quinta-feira, 22 de julho de 2021

Bolsonaro avalia recriar o Ministério do Trabalho para Onyx Lorenzoni

 


A “pequena mudança ministerial” anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro para a próxima segunda-feira (26) pode recriar o Ministério do Trabalho, que abrigaria as áreas do emprego e da previdência. Essa nova estrutura está em avaliação pelo Palácio do Planalto, mas o martelo ainda não foi batido.

A intenção de Bolsonaro seria colocar na nova pasta o ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral da Presidência da República. Hoje, os assuntos relacionados ao tema estão sob o guarda-chuva da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, de Paulo Guedes.
Um nome que está sendo avaliado para a nova pasta seria de Ministério do Emprego e Previdência.

A movimentação faz parte da estratégia do governo em ceder mais espaço para o Centrão no Palácio do Planalto, na tentativa de reforçar a relação do Executivo com o Congresso. Nesse plano que está sendo desenhado, o senador Nogueira (PI), presidente do PP, foi convidado para assumir o comando da Casa Civil.

Nessa configuração que está sendo estudada, o atual ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, seria deslocado para a Secretaria-Geral. Para Lorenzoni não deixar a Esplanada dos Ministérios, ele seria colocado na pasta do Emprego e Previdência.

Ao assumir a pasta no início do governo, Guedes concentrou, além do Trabalho e Previdência, Indústria e Comércio Exterior, Planejamento e Fazenda.

Onyx se reuniu com Guedes na manhã desta quarta para tratar da mudança.

A divisão do Ministério da Economia é uma das cobranças do centrão a Bolsonaro. O grupo de parlamentares que hoje garante a base do governo pedia a separação de áreas como Trabalho e Comércio Exterior, mas Guedes resiste a mudanças.

O próprio presidente confirmou, em entrevista a uma rádio na manhã desta quarta, que fará uma “pequena mudança ministerial”.

Dentre essas alterações está a ida de Luiz Eduardo Ramos para a Secretaria-Geral — daí a necessidade de deslocar Onyx — para abrir a Casa Civil para um nome do Senado. No momento, de acordo com fontes, o nome mais provável é do senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Presidente do partido, Ciro é considerado um nome chave para assegurar o apoio ao governo no Congresso.

O Sul 

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