terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Procurador-geral dos EUA deixa o cargo, anuncia Trump

 Destino de Barr estava em questão desde que ele disse não ter encontrado sinal de fraude nas eleições de novembro



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira que deixa seu governo o procurador-geral, Bill Barr, que contradisse suas denúncias de que teria havido fraude nas eleições presidenciais, embora o anúncio não tenha evidenciado nenhuma rusga entre os dois.

"Acabo de ter uma reunião muito agradável com o procurador-geral, Bill Barr, na Casa Branca. Nossa relação é muito boa, ele fez um trabalho excepcional. Como diz sua carta, Bill vai deixar o cargo logo antes do Natal, para passar as festas com sua família", informou o presidente no Twitter.



Em sua carta, Barr disse que estava "muito honrado por ter trabalhado neste governo" e destacou vários feitos da administração. Ele será substituído por Jeff Rosen, seu adjunto no Departamento de Justiça.

O anúncio da saída de Barr coincide com a votação do Colégio Eleitoral americano, que ratificou hoje a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais de novembro, apesar das denúncias de fraude feitas por Trump, que chegou a apresentar várias queixas na Justiça, sem sucesso.

O presidente americano criticou diversas vezes a falta de ação de Barr nesse tema, que contrasta com seu histórico ao longo do mandato, durante o qual se destacou como um dos chefes de pasta mais fiéis de Trump. No começo do mês, a declaração de Barr de que não constatou "fraude em uma escala que pudesse ter mudado o resultado da eleição" isolou o presidente.

Alguns democratas, como o congressista Bill Pascrell, não demoraram a comemorar a notícia. "Adeus ao mais corrupto e desprezível procurador-geral da história dos Estados Unidos", tuitou.

AFP e Correio do Povo

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