terça-feira, 2 de agosto de 2022

União Brasil flerta com plano B em SP em meio a impasse com Rodrigo Garcia

 Partido apoia tucano e reivindica escolha do vice, mas mantém diálogo com outro candidato a governador



União Brasil ainda não jogou a toalha e espera poder indicar o vice na chapa do governador Rodrigo Garcia (PSDB), mas, em meio ao impasse, a sigla passou a flertar com um plano B: o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), que lidera as pesquisas de intenção de voto para o Palácio dos Bandeirantes. A cúpula do União ainda trata a aliança com os tucanos como prioridade. A prova disso é que o vice-presidente nacional da legenda, Antônio Rueda, esteve presente na convenção do PSDB que oficializou a candidatura de Rodrigo Garcia. Em paralelo, porém, dirigentes do partido, que nasceu da fusão entre DEM e PSL, mantêm diálogos com interlocutores de Haddad, entre eles o presidente do diretório do PT em São Paulo, Luiz Marinho.

A aproximação com o PT é uma forma de pressionar Rodrigo Garcia. O impasse também envolve o MDB, que cobra o cumprimento de um acordo costurado pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes, e pelo ex-prefeito Bruno Covas, segundo o qual os emedebistas teriam a prerrogativa de indicar o vice na chapa de Garcia. O nome mais cotado é o do ex-secretario de Saúde do município, que deixou o ninho tucano e se filiou ao MDB para ocupar o posto. O martelo só deve ser batido no dia 5 de agosto, data-limite prevista em lei.

O União Brasil é cobiçado porque trará ao candidato escolhido um importante ativo: o tempo de televisão. Do lado petista, mesmo que a sigla comandada por Luciano Bivar não embarque na candidatura de Haddad, a neutralidade é vista com bons olhos por enfraquecer a campanha de Garcia. Aliados do governador, por outro lado, avaliam que a aliança com o MDB de Ricardo Nunes é fundamental para a disputa por votos na capital, onde Haddad leva vantagem.

Jovem Pan

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