quinta-feira, 4 de agosto de 2022

O BRASIL ESTÁ CONDENADO A CRESCER - Gilberto Simões Pires

 LONGO CICLO DE CRESCIMENTO

Na palestra de abertura do evento EXPERT 2022, organizado pela XP Investimentos, em São Paulo, o ministro Paulo Guedes, como se tivesse em mãos o meu editorial de ontem -PREPARANDO PARA O VOO DA ÁGUIA- disse, alto e bom tom, que a economia brasileira está no início de um “LONGO CICLO DE CRESCIMENTO ECONÔMICO" e caminha na contramão da maior parte das nações desenvolvidas no mundo, que iniciam um processo de inflação alta e baixo crescimento.


RESPOSTA PARA TANTO -MAS-

Quando Guedes disse que - O BRASIL ESTÁ CONDENADO A CRESCER POR 10 ANOS SEGUIDOS -, aí a plateia foi ao delírio. Esta afirmação, como se percebe, deixa bem claro que já não estou só nesta aposta de que a nossa economia vai experimentar, finalmente, o VOO DA ÁGUIA!!! Mais: gostei muito quando o ministro fez referência à nociva turma do -MAS-, que ao noticiar FATOS reconhecidamente POSITIVOS, tanto para a economia quanto para os brasileiros em geral, sempre colocam um doentio -MAS-, com viés escandalosamente NEGATIVO.


POPULISMO FISCAL

Em resposta às acusações de “populismo fiscal” do governo federal, que se intensificaram com a recente PEC dos Auxílios, Paulo Guedes fez a seguinte indagação: - Cadê o populismo fiscal? Onde é que está o populismo fiscal de um governo que, pela primeira vez desde 2013, gera um superávit?” - A situação fiscal do país é “forte” e “equilibrada” e avaliou que a política monetária “também está no lugar”. 


SINCERIDADE

Usando da SINCERIDADE, coisa que nunca existiu em governo algum, Guedes reconheceu que o governo “violou o teto de gastos”, mas justificou o movimento como forma de atender a parcela mais pobre da população durante a pandemia de Covid-19 e diante dos efeitos provocados pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia. “Vocês violaram o teto? A resposta é sim, nós violamos o teto. O teto é PARA IMPEDIR O CRESCIMENTO DO GOVERNO. Nós SOMOS LIBERAIS, QUEREMOS REDUZIR O PESO DO GOVERNO. Então, o teto é para não deixar subir o governo. Aí chega uma doença, eu tenho que transferir dinheiro para as pessoas, eu estou fazendo o governo crescer? Não. O governo está concedendo um auxílio para os mais frágeis enquanto a doença está aí, ou enquanto a guerra da Ucrânia está aí, de forma que eles possam sobreviver. Eu não estou fazendo o governo crescer”. “E mais do que isso: está estritamente dentro das receitas extraordinárias não orçadas. Então, graças à nossa administração, as estatais que davam um prejuízo de R$ 40 bilhões por ano, passaram a dar um lucro de R$ 188 bilhões por ano. São R$ 228 bilhões a mais. Se você tem esses recursos, vamos pegar parte dos dividendos, que são nossos, do governo, e vamos transferir para os mais pobres”!


A ÁGUIA VAI PRECISAR SE EXERCITAR

“Muita gente acha: ‘ah, eles furaram uma vez, vão furar duas, três, quatro’. Não. Quando tiver uma guerra, como agora, e uma doença como no ano passado, nós estaremos lá. A mão segura do Estado, a mão amiga dos liberais para quando há necessidade. Mas não a mão para acariciar vagabundo, ladrão, corrupto, perda de dinheiro”. Ao finalizar, o ministro disse que, caso o presidente Jair Bolsonaro seja reeleito, o governo ACABARÁ COM IMPOSTOS QUE INCIDEM SOBRE A PRODUÇÃO. Bem, a considerar tudo que Guedes disse no evento, creio que a ÁGUIA vai precisar fazer muito exercício, caso contrário não será capaz de acompanhar o crescimento do país. Que tal? 


PRIME NEWS



TAXA DE JUROS



Na missão de alcançar uma inflação mais próxima do centro da meta em 2023, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa Selic em 0,50 ponto porcentual, de 13,25% para 13,75% ao ano, voltando ao patamar de janeiro de 2017. O BC deixou ainda a porta aberta para mais um reajuste de menor magnitude na próxima reunião.


No comunicado, o Banco Central afirmou que "o ambiente externo mantém-se adverso e volátil" e que a "inflação ao consumidor continua elevada". O comitê disse ainda que "avaliará a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, em sua próxima reunião" - ou seja, de 0,25 ponto porcentual. A próxima decisão será no dia 21 de setembro.


Pontocritico.com

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