domingo, 22 de maio de 2022

Dólar fecha a semana a 4 reais e 87 centavos na venda

 


Afora uma alta pontual na primeira hora de negócios, o dólar trabalhou em baixa firme durante todo o pregão nesta sexta-feira (20). Com a piora do sentimento externo, terminou a sessão em queda de 0,87%, a R$ 4,8740 – abaixo de R$ 4,90 desde 25 de abril e no menor nível desde o dia 22. A divisa encerra a semana com perdas 3,63% e passa a acumular desvalorização de 1,39% em maio. No ano, a baixa é de 12,59%.

O anúncio de estímulos monetários na China, que dá novo alento às perspectivas para os preços das commodities, fez com que o real e seus pares emergentes se livrassem da onda global de aversão ao risco detonada por temores de recessão nos EUA.

Operadores voltaram a relatar entrada de capital externo para a bolsa doméstica, com investidores em busca de ativos ligados a commodities, e desmonte de posições defensivas no mercado futuro.

“Ao contrário dos Bancos Centrais do mundo, que vêm subindo taxa de juros, a China cortou suas taxas para dar mais força à economia. Isso gera expectativa de aumento de consumo de commodities e traz um clima mais positivo para o Brasil, hoje mais sensível a mudanças na China do que no mercado americano”, afirma o economista-chefe da Frente Corretora, Fabrizio Velloni.

Ibovespa

Em semana ruim para os índices de Nova York, que acumularam perdas de 2,90% (Dow Jones) a 3,82% (Nasdaq) no período, o Ibovespa conseguiu se desconectar da correção vista por lá e sustentou a segunda semana de recuperação, em alta semanal de 1,46%, vindo de ganho de 1,70% na anterior. Nesta sexta-feira, o índice avançou 1,39%, a 108.487,88 pontos, com giro financeiro a R$ 31,1 bilhões em sessão de vencimento de opções sobre ações. Foi também o segundo dia de alta para o Ibovespa, após ganho de 0,71% ontem. No mês, a referência da B3 volta a subir (+0,57%) e, no ano, avança 3,50%.

Em Nova York, ainda predominam os receios quanto ao comportamento da inflação nos Estados Unidos e o grau de atuação do Federal Reserve para impedir que os preços fujam ao controle. Assim, tanto o S&P 500, durante a sessão mas não no fechamento, quanto o Nasdaq, que já estava na condição, tocam o ‘bear market’, definido como uma queda de ao menos 20% em relação ao pico mais recente – no caso do índice amplo, referente a 4 de janeiro. Dow Jones e S&P 500 tiveram leve reação perto do fim da sessão (+0,03% e +0,01%, respectivamente), enquanto o Nasdaq fechou em baixa de 0,30% nesta sexta-feira.

“No início do ano, ninguém pensava que o S&P 500 estava indo para o território do ‘bear market’, mas a inflação persistente, outro erro de política do Fed e os temores de recessão deixaram os investidores nervosos”, observa em nota Edward Moya, analista de mercado da OANDA em Nova York. Segundo ele, a cautela entre os investidores tende a permanecer, e as vendas de ações a se acentuar, até que o Fed comece a mostrar sinais de que está preocupado com as condições financeiras e que pode parar de apertar (a política monetária) de forma tão “agressiva”.

Ainda assim, a B3 conseguiu se manter a alguma distância da aversão a risco nas últimas duas sessões. “Ontem o Ibovespa já havia conseguido se descolar, com avanço das commodities, o que ajuda Brasil. As notícias que chegam da China são de redução de lockdown, das restrições, com portos sendo reabertos e o de Xangai praticamente funcionando a plena carga, o que já havia ajudado ontem Petrobras, Vale e siderúrgicas na Bolsa”, diz Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master.

A ponta do Ibovespa nesta sexta-feira ficou com IRB (+6,56%), Ecorodovias (+5,48%) e Hypera (+4,98%) – com CSN ON (+4,97%) e CSN Mineração (+3,60%) também entre as maiores altas pelo segundo dia, ainda beneficiadas pelo anúncio sobre recompra de ações. No lado oposto, Méliuz (-5,34%), Petz (-5,17%) e Banco Pan (-3,64%). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Sul

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