quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Após anúncio de Putin sobre mobilização de tropas, russos correm para comprar passagens de avião

 Buscas na Rússia pelos termos "passagens" e "avião" mais que dobraram desde às 6h desta quarta-feira

Rússia começou uma mobilização parcial para reforçar suas tropas na Ucrânia 

anúncio de Vladimir Putin de uma mobilização parcial para reforçar suas tropas na Ucrânia causou uma corrida aos sites de companhias aéreas nesta quarta-feira (21) para tentar sair da Rússia o mais rápido possível. Inicialmente, a mobilização afeta 300.000 reservistas, mas, segundo o Ministério da Defesa, 25 milhões de russos são mobilizáveis para se juntarem às fileiras do Exército no leste e sul da Ucrânia.

De acordo com a ferramenta de estatística Google Trends, que permite saber a frequência com que uma palavra é digitada no Google, as buscas na Rússia pelos termos "passagens" e "avião" mais que dobraram desde às 6h desta quarta-feira, no início do discurso gravado de Vladimir Putin.

A região de Belgorod, que faz fronteira com o nordeste da Ucrânia e que tem sido atingida por ataques ucranianos desde o final de fevereiro, ocupa o primeiro lugar na lista de locais onde essas buscas na Internet foram realizadas. As passagens para voos diretos para os destinos mais próximos - Armênia, Geórgia, Azerbaijão ou Cazaquistão - estão esgotadas para hoje, informa o site Aviasales, muito popular na Rússia.

Na direção de Istambul, com a Turkish Airlines, uma das principais rotas de avião para sair do país desde as sanções ocidentais e o fechamento do espaço aéreo europeu, "todos os voos estão cheios" até sábado.

Na AirSerbia, para chegar a Belgrado, o próximo voo com assentos disponíveis é para segunda-feira, 26. Os preços das passagens aéreas domésticas para cidades próximas às fronteiras dispararam, como evidenciado pelas passagens oferecidas de Moscou a Vladikavkaz (sul) por mais de US$ 750, em comparação com apenas US$ 70 normalmente.

No início da ofensiva russa na Ucrânia, houve um primeiro êxodo de russos que se opuseram à invasão, ou temiam a mobilização.

AFP e Correio do Povo

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