terça-feira, 6 de setembro de 2022

Confira como foi a sabatina com Jair Bolsonaro, candidato à reeleição

 Presidente falou sobre propostas econômicas, escolha técnica de ministros e expectativa para o 7 de setembro: ‘Brasil sempre acima de tudo e Deus acima de todos’



O presidente Jair Bolsonaro participa de sabatina no Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta terça-feira, 6, dando continuidade à série de entrevistas com concorrentes à presidência da República. Candidato à presidência da República pelo Partido Liberal (PL), o atual chefe do Executivo federal aparece em segundo lugar em algumas das pesquisas de intenção de voto, com cerca de 30% de apoio dos eleitores brasileiros. Em suas entrevistas mais recentes, ele defende ações do governo federal ao longo dos últimos três anos, cita obras concluídas, fala em números “fantásticos” da economia e promete a manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600 mensais em 2023, se reeleito. “O auxílio com mais R$ 200 está previsto até dezembro, tem que achar espaço no Orçamento para tornar definitivo. O Paulo Guedes disse que é possível”, afirmou, em entrevista ao Pânico. Além disso, o mandatário do país tem afirmado que não se arrepende das suas declarações durante o auge da crise sanitária do coronavírus. “Eu procuro me policiar [no tom de suas falas], mas estava morrendo gente. Estavam impedindo médico de receitar. Eu falava ‘não pode ficar em casa, tem que trabalhar’. Fiz a minha parte, o lockdown não deu certo, está comprovado”, declarou. Confira abaixo a cobertura especial da Jovem Pan sobre a sabatina de Jair Bolsonaro:

8h30 – Jair Bolsonaro faz suas considerações finais


8h28 – Amanda Klein questiona sobre proposta econômicas

Jair Bolsonaro: As propostas de manter zerado os impostos federais da gasolina, álcool e diesel já estão na peça orçamentária. Sou candidato, mas continuo como presidente, tem que ter responsabilidade. Tudo que faço e falo tenho aval do Paulo Guedes e ele garantiu que tem espaço para mais R$ 200 [do Auxílio Brasil].


8h23 – Corrupção mata mais que violência, diz Bolsonaro

Jair Bolsonaro:  Nosso governo caiu pela metade os assaltos a bancos, reduziu o feminicídio, reduziu a violência. Como? Mandando dinheiro aos Estados. Fizemos a nossa parte, nós estamos dando exemplo. Já o Fachin ajudou a tornar elegível um bandido corrupto. A corrupção mata mais que a violência. Uma caneta utilizada pela corrupção mata mais gente que uma escopeta.


8h19 – Bolsonaro fala sobre relação com Alexandre de Moraes

Jair Bolsonaro: O Alexandre de Moraes quantas vezes conversamos e alguns dias depois ele volta ao que era antes. Fui na posse, ele fez um discurso pesado e continua tomando medidas, esses inquéritos é consenso, são completamente irregulares, inconstitucionais. Nenhuma lei foi respeitada nesses inquéritos.


8h13 – Você se sentiu traído por ministros do seu governo?

Jair Bolsonaro: Com Sergio Moro sim, dei o Ministério para ele, como para todos, com porteira fechada pela competência. Sergio Moro tinha tudo para ser excelente político, trazia uma bagagem muito grande da Lava Jato. Ele tinha tudo para agora ser o meu vice e em 2026 ser candidato à presidência. Algo subiu à cabeça dele, as amizades que ele cultivou ao longo desse tempo de ministro levou a isso. Ele era muito chegado ao Doria.


8h10 – José Maria questiona sobre a presença de atiradores no 7 de setembro

Jair Bolsonaro: Povo armado jamais será escravizado. Atiradores é comum, onde eu vou é normal. Não é apontando para a cabeça do povo, é para segurança. Outra coisa, o nosso Exército é o povo brasileiro.


8h06 – Roberto Mota questiona onde está o autoritarismo no Brasil

Jair Bolsonaro: Geralmente quem procura perpetuar o poder é o chefe do Executivo, mas vocês veem exatamente o contrário. Eu tenho ação que perdi em São Paulo por ataques à imprensa, R$ 100 mil. Que ataques faço à imprensa? O que fazem comigo o tempo todo, de vez em quando perco a cabeça. [Sobre os empresários e a decisão de Alexandre de Moraes] Convidei os oitos empresários para estarem comigo amanhã, no 7 de setembro. São pessoas honradas. Ninguém sabe o que está no processo, como ninguém sabe do inquérito de fake news. (…) Ouso dizer que se não fosse eu o presidente, o Brasil já estaria em uma ditadura. Essa é a verdade.


7h55 – Amanda Klein questiona sobre 51 imóveis pagos com dinheiro vivo

Jair Bolsonaro: A Folha faz essa investigação para me atingir e me persegue. (…) Tenho certeza que está certo [os imóveis]. Não tem bandidos. Meus irmãos trabalham de Sol a Sol pelo Vale do Ribeira, região pobre de São Paulo. R$ 27 milhões em dinheiro vivo? É mentira, é mentira. Tá suspeitando de mim?


7h54 – Covardia o que fizeram com Moro, diz Bolsonaro 

Jair Bolsonaro: Não tenho nada para defender do Moro, tenho péssimas recordações dele quando foi ministro. Mas esse fato de ir na casa, ou comitê eleitoral, é uma agressão. É uma covardia o que fizeram com ex-ministro Moro. Uma covardia o que fizeram com os oito empresários [ alvos da PF]. Por uma notinha do jornal Metrópoles se bloqueia contas, faz busca e apreensão na casa de empresários.


7h52 – Bolsonaro questiona novamente decisão de Fachin sobre as armas

Jair Bolsonaro: Todas as ditaduras foram presididas por campanhas desarmamentistas, todas. Não conseguem enxergar isso?


7h50 – De 0 a 10, o quanto confia nas urnas eletrônicas?

Jair Bolsonaro: Eleições limpas, transparentes não tem que ser questionadas em lugar nenhum. Quanto confio de zero a 10? Confio nas eleições 10 no Paraguai, na Colômbia, no Chile, na França. Que é o voto no papel. No resto, tem que ficar preocupado.


7h49 – Onde vai chegar o Brasil se continuar essa escalada autoritária?

Jair Bolsonaro: Não podemos mais questionar, você não pode mais falar contra ou a favor de vacina. Onde vai chegar o Brasil se continuar essa escalada autoritária? Vai chegar na Nicarágua?


7h46 – Bolsonaro fala sobre risco de fraudes nas eleições

Jair Bolsonaro: Esse clima de animosidade poderia ter sido resolvido a muito tempo, se o ministro Barroso não fosse para dentro da Câmara dos Deputados interferir diretamente em uma Proposta de Emenda à Constituição que estava sendo votada e falava do voto impresso. Essa conversinha de que nunca foi detectado fraude [nas eleições], a própria PF questiona. (…) As informações que tive é que aceitando as propostas das Forças Armadas, a chance de fraude é chega a próximo de zero. Repito: próximo de zero não é zero.


7h44 – Bolsonaro fala da expectativa para o 7 de setembro

Jair Bolsonaro: Sete de setembro do ano passado foi um movimento monstro pelo Brasil especial em São Paulo nenhuma lixeira foi virada, não houve um papel queimado na rua. Não tomei conhecimento nenhum ato de violência em boletins boletins realizado possivelmente registrado em delegacias. Por que estão temendo o povo? O poder emana do povo ou não? O povo tem que ser respeitado ou não? O povo que tem que dar o norte ou é um ou outro ministro do TSE agora que deve dar o norte pra nós e dizer como é que tem que ser feito as coisas. Violência política? Ué vocês esquecem do do pessoal do Antifas a pouco tempo atrás? Como é que a esquerda se comportava nos movimentos de rua? Depredando prédios ali, bancos. Esquecem disso? (…) Vai ser um movimento nunca visto na história do Brasil.


7h42 – Bolsonaro critica ministro Edson Fachin por limitar decreto de armas

Jair Bolsonaro: Não concordo em nada com o senhor Fachin. E peço que me escutem: acabando as eleições, a gente resolve esse negócio do decreto [de armas] em uma semana. Todo mundo tem que jogar dentro das quatro linhas da Constituição. Eu sendo reeleito, a gente resolve esse problema e outros problemas.


7h40 – ‘Não tem corrupção no meu governo’, diz Bolsonaro

Jair Bolsonaro: Um governo que tá ando certo, não tem corrupção no meu governo. Uma país que é exemplo de economia no mundo. Querem me tirar daqui para colocar um ladrão confirmado? Condenado em três instâncias por unanimidade e por capricho de Fachin passa a ser elegível.


7h35 – Bolsonaro é questionado sobre compra de imóveis com dinheiro vivo


7h33– Daniel Caniato e Adriana Reid dão boas vindas a Jair Bolsonaro

Jovem Pan

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