sábado, 16 de outubro de 2021

Ministério da Saúde reduz intervalo entre doses da vacina AstraZeneca de 12 para 8 semanas

 


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nesta sexta-feira (15), por meio das suas redes sociais, a redução do intervalo entre as doses da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

A partir de agora, segundo Queiroga, o intervalo entra a primeira e a segunda dose da vacina foi reduzido de 12 semanas para 8 semanas. Alguns Estados e capitais já se anteciparam e adotaram o prazo menor para a segunda dose da AstraZeneca.

Segundo a pasta, foram enviadas doses para concluir o ciclo vacinal de todas as vacinas ofertadas em todo o País. No total, foram disponibilizadas a estados e municípios 310 milhões de doses.

Tiveram o ciclo vacinal concluído até esta sexta-feira (15) 103,7 milhões de pessoas. A população vacinável, com 12 anos ou mais no País, soma 180 milhões de pessoas. Já 150,7 milhões tomaram ao menos a primeira dose.

Segundo o Ministério da Saúde, a nova etapa da campanha de vacinação contra a covid-19 envolve a conclusão do ciclo vacinal de quem recebeu a primeira dose do imunizante da Pfizer e as doses de reforço para idosos, imunossuprimidos e profissionais de saúde.

Um desafio dentro dessa fase é regularizar a situação de quem tomou somente a primeira dose. Segundo o Ministério da Saúde, 19,3 milhões de pessoas estão com a dose atrasada para a conclusão do esquema vacinal.

Nesta etapa da campanha de vacinação, o ministério envia vacinas para serem utilizadas como dose de reforço da população acima de 60 anos, pessoas imunossuprimidas e profissionais de saúde, além da imunização de adolescentes com comorbidades.

De acordo com o ministério, também serão enviadas, nas próximas distribuições, doses da Pfizer para completar o esquema vacinal, respeitando o intervalo de 8 semanas.

Mix de vacinas

A baixa disponibilidade de estoques da vacina AstraZeneca levou gestores a utilizarem o imunizante da Pfizer para aplicar a segunda dose. Chamada de mix de vacinas ou intercambialidade, a decisão é apontada como eficiente para prevenir casos graves e mortes, mas causou problemas burocráticos diante de um impasse do Ministério da Saúde.

O ConecteSUS, aplicativo oficial do Ministério da Saúde, passou a exibir um alerta para oficializar que os brasileiros que tomaram mix de vacinas não podem emitir o Certificado Nacional de Vacinação Covid-19.

“O Ministério da Saúde ainda não permite emissão do certificado para esses casos”, informa o texto do alerta no app gerenciado pelo governo federal.

O Sul

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