terça-feira, 17 de novembro de 2020

UMA ANÁLISE BASTANTE ESCLARECEDORA

 



GRANDES DERROTADOS

Das análises que me dispus a ler e ouvir sobre as Eleições Municipais, uma de tantas que me chamaram a atenção está no conteúdo produzido pelo pensador Rodrigo Constantino. Eis aí alguns trechos que extraí do texto publicado ontem na Gazeta do Povo: 


Começando pelos GRANDES DERROTADOS, Constantino aponta:


1- O PT: foi dizimado, mas reconfigurado como PSOL (Boulos is the new Lula);


2- O TSE: uma jabuticaba nacional sem credibilidade;


3- JOICE HASSELMANN: foi dizimada, pois o povo de direita não tolera traição; e o povo de esquerda tem alternativas mais genuínas;


4- O POVO PAULISTA : restou agora a escolha entre um tucano vermelho desbotado e um comuna raiz vermelho sangue;


5- Os INSTITUTOS DE PESQUISA E MÍDIA: uma vez mais inflaram a esquerda e com isso influenciaram os resultados, sendo o caso mais vergonhoso o de Manu no Sul.

GRANDE NÚMERO DA ELEIÇÃO

Parece que o grande número da eleição, negligenciado pela mídia, é que o PT perdeu 133 municípios (caiu de 257 para 124). Nenhuma capital relevante é petista. Em termos de população, o PT hoje governa 3,64% dos brasileiros. Conseguiu piorar o cenário após o "furacão" Dilma.

ONDA VERMELHA

O resultado de queda do PCdoB é ainda mais drástico: perdeu 51 municípios e governa apenas 31 (0,42% dos brasileiros). O PDT perdeu 133 municípios, ficando com 201. O PSOL, queridinho da mídia, tem três municípios (0,69% do eleitorado), e resta a disputa em São Paulo, que deve perder. Os outros pseudo-partidos de esquerda (PCO, PSTU, etc.) nem aparecem nas estatísticas.


Ou seja, não há uma "onda vermelha" em nosso país. É verdade que o PSOL conseguiu se destacar em SP, principal capital do país, e enquanto a turma dormia, o partido, contraditório até no nome, ocupou o lugar do velho PT, agora massacrado. Paulo Polzonoff escreveu ótimo texto na Gazeta mostrando como se deu essa transição, e a mídia, que adora os radicais de esquerda, tem muita culpa no cartório.

ESQUERDISMO MASCARADO

Mas é preciso destacar o seguinte: tanto Boulos "caviar" como Manuela "enxoval em Nova York" souberam mascarar seu esquerdismo radical. Boulos praticamente fez como Lula quando virou "paz e amor" com terno Armani, e a mídia, incluindo o Valor, chamou o invasor de propriedades de "moderado". Já Manu virou basicamente uma freira, com roupa discreta fechada até o pescoço, fala mansa e imagem de pudica. A extrema esquerda, em suma, praticou estelionato eleitoral, enganou boa parte dos eleitores. E parece ter "enganado" até Sérgio Moro, incapaz de chamar a turma pelo que é: extrema esquerda!

TSE

O TSE do -Supremo Pavão Ativista- foi outro grande derrotado, ao lado do PT, nessas eleições. A revista Oeste publicou um texto sobre esse vexame, com direito à lentidão, concentração suspeita em Brasília, invasão de hacker, etc. O povo não confia muito nas urnas eletrônicas, e isso é bastante prejudicial à nossa democracia.


Os INSTITUTOS DE PESQUISA também naufragaram uma vez mais. Inflaram os números da esquerda radical, como no caso escancarado de Manuela D'Ávila. A comunista acabou com menos de 30%, em segundo lugar, mas pesquisas a colocavam como líder com até 40% das intenções de voto.


Nossa República "DEMOCRÁTICA” é a grande perdedora, em síntese, com enorme nível de abstenção ou voto branco e nulo, somando em algumas capitais de 30 a 40% do total. Há crescente desinteresse popular, muitos percebem um jogo de cartas marcadas. Precisamos acabar com o fundo partidário, adotar o voto distrital, tentar reaproximar o eleitor do representante.

DERROTA BOLSONARISTA

Por fim, muito se fala da derrota bolsonarista. Ela ocorreu, deve servir de alerta para 2022, mas a escala é menor do que alguns pintam. Bolsonaro, por decisão própria, resolveu não mergulhar de cabeça na eleição. Uma decisão delicada, polêmica, tomada talvez por receio de novas traições no futuro, talvez para não ferir "aliados" no Congresso e inviabilizar a governabilidade.


 


Não há milagre aqui. Bolsonaro não tem toque de Midas, e não é capaz de iluminar "postes" apagados. Não é declarando voto em Russomano que ele vai virar o jogo em SP. Não é apoiando Crivella que ele vai arrasar no Rio. O buraco é bem mais embaixo.


 


Se a direita não se reorganizar, não for capaz de se unir minimamente em torno de poucos denominadores comuns, a esquerda poderá avançar e muito, a ponto de tomar de fato o poder novamente. Hoje não temos esse cenário ainda. Hoje o Brasil é "centrão". Mas fica o alerta."


Pontocritico.com

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