domingo, 5 de junho de 2022

Governo vê economia brasileira ainda crescendo no 2º semestre

 


O crescimento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre do ano veio “consistente” e traz sinais de desempenho forte no segundo trimestre, disse o assessor especial de Estudos Econômicos, Rogério Boueri.

Dessa forma, é baixa probabilidade de ocorrer recessão neste ano, avaliou.
Pode haver recessão se, por exemplo, a pandemia voltar a recrudescer, segundo o subsecretário de Política Macroeconômica, Fausto Vieira. Também se houver agravamento na ruptura das cadeias globais de valor ou se o conflito entre Rússia e Ucrânia se expandir, acrescentou Vieira. Estes fatores não podem ser descartados.

Apontando na direção contrária, os dados colocam um viés de alta na estimativa do governo para o crescimento deste ano, atualmente em 1,5%. Uma nova projeção será divulgada em julho.

Boueri não adiantou se haverá revisão para cima, mas frisou que o crescimento de 1% veio acima do 0,8% esperado pelo próprio governo. Além disso, ele acredita que haverá melhora em áreas que apresentaram resultado fraco no primeiro trimestre do ano.

Na agropecuária, que registrou recuo de 0,9% em relação ao último trimestre do ano passado, a expectativa é de safra recorde. Os bens de capital, que recuaram 2,6% no primeiro trimestre, já se recuperaram e estabeleceram um carrego estatístico de 6% para o segundo trimestre deste ano.

Os indicadores de confiança apontam para aumento de investimentos ao longo dos próximos meses. Todos esses fatores reforçam a avaliação do governo que o segundo trimestre do ano virá forte, explicou Vieira.

Já para a segunda metade do ano, o governo Jair Bolsonaro espera uma taxa de crescimento mais modesta, porém ainda no campo positivo. A desaceleração deverá ser provocada pela alta de juros no mercado doméstico e pelo menor crescimento da economia global.

Ao avaliar o desempenho da economia no primeiro trimestre, a Secretaria de Política Econômica (SPE) lista quatro principais fatores com impacto positivo na atividade no curto prazo: “pujança” do setor de serviços; “queda contínua” da taxa de desemprego; “manutenção do investimento” pelo setor privado e o mercado de crédito e de capitais em expansão.

Com o crescimento de 1%, o PIB está no maior nível desde o quarto trimestre de 2014, ressaltou Vieira. “A economia não está vencendo só a crise da pandemia, mas outros problemas”, disse. “Está vencendo a recessão de 2014 a 2016”, completou o subsecretário.

A taxa de desemprego calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estava em 10,3% no mês de abril, o menor nível desde janeiro de 2016. A população ocupada atingiu no mesmo mês o maior nível da série histórica.

O setor de serviços cresceu 31% desde maio de 2020 e atingiu o maior volume
desde maio de 2015. A produção de bens de capitais atingiu nível semelhante ao de fevereiro de 2015.

Vieira ressaltou que esses dados são resultado da estratégia do governo baseada na consolidação fiscal e nas reformas pró-mercado.

O Sul

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