terça-feira, 15 de novembro de 2022

Manifestantes protestam contra ministros do STF em Nova York

 Em evento organizado pelo grupo Lide, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, criticou questionamentos a respeito da lisura das urnas eletrônicas

Alexandre de Moraes foi um dos ministros do STF que discursou no evento do Grupo Lide

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram alvos de protestos em Nova York, nos Estados Unidos, onde participaram de uma conferência sobre liberdade e democracia. Os manifestantes gritavam palavras de ordem contra os integrantes do tribunal empunhando faixas, cartazes e bandeiras do Brasil. No evento, organizado pelo Grupo Lide, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, disse que a ofensiva contra as eleições de 2022, com questionamentos a respeito da lisura das urnas eletrônicas, é um ataque à democracia: “Ao se atacar a autoridade judiciária que faz as eleições, o que se ataca é a democracia. O que se pretende substituir não são ar urnas eletrônicas, se pretende substituir o sistema político que tem no voto livre e periódico de mais de 156 milhões de eleitores. O que se pretende é atacar a própria democracia”.

Já o ministro Luís Roberto Barroso negou que haja ativismo jurídico no STF e foi aplaudido durante sua fala sobre o assunto: “Criou-se uma lenda no Brasil, difundida nas redes sociais, de que o STF é contra o presidente. O Supremo é a favor da Constituição e das leis. Todos os presidentes tem queixas sobre o STF. O presidente Lula tinha queixas, a presidente Dilma tinha queixas, tenho certeza que o presidente Temer tinha queixas. A única diferença é que nenhum deles atacou o tribunal e nenhum deles atacou os seus ministros. Essa é a convivência democrática”.

Em meio à onda de protestos contra os ministros da Suprema Corte dos Estados Unidos, o ex-presidente Michel Temer (MDB), que também foi um dos convidados do evento, pediu pacificação e convocou o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a levarem uma palavra de harmonia à população para diminuir a tensão política no país: “Eu penso que, tanto o presidente atual, quanto o presidente eleito, deveriam lançar palavras de harmonia e obediência ao texto constitucional, e eu não tenho verificado isso”.

Jovem Pan

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