sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Simers acusa prefeitura de Canoas de não pagar médicas gestantes

 Entidade médica afirma que profissionais estão com salário atrasado desde janeiro

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) acusa o município de Canoas de descumprir a decisão judicial e adiar pagamento de médicas gestantes. Representantes da entidade médica destacaram que participaram de reuniões com a gestão municipal, onde houve garantias do pagamento dos salários.  No entanto, afirma que as profissionais estão sem os vencimentos desde janeiro.

O vice-presidente do Simers, Marcelo Matias, enfatizou que apesar de decisões do Tribunal Superior terem determinado os pagamentos, a prefeitura não os realizou e ainda recorre da determinação judicial, ato totalmente contrário ao que garantiu na audiência. “Isso, mais uma vez, demonstra o despreparo da administração municipal em ter a sua gestão plena na saúde da localidade. Com mais este fato, só reforça a necessidade de rever a decisão, coisa que já tem sido investigada pelo Tribunal de Contas do Estado e comissão na Secretaria Estadual de Saúde”, assinalou.

A prefeitura de Canoas informou que o pagamento das ex-colaboradoras do Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde (GAMP), bem como aos demais funcionários que atuaram na instituição, está sendo tratado no âmbito judicial. 

Em fevereiro de 2022, a Prefeitura de Canoas na condição de interventora, apresentou proposta para o pagamento das rescisões, conforme acordado com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-4). Nela, os valores seriam pagos em até 24 meses, quitando as rescisões de 74%, dos 2.791 ex-colaboradores, até dezembro deste ano. A proposta em questão, por orientação dos sindicatos que compunham a LIDE, dentre eles o Simers, foi rejeitada.

“É importante destacar ainda que, em 8 de março de 2022, por decisão da 4ª Vara Cível de Canoas, o Comitê Interventor do Gamp - formado e administrado por membros da Prefeitura - foi extinto, impossibilitando o Município de fazer qualquer movimento para pagar os ex-colaboradores. O Município segue aguardando a manifestação da Justiça, ciente dos esforços que dispensa para solucionar a situação dos ex-trabalhadores do Gamp”, disse a nota emitida pela Prefeitura de Canoas 


Correio do Povo

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