quinta-feira, 8 de julho de 2021

Pequeno histórico dos Governos Militares no Brasil

 Considero-me qualificado para esta breve análise dos governos militares que administraram a nação de 1964 até 1985, não apenas porque vivi durante todo este período, mas principalmente pela minha condição de professor de História no Ensino Médio e Superior, gestor de inúmeras Instituições de Ensino além de escritor, plenamente cônscio de tudo que ocorreu durante todo este período.

Assim, recém saído do Curso de História da PUC de São Paulo, guardo na memória de forma muito consciente os Movimentos organizados pela TFP que derrubou o governo do presidente João Goulart, dos quais participei ativamente, muito por conta de toda formação que recebi naquela Instituição onde tive o privilégio de ter sido aluno do emérito Dr. Plínio Correa de Oliveira, professor catedrático, deputado federal Constituinte em 1934, insigne fundador da TFP (Tradição, Família e Propriedade) organização civil de inspiração católica tradicionalista e conservadora, pautada na tradição, no combate às ideias socialistas e comunistas, propunha vigorosa reação (Contra revolução) com base no amor aos princípios cristãos e na aversão à desordem.
Por conta deste meu breve histórico, afirmo com muita convicção que não foram os militares que quiseram a derrubada do governo, embora desautorizados por uma incitação do Presidente de quebra (desobediência) da hierarquia militar em seu discurso de 13 de março de 1964. Assim, na verdade foi o povo que saiu às ruas com o apoio da maioria dos jornais às manifestações populares do dia 19 de março de 1964 na Praça da Sé e posteriormente de outra no Vale do Anhangabaú, a "Marcha da Família Com Deus pela Liberdade", que reuniu cerca de 500 mil pessoas, onde estive presente, em repúdio a tentativa de implantar no Brasil um regime comunista em desrespeito à Constituição, aos valores tradicionais da família e da propriedade.
Acuado e impossibilitado de se manter no cargo, em 31 de março d 1964 Goulart retira-se para Porto Alegre e posteriormente foge para o Uruguai, permitindo ao Congresso Nacional, convocado no dia 2 de abril de 1964, o Senador Auro de Moura Andrade procede à leitura do ofício sobre a ausência de João Goulart da sede do poder em Brasília, portanto declara vaga a presidência da República, que em boa hora, dias depois, foi assumida pelos militares para descontentamento dos comunistas e dos oportunistas inconformados, mas para satisfação da maioria do povo brasileiro.
Inicia-se então o período militar, ferrenhamente contestado pelos opositores que passaram a fazer guerrilha urbana e rural, muitos treinados na sangrenta ditadura de Cuba e que objetivavam implantar um regime semelhante no Brasil. Mas enfrentaram com justificada procedência a repressão militar que muito ao contrário da patranha que propagam os atuais esquerdistas, pois entre combatentes da guerrilha, mortos nas prisões brasileiras ou desaparecimentos, foram 429 os opositores que perderam a vida; mas encobrem que os guerrilheiros mataram 119 pessoas inocentes em assaltos a bancos e outras ações terroristas urbanas e rurais.
Ora, apenas para comparar com a ditadura Cubana do facínora Fidel Castro, exaltada com total admiração cívica pela ignóbil Dilma Rousseff quando lhe presenteou com a construção do Porto de Mariel, enquanto que na mesma época dos governos militares no Brasil, estima-se que Cuba tinha 6,5 milhões de habitantes, e o Brasil quase cem milhões. Assim sendo, nada menos de 50 mil pessoas fugiram da ditadura comunista para a Flórida, simultaneamente foram executadas na ilha 17 mil pessoas, porém não se sabe quantas morreram nas masmorras cubanas.
O período militar estabeleceu um regime alinhado, politicamente, aos Estados Unidos da América e acarretou profundas modificações na organização política econômica e social do país. Por outro lado reconheço que houve uma censura rígida aos meios de comunicação; perseguição e prisão com imposição de exílio aos extremistas por conta de suas ações, mas trouxe para a maioria da população ordeira e trabalhadora muita paz e tranqüilidade comprovada pelos baixos índices de criminalidade com 11,0 assassinatos para cada 100 mil habitantes, ao passo que durante os governos esquerdistas do PT este índice passou para 31,6 para cada 100 mil habitantes.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu muito durante os governos militares, sendo que em 1973 chegou ao seu auge com o índice de 14,0%, decorrente do notável crescimento que inseriu o país no caminho das grandes potências incluído entre as dez maiores economias do mundo; por outro lado os governos petistas registraram ao seu início um crescimento de 1,1% em 2003, sendo de 0,6% em 2009; por sua vez Dilma por conta de seu desempenho teve o 3º pior PIB em 127 anos da História do Brasil, recuando uma média 1,2% ao ano até atingir 0,1% entre 2015 e o primeiro semestre de 2016, ano em que felizmente ela foi afastada da Presidência, deixando um detestável índice da maior taxa de desemprego da História do Brasil representada por 12/5% da população ativa.
Talvez alguns possam discordar da minha opinião sobre os governos militares aqui exaradas, mas os índices e os números são fidedignos e revelam que não houve uma ditadura militar no Brasil, mas sim governos militares preocupados com o crescimento do país e nunca com enriquecimento pessoal, pois todos os presidentes morreram de forma modesta destituídos de grandes bens materiais ou riqueza exuberante, sendo que nenhum deles foi acusado ou preso por corrupção no trato da coisa pública, como hoje podemos constatar muitos políticos corruptos, verdadeiros facínoras e criminosos comprovadamente beneficiados pela impunidade e por uma Justiça facciosa!


Fonte: https://www.facebook.com/1677131654/posts/10217197780731400/?sfnsn=wiwspmo

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