nossa varanda", disse Rebecca Bortolin, 40 anos.

O noivo dela, Ali Lawson, está com dores nas costas, mas falou que não quer correr o risco de precisar dirigir até o hospital. Mark Poloncarz, da administração do condado de Erie, disse que o número de mortos pela tempestade aumentou de três para sete na região de Buffalo na noite de domingo, onde a neve acumulada chegou a quase 1,2 metro de altura.

Alguns dos quatro mortos encontrados nesta manhã estavam dentro de carros, e alguns em bancos de neve, disse Poloncarz, acrescentando que o número ainda pode aumentar. "Este não é o Natal que nenhum de nós esperava, mas tente ter um Natal o mais feliz possível hoje", disse Poloncarz no Twitter neste domingo. "Minhas mais profundas condolências às famílias que perderam entes queridos.

Christina Klaffka, 39 anos, disse ter visto as telhas explodirem na casa de seu vizinho, e ouviu suas janelas chacoalharem com "ventos semelhantes a furacões". Ela ficou sem fornecimento de energia junto com toda a vizinhança na noite de sábado, e ainda estava sem eletricidade na manhã deste domingo.

Mortes

Até as 15h de domingo, as autoridades haviam confirmado 17 mortes provocadas pela tempestade, em oito estados americanos. Duas horas mais tarde, redes de TV dos Estados Unidos atualizaram esse número: segundo a NBC News Vinte, as vítimas fatais dos incidentes relacionados ao clima já são 28, enquanto a CNN relata um total de 26 óbitos.

Algumas mortes aconteceram nas rodovias. Em Ohio, quatro pessoas faleceram em acidentes relacionados com a tempestade. Cidades como Denver e Chicago abriram locais de refúgio para receber desabrigados e protegê-los do risco de hipotermia.

A temperatura negativa pressionou o sistema de energia elétrica, e milhões de pessoas ficaram sem luz em suas residências, de acordo com o site Poweroutage.us. A energia elétrica foi restabelecida em grande parte da região afetada no sábado à noite, mas em algumas cidades os moradores foram orientados a reduzir o consumo.

Na manhã de domingo, quase 173 mil moradores estavam sem energia devido aos efeitos do frio extremo, ainda de acordo com o PowerOutage. Os estados mais afetados eram Maine, Nova York, Virgínia, New Hampshire e Pensilvânia. Algumas cidades, em particular na Carolina do Norte, precisaram desativar temporariamente o sistema de energia devido à demanda de eletricidade, o que deixou as casas sem aquecimento.

Atrasos e cancelamentos de voos

No sábado, mais de 3.300 voos foram cancelados e mais 7.500 foram adiados, de acordo com o site FlightAware.com. Na véspera do Natal, o secretário dos Transportes do governo federal, Pete Buttigieg, afirmou que a Administração Federal de Aviação "espera que as interrupções mais extremas tenham ficado para trás, à medida que as operações das companhias aéreas e dos aeroportos se recuperam gradualmente".

Muitos passageiros retidos em aeroportos de Atlanta, Chicago, Denver, Detroit e Nova York aguardavam um milagre de Natal para tentar chegar a seus destinos. O NWS havia informado que a nevasca continuaria durante o dia de Natal, com uma "lenta moderação das temperaturas" apenas na segunda-feira (26).

Neste domingo, a tempestade estava se movendo para o leste do país. Até o meio-dia, mais de 1.600 voos foram cancelados, também de acordo com o rastreador FlightAware, prejudicados pelo clima. Autoridades em Kentucky confirmaram que houve ao menos três mortes relacionadas à tempestade naquele estado. Em Ohio, pelo menos quatro pessoas morreram e várias ficaram feridas em acidentes automobilísticos, depois de um engavetamento de 50 veículos na sexta-feira, que fechou a Ohio Turnpike em ambas as direções durante uma nevasca, perto de Toledo.

A poderosa tempestade de inverno afeta o país desde quarta-feira. Seus fortes ventos polares provocaram a nevasca, que causou temperaturas geladas das Grandes Planícies do Norte até a fronteira dos EUA com o México.

Aos repórteres, a governadora de Nova York, Kathy Hochul, disse ter entrado em contato com a Casa Branca, e afirmou que o governo Biden apoiará o pedido do estado de uma declaração federal de desastre. "Esta vai ficar na história como a tempestade mais devastadora de Buffalo, e ainda estamos no meio dela", disse Hochul.

R7 e Correio do Povo

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