quinta-feira, 19 de novembro de 2020

“Pessoas que menstruam”, “pessoas que procriam”: como os progressistas estão apagando o termo “mulher”

 Em 1996, quando terminou de escrever seu primeiro livro de ficção, a escritora britânica Joanne Kathleen Rowling achava que não conquistaria o público masculino. Estava errada. A autora de Harry Potter conseguiu que seu personagem tivesse milhões de fãs. Já são 450 milhões de cópias vendidas em 78 idiomas e oito filmes, com US$ 7,7 bilhões em bilheteria.


Grande parte de seu público é formado por apoiadores da chamada “causa progressista” com relação a temas como casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ela chegou a causar polêmica ao dizer que um dos personagens de sua obra é gay. Isso não impediu, contudo, que ela fosse cancelada pela militância progressista por fazer um comentário.

J.K. Rowling criticou o título de um texto produzido para um braço da Organização para as Nações Unidas (ONU). O título dizia: “Criando um mundo mais igualitário no pós-coronavírus para pessoas que menstruam”. Rowling ironizou: “Tenho certeza de que costumava haver uma palavra para isso”, em referência à substituição do termo “mulher”. Bastou para que fosse acusada de “transfobia”. Uma enxurrada de ofensas e ataques à autora foram disparados, especialmente nas redes sociais. Mas ela não se curvou à militância:

"Se o sexo não é real, a realidade vivida das mulheres em todo o mundo é apagada. Conheço e amo pessoas trans, mas apagar o conceito de sexo remove a capacidade de muitos discutirem significativamente suas vidas", justificou a escritora.

Afinal, por que a militância progressista quer apagar o termo “mulher”? Editora de Ideias da Gazeta do Povo, Maria Clara Vieira explica o caso de Rowling com personagens reais e especialistas sobre o tema. Confira: 

Quero entender como como os progressistas querem substituir o termo “mulher” por “Pessoas que menstruam”, “pessoas que procriam”



Gazeta do Povo

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